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História Coração de Gelo - Capítulo 16


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Notas do Autor


Boa noite meus lindos!

O plantão informa, tirem as crianças da sala porque, como diz a Ludmila, É HOJE! hahahahahaha

Depois me contem se gostaram OK?

Um enorme beijo a todos!

Capítulo 16 - Inevitável


Fanfic / Fanfiction Coração de Gelo - Capítulo 16 - Inevitável

~Arashi~

Logo após o banho, eu me deito tentando esquecer na infeliz sorte que eu tenho. Touya veio diretamente do Makai  pra me levar de volta, e, mesmo que eu tenha dito que não voltaria, ele parece que não vai desistir facilmente.

Analiso meus punhos e constato as marcas das mãos de Hiei. Sinto um calor me aquecer o peito e a imagem do beijo dele me rouba qualquer outro pensamento. Shizuru disse que era muito comum se apaixonar no mundo dos humanos, e que a maioria se apaixonava mais de uma vez. Na época eu achei um absurdo alguém querer se sentir assim, mas hoje questiono se era tão absurdo assim. O fato era que tê-lo beijado me fez ver que não era de todo ruim se apaixonar.

Eu realmente não entendo porque ele fez aquilo. Ele era instável, mudava de ideia a todo momento e isso dava um nó na minha cabeça. Ora ele me beijava, ora ele me ignorava. Era absurdamente estranha essa bipolaridade dele.

Desisto de tentar entende-lo, já que eu nem mesmo me entendia. Viro de bruços e agarro o travesseiro buscando um sono que insistiu em me abandonar. Estou preocupada com a língua de Touya, mas creio que ele será discreto. Bem, pelo menos eu tento acreditar nisso.

Já são 2:00 da manhã e não consigo pregar o olho. Eu rolo de um lado para o outro da cama e era como se tivessem formigas me picando o corpo insistentemente. Por fim, me dou por vencida e me levanto, será uma longa noite até que o sol nasça, mas eu preciso me ocupar para que o tempo passe mais rápido possível.

Me visto e me encaminho para o jardim em silêncio. Agora sabia que aquela brisa gélida era Touya se aproximando, então tentei fazer o mínimo de barulho possível, pois ele poderia acordar e vir me questionar sobre tudo o que fiz e eu estava sem o mínimo de paciência para dar explicações.

Saio do templo fechando a porta com cuidado. Analiso o local e vejo que ninguém percebeu que eu sai. Perfeito, vou dar uma caminhada para espairecer as ideias, e de quebra, quem sabe eu não encontro um certo youkai do fogo que tem me perturbado o juízo.

Estou andando sem rumo já tem um tempo, não sei pra onde vou. Sinto cada vez mais meu coração bater em descompasso me lembrando que eu não poderia fugir pra sempre de Touya, uma hora ou outra eu teria que encará-lo e botar um ponto final nessa conversa. Quando dou por mim estou a poucos metros do rio onde eu quase perdi minha vida, pela segunda vez.

Sinto um calafrio na boca do estômago ao me lembrar do que aconteceu enquanto olho para aquelas águas que se moviam fortemente. Eu estava completamente perdida em meus pensamentos quando ouço um som vindo das árvores logo atrás de mim. Eu nem preciso elevar minha energia para saber quem está ali, já que meu corpo me alertava.

- O que faz aqui a essa hora? Tá querendo se matar? – Hiei me perguntava e senti fúria em sua voz.

Eu não sabia o que dizer. Estava de costas pra ele tentando pensar em alguma coisa, e minha única reação foi me virar rapidamente e sorrir.

- Perdi o sono e resolvi caminhar um pouco. Acho que perdi a noção de onde eu estava indo – digo tentando justificar. Mas a verdade era que eu estava louca para vê-lo.

- Entendo. Bem vinda ao clube dos que não dormem – diz ele e sinto que estava relaxado.

Lancei um sorriso. Era a primeira vez que estávamos tendo uma conversa que não se resumia ao treinamento e isso me deixava feliz. Vê-lo sem aquele semblante de raiva ou desafiador era bem mais agradável. Deveria ter perdido o sono mais vezes.

- Volte ao templo e vá descansar. Amanhã teremos um treinamento mais duro e você tem que estar preparada – droga, ele consegue acabar com qualquer clima.

- Não – respondo – Não vou voltar agora. Como te disse, perdi o sono e não tenho o que fazer lá até que amanheça. Não vou te incomodar mais, pode ficar tranquilo – digo me virando para sair dali.

Ele pega em meu punho e faz meu corpo tremer. Eu me viro curiosa por essa atitude e vejo que ele está me encarando com um olhar completamente diferente de tudo o que eu já vi.

- Espere – diz ele pausadamente – Por favor, não vá.

Sou pega de surpresa por esse comportamento. Eu digo e repito, essa bipolaridade dele qualquer hora vai me fazer implorar por uma camisa de força. Tento inutilmente entender essa criatura e o pego analisando meu punho.

- Me desculpe por isso – diz ele passando os dedos pelas marcas que ele mesmo me deixou.

Eu olho pra ele e sinto que estou cada vez mais encantada com essa nova versão que ele está me mostrando. Por que ele não pode ser assim o tempo todo, seria tão mais fácil.

- Não tem do que se desculpar. Eu estava fora de mim aquela hora, então acho que era o único jeito de me controlar – digo baixando a cabeça e sentindo meu rosto queimar.

Ele me puxa contra seu corpo e envolve seus braços em minha cintura. Céus, o que ele está fazendo comigo era algo que dificilmente eu poderia explicar. Mais difícil ainda era explicar pro meu corpo, que o queria mais que tudo nesse momento.

 Ele me olha e vejo sua íris vermelha em um brilho único. Com os dedos ele retira uma mecha do meu cabelo que me cobre o olho. Eu já devo estar com o rosto completamente vermelho quando ele direciona uma das mãos pelos meus cabelos, me alcançando o pescoço enquanto a outra mão se mantinha em minha cintura, me puxando para um beijo.

A explosão que sinto dentro de mim quando nossos lábios se encontram é incontrolável. Sua língua habilidosa passeia dentro da minha boca com extrema fúria. Eu já nem sei mais quem eu sou, me sucumbindo a todo esse sentimento que tenho por ele. Agora, mais do que nunca, entendo o que Shizuru quis dizer com “estar apaixonada era maravilhoso”.

Suas mãos me percorrem o corpo de forma brusca, me apertando cada vez mais. Embora em qualquer outra situação isso fosse assustador, eu buscava por essa sensação. Meu corpo gritava por ele, eu o queria mais do que qualquer coisa nesse mundo. Acho que não sei bem a força que eu tenho, mas acabo o apertando em um abraço e o empurrando floresta adentro.

Ele me olha confuso, mas eu nem me importo. Eu o queria, aqui e agora mesmo, não podia esperar mais um minuto sequer. Ele se encosta no tronco de uma das inúmeras árvores que existem ali e eu consigo enxergar sua expressão indecifrável. Minha razão me abandona de vez quando resolvo tirar o sobretudo que lhe cobre o corpo e a imagem que eu vejo a seguir é estupidamente maravilhosa. Escorrego minhas mãos de forma delicada sobre seu peitoral e vejo que ele se arrepia por completo. Era estranho sentir Hiei nessa forma tão indefesa, o que me dava coragem para seguir adiante com meu comportamento.

- Arashi, pare – dizia ele ofegante – Não sei se posso me controlar assim.

- Você quer realmente que eu pare? – seu arfar despertava ainda mais os meus instintos.

Ele faz uma negação com a cabeça. Cravo as unhas em seus ombros e sinto minha libido mais alta do que em qualquer época da minha vida. Ele geme quando minhas unhas perfuram seus ombros e me pega pelas coxas, me fazendo delirar de prazer. Somente esse toque já valeria todo o esforço de ter enfrentado qualquer dúvida que eu tivesse.

Ele me pega em seu colo e me vira fazendo com que minhas costas se choquem contra o tronco da mesma árvore, me agarrando com cada vez mais força. Eu estava perdida!

Ele me despe numa velocidade absurda e quando dou por mim, estou apenas de lingerie. Ele acaricia meus seios de forma violenta, me fazendo arfar ainda mais em desejo, enquanto uma de suas mãos busca meu sexo desesperadamente. Ele me suga o pescoço e meu corpo inteiro se arrepia. Sentir seus dedos me acariciando meu clitóris era alucinante. Eu enterro meu rosto em sua clavícula e cravo minhas unhas ainda mais em seus ombros. Ele suspira, não sei se pela dor ou pelo prazer, mas era algo que eu me acostumaria fácil de ouvir pra sempre.

Sinto seu membro duro igual a uma pedra. Eu não sei como fazer com que ele entenda que eu nunca mais serei de ninguém, apenas dele. Retiro uma de minhas mãos de seus ombros e desço até ele sobre a calça. Ele me encara e vejo luxúria em seus olhos. Não sei se terei essa oportunidade novamente, então farei valer a pena.

Retiro seu cinto que segura a peça que me separava do meu objeto de desejo e a mesma cai facilmente. Começo a masturba-lo e sinto ele aumentar a força com que segura minhas coxas. Muito provavelmente eu ficarei com marcas terríveis em minha pele, mas isso era algo que pouco estava me importando no momento.

- Você vai me enlouquecer desse jeito – Hiei disse com a respiração ofegante – Por favor, pare agora ou não me responsabilizo – sua voz era um misto de súplica e mentira. E eu estava adorando.

- Você quer que eu realmente pare? – pergunto pela segunda vez e vejo seus olhos ficarem ainda mais vermelhos.

Ele me puxa para um beijo violento, se livrando rapidamente da minha calcinha. Eu estava completamente encharcada e ansiosa por ele. Nunca senti o prazer me invadir dessa maneira.

Nossos corpos vão ao chão no momento em que ele me agarra. Sinto minhas costas baterem com força e, talvez seja a adrenalina, não sinto dor. Ele abre minhas pernas violentamente e se encaixa com força, fazendo meu corpo arquear pra frente. Cada estocada desse infeliz me dava a sensação de ir do céu ao inferno repetidas vezes. Eu o sentia me preencher até o mais profundo do meu corpo e isso era incrivelmente gostoso.

- Hiei... – suspiro seu nome e o vejo aumentar ainda mais o ritmo.

Ele debruça sobre meu corpo e me agarra os ombros, enterrando seus dedos nos mesmos.

- Como é a sensação? – ele sussurra em meus ouvidos me provocando pelo que fiz alguns momentos atrás.

- Maravilhosa – eu o desafio e vejo um sorriso malicioso pela primeira vez. E ele ficava incrivelmente bonito quando sorria.

Eu não sei se poderia me segurar por muito mais tempo. Os músculos de minha intimidade começaram a se contrair violentamente, me fazendo ver estrelinhas, já que minha visão ficou escura por alguns instantes. Eu nunca tinha tido um orgasmo tão violento. Hiei percebe que eu estou entregue e solta um gemido alto, caindo logo em seguida sobre mim.

Ainda sinto seu membro pulsar deliciosamente dentro de mim. Me deito em seu ombro enquanto ele enrola um dos dedos em meus cabelos, me fazendo dormir logo em seguida.


Notas Finais


Maaaasss geeennntteeee que foi isso??? hahahahaha


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