História Coração de Lata - Capítulo 2


Escrita por: e AkazawaSG

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Naruhina, Revolução Naruhina
Visualizações 113
Palavras 2.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie gente, chegando mais um capítulo de coração de lata para vocês... Rs

Um lembrete a todos: Eu, Su, estarei postando os capítulos, enquanto a AkazawaSG estará respondendo aos comentários de vocês!

Dito isso, agradeço a todos que leram e comentaram!! O apoio de vocês é tão importante, e nos dá ânimos para continuar com a história!!

Tanto eu, e Shei, os desejamos uma boa diversão nesse capítulo!!
Boa leitura...

Capítulo 2 - Capítulo: 1


Capítulo: 1

Naruto estava confuso. A respiração cansada destoava de seus olhares atentos que observavam tudo ao redor. Ele não entendia onde estava, o porquê de todo seu corpo doer tanto ou quem eram aquelas pessoas que o estavam ajudando.

Como ele parou em uma situação como essa? Tentou se lembrar, mas, de repente, o esforço em sua mente o fez sentir-se ainda mais doente. Sua cabeça latejando como se fosse explodir.

— Enxaqueca? — Konohamaru perguntou.

Naruto o observou por bastante tempo desde que despertou.
Dos 3 doutores que estavam com ele no inicio, apenas o mais jovem deles ficou designado para acompanha-lo até o quarto a que fora transferido.

Konohamaru era tagarela. Enquanto arrumava vestes adequadas para o paciente, balanceava a inclinação de seu leito e instalava os aparelhos de monitoramento, contou praticamente toda a história de sua vida ate terminar de cursar o colegial. Ele era forte também, Naruto notou, conseguindo tira-lo da cadeira de rodas que o transportava para coloca-lo deitado sem maiores dificuldades.

Ainda agora, contava sobre uma ex-namorada quando as dores de cabeça começaram a se intensificar, impedindo-o que prestasse atenção.

— Eu estou bem... — O Uzumaki respirou fundo antes de responder com uma convicção inabalável.

O jovem apenas assentiu e se aproximou com um copo cheio de um líquido transparente, um canudo dobrável apontava para os lábios do paciente sugestivamente. Naruto o olhou desconfiado. Varias possibilidades passando por sua cabeça:

Essas pessoas desconhecidas eram inimigos?
Ele era, na verdade, um prisioneiro e não um paciente como querem fazê-lo pensar?
Estão tentando manipula-lo para ganhar acesso a seus segredos?
Konohamaru não era um médico, mas um guarda para vigia-lo?

Algo estava errado. Um carcereiro normal não poderia ser tão simpático e falante quanto o doutor a sua frente. Em cinco minutos sozinhos, ele já deu mais informações de sua vida do que o homem jamais descobriria espionando-o.
Entretanto... Um bom psicopata poderia fazê-lo para ganhar sua confiança.

— O que é isso? — A voz de Naruto saiu quase como um rosnado com seu tom rouco e áspero.

— Ah... É água! — Konohamaru juntou as sobrancelhas por um instante, confuso com a pergunta. — Você ficou em coma por vários meses, pensei que quisesse algo para beber.

Sua garganta seca clamava por alivio desde que acordou. Se aquilo fosse uma jogada em sua manipulação, Naruto tinha que admitir, estava funcionando.

Por mero instinto de destro, tentou mover o braço em direção ao copo para pegar, mas não houve resposta. A falta de sensibilidade não era novidade, desde que acordou já se pegou testando movimentos hora ou outra, mas tanto o lado direito do seu corpo quanto ambas as pernas pareciam mortas.

— Eu poderia querer algo mais forte... e alcoólico.— Naruto tentou disfarçar sua inabilidade com uma expressão de falta de interesse.

— Se a doutora liberar; verei o que posso conseguir. — O doutor riu animadamente. — Mas, por hora, vamos ficar só com a água mesmo.

O rapaz balançou o copo na frente dos seus olhos, movimentando o líquido tentadoramente em seu interior e, assim, traído por suas necessidades básicas, Naruto cedeu e rodeou o canudo com os lábios ressecados, tomou um gole robusto.

Aquelas pessoas o queriam vivo e saudável, ele se convenceu enquanto bebia. O ajudaram até agora e não faria sentido atacarem depois de gastar tantos recursos para mantê-lo bem.

Além do mais...

A situação de seu corpo era desconhecida, estava debilitado de mais para reagir ao que quer que fosse acontecer a seguir. Ele precisava de tempo, tanto para se recuperar, quanto para entender esse lugar e o motivo de estar ali.

O barulho por trás da porta o despertou dos pensamentos e seus olhos focaram na entrada do cômodo, assim que identificou que os sons eram de passos. Aquelas instalações eram extremamente silenciosas, qualquer mudança nos arredores podia ser notada e evidenciada facilmente.

A maçaneta se moveu e a porta abriu passagem para a mulher entrar.
Naruto a seguiu com o olhar, analisando cada um de seus movimentos com atenção redobrada. Apesar de não saber muito sobre as pessoas desse lugar, pelo menos sabia que aquela mulher de olhos estranhos tinha algum grau de comando ali, então se animou por um instante, ao perceber que não precisaria descobrir as coisas por si mesmo, a resposta para cada uma de suas duvidas estava a sua frente, ao seu alcance.

— Konohamaru, como ele está? — Hinata perguntou.

— Totalmente estável, sóbrio, e bebeu um pouco de água. Contudo, tem apresentado dores de cabeça.

A morena assentiu e se aproximou, sentou-se a beira do leito. Levou a mão ao rosto do paciente e tocou em suas têmporas com dois dedos, enquanto uma pequena lanterna que tirou do bolso iluminava diretamente seus olhos azuis.
O homem não sabia se era a pele dele que estava quente ou a mão dela que estava muito fria, mas o contato repentino o fez sentir um leve arrepio, não era ruim, mas o deixava inquieto de uma forma estranha.

— Sente dores apenas na cabeça, ou em outra parte do corpo? — Ela perguntou de repente, quebrando sua linha de raciocínio.

— Eu estou bem — nunca falaria sentir-se um débil.

— É o que ele vem respondendo sempre que pergunto algo. — Konohamaru falou ao fundo, e Naruto fixou o olhar no jovem que deu um sorriso nervoso em resposta a carranca dele.

— Você sabe que não posso ajudar se não for honesto, certo? — Hinata proferiu desligando a lanterna e descendo a mão que estava no rosto para o ombro dele.

— Eu não preciso de ajuda! Preciso saber o que está acontecendo aqui! — Seu tom saiu rude e sua expressão revolta, sua mão esquerda se moveu para afastar a dela de forma brusca.

— Orgulhoso e rabugento. Parece que sua ficha confere. — Outra voz se propagou pelo quarto e só então Naruto se deu conta do homem apoiado no batente da porta. Era alto de cabelos grisalhos, usava terno e mascara preta na face.

— Quem é você? — Ele perguntou surpreso por não tê-lo notado antes.

— Esse não é o tempo... — Hinata se levantou focando diretamente o recém-chegado. — Eu pedi para esperar os exames terminarem.

— Infelizmente, eu não posso me dar ao luxo de acatar ordens tuas; doutora.

— Não foi uma ordem, Kakashi. Foi uma sugestão amigável que, como especialista, tenho o direito de dar.

— E eu, como diretor, tenho o direito de recusar. Certo?

— Se você quiser ser irresponsável, sim.

— Parem de falar de mim como se eu não estivesse aqui! — Naruto falou alto, querendo fazer sua presença ser notada.

 

Ambos olharam para o paciente, seu olhar raivoso pareceu surtir efeito de alguma maneira, pois a discussão que havia entre eles desapareceu completamente. O homem, que doutora chamou de Kakashi, carregava uma expressão alegre perceptível mesmo por baixo de sua mascara.

 

— Quero saber o que houve. — Naruto disse enfim.

— Eu concordo. É um direito seu. — Kakashi assentiu.

— Ele não está pronto. — Hinata suspirou em resposta, mas se afastou para o outro canto do quarto, saindo do caminho do homem e demonstrando certo respeito inesperado.

— Meu nome é Kakashi Hatake, e você está em uma instalação que chamamos de Raiz.

 

Ao observar os aparelhos de monitoramento ao lado da cama, Hinata identificou que os batimentos cardíacos de seu paciente aumentaram consideravelmente. Então olhou para Konohamaru, como uma ordem silenciosa que só ele entenderia, e o jovem deixou o quarto sutilmente.

Kakashi continuou falando:

— Aqui trabalhamos com diversos cientistas, de diversas áreas, desempenhados em descobrir novas tecnologias e revolucionar as já existentes para...

— Para guerra! — Naruto rosnou.

Kakashi não falou de imediato, observou a expressão de raiva que o homem portava sem saber como reagir. Entretanto, Naruto não parou de falar:

— Eu sei exatamente quem vocês são e o que fazem! Estamos em guerra por causa de suas "pesquisas".

— Eu pensei que sua memória estivesse fragmentada. — O diretor revelou.

Seu olhar focou diretamente para a doutora, como se buscasse respostas, mas a mulher apenas deu com os ombros e ele, mentalmente, teve que admitir que talvez alguns dos testes que ela mencionou realmente se faziam necessários naquele momento.

— Como assim “minha memória”? Estavam tentando me manipular ou algo assim? — Naruto sentiu o maxilar travar numa tentativa frustrada de conter a raiva que sentia. Será que todas suas possíveis suposições de que eram todos inimigos estavam certas?

— Acalme-se, Naruto. — A doutora pediu, mas ele, apesar de olha-la por um segundo, ignorou o que pronunciou focando-se ainda mais ferozmente contra Kakashi.

— Ninguém aqui quer engana-lo. — O diretor falou firme. — A Raiz é bem mais do que os rótulos que o exército nos coloca. Criamos novos modelos de robôs, sistemas sintéticos, avanços médicos...

— Máquinas assassinas! — Naruto completou.

— Você não está me ouvindo, não é? — Kakashi bufou.

— Eu não vou dar ouvido a terroristas!

— Mais respeito, Uzumaki. Você está sob meu comando aqui!

— Comando? Quem vocês pensam que são para exigir algo assim?

— Somos as pessoas que salvaram a sua vida dúzias de vezes nos últimos 6 meses. Você deveria ser um pouco mais grato.

— Tão grato quanto sou pela Raiz ajudar os androides a tomar o controle do mundo!

— Diga o que quiser, mas você agora é metade daquilo que mais odeia.

 

Hinata observou toda cor fugir do rosto de seu paciente enquanto cada palavra era interpretada para alcançar o significado do que Kakashi realmente havia dito. A face petrificada numa mistura de confusão e medo.
Ela baixou olhar dele, quando percebera que começava a simpatizar de mais com aquela expressão destroçada, ela poderia saber quase exatamente o que ele estava sentindo naquele momento e isso a assustava também.

Um bip eletrônico distinto quebrou os segundos de silencio que se impregnou no quarto. Kakashi suspirou parecendo impaciente e então levou a mão até o ponto metálico preso a sua orelha.

— Estou ocupado agora. — Disse e esperou um momento. A resposta que ouviu o fez revirar os olhos. — Isso é mais importante, você sabe... — Outro instante se passou e seus ombros caíram. — Estou a caminho. Não os deixam mais irritados.

— Problemas? — Hinata perguntou sugestivamente.

Kakashi olhou em volta do quarto, finalmente se dando conta da ausência de Konohamaru e então encarou a doutora que carregava uma fisionomia muito “vitoriosa” em seu rosto. Ele não sabia o que ela tinha feito exatamente ou mesmo como fez, mas sabia que ela era responsável por aquela interrupção inoportuna; Acionistas e colaboradores não ficam tão nervosos a informações sigilosas de uma hora para outra, não sem alguma ajuda interna.

 

— Doutora Hyuuga, termine seus exames — Kakashi apontou para o paciente. — Depois me encontre em meu escritório. Precisamos conversar.

— Sim, senhor. — Ela respondeu simplesmente, com um tom de respeito aceitável.

Kakashi saiu do quarto apressado e Hinata voltou sua atenção para os aparelhos ao redor de Naruto. Ele não falou nada a princípio e ela percebeu que ele não tinha coragem para dizer qualquer coisa, ele ainda estava em choque.

 

— Os níveis de estresse estão muito altos... – Ela constatou sem tirar os olhos do monitor. — Você não está em condições físicas ou mentais, de realizar nenhum dos exames. — Ela suspirou e se afastou, agora caminhando para a porta. — Tente descansar por agora. Voltarei mais tarde.

— Espere! — Ele agarrou seu braço antes que estivesse fora do alcance, o desespero em seu olhar, Hinata observou, era quase palpável de tão real.

Apesar de usar toda sua força disponível no momento, o aperto não era realmente forte, o homem ainda estava debilitado de mais para algo mais que um puxão simples. Hinata parou apenas porque quis parar, porque sabia que ele precisava das respostas mais agora do que nunca.

 

— Se você quer conversar, terá que se acalmar. — Hinata falou com um tom baixo e profundo. — Eu não vou tentar dialogar com um paciente a beira de um ataque nervoso.

Os dois se encararam desafiadoramente por um momento, então Naruto a soltou. Baixou a cabeça como se realmente reconhecesse que estava passando dos limites, não havia qualquer pedido de desculpas em seus olhos, mas foi suficiente para Hinata.
A doutora se endireitou e esperou que estivesse pronto pacientemente.

— Eu sou um Androide? — Ele finalmente se pronunciou, a pergunta saiu baixa e fraca, como se ele já soubesse que a resposta não iria agrada-lo.

Hinata simplesmente não era capaz de mentir perante aquele semblante, nem mesmo havia sentido a esse ponto, assim, apenas assentiu pesadamente.

— Você é...


Notas Finais


O_O
‘’Ser ou não ser, eis a questão.’’
Por: Uzumaki Naruto
XD


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