História Coração no limite - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Mary


Assim que as minhas aulas a acabaram recolhi meus matérias, joguei dentro da mochila e sair do prédio da faculdade para atravessar o campus onde Mary estar me esperando na entrada.

Olho meu celular para me certificar que Mary não mandou mensagem. 

Papai❤

  Oi mocinha, eu já comprei o seu almoço.Hoje vamos ter um LONGO dia na oficina😂😂😂. Te amo princesinha do papai.😚

 Reviro os olhos, pois é bem a cara do meu pai essas piadinha ou ficar me lembrando que errei.Querendo ou não ele se diverte em me castigar.

Ficar na oficina não é um castigo para ser sincera.Eu amo motos e tudo que aprendi foi graças ao meu pai e sua louca paixão por motos. 

 -Even! 

Vejo Mary vindo em minha direção com seu cabelo castanho claro solto com leve ondas feitas pelo babyliss.Seus olhos verdes como sempre estão ressaltados com lápis de olho, cílios postiços e delineador. Ela vesti uma calça branca com detalhes dourados, blusinha rendada rosa clara e nos pés uma sandália dourada.Segura uma das suas bolsas caras que nunca fiz questão de saber o preço.

 -oi Mary-sorrio assim que ela para ao meu lado.

 Mary abre sua bolsa e tira uma caixinha de óculos escuro.

 -Você não vai acreditar na grande catástrofe que acabou que acontecer!-choraminga.

 Estreito os olhos e a olho por enquanto que Mary coloca o óculo e se abana.

 -não faço ideia... 

-pois bem!o meu pai teve a maldita e a terrível ideia de limitar o meu cartão-diz irritada e bate os pés. 

Bom, os problemas de Mary são totalmente diferente dos meus. 

-"Triste" 

-é sério, Even! 

 Aperto os lábios e passo a mão nas suas costas tentando consolar a minha pobre amiga.

 -também não é o fim do mundo guerreira. 

Ela me olha e revira os olhos. 

-como você pode fazer piada com isso!Limitar o cartão é coisa de pobre.Aliás, pobre divide não sei quantas vezes no cartão.Já pensou que absurdo?

 Ela está extremamente furiosa e então percebe o que acabou de falar. 

-me desculpa, eu não queria te ofender. 

Ela acha que me ofendeu por causo que  pobre tem cartão limitado.

 -tudo bem, Mary.nem cartão de crédito eu tenho-Dou de ombro e rio-então imagine limite no cartão. 

Ela me olha por um momento como se eu tivesse falado algo monstruoso e então joga os cabelos.

 -meu pai disse que estou gastando demais.

 -devo concordar com ele.Semana passada você comprou cinco protetores de orelha sendo que você precisa só de um.

Olho para o céu lembrando do absurdo de compras que Mary fez nos últimos meses. Ela é o tipo de garota que compra até o que nunca vai usar. 

Mary me olha chocada como se eu tivesse a caso de falar um absurdo.

 -eu precisava de todos para combinar com meus looks de inverno.

 -estamos na Primavera-rio. 

Mary torce o nariz e continua andando.

-eu preciso de um vestido novo para o jantar de amanhã-diz animada. 

Eu olho um pouco desanimada, pois ainda não contei que não vou para o jantar. 

-Você vai usar o que?-pergunta empolgada. 

Dou de ombro.

-nada.

 Estreita os olhos

 -como assim nada?vai nua-ri.

 -nada porque eu não vou.

Mary abre a boca e fecha várias vezes.Ela não esperava por isso.

 -estou de castigo.

 -mas eu preciso de você lá-faz bico.

Paro de andar por um momento e então dou de ombro.

Eu também queria ir muito nesse jantar, mas não posso passar por cima das ordens do meu pai.

Mary para de andar e me segura pelo pulso.Ela olha para os lados pensando por um momento.

 -eu posso convencer seu pai-sorri e pula animada.

Eu me esforço para não rir disso.Tadinha.

 -é melhor não

O sorriso e animação da Mary da lugar a uma expressão confusa.

 -por que não?

 -porque ele vai conseguir convencer seu pai em te colocar de castigo.conheço muito bem o meu pai.

É exatamente isso que vai acontecer.O pai da Mary não deixaria barato sabendo que a filha foi para festas de "pobres".Ele vive viajando e ela consegue enrolar ele.

 -maldição!Droga, Even-me chateada. 

Eu apenas suspiro.Não tenho muito o que dizer.

-eu precisava de você.

 -sinto muito. 

Mary para de andar e coloca as mãos na cintura fina.

 -ta bom!qual cor de vestido eu devo usar? 

Olho para ela por um momento e sorrio ao lembrar que ja a vi vestida em um lindo vestido verde e ela ficou impecável.

-verdes porque combinam com seus olhos. 

Mary faz uma careta.

-fala sério né miga!Você é ruiva e nem por isso ando mandando você usar vestido vermelho. 

É eu sou ruiva.Meu cabelo é longo na altura da cintura, meus olhos são castanhos.

-Você não precisa se grossa! 

-desculpa, eu estou brava com meu pai e agora com você por não ir amanhã no jantar. 

-não me quer de castigo então não venha com "amiga, vamos a uma luta, vai ser incrível e blábláblá" bummmm chantagem emocional. 

Olho para os lados e não vejo Mary. 

-Mary?

 Sinto um puxão que me faz cambalear e então cair atrás de uma moita.Assim que caio cerro os dentes quando vejo Mary senta com a mão na boca para não ri. 

-que merda foi essa? 

Mary coloca a mão na minha boca.

 -me desculpa-ela sussurra. 

Tento tirar a sua mão na minha boca, mas ela insiste.

 -não diga nada-sussurra. 

Mary tira a mão da minha boca e então se inclina atrás da moita e observa algo. Eu fico com a cara amarrada e braços cruzados. Depois de pelos alguns minutos ela se vira e sorri. 

-vamos sair daqui-me puxa. 

Me levanto.

-o que foi isso?

 -eu estava evitando o Arthur.

Arthur deve ser uns dos caras que ela pega e não quer mais nada depois.

 -se jogando atrás de uma moita?na verdade me jogando.

Ela ri

 -foi a única ideia que tive.

 -não se preocupa quando eu quiser evitar alguém vou te jogar no meio de uma avenida

Ela balança a cabeça.

 -Você é uma idiota-ri bate no meu ombro.

 -Você também é-bato de volta. 

Olho no meu relógio de pulso e então me afasto da Mary.

 -preciso ir.Meu pai estar me esperando. 

-Você vai para Oficina?

 -sim, vou ajudar meu pai hoje até mais tarde-suspiro. 

-te mando foto do vestido que eu comprar-sorri. 

-mais tarde nos falamos. 

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