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História Coração Defeituoso - Capítulo 3


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Notas do Autor


Mores, me corrijam se eu errar em algum aspecto do programa, pois pasmem: É o primeiro BBB que eu acompanho. Mas super estou tentando ser coerente com o programa. Deixem algum comentário, plss. Bjss :]

Capítulo 3 - No Silêncio


Daniel não tinha certeza se a velocidade com que puxou Prior para dentro de uma das cabines foi o bastante para disfarçar a presença deles ali. Ademais, ele não era capaz de calcular a reação do restante da casa se tomassem conhecimento de seu envolvimento com Prior. Ambos eram de tribos distintas, equipes que viviam em constante atrito moral. Era como fugir dos pais para namorar escondido.

Prior não compreendera, de início, a ação repentina de Daniel. Ele estava tão assíduo em seu ato que acreditou que o brother tivera desistido de receber seu boquete quando decidiu levantar a cueca e sua calça, agarrá-lo pelo colarinho e fugir para dentro da última cabine da toalete. Lá dentro, Felipe havia sido imobilizado por Daniel que mantinha a mão em sua boca e fazia um sinal de silêncio com o dedo de sua mão contrária. Finalmente, depois de alguns segundos ali, parados, feitos dois fugitivos a se esconder de um assassino em série dos filmes de terror, Prior pudera ouvir também os passos que se aproximavam da cabine onde estavam. Não era possível saber quem estava ali, importunando-os o momento de prazer, mas certamente era uma figura de grande periculosidade para caso os testemunhasse em tão polêmico envolvimento.

Os passos se tornavam cada vez mais vívidos, atravessando o assoalho feito um zumbi cambaleante. O coração de Prior gelou no momento em que a porta da cabine ao lado da sua foi aberta com um estrondo. O perigo estava ao lado. Eles precisavam se manter quietos, imóveis, sem mexer-se ou suspirar um agudo mais alto. E mesmo diante a ameaça, Felipe se surpreendia com a reação de Daniel que, como uma especialista em imprevisibilidades, continuava firme com sua postura. Ele encarava Prior com autoridade, um olhar duro e profundo como de um general rabugento. Quando Daniel por fim se movimentou, ele aproximara a sua boca contra a orelha de Prior, e ali, em um tom malicioso e mandante, sussurrou:

— Silêncio, guri. Não dê um pio. — Disse devagar e feliz quando voltou a olhar Felipe e notou seu consentimento com sua ordem.

Prior manteve-se imobilizado, como se as palavras de Daniel o tivessem injetado uma anestesia pelo corpo inteiro. Ele continuava com os ouvidos atentos, captando cada ação da pessoa que, aparentemente também bêbada, tentava utilizar o banheiro apropriadamente. Felipe tremia, até suava frio. Aquela era uma situação que jamais imaginou enfrentar, ainda mais em um programa televisivo. Era adrenalina demais para seu espírito. Daniel era o benefício e a consequência. Aquela festa havia sido a dualidade de tentações. Somente quando Daniel começara a desaparecer de sua vista foi quando seus pensamentos de temor se dispensaram, e focaram-se unicamente no olhar fogoso que o fitava conforme Daniel se abaixava até alcançar o chão, e ali, ajoelhado no silêncio, desabotoou a calça de Prior e deslizou suas mãos para dentro de sua cueca.

Prior gemeu, mas foi interrompido por Daniel que com um beliscão em sua perna o relembrou da situação em que se encontravam. Havia alguém ali e não podiam ser descobertos. Felipe quis rir; rir de nervoso e de si mesmo pela cômica e trágica situação que mergulhara com Daniel. E mesmo ansioso como estava, nada parecia ser mais difícil que resistir a seus instintos de prazer conforme a boca de Daniel o sugava o membro. Mesmo que houvesse ejaculado há pouco tempo, a sensualidade de Daniel parecia uma mágica para reacender seu tesão. Estava duro de novo, excitado pela visão que finalmente obtivera depois de todo seu sofrimento.

Daniel era um nobre versado na arte de chupar, e diferente de Prior, ele não precisava de instruções de como manusear um pau e dar prazer a seu dono. Ele usava a língua com a habilidade, a enroscando nos cantos tão sensíveis que Prior sequer sabia da existência. Felipe preferira tampar a boca com as duas mãos a pôr em perigo a segurança de ambos. Ele queria gemer de maneira animalesca, forçar Daniel a engolir seu pau da mesma maneira com que ele o fizera. Mas estava preso, amarrado e enjaulado em um portal que o despedaçava os sentidos. A adrenalina corria por suas veias fundida ao prazer, uma mistura totalmente inflamável e explosiva nas mãos erradas. Mas Felipe era resistente, permanecia firme mesmo quando Daniel engolia por completo seu pau e ainda o fitava com um olhar de safado. A garganta daquele homem era deveras profunda!

Daniel era impiedoso, um carrasco sexual, um sádico que se excitava mais e mais conforme observava a reação de Prior a seu ato. Felipe não mais resistira e levara ambas as mãos até a cabeça de Daniel, empurrando-o contra seu pau com os dedos agarrados nos cabelos esvoaçantes do brother. Daniel sequer se engasgava ou reclamava da velocidade imposta pelo parceiro, apenas apreciava a visão de Felipe que, imerso no prazer, gemia mudo com a boca escancarada. Aquilo era o paraíso para ambos. Daniel era mesmo um demônio disfarçado de anjo, o real Lúcifer. Prior era um mero humano seduzido por sua essência infernal e paradisíaca.

Daniel massageava ainda o pau de Prior enquanto o chupava, o masturbando de maneira violenta enquanto sentia a glande de Felipe atingir o alto de sua garganta. A saliva misturada com o líquido lubrificante tornava a brincadeira ainda mais fácil. Prior moveu uma de suas mãos para sua cintura, para próxima de sua bunda descoberta, relaxado finalmente com a situação em que fora exposto. A pessoa na outra cabine continuava ali, fazendo sabe se lá o que, enquanto do outro lado, Daniel e Felipe Prior realizavam a maior sacanagem de suas vidas.

Prior jamais houvera imaginado que seu melhor boquete seria feito por homem. Jamais imaginou que aquilo que mais recusava em sua natureza seria o maior elemento a causar seu prazer. E Daniel, mesmo contente com sua ação, não imaginou que o orgasmo de Prior o fizesse perder a racionalidade e gozar num jato certeiro o fundo de sua boca. Ele tossiu instantaneamente, e também instantaneamente uma outra voz fora ouvida logo ali ao lado:

— Quem está aí? — Daniel reconheceu-a como Hadson, e Prior não ouvia mais nada enquanto permanecia possuído por seu orgasmo, e com a cabeça jogada para trás com todos os sentidos desviados.

A sorte dos brothers fora que o estado de embriaguez de Hadson o fizera ignorar depressa qualquer situação que anteriormente o chamara a atenção. E, da mesma maneira que entrou, voltou cambaleante para o lugar de onde viera, para longe do banheiro.


Notas Finais


#HADSON #PAREDÃO


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