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História Coração Destemido - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá, até que esse capítulo foi rápido não acham? Três dias depois da última postagem, capítulo novo saindo....

Bemmm, só posso dizer que vocês vão se impressionar com que vai ocorrer nele. Então aconselho que leiam atentamente hein!

Boa leitura, aproveitem!

Capítulo 4 - Sensação ruim


Fanfic / Fanfiction Coração Destemido - Capítulo 4 - Sensação ruim

— Está belíssima, Princesa. O fogo do fundador transparece sobre Vossa Alteza — Uma jovem Lady a reverenciou junto às suas nobres damas de companhia — Que os Deuses lhes dê ainda muito anos de magnitude pela frente. 


 

— Obrigada — Dawn aceitou suas bênçãos. 


 

A Princesa acenou diversas vezes. Comprimentar os convidados que chegavam ao grande salão do Castelo, e aceitar suas bênçãos tem se tornado algo cansativo. Vê-los chamar por sua atenção e elogiar sua aparência, só a fez ficar ainda mais entediada. E de sobra estava frustrada com seu próprio cabelo. Seus cabelos alaranjados estavam ainda mais rebeldes e ondulados essa manhã, Dawn tentou de tudo para endireitá-los. Mas falhas-te. Seus fios ruivos roçavam soltos em pequenas curvas enquanto chegavam até seu quadril. Trajava-se um lindo vestido lilás de seda que ressalta seus escassos olhos violetas, possuindo pequenos babados na ponta de suas mangas compridas e em sua cintura fina. Calçava sapatilhas brancas que quase não pareciam estar sendo vistas por estarem cobertas pelo vestido. Em sua cabeça, utilizava uma tiara prateada com inúmeras pedras azuis que combinavam com seus largos brincos dourados de safiras. Seus lábios pareciam estar pintados de um vermelho-vivo, sua face estava mais pálida do que nunca ao esconder as sardas claras ao redor de seu rosto. Dawn posicionou suas delicadas mãos sobre sua cintura, ela tentava ao máximo manter sua compostura.


 

— As pessoas lhe acharam antipática se continuar fazendo essa expressão — Margot parou ao lado da Princesa enquanto a alertava em um sussurrou. A serva vestia-se normalmente em um vestido longo e fino, de mangas compridas em tonalidade de cinza e branco. Os fios do seu fino cabelo grisalho estavam amarrados num coque firme. Sua ex-ama de leite tentava-se por se manter perto de sua caridosa filha para fazer companhia durante a comemoração. 


 

— Que expressão? 


 

— Vossa Alteza sabe qual — Dawn continuou de cara fechada — É seu aniversário, Princesa. Hoje é um dia especial, está fazendo catorze anos. 


 

— Então por que eu sinto que não é? — Margot arqueou a sobrancelha sobre sua face enrugada enquanto a Princesa mantinha-se com a mesma expressão fechada de início — Sinto uma sensação ruim, que algo ainda estará prestes a acontecer. É como se eu estivesse afogado-me no mar.


 

— Tente ignorar esse desconforto, estarei aqui para cuidar de você — Disse-lhe — Apenas se concentre em manter-se feliz, é seu aniversário afinal de contas — Margot sorriu. 


 

Seus olhos sobretudo percorreram por todo o salão. A sala estava cheia de nobres convidados e alguns poucos membros de outras tribos. A Princesa continuou saudando as condolências de seus convidados com um pequeno aceno de cabeça acompanhada de Margot. Ela não sabia como expressar-se em um dia como aquele, Dawn começava a sentir-se sufocada. Estar em volta de pessoas que desconhecia, por mais que fossem pessoas de totais influências, á deixava por um fio. Dawn desviava seu olhar pelo salão, ela observava seu pai ao longe em seus trajes reais e coroa, conversando com Levi, junto a outros membros que não reconhecia. Suspirou. A Princesa sentiu sua mão direita ser puxada enquanto um leve beijo era depositado em sua superfície. Seus pelinhos se arrepiaram com a sensação. Ela pousou seus olhos violetas sobre quem tinha feito tal ousada referência, sua postura logo mudou. Se tornando dura e ereta ao encará-lo. Era um homem do qual conhecia bem, fortes traços robustos, alto e transmitia muita confiança. Não possuíam cabelo, era careca e tinha grandes sobrancelhas grossas. Sua pele era bronzeada possivelmente devido a extremidade da luz solar. Dawn rangiu. Ele usava uma armadura prateada completa com um manto branco sobre suas costas. Aquele era; Hall Gaspar. 


 

O soldado mais perspicaz e sagaz do reino. Sem dizer, um verdadeiro combatente. 


 

Dawn puxou sua mão de volta para si, ela limpou-se sobre o tecido do seu vestido. Aquele homem lhe causava uma sensação ruim do qual não entendia. A Princesa sentia-se em constante perigo estando perto dele. Houve uma época, que seu pai considerou Hall Gaspar como um possível guarda-costa para sua filha e Comandante da Guarda Real. Os Deuses foram bondosos em fazer o rei Domenic II refletir e escolher Levi para tais cargos. Hall era um renegado da Tribo da Terra, havia centenas de mortes em suas costas e era um companheiro leal do irmão mais velho de Sua Majestade. Se Domenic o escolhesse como seu braço direito, estaria indo contra todos os princípios que seguiu até então por ser pacifista. Colocar alguém perigoso para seu governo sobe sua mercê parecia totalmente arriscado. 


 

— Minhas bênçãos, Alteza — Murmurou entre seus lábios grossos. 


 

— O-obrigada — Ele lhe causava estranheza. Dawn logo pensou consigo mesma; O que ele estaria de estar fazendo ali? Seu pai jamais o convidaria, ainda mais sendo ele um renegado. Mancharia totalmente seu nome. Então quem o convidou? 


 

A sensação que Hall lhe transmitia a deixava dispersa. Dawn não sentia-se bem. 


 

— Com sua licença… — A Princesa abaixou sua cabeça levemente enquanto saía. 


 

Antes que pudesse bater em retirada. Dawn sentiu seu braço ser agarrado — Onde vais? — Margot questionou, preocupada. 


 

— Preciso respirar — Foi tudo que a serva ama ouviu sair dos lábios de sua pequena garotinha enquanto soltava-a. 


 

Ela andou calmamente até o pátio do Castelo, tentava não preocupar os convidados com sua saída. Dawn não gostaria principalmente de ser vista por seu guarda ou seu pai. Ela ainda estava chateada com a conversa que teve com o mesmo. Lembrava de tê-lo ouvido ordenar se manter longe de Henry, para seu próprio bem, mas Dawn não conseguia evitar. O amava-a de todo jeito. Mas tinha que aceitar o fato que não poderia casar-se com ele, o rei Domenic II jamais permitirá. A Princesa apertou o passo, andando mais ligeiramente. Mal imaginava, que Levi lhe observava a distância. Seus lisos fios negros estavam a ficar por cima de seus chamativos olhos cinzentos e afiados. Ele usava um sobretudo escuro sem mangas com bainhas brancas sobre um manto marrom com gola e faixa escuras. Debaixo de seu manto, estava suas calças pretas e um par de botas castanhas escuras sobrepostas com mais fitas com padrões cruzados. Por mais que demonstrasse ocupado conversando com rei e outros oficiais, Levi estava sempre atento a todos os movimentos de sua Princesa. Ela nunca escapava de sua visão. 


 

Assim que caminhou para fora, Dawn sentiu-se cruzar com algo duro em sua frente. Ela havia batido no abdômen de alguém. Ergueu-se seu queixo apenas para seus escassos olhos violetas se cruzassem com a imensidão dos olhos azulados de Henry. Suas bochechas esquentaram. As vestimentas que o príncipe utiliza naquele momento era um sobretudo branco, um cinto de coloração roxa, e por cima, apresenta certo casaco também de tom esbranquiçado, além de conter listras azuis e mangas compridas. Ele lançou um sorriso saudoso entre seus lábios finos. Seus lisos e longos cabelos loiros estavam soltos, pareciam como cascatas ao se encontrarem expostos pela metade de suas costas. O coração da Princesa disparou, parecia tão sufocante, ele era o homem mais lindo que já virá. Desejava-se por casar com ele. Suas feições eram sempre tão suaves e finas. Sua pele tão exposta e pálida. Sua aparência lhe causava tremores por sua doçura e calmaria que refletia-se, seus sentimentos se alarmaram. Não poderia controlar mais aquilo. A cada momento que se encontravam, cada toque, cada olhar, cada gesto por mínimo que fosse... Dawn já sabia. Estava apaixonada. Era uma feitiçaria que não conseguia livrar-se, parecia ser uma doença. Mas não negaria, era amor. 


 

Seus olhos pareciam tão conectados. Dawn percebeu a falta da conexão assim que viu seu primo desviar o olhar, ela logo ficou cabisbaixa. Seus olhos então pousaram sobre sua mão esquerda, ela encarou uma pequena caixa branca retangular em sua mão. Agraciada com a curiosidade. Ela se perguntou se aquele poderia ser um presente para ela? E sim, o que poderia ser? A Princesa não conseguia pensar no que realmente poderia ser, parecia difícil imaginar-se o que haveria de ter.


 

Dawn ficou surpresa ao sentir a mão de seu primo pairar sobre sua cabeça. Desta vez, ele não se dispôs a bagunçar seus fios ruivos ao invés disso, Henry os realinhava sobre sua tiara prateada. Seu sorriso cresceu e as bochechas da Princesa ficaram ainda mais rosadas, ela não sabia como se comportar naquela situação. Parecia envergonhada. Seus olhos logo se cruzaram com os azuis de Henry mais uma vez. Sentia-se tão distante ao lhe encarar de forma profunda, seus olhos refletiam igualmente os céus em seu tom de calmaria. Mas ao mesmo tempo, existia uma tempestade cruzando-se através de suas janelas internas de sua íris. Era algo tão chocante que Dawn não conseguia explicar ou ao menos, compreender. Ele afastou sua mão de sua cabeça lentamente de forma torturante, a Princesa queria continuar senti-lo sobre ela por mais tempo, não gostaria que ele parasse. A sensação parecia ser tão boa. Aquilo acalmou o sufoco em seu ser. Então por que parar? Ansiava por mais. 


 

— Henry, isso é para mim? — Dawn apontou para pequena caixa branca em sua mão. 


 

— Ah, hmm… Sim, é — A Princesa logo segurou a caixa em mãos assim que Henry lhe estendeu-se, parecia tão curiosa para saber o que tinha dentro que nem notou antecipação do príncipe — Minhas bênçãos pelo seu aniversário. Espero que goste do presente — Continuou — Quando o vi, a primeira coisa que pensei foi em você. 


 

— Em mim? — Seu coração acelerou, explodindo de felicidade. 


 

Ao abrir a caixa em suas mãos, sua face se suavizou. Era uma linda Presilha de Lírio com tonalidade de branco e rosa, com decoração de ouro e algumas pedrinhas de rubi. Dawn sorriu. 


 

— É realmente lindo — Ela então lembrou-se do seu cabelo rebelde, puxou um fio de seus traços ruivos para que pudesse enrosca-lo sobre seu pequeno dedo indicador — Estou agradecida pelo seu presente, mas meu cabelo é tão.... 


 

Henry logo a interrompeu — Seu cabelo é tão belo que me lembro do amanhecer alaranjado, que iniciasse logo breve pelo alvorecer. Significa um começo de um novo amanhã — Seu dedo latejou assim que sentiu a mão de seu primo a parar enquanto colocava o fio alaranjado de seu cabelo ondulado ruivo por trás de seu ouvido. Aquele sensação a adormeceu — É isso que seu nome significa, não? Dawn. Sempre existirá um novo dia para você recomeçar. 


 

— O-obrigada — Agradeceu sem graça. Suas bochechas esquentarem mais ferozmente. 


 

— Ficarei feliz se você usasse o meu presente, se Levi não se importar, claro — Henry pousou sua mão sobre Presilha enquanto pegava-a para colocá-la no cabelo ruivo da Princesa. 


 

— Por quê Levi teria que importasse? — Questionou confusa. Dawn sentiu a Presilha ser posicionada sobre os fios do seu cabelo, perto do seu ouvido direito. As mãos de Henry se afastaram tão lentamente, desejava que elas continuassem a tocá-la. Que ficassem coladas nela. 


 

— Ele é seu prometido. 


 

Dawn tocou-se de sua mentira. Ela logo se lembrou do dia em que mentiu que Levi haveria de ter um arranjo com a mesma. 


 

— Eu menti — Admitiu-se de uma vez. 


 

— Sobre que? — Perguntou.


 

— Sobre meu arranjo com Levi, fui completamente infantil. Perdoe-me — Henry arqueou suas sobrancelhas, parecia ainda mais confuso. 


 

— Por quê mentiu?! — Exclamou o príncipe. 


 

— Estava com ciúmes de que você pudesse ter pretendentes — Posicionou-se em alto e bom som quase sem coragem — A verdade é que, por mais que meu pai recusasse. E-eu a-amo….


 

— Hein, aí está você. Princesa.


 

Eles viraram-se assustados apenas para encarar uma figura maior por trás de ambos. Levi mantinha seus olhos cinzentos e afiados expostos sobre a Princesa. Ele encarou-se a presilha presa pelos fios ruivos do cabelo alaranjado de Dawn. Logo suspeitou que havia sido presenteada. Seu coração parecia se estilhaçar assim que seus olhos pousaram sobre a massiva face delicadamente pálida do príncipe. Pareciam estar tão próximo, ele desviou seu rosto para longe. Tentava-se por ignorá-los. 


 

— Levi? 


 

— Seu pai está procurando por Vossa Alteza, ele percebeu que não estava no salão — Disse-lhe em um tom autoritário — Deveria ir encontrá-lo.  


 

— Não — Dawn suspirou cansada — Diga ao meu pai que estarei descansando no meu quarto. 


 

—… Como quiser. 


 

A Princesa despediu-se. Na calada da noite, Levi percebeu que quanto mais ela havia se afastando de seu campo de visão. Mais distante estava dele, e mais próxima estava de Henry. Suas palavras gentis jamais chegavam até seus ouvidos, era como se suas frases se dispersassem sobre um nevoeiro e, seus insultos e provocações eram as únicas coisas que poderiam render sua atenção. Seu coração sentia-se solitário. Suspiros eram ouvidos pela aquela penumbra brisa fria. Ele moveu-se sua mão sobre seu cabelo, puxando seus lisos fios negros para trás. Não importa o que tentasse, não conseguia fazer Dawn sentir por ele a mesma admiração e amor que sentia por Henry. Para Levi, ficava cada vez mais difícil competir contra um oponente que podia mover uma batalha para vitória apenas com simples palavras. Não poderia negar que seu amigo tinha uma inteligência tão sagaz quanto de uma raposa e uma visão tão ampla quanto de uma águia, ele apenas escondia seus atributos. O Comandante da Guarda Real era o único que conhecia-o perfeitamente. Cada passo que Henry dava, era tudo muito bem planejado para não correr erros. Ele sempre foi uma pessoa muito racional, diferente de Levi que agia impulsivamente. 


 

Seus olhos acinzentados percorreram sobre os céus, não havia nuvens, a lua minguante estava em seu ápice. Existia milhares de estrelas a brilhar. Levi tentou-se forçar a sorrir enquanto olhava do alto. Estava sentado sobre um dos degraus de pedra da pequena varanda do pátio do Castelo. Segurava firmemente sua longa lança que constituía uma ponta pontiaguda de aço. Como Comandante, Levi fazia a retaguarda do Castelo Reed pela noite junto a mais oito guardas espalhados pelo mesmo local. Essa seria mais uma noite que passaria as claras, não conseguindo dormir corretamente durante a manhã. Bufou cansado. Pelo menos, garantiria a segurança daquela que lhe era preciosa. Seus pensamentos logo voltaram a vagar sobre Dawn. Raramente conseguia tirá-la de sua cabeça. A Princesa estava crescendo, isso ele não poderia negar. Estava começando a chamar uma maior atenção dos homens se antes já chamava por conta dos seus cabelos ruivos, agora aumentaria. Sua beleza crescia e sua pretensão ao trono, era um farol para os gananciosos. Por esse motivo, o rei Domenic II temia por sua filha e o futuro do Reino de Flye. Todos que querem governar o reino, sendo rei, casariam-se com a Princesa por interesses. 


 

Levi sentiu uma mão pousar sobre seu ombro direito enquanto sentava-se ao seu lado. Ele virou-se para encará-la. A serva possuía feições gentis sobre sua face enrugada e pálida. Ela dispersou-se ao lado do jovem Comandante. Seus fios grisalhos estavam meio soltos de seu coque. 


 

Ele ficou surpreso ao ver que Margot estava ali naquela noite para lhe fazer companhia, normalmente ela dedicava seu tempo a Princesa e aos seus cuidados. Dawn não era única que considerava a serva ama como uma mãe, Levi também vi-a raramente como uma figura materna. Era ela que procurava-a quando precisava de algum conselho, estava sempre a disposição no Castelo. Por estar longe de casa, o guarda não poderia pedir ajuda de seu avô paterno. Mas Margot o ajudava constantemente. Principalmente em assuntos do seu próprio coração. Pela penumbra da noite, eles mantinham-se em silêncio apreciando a companhia um do outro. Tudo que puderam ouvir foram os grunhidos dos pequenos grilos a soar. 


 

— É uma noite bonita, não concorda? — Disse-lhe Levi quebrando o silêncio. 


 

Margot sorriu, delicadamente. Ela fechou seu punho esquerdo enquanto batia o mesmo sobretudo na nuca do guarda. 


 

Levi grunhiu. Ele passou a mão sobre onde sofreu a batida —… O que eu fizeste? 


 

— Para alguém que recebeu o apelido de "Trovão de Flye" por considerar-se rápido no campo de batalha, você é muito lento para outras coisas — Margot riu brevemente — Não admire-me Henry conseguir o coração de Dawn melhor que você, garoto.


 

— Isso não é uma competição! — Levi fechou-se, meio emburrado. 


 

— Ah, é?! — A velha serva zombou — Bom, então fique sabendo que você perderia fácil se fosse. 


 

— Será que dá pra parar?! — Exclamou. 


 

Ele bufou alto, algo que só fez a velha ama de leite divertir-se mais. 


 

— Sabe, desde que vocês dois eram menores. Cheguei a sonhar com Vosso casamento — Margot adquiriu uma expressão séria enquanto Levi arqueou as sobrancelhas, surpreso — Até mesmo a falecida rainha Layne confessou ver um vislumbre dos seus futuros. Você sempre esteve pronto para proteger a Princesa se necessário, estava sempre lá para ela mesmo que fosse um ombro amigo. 


 

— Pra mim parece mais duas senhoras gagás tendo alucinações — Sorriu. 


 

— Ora, seu… — O pequeno sorriso de Levi logo desmanchou-se assim que a serva ergueu-se seu punho e o bateu sobre sua nuca — Pode chamar-me de gagá se quiser, mas não ouse falar assim da falecida rainha Layne! 


 

— Ai, isso doeu! — Grunhiu — Bate-me quase igual ao meu avô! 


 

Seus olhos moveram-se para as estrelas. Seu sorriso surgiu esboçado em sua face outra vez enquanto encarava os céus. O silêncio voltou a reinar, mas não pretendia continuar por muitos mais tempo. Margot virou-se seu olhar para fitar-se o guarda-costa pelo canto de seus olhos. Seu olhar demonstrava preocupação. Logo pronunciou-se; 


 

— Levi — Chamou-lhe. Ele virou para encará-la com mais aptidão — Não importa o que aconteça. Prometa-me, você sempre irá proteger nossa Princesa custe o que custar. 


 

— Por quê diz isso? Sabes que sim — Sua face tornou-se preocupada e confusa. 


 

— Prometa-me, por favor! 


 

Não tinha jeito. Por mais que tentasse perguntar para Margot o que estava lhe afligindo, ela jamais diria a resposta. Nunca contaria o que estava acontecendo por mais que soubesse de alguma coisa, qualquer coisa. Ela guardaria para si — Eu prometo — Garantiu. 


 

Passos soaram pelos corredores do Castelo Reed. Cabelos alaranjados eram esvoaçados pela correria, Dawn prendeu suas mãos sobre o peito enquanto tentava o máximo não tropeçar em seu próprio vestido. Estava decidida. Ela havia passado a tarde trancada em seu quarto encarando presilha que ganhará de seu amado. Seu sentimentos por seu primo cresciam dia após dia, pensou que aquele seria o símbolo de seu amor. A Princesa então decidiu-se, ela confrontaria seu pai e afirmaria seu compromisso com Henry. Ela queria casar-se com ele. Passar uma vida longa ao seu lado, não importasse o quê. Não ligava se seu pai jamais aceitasse um arranjo entre os dois, ele só tinha que saber que seus sentimentos por seu amor eram reais e só isso importava. Dawn esboçou um largo sorriso assim que encontrou-se em frente a grande porta de ferro do quarto do rei Domenic II. Moveu-se sua mão até sua presilha que ainda estará presa em seus fios ruivos, ela sentiu-la levemente. Com ansiedade soprando em seu peito, a Princesa empurrou-se a porta. 


 

— Papai? — Ela chamou-o. Não tendo resposta, Dawn entrou no quarto do rei. Seus olhos percorreram por todo dormitório — Eu queria dizer que finalmente sei o que quero. E por mais que o senhor recusa-se, prendo casar-me com ele. Quero que saiba que eu amo…. Henry?! 


 

Seus escassos olhos violetas arregalaram-se. Dawn não poderia estar acreditando no que estava acontecendo diante de seus olhos, parecia algo impossível. Seu amado travasse sua longa espada sobre o coração do rei Domenic II. Suas vestes apareciam cobertas de sangue. A lâmina de sua arma branca derramava-se as gotas do vermelho sangue de seu próprio pai. Ele puxou-se o cabo de sua espada contra o peito do rei enquanto chutava-a o mesmo. Seu corpo morto cai sobretudo naquele chão gelado. Dawn correu em direção ao seu pai quase tentando por se fazer voltar a sua realidade feliz. Ela manteve-se sua cabeça cabisbaixa assim que ajoelhou-se sobre a porcelana. 


 

— Papai? — Ela chacoalhou-o ferozmente. Não, não aquilo não estava acontecendo. Seu pai não poderia de estar morto. Ela se recusava em acreditar — Por favor, acorda! — Suas lágrimas dispersaram-se sobre sua face, a Princesa observou o sangue de Sua Majestade se formar numa extensa poça ao redor deles — PAPAI! — Ela gritou. 


 

O rei não respondeu. Ele estava morto afinal. 


 

— Henry, por favor. Chame um curandeiro — Suas mãos tremiam, seu vestido estava enxergado de sangue devido a poça que encontrava-se ajoelhada. Lágrimas não cansavam de escorrer pelos seus olhos violetas. Dawn ergueu-se seu queixo enquanto encarava-a o príncipe conter um olhar de repulsa, a Princesa jamais imaginou vê-lo naquela maneira. Justo ela que tanto o vi-a como sendo uma pessoa bondosa — Eu lhe imploro! — Pediu desesperada, olhando através do rosto do culpado. Sua face parecia coberta de sangue.


 

— Dawn, quando será que você vai entender? O rei está morto — Seu coração acelerou-se, aquelas palavras amaldiçoaram. 


 

Não, não. Ela gritava constantemente em sua própria mente. Aquilo não estava acontecendo. Era um pesadelo. Logo ela acordaria. Era o que dizia, mas não. A Princesa não acordaria. Porque aquilo era sua realidade, sua cruel realidade. Deixava-se uma sensação ruim em seu peito, uma sensação amarga. Suas mãos tremiam sem parar, seu coração batia como se fosse ser arrancado do seu peito. Seu vestido estava ensopado com o sangue de seu amado pai, lágrimas esvoaçavam pela penumbra de seu rosto. Suas pequenas gotas caiam sobre a face do rei Domenic II. Dawn chorou pela sua morte. E pela sua decepção, pois sabia, que haveria de ter um culpado. O sangue manchando do rei estaria de estar em todo local. Seu pesadelo parecia não ter fim, sua tremura não acabava. Seus olhos se encheram de tristeza, sentia-se como seu peito estivesse sendo sufocado e seu coração se partindo em milhares estilhaços. Por mais que recusa-se, o culpado estava bem a sua frente; 














 

— Eu matei o rei — Declarou em sussurros. 


Notas Finais


Henry matou o rei!!! E agora? Será que ele vai se atrever a ferir Dawn também? Mal sabe vocês o que acontecerá no próximo capítulo hihi se preparem, apartir desse ponto que a aventura começa!

Até o próximo capítulo, bye♥️♥️


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