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História Coração de Gelo - Capítulo 17


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Notas do Autor


Olá!

Bora pra mais um capítulo???

Beijo a todos!

Capítulo 17 - Sucumbência


Fanfic / Fanfiction Coração de Gelo - Capítulo 17 - Sucumbência

~Hiei~

- Hiei, acalme-se – ouvia a voz de Kurama bem longe – Você não pode fazer nada impensável, o que eu te disse sobre Touya é só uma suposição, ele não disse nada, pelo menos não pra mim – ele tentava me acalmar, mas eu só conseguia sentir raiva.

- O que você quer que eu faça, que deixe pra lá? – eu gritava com ele e ele ainda mantinha a face totalmente calma, me enfurecendo ainda mais.

- Não é isso, eu só acho que você precisa respirar fundo e pensar direito no que vai fazer, nesse estado em que você se encontra agora só vai piorar as coisas. – nesse ponto ele pode ter razão.

Eu saio da presença dele me enfiando ainda mais dentro da floresta. Minha cabeça estava um turbilhão e eu não conseguia formar um raciocínio, eu devia ter ficado e pedido conselhos ao Kurama sobre como proceder com isso, mas essa droga de temperamento tem horas eu só me complica.

Resolvo seguir o conselho do meu amigo e parar para pensar um pouco. Estou a poucos metros do rio que quase tirou a vida de Arashi, em cima de uma árvore. Tento analisar a situação de um ponto de vista lógico, embora tudo o que se referisse a Arashi era completamente ilógico pra mim, mas algo tinha que ser feito. Eu não sabia se Touya realmente tinha vindo busca-la mas essa era a razão mais provável, do contrário pra que ele sairia do Makai?

Essa será mais uma noite que não vou conseguir dormir. Minha cabeça está uma bagunça por causa dela, eu não consigo tirar a imagem e todas as sensações que tive quando a beijei, meu corpo não me obedece mais e ainda sinto como se ela estivesse aqui. O cheiro dela não sai das minhas narinas, mesmo depois de ter me banhado no rio. Mas que inferno!

Parecia que a noite não teria fim, e tudo o que eu queria agora era que o sol nascesse. Só assim eu poderia tomar alguma atitude, seja indo ao templo e sequestrar Arashi, seja enfrentando Touya para que ele não a tire de mim. A lua reflete nas águas furiosas do rio e me perco em pensamentos. De repente, sinto a energia dela se aproximando.

“O que ela faz aqui?” penso enquanto a vejo indo direto para o rio. Ela para nas margens e vejo que está pensativa. Resolvo confronta-la, ainda é madrugada e o fato dela estar aqui e sozinha me deixou preocupado.

- O que faz aqui a essa hora? Tá querendo se matar? – ela me irrita quando tem esse tipo de atitude. Será que ela ainda não aprendeu que pode se machucar?

Ela continua parada e sinto uma oscilação em sua energia, que aumentava gradualmente. Será que essa estúpida estava pensando em aprender a nadar justamente agora? Era uma louca, só pode.

E então ela se vira e demonstra o mais lindo sorriso que já vi. Nem Yukina poderia me lançar um sorriso tão perfeito quanto o dela. A luz da lua refletia em seus longos cabelos brancos e o azul de seus olhos brilhavam como um farol. Eu senti minhas pernas tremulas e a garganta seca, meu coração não me dava sossego e se forçava contra meu peito. Me surpreendi com essa atitude dela, normalmente ela é bem petulante e me responde sempre o que dá na telha, mas dessa vez ela não disse nada.

- Perdi o sono e resolvi caminhar um pouco. Acho que perdi a noção de onde eu estava indo – diz ela por fim.

- Entendo. Bem vinda ao clube dos que não dormem – eu respondo, e pela primeira vez não quis iniciar uma discussão com ela. E ela continuava a sorrir pra mim, aumentando ainda mais todas as sensações que ela me causava. Meu corpo doía demais na presença dela, e eu não sei mais o que fazer, já tentei tudo quanto foi jeito pra me acostumar mas tá difícil.

- Volte ao templo e vá descansar. Amanhã teremos um treinamento mais duro e você tem que estar preparada – eu não sei porque faço essas coisas, já que tudo o que eu quero é que ela fique aqui. Sou um imbecil, constato.

- Não – sua face se fecha e ela me encara com o azul mais bonito que já vi em seus olhos - Não vou voltar agora. Como te disse, perdi o sono e não tenho o que fazer lá até que amanheça. Não vou te incomodar mais, pode ficar tranquilo – ela se vira e eu preciso fazer alguma coisa e rápido, não quero que ela volte ao templo.

Seguro em seu punho e constato as marcas que deixei nela no nosso último encontro. Só de saber que eu a feri, mesmo sem intenção, faz com que eu me puna internamente. Como pude machuca-la dessa maneira? Eu sou a pior criatura do mundo.

- Espere...Por favor, não vá – finalmente eu consegui falar alguma coisa que preste - Me desculpe por isso – digo analisando as marcas que deixei em seus punhos. Eu sou um idiota por ter feito isso a ela, e a pego me olhando docemente, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar.

- Não tem do que se desculpar. Eu estava fora de mim aquela hora, então acho que era o único jeito de me controlar – como é tola, se ela soubesse que era o que eu queria...

Não dá mais pra sentir sua pele apenas em minha mão, eu preciso de mais, muito mais. Eu a puxo e seu corpo se choca contra o meu, enquanto entrelaço os braços em sua cintura, a envolvendo em um abraço. Seus lindos cabelos brancos pousam em sua face e eu apenas os tiro de forma gentil, colocando atrás de suas orelhas. Ela, por sua vez, não faz qualquer objeção ao meu ato e me encara profundamente com aqueles insuperáveis olhos azuis. Vejo pequenas constelações dentro deles, envolvidas em uma sensação de luxúria absurda. Será que me enganei e talvez ela não sinta apenas gratidão por mim?

Busco seu pescoço na intenção de traze-la para mais perto de mim. Eu preciso sentir novamente seus lábios junto aos meus, mesmo que isso custe muito caro ao meu corpo sofrido.

Ela se relaxa completamente em meus braços enquanto a agarro violentamente para um beijo. Sua boca era macia demais e eu continuava pressionando nossos lábios com extrema vontade, parecia que eu não conseguia me satisfazer dela. Sua língua tinha um gosto doce e se movimentava deliciosamente dentro da minha boca, meu corpo estava completamente entregue a essa sensação. Acho que Kurama estava certo, o sentimento de estar preocupado com outro além de mim mesmo era verdadeiro, e com Arashi era diferente do que com Yukina.

Começo a aperta-la sem medir a consequência dos meus atos. Eu sei que talvez eu possa feri-la, e tento me controlar, mas é muito mais forte do que eu. Eu não consigo parar!

Ela me abraça com força e me empurra adentrando a floresta, fazendo com que eu bata as costas violentamente contra o tronco de uma árvore, sem interromper o selar de nossos lábios. Não tinha ideia do que essa maluca estava pretendendo, mas agora nem me importava mais. Eu preciso sair dessa situação o quanto antes, mas não sei como.

Ela me lança um olhar quente, a doçura foi deixada pra trás. Como ela podia ser tão provocante assim? Me fazia questionar se todas as criaturas do país de gelo podiam ter esse tipo de conduta, mas pelo que sei não. De onde é que ela vem?

Meu sobretudo é arrancado por suas delicadas mãos enquanto ela me olha descaradamente. Suas mãos percorrem delicadamente toda extensão de meu peito, fazendo meu corpo se arrepiar por inteiro. Eu estava me sentindo completamente indefeso com esse toque e não conseguia raciocinar mais nada. Queria que ela parasse com isso, ou então poderia feri-la com minha maneira nada delicada.

- Arashi, pare... Não sei se posso me controlar assim... – digo ofegante.

- Você quer realmente que eu pare? – droga, ela está me provocando.

Será que ela não percebe o risco que está correndo? É lógico que não quero parar, meu corpo pede mais dela do que um beijo, mas eu não sei ser delicado e ela era tão perfeita...

Perfeita é o caramba, essa mulher é o demônio! Ela crava as unhas em meus ombros e me faz ter sérias dúvidas se eu poderia aguentar toda excitação que ela me provoca. Esse ato impensado dela me deixa profundamente desejoso e sinto que meu membro vai explodir se eu não tê-la logo. Puxo suas pernas pra cima e ela as entrelaça em minha cintura, enquanto eu a aperto violentamente. Não dá, simplesmente não dá pra resistir a ela. Eu a viro com força e dessa vez são suas costas que se chocam contra o tronco da árvore. Ela solta um arfar delicioso, como era ardilosa!

Retiro suas roupas mais que depressa e posso notar que nem com todas as imagens que eu fiz de seu corpo chegavam perto do que meus olhos viam. Ela era mais perfeita ainda do que meu imaginativo, com curvas milimetricamente bem desenhadas, seios fartos e a pele branca e suave, embora agora existissem marcas que eu mesmo havia deixado ali. Busco sua intimidade, e vejo que ela também está desejosa, aumentando ainda mais minha vontade dela. Eu a beijo com vontade no pescoço, enquanto pego em um de seus seios e ela geme baixinho em meu ouvido enquanto força suas unhas ainda mais em meus ombros. Eu estava adorando isso, era uma dor de prazer e não pude controlar um suspiro dolorido. Diaba!

Ela retira uma de suas mãos de meus ombros e começa a deslizar até minha calça. Ela me olha de forma pervertida, como pode ser tão provocativa? Será que ela tem noção no que está se metendo me fazendo passar por tudo isso? Acho que ela quer me punir por todo treinamento pesado que eu a fiz passar até agora, não é possível.

Minhas calças caem rapidamente assim que ela retira meu cinto. Ela pega meu membro que está dolorido de tanta vontade e começa a me masturbar. Eu perco momentaneamente os sentidos, mas meu corpo não. Quando dou por mim, eu estou quase rompendo a pele de suas coxas, tamanha força que eu a segurava. Preciso me controlar ou vou machuca-la seriamente.

- Você vai me enlouquecer desse jeito... Por favor, pare agora ou não me responsabilizo – disse ofegante. Ela me lança um olhar ainda mais provocante, mas ela tem que entender que precisamos parar com isso agora mesmo.

- Você quer que eu realmente pare? – maldita, ela me provoca de todas as formas possíveis.

Eu a agarro pelo pescoço e a beijo com vontade. Eu não sou sensível, tampouco carinhoso e tentei mostrar isso a ela até agora, mas ela parece não se importar com isso. Retiro sua calcinha com violência e a puxo pra perto de mim, fazendo com que nossos corpos caiam no chão. Nem mesmo essa pancada fez com que Arashi tenha mudado a expressão de seu rosto, e ela me encarava com uma depravação sem limites.

Abro suas pernas e me encaixo em sua intimidade, eu já não aguentava mais as dores que estava sentindo em meu membro. Ela era quente e estava completamente molhada, o que fazia com que eu pudesse me deslizar com muita facilidade. O cheiro dela continuava a entrar em minhas narinas e eu estava enlouquecendo de prazer. Eu a estocava com mais e mais força e via que ela se contorcia de prazer, me encantando com a imagem que eu via.

- Hiei... – no momento em que ela geme meu nome, eu explodo. Como pode fazer isso comigo? Não vai ficar assim.

Me abaixo encostando meu peito contra ela e lhe agarro os ombros, enfiando meus dedos com força nos mesmos. Ela arfa descontroladamente, não sei mais se de dor ou de prazer, mas vê-la fechar os olhos e morder os lábios era gostoso demais.

- Como é a sensação? – digo em seus ouvidos, tentando provoca-la mais do que ela já me provocou.

- Maravilhosa – era impossível lidar com ela, e isso me fez sorrir maliciosamente.

Arashi geme alto enquanto eu estoco com mais força ainda. Como eu disse, ela provocava o pior em mim. Sinto seu corpo se relaxar quando ela atinge o orgasmo, me liberando para que eu finalmente pudesse me aliviar. Eu não queria ser um idiota tendo me satisfeito primeiro, mas estava bem difícil me controlar dentro dela.

Continuei me enfiando nela com vontade, sentindo meu corpo em chamas. Esse com certeza foi o orgasmo mais intenso que tive em toda a minha vida, e creio que eu demoraria bastante pra me recuperar disso. Eu era louco por ela e espero que tudo isso a tenha feito entender de uma vez por todas.

Ela se deita em meu ombro enquanto entrelaço os dedos em seus cabelos. Não pude dizer nada a ela, já que a mesma adormeceu em meus braços. Eu estou preocupado com a visita de Touya e vê-la dormindo tão profundamente só me dava ainda mais certeza de que eu não a deixaria nunca.


Notas Finais


Ooowwwnnnn


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