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História Coração de pedra - Capítulo 6


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Notas do Autor


Oi meus CEO's como vocês estão?

Então, fizeram muitas teorias no capítulo anterior? Eu espero que sim. Mais uma vez peço que prestem atenção nos DETALHES.

Mais um capítulo fresquinho para vocês e nesse vocês vão conhecer um pouquinho mais sobre o passado desses nossos personagens que tanto amamos.

Me perdoe qualquer erro, admito que não corrigi o capítulo, mas estou corrigindo a fic toda, desde o começo, então não se preocupem.

Sem mais delongas, boa leitura e divirtam-se.

Capítulo 6 - Conhecendo


 

O homem estacionou o carro do outro lado da rua, porém ainda em frente ao hotel. Já não era mais tão cedo, o relógio caro de seu pulso já tinha os ponteiros em cima do número oito e já havia também ingerido uma certa quantidade de bebida alcoólica, nada que fizesse real diferença em seu organismo, porém, queria acreditar que a aceitação tão fácil em subir para o quarto da mulher se advinha disso. Ou seja, ele estava se enganando escancaradamente.

Acompanhou o corpo com curvas bem interessantes até a entrada do hotel, passando pelo hall e entrando no elevador, com surpresa percebeu que a CEO de umas das empresas que mais faturava por ano não estava no melhor quarto daquele local, o que dizia muito de sua personalidade e lhe fazia imaginar o que mais descobriria da personalidade da mulher de cabelos nada convencionais.

O clima do elevador era estranhamente estranho, sem querer ser redundante, era incrível como um quadrado de metal fazia com que situações que normalmente seriam corriqueiras se transformassem em constrangedoras. Ainda não havia uma palavra sequer saindo da boca das duas pessoas naquele ambiente, Sasuke já começava a ficar levemente incomodado com a lentidão do equipamento enquanto Sakura, com um desconforto que lhe foi dado por cinco taças robustas de vinho, tentava controlar a vontade de olhar para o enigma que se encontrava ao seu lado.

Era absurdo o fato dela conhecer tão bem Itachi e tão pouco Sasuke, pior ainda era como o moreno mais novo insistia em falar tão pouco, ela sabia que algumas pessoas gostavam de ser discreta, mas ele exagerava em ser absurdamente invisível. Foi difícil para si mesma admitir que após conhecer Sasuke e contar para sua melhor amiga por telefone ela usou a internet para tentar descobrir mais sobre o herdeiro mais novo dos Uchiha, mas nada de concreto havia sido encontrado, além de uma suposta namorada de muitos anos e saídas aleatórias com a mãe que eram capturadas por paparazzo de plantão.

Odiava admitir ainda mais que desde que Ino começou a plantar essas ideias em sua cabeça, toda vez que olhava para o homem acabara se sentindo atraída por este, não que fosse completamente inevitável, afinal ele realmente era excessivamente bonito, porém, esse não fazia o estilo de Sakura Haruno. O tipo de mulher que se sentia atraída pelo obviamente cara gato e gostoso que deveria ter a mulher que quisesse e depois nem lembrava seu nome, aliás, Itachi era assim, então o mais novo teria de onde puxar, não é mesmo?

Contudo, Sakura também não fazia o estilo mulher fraca ou frágil, muito pelo contrário, os longos anos em meio a homem nojentamente poderosos fizeram dela forte o suficiente para não temer o encanto genético da família Uchiha, tampouco era o tipo de mulher que esperava alguma coisa acontecer, naquele jogo quem fazia acontecer era ela e isso ficava bem claro até em seu antigo relacionamento, onde nitidamente, todos sabiam quem comia na mão de quem.

Pobre Sasori, foram anos aguentando chacota de seus amigos em comum por ser a “mulher” da relação, o que no início a deixava ofendida pelo apelido pejorativo, porém, depois, acabou achando graça. A verdade era que Sakura não tinha muita paciência e também não gostava de perder tempo, ela fora ensinada que tempo era dinheiro e ela trabalhava o dinheiro com muita responsabilidade para desperdiçado.

Sasuke por sua vez não era tão bom com o sexo oposto quanto todos imaginavam, na verdade ele não tinha muito feeling para tal. Era obvio que sempre fora muito fácil ter as mulheres que quisesse e a hora que quisesse e por muitos e muitos anos se aproveitou de sua beleza, que ele sabia que tinha, e de seu dinheiro. Entretanto, geralmente esses casos acabavam lhe dando dor de cabeça e ele acabava com raiva e tendo que trocar, pela milésima vez, o número do telefone.

Por isso, quando Karin apareceu em sua vida, toda fogosa e não querendo nenhum compromisso com o moreno o mesmo acabou aceitando rápido demais e isso obviamente acabou evoluindo para algo mais sério ao passar dos anos. Sasuke não achava que aquilo realmente era um namoro, apensar do comportamento da mulher, com o passar do tempo a mesma acabou conhecendo seus pais, seu irmão e por fim ele se rendeu a dizer que estava sim em um relacionamento sério, a ruiva realmente tinha o vencido pelo cansaço e quase três anos depois ele tinha se acostumado a ter uma mulher fixa para aliviar sua tensão e não precisar mais passar pelos sufocos do passado.

Mas Karin nunca havia passado disso, um aliviar de tensão por um dia fodidamente complicado no trabalho, nunca houve envolvimento emocional, pelo menos não de sua parte, e para falar a verdade ele acreditava que nem mesmo da parte da mulher. Ele acreditava que ela estava mais acostumada as regalias por ser a suposta namorada de Sasuke Uchiha do que realmente qualquer coisa que envolvesse amor.

Amor, essa palavra era forte demais para ambos os jovens ali presos naquela caixa de metal, ambos afogados em seus devaneios de vida se tocavam de que alguns poucos minutos presos em um elevador os haviam transportado para áreas mais profundas de suas vidas, cada qual com seu pensamento.

 O elevador abriu as portas fazendo com que os dois se entreolhassem estranhamente, ambos com os ombros tensos relaxaram quando se colocaram para fora da caixa de metal. Sakura andou na frente onde parou em frente sua porta e a abriu com o cartão magnético, o moreno seguia de pertos seus passos até entrar naquele quarto de hotel, que não era o melhor do prédio, porém, também não era nada humilde. Notou um pequeno sofá em seu lado esquerdo, ao direito já era a cama e o que provavelmente deveria ser o closet e banheiro. Não havia uma mesa para jantar, mas ele julgou que não deveria ser necessário para ela e sem pensar muito caminhou a passos lentos até o sofá onde sentou lentamente sendo acompanhado pela mulher de cabelos peculiar.

- Você se importaria de me esperar um segundo, Sasuke? É que eu realmente quero muito trocar de roupa. – Disse ela e continuou. – Você podia ir pedindo uma garrafa ou duas de vinho para a cozinha enquanto isso. – Terminou enquanto Sasuke pensava que era inevitável para ela dar ordens. O homem acabou soltando um sorriso anasalado antes de responder.

- Não me importo. Pode ir trocar de roupa enquanto eu peço um vinho. Pode ser um tinto, dessa vez? – Disse ela fazendo menção a que beberam vinho branco na casa de Itachi.

- Claro, agradeço. – Disse a mulher saindo daquele ambiente.

Sakura se enfiou em seu closet pensando o que realmente estava fazendo, não sabia ao certo como começar um assunto com aquele homem e esperava muito que o vinho a ajudasse. Olhou para o espelho e viu a executiva ali estampada e respirou fundo, tomaria uma ducha rápida. Não foram mais que cinco minutos em baixo do chuveiro e a mulher já se sentia revigorada, agora sem maquiagem e com o cabelo em um rabo de cavalo andou lentamente até o closet onde pegou uma calça de moletom na cor cinza e uma camiseta na cor branca e vestiu sem pensar muito sobre estar tão casual na presença de quem ela tampouco conhecia, porém, naquela altura do campeonato, o homem já tinha a visto em suas melhores roupas, usando das mais diversas grifes e ela realmente queria relaxar e ter uma boa e casual conversa com Sasuke, sem o ambiente profissional, e isso também tinha a ver com suas vestimentas.

Olhou um pouco o reflexo no espelho antes de ir para o outro cômodo, a calça de cintura baixa que pendia perfeitamente em seu quadril lhe caia bem, a camiseta branca e apertada lhe deixava sensual e mostrava sua curva no tronco, sem contar que vez ou outra subia um pouco revelando a barriga chapada, devido a muita aeróbia e incontáveis abdominais, no fim, seu reflexo lhe deixava feliz consigo mesma.

Sasuke por sua vez sentado no sofá já tinha aberto dois botões ou três da camisa social, as mangas já estavam quase no bíceps e ele já havia tirado a mesma de dentro da calça. O cabelo já se encontrava em um coque samurai que ele havia feito com a buchinha que nunca saia de seu bolso, o homem sabia que os cabelos nos olhos os incomodava, principalmente quando estava nervoso ou como naquela situação, deslocado. O homem olhou duas ou três vezes para trás, de onde a mulher deveria aparecer, porém sem sucesso, aquela situação já começava a ser um tanto quanto inconveniente.

O serviço de quarto bateu na porta no mesmo instante em que Sakura deu o ar da graça, a mesma atendeu o camareiro e pegou as duas garrafas do merlot, bem como as duas taças que Sasuke havia pedido, entregou a gorjeta do homem e saiu de encontro com o moreno que ainda se encontrava sentado estático no sofá.

- Desculpa a demora. – Disse ela. – Eu realmente precisava de uma ducha rápida.

- Tudo bem. – Disse ele pegando as garrafas das mãos da mulher e abrindo uma antes de servir. Entregou uma taça para Sakura que se ajeitou no sofá tentando ao máximo simplesmente ignorar o peito desnudo por três botões aberto bem a sua frente.

- Então, Sasuke Uchiha, quem é você? – Falou dando a primeira golada no vinho, estava divino.

- Quem sou eu? – Indagou com um meio sorriso contido

- É. Bom, eu conheço tão bem seu irmão, mas você é uma pessoa tão estranha para mim. Nunca aparece nos holofotes, recusa dar qualquer entrevista, até alguns dias atrás eu não sabia nem como era seu rosto. – Disse divertida. – Como pode ser tão diferente do seu irmão?

- Alguém precisava ser o responsável. – Respondeu o homem com o mesmo sorriso contido

- Nisso eu concordo. – Ela também sorriu. – Mas sério, me conta um pouco de você, da sua história. Onde estudou? – Disse ela bebendo mais do vinho

- Assim como Itachi estudei na Universidade de Tóquio, porém ele fez administração enquanto eu me rendi aos encantos do direito. Meu irmão sempre foi bom em ser visível e ele sabia que em um momento ou outro estaria à frente da H.U então ele não pensou muito no curso que deveria fazer, simplesmente fez o mais fácil. Já eu sempre gostei de ler muito e escrever, fui um recluso na adolescência por conta dos livros e quando vi, já estava prestado o vestibular para a área de humanas, mas e você? – Indagou ele após ter falado mais do que a mulher poderia imaginar saindo de sua boca

- Acho que eu sou meio “Itachi” nesse quesito. Sabia que em um momento ou outro estaria no lugar de meu pai, administração foi o sensato a se fazer. Depois fiz pós-graduação em relações internacionais, por motivos óbvios e aqui estou eu. – Respondeu sincera

- E sempre soube que faria isso, desde os tempos de escola? – Disse ele terminando seu vinho e servindo de mais, tanto para ele como para a mulher.

- Eu não pensava nada nos tempos de escola. – Disse ela sorrindo enquanto entrava em seu devaneio particular. – Nosso grupinho era o mais popular da escola, eu era presidente do grêmio estudantil, conversava com todo mundo, tirava notas boas, claro, mas também fugia de casa de madrugada para ir em rocks escondida. Acho que fui a típica adolescente norte americana. – Terminou com as lembranças em sua mente.

Nelas estavam seus amigos de escola que não por coincidência hoje eram colegas de trabalho. Sakura, Ino, Shikamaru, Sasori e Gaara formavam juntos o “Power Five”, assim eram conhecidos, os cinco mais populares da escola até o último ano do ensino médio, entretanto, divergente dos grupos populares que geralmente eram insuportáveis, eles eram legais. Conversavam com todos da escola, participavam de tudo o que deixavam ainda mais em alta naquela época. Claro que no fim Ino acabou com o Gaara, mesmo tendo alguns lances nada inocentes com Shikamaru e Sakura se rendeu aos encantos de Sasori.

- Você parece ter sido bem popular. – Disse Sasuke tirando-a de seus devaneios

- Um pouco, mas e você? Foi muito popular? – Perguntou agora curiosa depois de finalizar mais uma taça de vinho

- Acho que era pra eu ter sido, mas eu era muito recluso e gostava de ficar sozinho. Eu era tímido também, o que dificultava as coisas. – Respondeu sincero

- As meninas deveriam cair em cima de você, Sasuke. – Disse ela tomada pela coragem do álcool, o que não a fez parar de beber, pelo contrário, servia de mais uma taça para ela e para seu convidado.

- Na verdade, ficava. – Disse ele quase se permitindo abrir um sorriso maior. – Mas eu não sabia lidar muito com isso no início. Claro que depois a adolescência chegou e os hormônios falaram mais alto que a falta de jeito, então, digamos que eu aproveitei um pouco. – Confessou por fim

A mulher se permitiu devagar pensando em um Sasuke adolescente e sem jeito. Ele devia ser muito bonito, mesmo naquela época, o que com certeza atraia olhares de todos e todas. Sauke, definitivamente seria o tipo de garoto que Sakura teria dado em cima na época de escola.

A mulher levantou um pouco o olhar para então se arrepender amargamente depois, ali em cima haviam duas orbes negras a encarando com divertimento e mistério, Sasuke era absurdamente lindo e tudo nela a atraia, ele era nitidamente seu tipo isso não tinha dúvidas, mesmo ela não querendo admitir para si mesma, e convenhamos, estar na seca desde que terminou com Sasori também não a deixava em seu juízo perfeito.

O homem por sua vez também encarava aqueles penetrantes olhos esmeralda como se os conhecesse a anos, havia alguma coisa no olhar da mulher que lhe remetia para um passado muito distante porém, cálido. Sem perceber, apenas por um sinal de estar em pensamento profundo o mesmo mordeu firmemente o lábio inferior, o que fez a mulher engolir em seco e isso não passou despercebido aos seus olhos. Sua presença também mexia com ela assim como ela estava fazendo com ele agora, não sabia se a atração era real, afinal, vinha pensando nisso desde o magnetismo eletrizante que pulsou em seu corpo quando pegou na mão da mulher pela primeira vez, ou se pelo excesso de vinho. Talvez fosse melhor parar de beber.

Sakura desviou os olhos do olhar de Sasuke numa tímida derrota e baixou um pouco a guarda se deixou ser esquentada de dentro para fora pelo vinho que descia em sua garganta naquele momento. Olhou um pouco mais para baixo e viu o braço esquerdo do homem apoiado em sua perna, ali jazia as tatuagens que tanto lhe estavam fazendo perder o sono por pensar até onde iriam.

- E quando em sua vida ela surgiram? – Perguntou a mulher pela coragem dada pelo álcool enquanto meneava com a cabeça para as tatuagens do moreno.

- Ah, isso? – Ele levantou o braço se lembrando de uma época onde sua vida era bem mais agitada. – Eu fiz quando completei dezoito anos, tinha acabado de ganhar minha primeira corrida. – Ele estava divagando

- Corrida? – Perguntou ela

- Sim. – Respondeu somente enquanto analisava o rosto da mulher e traduzia em suas feições de que aquela pequena palavra não seria o suficiente. – Eu participava de corridas clandestinas, existe um bairro aqui em Tóquio que depois da meia noite é fechado para isso. Eu era viciado em adrenalina e velocidade, e modéstia parte eu quase sempre ganhava. Mas, quando ganhei a primeira, depois de muito álcool, fui parar em um estúdio de tatuagem com Naruto onde acabamos saindo muitas e muitas horas depois, os dois com grandes tatuagens. – Ele sorriu levemente se recordando do dia

- Elas são... interessantes. – Disse a mulher se aproximando para tocar no braço esquerdo de Sasuke quando sem perceber havia se curvado demais entornando toda a taça de vinho na blusa social branca do homem.

Quando percebeu o que tinha feito a mulher ficou desesperada, não sabia o que fazer. O abdome definido do homem a sua frente já estava completamente a mostra pela camisa transparente, o que não ajudava a mulher a raciocinar naquele instante enquanto o mesmo ainda estava aparentemente petrificado pelo que acabara de acontecer.

- Sasuke, me perdoa. – Ela disse correndo pelo quarto atrás de um pano, quando não achou voltou com a própria blusa de flanela que a mesma fazia de pijama.

O homem nada disse, apenas estava se divertindo com o desespero da mulher de cabelos rosa que em nada parecia aquela mulher extremamente forte naquele momento. Ele a viu correr de um canto para outro em busca de alguma coisa que ele não sabia exatamente o que era enquanto simplesmente desabotoou a blusa e a jogou do lado do sofá, estava levemente alterado para tomar tal atitude e não se arrepender.

Quando a mulher voltou para onde estava o homem, agora sujo de vinho, ficou petrificada com a imagem. Ele estava em pé, virado para ela, seu torço completamente nu era de tirar o folego, seu abdômen definido fez sua cabeça girar algumas vezes enquanto ela entreabria a boca por ter uma visão completa daquela tatuagem que tanto tirou seu sono.

Sem se dar conta ela caminhava a passos lentos até ele, era como se o moreno fosse a chama e ela a mariposa atraída por suas faíscas escaldantes. Seus olhos não mais fixavam em sua face, naquele instante a única coisa a frente de Sakura era ter aquele torço nu parado no meio do seu quarto de hotel.

Sasuke encarava a mulher na mesma intensidade que a mesma o encarava, no instante que percebeu que seu corpo lhe afetava aquilo girou algumas engrenagens de seu cérebro que nada mais via a sua frente além da mulher tão atraente que lhe encarava descaradamente. Ele sabia que no dia seguinte ela colocaria a culpa na bebida, coisa que até o mesmo fizesse para explicar o porquê de ter simplesmente arrancado a blusa enquanto podia tentar fazer outra coisa.  

- O que significa? – Ela perguntou já próxima demais apontando para um lado esquerdo todo tatuado.

A tatuagem de uma figura gigante pegava toda costela do lado esquerdo de Sasuke e subia pelo peito e ombro, nos braços grandes flechas em chamas desciam até chegar a seu pulso. Toda a tatuagem era preta, não havia nenhuma cor além da perfeita sobra que se formava em cada traço e ela podia ter certeza que pela maneira que rondava na costela do homem a mesma deveria ir até suas costas.

Aquilo deixava o moreno com ainda mais pinta de mau, algo que na verdade ele até gostava de sustentar, apesar de não admitir, porém, Sakura não sabia o porquê aquela tatuagem preta na pele alva lhe atraia tanto. Geralmente não fazia o tipo que gostava de homens tatuados, muito pelo contrário, tinha aversão a tudo que marcava a própria pele, mas ali, parada, encarando Sasuke no meio do ambiente com aquele enorme rabisco no corpo a fez repensar seus conceitos, aquilo muito além de atraente era excitante e por um segundo Sakura de imaginou lambendo toda extensão do desenho, o que obviamente reprimiu em logo em seguida.

- É um Deus, é o Deus dos mares e tempestades. O nome dele é Susanoo. – Explicou Sasuke

- E por que você fez esse Deus? – Sua admiração era quase palpável

- Eu disse que quando mais jovem gostava muito de ler, história também era minha matéria preferida e quando conheci a lenda do Susanoo eu fiquei muito interessado. Quando fui fazer minha primeira tatuagem, bêbado, aos dezoito anos com um amigo me pareceu apropriado. – Ele sorriu no final

  - Talvez fosse mesmo. – Falou ela. – Combinou com você. – Disse por fim

Os dois se entreolharam de forma estranha e então voltaram para a posição inicial, sentados no sofá onde agora, graças a uma blusa de flanela estava limpo.

- Você disse que foi sua primeira tatuagem. Você tem outras? – Perguntou sem esconder a curiosidade

- Mais uma. – Respondeu ele

- Onde? – Disse ela arrancando um sorriso dos lábios do homem a sua frente

- Na coxa esquerda, mas essa não dá para te mostrar. – Falou com a voz carregada enquanto servia de mais vinho para os dois, eles sabiam que tinham ido longe demais na bebida, mas pareciam que não se importavam muito.

- Entendi. – Respondeu a rosada fazendo sua voz saltar de seus lábios como um fino sopro, ela estava decepcionada e intrigada com a resposta.

- Não faça essa cara de curiosa. – Respondeu ele aos seus pensamentos. – Não é nada demais. Pelo menos eu não tatuei uma raposa em mim. – Disse ele sorrindo pela primeira vez na noite e que sorriso.

Sasuke sustentava alinhados dentes brancos em seus lábios e quando ria mais abertamente como estava fazendo naquele momento uma pequena e rasa covinha aparecia em sua buchecha direita o que transformava o homem másculo e viril quase em um garoto angelical.  Talvez isso fosse Sasuke Uchiha, na verdade a mulher analisando agora o próprio amigo cujo sustentava o mesmo sobrenome os Uchihas fossem anjos e demônios ao mesmo tempo, dependendo de seus temperamentos oscilantes.

O homem estava se divertindo com as muitas expressões que transcendiam da mulher de cabelos rosa, ela era nitidamente um livro aberto, todos os seus sentimentos e desejos ali, expostos, prontos para que qualquer um pudesse ler e aproveitar. Ele não sabia ao certo se aquilo realmente se dava pelo fato de que o mesmo realmente lia muito e talvez, só talvez, tenha ficado fácil demais ler também as entrelinhas, entretanto ele preferia acreditar que a mulher fosse realmente tão transparente quanto aparentava aos seus olhos, enquanto estivesse levemente bêbada, é claro.

O uchiha sabia que amanhã a Sakura que encontraria será outra, uma completamente da que estava ali agora. Naquele instante ela parecia mais uma menina mulher, sapeca e suas formas do que a mulher poderosa e resignada que aparecera todos os dias para trabalhar na empresa, ou que encarava uma boa batalha de frente com os acionistas da empresa. Até sua impostação de voz mudava, notou ele, o som que saia de sua boca naquele momento era muito mais natural do que o tom que ela usava todos os dias com os funcionários da empresa, aquela voz, definitivamente combinava com ela.

- Espera, você disse que o Naruto tatuou uma raposa? – Perguntou ela saindo de seu lapso momentâneo

- Sim, mas vou deixar os detalhes com ele – Respondeu secando mais uma taça de vinho enquanto Sakura fazia o mesmo

- Bom, acho que chega de vinho. – Disse ela colocando a taça em cima da mesa de centro que se encontrava em frente ao sofá. Haviam bebido quase as duas garrafas.

- E eu acho que vou embora, Sakura. – Disse o homem olhando para o relógio de pulso que entregava passar de meia noite

- Você tem certeza que está bem para ir embora, Sasuke? – Perguntou realmente preocupada com a quantidade de álcool que haviam ingerido

- Estou bem Sakura, levemente alterado, mas nada demais. – Respondeu convicto

- Você pode dormir aqui se quiser, não tem problema. Realmente fico preocupada. – Seu tom já havia mudado para aquela Sakura controladora, notou ele

- Não se preocupe, você me passa seu número e quando eu chegar avisa que estou vivo. – Sorriu ele

- Tudo bem, mas espera aí. – A mulher disse antes de sair correndo para o closet

Quando a mulher voltou havia um tecido branco em suas mãos que ela entregou para Sasuke um pouco envergonhada

- É um blusão, eu uso geralmente para dormir, mas é para você não sair essa hora assim, pode pegar um resfriado ou sei lá. – Disse ela apontando para o peito desnudo do homem, aquele peito que agora ele sabia que a afetava e ele gostava.

- Tudo bem. – Disse ele vestido a blusa que não tinha nenhuma estampa. – Mas só para você parar de se preocupar. – Terminou ele fazendo com que ela assentisse com a cabeça

Assim que o tecido pairou confortavelmente em seu corpo o homem pode se embriagar com o perfume que exalava daquele pano. O cheiro doce e inebriante lembrava primavera, flores e Sakura, tinha muito dela ali naquele cheiro com certeza. Naquele instante ele sabia que o delicioso odor que adentrava sem permissão as suas narinas talvez o perturbasse aquela noite.

- Eu preciso mesmo ir, - Disse ele já exposto demais, precisava voltar para casa.

- Tudo bem. – Respondeu Sakura o guiando até a porta.

O trajeto daquele sofá até a porta do quarto de hotel tinha pouco mais de três metros, entretanto, no percurso que fizeram pareciam ter corrido uma maratona com obstáculos, pois a porta nunca chegava e quando chegou pareceu ser cedo demais.

Sakura abriu a porta dando passagem ao homem que agora vestia uma de suas blusas para fora daquele cômodo, ela queria conversar mais com ele, como imaginou pareciam se conhecer a anos e ao seu ver talvez Sasuke também pensasse assim. A conversa havia sido fácil demais, frouxa demais e em alguns momentos até inebriante demais, ela sabia que ao colocar a cabeça no travesseiro aquela noite talvez pensasse mais do que realmente devesse em Sasuke Uchiha.

- Bom, então eu estou indo. – Disse ele olhando para os olhos esmeralda

- Tudo bem, me avisa quando chegar. – Respondeu ela

Diferente do que deveria acontecer ninguém se móvel, Sakura permanecera imóvel enquanto o Uchiha a encarava da mesma forma e diferente do que tinha acontecido dentro do apartamento um desejo surgiu no amago de ambos.

Os olhos negros transitavam dos esmeraldas até os carnudos lábios da mulher, enquanto os verdes faziam o mesmo trajeto no homem, do lábio até a perdição dos olhos negros. Em instantes eles haviam entrado em uma bolha somente deles, talvez fosse toda a burocracia que cercava uma despedida ou talvez fosse mesmo algo quente dentro deles gritando por liberdade já que tinha sido reprimido por toda a noite em que conversaram.

As respirações já um pouco descompassadas entregava absurdamente tudo o que estava acontecendo ali, não havia sentimento envolvido, não havia um gostar, amor ou paixão, era apenas a boa e velha luxuria de dois corpos que se atraiam como magnetismos por que ambos os donos destes os achavam sexy. Talvez ela quisesse se perder nele e talvez ele também quisesse se perder nela, porém era loucura de mais para pouco mais de quatro horas de conversa sincera todo aquele tesão que se instaurou no ar, mais uma vez colocariam a culpa no ardiloso vinho e no dia seguinte seria como se nada tivesse acontecido.

- Então tchau. – Disse ele se atrevendo a dar um passo à frente para então depositar um casto beijo na buchecha da mulher.

- Tchau. – Disse ela com a voz falhada com seus narizes se tocaram por um milésimo de segundo, acendendo mais ainda a chama que ardia dentro de si.

E como se sua vida dependesse disso, Sasuke girou nos calcanhares se colocando fora daquele corredor indo de encontro imediato com a caixa metálica, talvez mais alguns minutos na frente daquela mulher e ele perderia completamente a cabeça. Quando se colocou dentro do elevador suspirou fundo lembrando todo autocontrole que forçou ter enquanto a calça de moletom da mulher sambava atraentemente em seu quadril, mostrando um pouco de sua pele e da barriga chapada, ele não se recordava de quando um centímetro de pele havia sido tão instigante em alguém.

Afastou seus pensamentos quando o elevador anunciou sua chegada no hall e indo quase correndo de encontro ao seu carro a única coisa que o homem de cabelos negros queria agora era sua casa, aquela noite já havia sido “diferente” demais.

A mulher ficou por mais uns instantes na porta antes de criar coragem para fecha-la e sair dali, a passos lentos ela caminhava pelo seu momentâneo quarto apagando as luzes consigo, chegou em frente a cama e não titubeou em deitar-se nela. Após estar coberta e com sua cabeça descansando seguramente em seu travesseiro se permitiu analisar o que tinha acontecido aquela noite.

Havia bebido uma quantidade exagerada de vinho e isso a deixou um pouco alterada, havia convidado um homem muito atraente para seu quarto para então ter uma conversa amistosa e assim foi, porém também havia flertado descaradamente com aquele homem apenas com seus nada sutis olhares o que a mesma sabia que ele havia percebido no momento em que começara a fazer, entretanto fora inevitável.

O homem em questão, era exorbitantemente atraente, sem contar que era simpático e extremamente inteligente. Também era extremamente gostoso com aquele corpo esculpido pelos Deuses com algumas pichações humanas.

Pensou durante dias sobre a tatuagem de Sasuke e agora que havia descoberto o que era pensara que pudesse dormir tranquilamente, porém descobriu que havia uma outra e que essa ela não podia conhecer e isso talvez fosse tirar mais seu sono do que a própria tatuagem que ela não sabia o fim.

Se julgou um pouco por que sabia que muitas das coisas que reparou em Sasuke tinha sido primeiramente ideia de Ino, mas quando o fez percebeu que seu corpo reagiu a isso de forma que ela não se lembrava a um bom tempo e isso a deixava intrigada demais par conseguir ter uma boa noite de sono.

Ela se virou pela decima quinta vez na cama procurando por uma posição aceitável enquanto choramingava para o sono a abordar quando seu celular vibrou na mesinha de cabeceira.

 

Número desconhecido: Cheguei vivo, ou quase...Não quero ter que acordar daqui a pouco para trabalhar rs

Sakura: Que bom que chegou em segurança. Dois, seria um grande problema se nós faltássemos? Rs

Número desconhecido: Acho que seria um problema sim, infelizmente. Rs

Sakura: Então vamos dormir...

Número desconhecido: Vamos, isso se eu conseguir... Boa noite Srta. Haruno

Sakura: Estamos no mesmo barco... Boa noite Sr. Uchiha

 

A tela se apagou e ela respirou fundo se entregando ao cansaço e ao vinho, só para sonhar com mais uma tatuagem no corpo de um certo Uchiha. 


Notas Finais


Então foi isso meus CEO's, espero que tenham gostado.
Eu já vou responder os comentários no capítulo anterior.
Obrigada por tudo e até daqui a pouco.


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