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História Coração Destemido - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá, mais um capítulo novinho.
Eu não ando conseguindo entender como estou conseguindo postar capítulos consecutivamente assim, mas tenho que aproveitar enquanto me resta tempo e criatividade.

Enquanto isso, fiquem com o capítulo. Boa leitura a todos!

*Por favor, fiquem em casa. Os casos de Coronavírus crescem a cada momento. Não vão a praia. Quarentena não é férias, é uma época para se proteger. Muito gente está morrendo na Itália! Se cuidem, hoje o perigo maior pode ser na outra parte do mundo, mas amanhã pode acontecer conosco. Apenas peço que se cuidem e tomem as devidas providências contra o vírus!

Capítulo 5 - Honra


Fanfic / Fanfiction Coração Destemido - Capítulo 5 - Honra

Estavam dispersos seus escassos olhos violetas. Suas mãos recusaram-se a parar de tremer. Dawn não conseguia desviar o olhar do corpo morto de seu pai que estava envolvido em seu colo. Seu vestido estava ensopado com o sangue do falecido. Ela respirou pesadamente enquanto era incapaz de conter suas lágrimas. Sua mente vagava para as palavras aparentes que Henry admitirá "Eu matei o rei". O som dessas palavras perfuraram seu coração tão profundamente quanto agulhas e repetiram-se em sua cabeça como se fossem ecos. A Princesa encontrava-se ajoelhada sobre o maciço chão, seus longos ondulados cabelos alaranjados compriram sua face. Seu rosto parecia devastado. Suas lágrimas percorriam por toda sua estrutura e desvazia sua maquiagem delicada. A mente de Dawn logo começou a vagar para uma época onde tudo isso seria um simples e mero pesadelo, inacreditável de acontecer; 


 

— Dawn? — Uma voz fina a chamou. A pequena Princesa escondeu-se através dos lençóis de sua cama enquanto lágrimas continuavam a rolar sobre seus olhos. 


 

Ela tentou parar de chorar, mas falhou. Sua tristeza se tornou tão árdua e aparente que seus soluços poderiam ser ouvidos. 


 

— Deixe-me! — Gritou Dawn juntando suas pernas para cobrir seu rosto juntamente aos fios do seu agora pequeno cabelo ruivo. Era visível a fraqueza em sua voz. 


 

— Eu só quero conversar — Afirmou. 


 

Ficou-se surpresa ao sentir seus lençóis serem arrancados sobre ela. A pequenina continuou a esconder-se sobre seu corpo, ela não queria vê-lo. Não, não agora. Não nesse momento. Aquela era uma situação triste para Princesa, para ela, e todo o Reino de Flye. E para seu pai. 


 

— Vá embora! — Murmurou enquanto podia senti-lo sentar-se sobre sua cama. 


 

— Não irei até saber se está bem — O loiro disse-lhe convicto com a decisão. 


 

Dawn ergueu-se seu rosto para seu primo, revelando sua face chorosa —... Pareço-me bem? 


 

O rosto de Henry se contorceu ao vê-la naquele estado. Ninguém imaginava que a rainha Layne que tinha uma saúde como ferro, viesse a falecer por uma febre alta. Ele envolveu seus braços ao redor de Dawn enquanto a continha em um abraço caloroso e sussurrava palavras gentis em seu ouvido. Por mais que fosse uma atitude inesperada, a Princesa apreciou seu afeto e demonstração solidariedade. O garoto sabia pelo que ela estava passando, havia sentindo a mesma devastação com a morte de seu querido pai. Foi um dos piores momentos de toda a sua vida, algo terrível e que seria significativamente impossível de esquecer. 


 

— Henry, você acha que eu vou morrer também? Como a mamãe? — Ela sussurrou pensativa sobre seu ouvido. 


 

— Não — Continuou — A rainha Layne foi levada pelos Deuses porque sua missão nesse mundo, se compriu. Ela encontrará paz.... — Henry disse em sussurros, calmamente — Já você está apenas no começo de uma longa jornada. 


 

— E qual seria a minha missão dada pelas mãos Divinas? — Sua curiosidade lhe abateu em meio as suas silenciosas lágrimas. 


 

— Viver… Apenas viva, Dawn. 


 

Sua face se suavizou. Seus olhos desviaram-se para Henry. A Princesa lhe encarou outra vez. Suas vestes estavam sujas pelo sangue do rei Domenic II, ele segurava o cabo dourado da espada cheio de pequenas pedrinhas de rubis entre suas mãos enquanto encostava-se sua ponta afiada no chão. Pequenas gotas de sangue fluem através de sua lâmina ao cruzar com sua patente. Dawn pode ver o líquido de tonalidade vermelho-vivo jorrar pelo piso, fixamente seus olhos violetas começaram a arder de mágoa e decepção, uma tristeza transparente.


 

Novas perguntas surgiram com um ponto de interrogação sobre sua mente. 


 

Ela perguntava-se. Era realmente o mesmo garoto que com ela cresceu? O mesmo que ficou com ela e a abraçou durante uma época de trevura na morte de sua mãe? Ele era o Henry gentil e doce do qual apaixonou-se quando criança? Tantos questionamentos que lhe ansiavam por respostas. Mas havia uma dúvida que a rondava; Tudo o que eles viveram desde sua infância, algum momento que ele passaram juntos foi real? Seus olhos estavam afiados ao fitá-lo tão ferozmente, olhava-o de cima á baixo. Dawn precisava saber se o Henry bondoso que conheceu era quem dizia ser ou apenas um farsante. Não poderia conviver com essa dúvida, ela precisava ter sua resposta. E o mais importante, por quê seu pai? Por quê matá-lo? A Princesa lembrava-se perfeitamente o quanto seu primo dizia admirar o rei Domenic II, ele sempre falava dele com muita euforia. Ouvia suas histórias e experiências. Então o que estava acontecendo? Sentia-se como se sua cabeça estivesse explodindo. Suas lembranças a invadiram. Ela procurava em suas memórias alguma vez que Henry demonstrou o mínimo de violência, mas não encontrou. Algum traço dessa sua expressão séria, ainda assim falhou. 


 

Apenas recordava-se de um príncipe gentil com sorriso saudoso sempre esboçado em seus lábios. Sempre alegre e disposto ajudar não importa quem fosse que estivesse ao seu redor. Ele era sinônimo de bondade, e Dawn o admirava por isso. Mas toda essa imagem que possuía de seu amado agora foi alterada por uma característica fria e coberta de sangue derramado de seu falecido pai. 


 

— P-por q-que? — Sussurrou ao não conseguir forma as próprias sílabas, devastada — P-por q-que fez is...? — Ela pronunciou um pouco mais alto enquanto sua voz saia como gargarejo, ainda assim Henry não conseguia escutá-lá — POR QUÊ? — Então gritou fazendo sua voz ecoar por todo quarto. 


 

Ele a ouviu atentamente. Logo, seus olhos azulados cruzava-se com seus escassos violetas. 


 

— Pela honra…. 


 

"Onde está a honra em matar uma pessoa? Cadê a honra nisso?" Pensou Dawn. 


 

— Fiz pelo meu pai e pelo bem de todo o Reino de Flye — Completou-lhe.  


 

— O que? — Seus olhos se contorceram. O que Henry quis dizer-te com aquilo? 


 

— Será que não percebes, Dawn? — Sua expressão parecia tão fria e séria, Henry possuía um ar de mistério. A Princesa não conseguia lê-lo como um livro aberto, pelo menos, não como antes apreciava pensar que conseguia — O reino está em crise. As minas da Tribo da Terra secaram, a plantação agrícola está péssima, os impostos estão em preços absurdamentes altos e parte da população passa constantemente fome — Seus olhos arregalaram-se, surpresa.  


 

Não, não era real. Era mentira, tinha que ser. Por mais que Dawn não soubesse administrar um reino, compreendia perfeitamente o que uma crise poderia significar-se — É MENTIRA! Meu pai poderia ser um covarde, mas era um bom rei!


 

— Diga-me, Vossa Alteza — Havia um som de zombaria em sua voz ao lhe chamar pelo seu título real — Um bom rei mataria seu próprio irmão mais velho apenas para sua acessão ao trono? 


 

Ele lhe impregnou com uma dúvida em sua mente. A Princesa jamais soube de algo assim. Seu pai realmente tinha matado seu Tio Sebastian — Pai de Henry — apenas para chegar ao trono? 


 

— És ingênua, Dawn. Passou tanto tempo trancada nesse Castelo, que não sabe da real situação do seu próprio reino — Continuou friamente — Parte do povo mais pobre do Reino de Flye está morrendo de praga e fome enquanto você a cada dia ganha ainda mais novos vestidos e jóias brilhantes. 


 

Seu olhar desceu sobre o corpo morto de seu pai. Ela olhava-o, cabisbaixa. Tentava entender se haveria alguma verdade nas palavras de Henry. A Princesa nem notou-se ao rangir as enormes portas de ferro do quarto do falecido rei Domenic II. Guardas entraram armados com suas afiadas espadas de aço enquanto vestiam suas armaduras prateadas com o brasão da Dinastia Krauss estampada em seus abdomens. Nem imaginava que também o homem a lhe dar arrepios entrava junto a eles. Do qual conhecia bem, tendo fortes traços robustos, alto e transmitia muita prepotência. Careca, e de grandes sobrancelhas grossas. E de pele bronzeada. Usava sua respectiva armadura com um longo manto branco sobre suas costas. Hall Gaspar não perdia tempo ao adentrar o dormitório, sorridente.


 

— A suas ordens, Majestade? — Dawn ergueu-se seu queixo para ver o dono da voz. Seu estômago revirou-se ao cruzar seu olhar com do fatídico renegado Hall Gaspar da Tribo da Terra. Naquele momento, a Princesa havia descoberto quem convidou o homem que tanta menosprezava para seu aniversário. Desde o começo, aquilo tem sido uma armadilha para o plano maior de Henry. 


 

— Corte a garganta da Princesa — Seus olhos arregalaram-se de maneira propensa ao ver que Henry não continha nenhuma expressão ao dar uma ordem de matá-la. 


 

Os guardas se moveram para cercá-la. Hall caminhava lentamente em sua direção para seu trevor, ele erguia sua espada na altura de seus ombros largos. Se Dawn continuasse sem mover-se seria morta, e teria sua garganta cortada. Naquele momento, ela era apenas mais uma ameaça para Henry se ele realmente pretendia pegar a coroa para si. Para ser rei, primeiro teria que livrar-se de um antigo herdeiro que poderia vir a lhe causar problemas. Toda vibra do seu corpo, tremia constantemente. A Princesa não queria morrer, não, não era essa a sua hora de partir. Não dessa forma. Não por essa pessoa. Ela queria viver. Desejava por estar viva mais um dia para sentir-se os raios do sol acariciar sua face. Dawn levantou-se enquanto dava uma última olhada no rosto morto de seu pai, aquela seria sua despedida. E correu. Ela correu o mais rápido que podia assim que desviou-se dos guardas e saiu do quarto. Ela segurava fortemente a longa saia suja de seu vestido para não cair. Seus cabelos alaranjados esvoaçavam sobre a correria, mal notaram que sua tiara prateada com inúmeras pedras de safira que combinava com seus largos brincos dourados, derrubou-se de sua cabeça. 


 

Assim que estava perto do pátio do Castelo, Dawn sentiu um chicote lançar-se por trás de suas canelas. A Princesa desequilibrou-se e caiu ajoelhada sobre o chão, logo sentiu seus joelhos arderem por conta da ferida que abriu-se em sua queda. Ela ficou desesperada ao encarar mais guardas lhe cercarem por todos os lados. Não tinha mais saída. Moveu-se sua mão para tocar-se a presilha presa em seus fios ruivos que ganhará de seu amado. Lágrimas roçaram de seus escassos olhos violetas. Seria aquele o seu doloroso fim? Seu rosto logo desviou-se para encarar a chegada de Henry junto aos seus demais guardas e Hall Gaspar. Ele ainda segurava a espada que ousou usar para matar seu pai, toda sangresada. Dawn perguntava-se; O que ele ainda pretendia fazer com aquela coisa? Seu corpo continuou trêmulo ao ver que abriram passagem para que Henry se aproximasse. Ele movia-se arrastando sua lâmina pelo chão, demonstrando-se perigoso. 


 

— Sabes qual é o nome dessa espada tão especial, Dawn? — Seus olhos continuavam arregalados diante de suas lágrimas — Lhe dei o nome de; Regicida. Sabes por quê? Foi usada para dilacerar o coração do meu pai assim como o rei Domenic. 


 

Então essa era espada que Henry dizia que seu próprio pai usou para matar o irmão mais velho? Mas ela lembrava-lhe bem. Seu pai jamais tocou em uma arma. Ele as odiava. 


 

— E será a mesma que usarei para cortar o seu. 


 

Naquele momento, Dawn implorou-se por ajuda em meio às lágrimas. Ela chamava por seu guarda-costa mentalmente enquanto Henry erguia sua espada e a encosta próxima ao seu queixo. 


 

Para seu azar, ela nem pensará que talvez não fosse a única a estar em apuros. Levi também parecia estar com problemas. O Comandante da Guarda Real estava cercado pelos mesmos guardas dos quais patrulhava na calada daquela noite. Seus lisos fios negros cobriam partes de seus olhos cinzentados e afiados, seu olhar transmitia fúria diante de sua confusão. Ele segurava sua lança firmemente enquanto parte de sua mente era movida pela segurança da velha serva que lhe acompanhava. Margot continha uma expressão tenebrosa, ela estava desacreditada pelo que estava acontecendo diante de seus olhos acastanhados. Mal imaginavam a real situação por toda aquela revolta. Os guardas levantam suas lâminas ao cercá-los completamente. Eles sabiam a história por trás do nome "Trovão de Flye", tinham consciência do quanto Levi Arsenault da Tribo do Vento poderia ser perigoso ao lutar contra ele em um combate. Mas dessa vez, ele estava em desvantagem em inúmeros mesmo que isso não o impedisse de lutar, ainda tinha a velha ama do qual ele temia que usassem como refém. 


 

— Vou perguntar de novo; O QUE ESTÃO FAZENDO?! — Questionou Levi exaltado ao deparar-se que estava cercado por seus próprios guardas reais. 


 

— Nos perdoem, Comandante Levi. Mas temos ordens de Sua Majestade para levá-lo ao seu quarto em segurança — Arqueou suas sobrancelhas, sombriamente pela resposta de um de seus guardas que estavam a cerca-lo. 


 

— O rei Domenic poderia ter dito pessoalmente se ele quisesse que eu descansasse em meus aposentos — Respondeu-lhes. 


 

— Não o rei Domenic II — Um ponto de interrogação havia surgido sobre sua mente — E sim, Sua Majestade rei Henry — Sua face havia suavizado atentamente com a revelação.  


 

— Entendo — Murmurou. 


 

Levi logo virou-se cuidadosamente para encarar a serva ama pelo canto de seus olhos. 


 

— Margot, vá atrás da Princesa. Não estou gostando de como as coisas estão andando — Sussurrou para que apenas ela escutasse.  


 

Assentiu levemente — E quanto a você, garoto? — Perguntou soando preocupada. 


 

— Vou atrás do rei. 


 

Margot correu para fora de seu alcance enquanto puxava seu vestido firmemente pela ponta de seus dedos, carrancudos. Alguns guardas a seguiram tentando impedi-la de sair de sua vista. Para Levi, aquela tinha sido a abertura perfeita. Um mini-sorriso era esboçado através de seus lábios, ele chutou com seu pé direito a espada de seu possível agressor para longe. Ele ergueu sua lança e a girou-se rapidamente entre as curvaturas de suas mãos. Sua face suavizou-se com a cor viva do vermelho ao cortar as gargantas dos mesmos guardas que ainda restaram para lhe cercar. Ao deparar-se com eles caídos no chão e sangresados, Levi moveu-se rapidamente para procura do rei Domenic II. Temia pelo pior. Ainda assim, imaginava que existia de ter alguma chance de seu rei estar bem junto a sua filha. Saber pelos seus próprios subordinados que existia um novo rei por aí, dando ordens, lhe assustava principalmente pela segurança da família Real. E esse possível novo rei era; Henry. Isso acabou causando-o mais tremores e arrepios que jamais pensou em sentir. Seu coração acelerava-se fortemente, aquela era a pequena sensação de medo lhe a frigindo de alguma maneira. 


 

Seus passos diminuíram ao encontrar-se próximo do pátio do Castelo Reed. Seus olhos acinzentados arregalaram-se diante de sua fúria. Dawn estava ajoelhada sobre o chão enquanto a espada era erguida através de seu queixo fino. Levi ficou furioso ao ver o estado que sua Princesa estava; Seu vestido estava amassado e ensopado por uma tonalidade avermelhada do qual assemelhava-se ao sangue, sua maquiagem delicada estava completamente borrada pelas suas lágrimas que caíam pelos seus escassos olhos violetas, e seus longos ondulados cabelos alaranjados pareciam bagunçados. Seus olhos desviaram-se sobre sua presilha de Lírio com tonalidades de branco e rosa, dourada e com algumas pedrinhas de rubi. Ele amaldiçoou pelo presente de Henry ainda manter-se firme em seus fios ruivos. Levi então desviou-se seus olhos do grampo de cabelo para encarar aquele que tinha planejado tudo aquilo. Suas vestimentas brancas estavam em suguessadas de sangue. Seus lisos e longos cabelos loiros estavam soltos, pareciam como cascatas ao se encontrarem expostos pela metade de suas costas. E pela primeira vez, o guarda havia visto expressões tão frias e sérias diante de suas feições tão suaves e finas. Sua face parecia tão exposta e pálida apesar de estar suja de uma tonalidade aparente de sangue. 


 

A espada do qual erguia diante a Princesa estava-se pingada e suja pelo sangue. Para Levi, aquilo só poderia significar-se uma coisa; a lâmina haveria de ter sido usada antes. Mas rezava mentalmente para os Deuses que fosse apenas uma ilusão. Por não ver a presença do rei Domenic II já estava aos poucos temendo pelo pior, mas tentava por afastar essas especulações de sua mente.


 

Ele caminhava calmamente até os guardas que lhes cercavam. Levi continuou a segurar sua lança enquanto tinha uma expressão severa estampada em sua face para qualquer pessoa que o visse. 


 

— Poderia saber o que está acontecendo aqui, Sua Majestade rei Henry? — Perguntou Levi em tom de zombaria com seu novo título enquanto sua expressão permanecia severa e dura. 


 

Seus olhos azulados mover-se para encarar seu antigo melhor amigo de infância — Dei ordens para você estar em seus aposentos. 


 

— Desculpe-me por isso. Sou teimoso demais para obedecer minha nova mãe — Zombou-lhe sem mínimo de paciência —… Onde está o rei Domenic II, Henry? — Exigiu saber. 


 

— Morto — Respondeu simplesmente. 


 

Suas palavras lhe atingiram de um jeito que Levi jamais pensou ser possível. Seu olhar estava carregado de fúria, e sua face parecia conter uma expressão ainda mais estóica. Tudo o que mais temia, aconteceu. Domenic estava morto. O Comandante da Guarda Real estava prestes a deixar-se levar pela própria raiva. 


 

— L-levi… — Ele virou-se para encarar o rosto entristecido da Princesa. Suas lágrimas pairavam sobre os olhos violetas de Dawn, ela o chamava em um garguejo fraquecido. Aquilo lhe cortou o coração. Vê-la naquele estado, acabava-o deixando louco. Faria Henry pagar por isso. 


 

Levi ergueu sua lança, furioso. O príncipe puxou sua espada do queixo de Dawn enquanto defendia-se do ataque feroz de seu amigo de infância. Suas lâminas se cruzaram. Desde que eram pequenos, Levi sempre mostrou-se ser superior que Henry em combate. Mas naquele momento, ele se defendeu perfeitamente de seu ataque. O Comandante da Guarda Real não perdeu tempo em tentar encurrala-lo, ele atacava-o infinitamente, sendo capaz de interferir que seu oponente use um contragolpe e apenas consiga defender-se. Henry andava lentamente para trás quase por perder seu equilíbrio, ele recebia ataques intensos da lança do guarda-costa da Princesa contra sua espada. Por mais que já tenha presenciado aqueles ataques um milhão de vezes quando mais jovem, era difícil ter como lutar contra um rival tão experiente em batalha. Aproveitou-se sobre uma abertura assim que viu o cabo de madeira da lança de Levi, partir-se ao meio devido aos seus golpes consecutivos. Seus olhos azulados se tornaram duros e imperdíveis ao atacar seu opressor com sua longa espada tão chamada de "Regicida". Esperava virar aquela luta ao seu favor, e se fosse o desejo dos seus Deuses Divinos. Henry então, venceria. 


 

Apesar do cabo de sua lança estar partido ao meio. Levi usou aquilo como alternativa para defender-se duplamente da espada do príncipe. O mesmo forçou-se sua lâmina contra a madeira do qual seu adversário se defendia. Pequenas lembranças sobrevoavam sua mente. Ele logo perguntou-se: Como eles tinham chegado aquele ponto? Dois melhores amigos de infância, inseparáveis, sempre juntos estavam se enfrentando. Sua amizade tinha se rompido ali? Ou isso já havia estando se desgastando com o passar dos anos? Seus afiados olhos acinzentados se contorceram ao deparar-se que o cabo não aguentaria mais por muito tempo. A espada estava cortando-a outra vez.


 

— Os Deuses estão do meu lado, Levi. Não pode vencer, o povo do Reino de Flye em breve vai apoiar seu novo rei! — Disse Henry, convicto. 


 

— Recusa-me acreditar que eles fiquem do lado de um usurpador — Retrucou. 


 

Suas mãos pareciam mover-se sozinhas. Ele girou duplamente o cabo de sua lança enquanto distraía Henry com seu próprio ataque. Levi usou o lado pontudo de sua lâmina para atacar seu oponente, rapidamente. Aquele seria o fim da linha, essa seria sua vitória. Mal imaginava que o príncipe ao perceber seu ataque, vira-se seu rosto calmamente. Seus olhos arregalaram-se ao ver que o lado pontiagudo de sua lança havia cortado a bochecha pálida de seu rival. Apesar de sua raiva, assustava-o quanto eles estavam lutando a sério. Era como se estivessem tentando matar um a outro. Diante de sua ferida aberta, sangue jorrava de sua face delicada. Seus longos fios loiros suavizavam sobre seu rosto enquanto tentava esconder seu corte. Antes pudesse fazer mais alguma coisa a respeito, Levi ficou completamente imóvel ao ouvir grunhidos familiares por trás de si. Parecia de; 


 

— Comandante Levi, largue sua arma — Ele ouviu atentamente o pronunciamento de um dos guardas ao seu redor, Levi virou seu rosto minimamente para poder encará-lo sobre o canto de seus afiados olhos acinzentados — Ou juro que cortarei a garganta de nossa Princesa! 


 

— Deixe-a ir — Ordenou autoritário. 


 

Os olhos da Princesa estavam cobertos de lágrimas enquanto as mesmas roçavam sobre sua face. Seu pescoço estava sendo pressionado por uma pequena faca, ameaçada por um guarda. 


 

— LARGUE A ARMA! — Repetiu em berros. 


 

Todos lhe encaravam apreensivos esperando seu próximo movimento. Ele abaixou-se lentamente, ameaçado largar sua lança. Para Henry, sua primeira batalha já tinha sido ganha. Tendo um Comandante da Guarda Real servo de um outro rei, e uma Princesa morta era um começo de um longo reinado próspero. Ainda assim, não podia deixar-se abaixar sua guarda. Levi era uma caixinha de surpresas. Por mais que conhecesse quase todos os seus truques, não poderia esperar por esse; Levi esperou que todos estivessem esperando que ele entregasse a luta para que pudesse agir. Ele jogou-se a parte pontuda de sua lança em direção ao homem que ameaçava cortar a garganta de Dawn. O guarda caiu para trás ao deparar-se com a lâmina cravada em seu crânio. Seu sangue derramou-se sobre a face da Princesa no mesmo instante. Os olhos de todos os guardas ao seu redor arregalaram-se com tamanha violência e frieza. O guarda-costa correu em direção a sua protegida, ele a agarrou sobre seus abraços e a carregou, levando-a para longe. Seus escassos olhos violetas suavizaram em meio as lágrimas que rolavam sobre seu rosto. 


 

— ATRÁS DELES! — Hall Gaspar gritou para o restante dos guardas que seguiram suas ordens. Ele pairavam ao lado do loiro, que estava a tocar sua bochecha ferida delicadamente com seu polegar. Ainda não acreditava-se que tinha sido acertado pelo seu próprio amigo —…. Eles não escaparam do Castelo, Vossa Majestade. Lhe garanto.


 

— Não,.... Haveria de ter certeza que não — Disse-lhe Henry friamente — De qualquer forma, traga a cabeça daqueles dois para mim. 


 

Hall assentiu. Ele se distanciou de seu rei enquanto planejava por realizar seu desejo. 


 

Aquilo não era mais sobre sua vingança pessoal em relação ao seu falecido pai. Ele havia se vingado. Dilacerando o coração do rei Domenic II. Também não era sobre a crise que estava havendo no Reino de Flye, isso, ele ajustaria depois que realmente assumisse seu lugar de direito. 


 

Agora era uma questão de HONRA. 



 


Notas Finais


Disse que a estória só está começando de verdade! O que vocês acham, Dawn realmente vai conseguir escapar do Castelo depois desse resgate do Levi? Se preparem para os próximos capítulos, vamos ainda ter grandes emoções! Bye, Bye.


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