História Corações de Inverno - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Marilogs

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Personagens Originais, Soonyoung "Hoshi"
Tags Depressão, Hoshi, Kwon Soonyoung, Seventeen, Seventeen_lover, Three-shot, Tristeza
Visualizações 15
Palavras 1.758
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oissssssssssssss
La vem a M.B.H fazer merda de novo...
Bem, eu demorei MUITO pra fazer essa bagaça, foi inspirado em uma coisa que aconteceu comigo e em como eu me senti depois de tudo aquilo acontecer na minha vida de uma vez só...
Eu não vi quando comecei a me apaixonar, só vi quando "ele" me deixou despedaçada.
Bem, lá vai a fic...
Beijinhos, amo vcs meus mochis :3

Capítulo 1 - Café no inverno - parte 1


É. Mais um dia de inverno em que eu resolvo passear pelas ruas gélidas de Osaka.

Cansada e aparentemente tudo, estava tentando me fixar em memórias com a esperança de que ajudasse alguma coisa. Em meio de tanta bagunça, estava me lembrando de quem sempre costumou ser a minha tranquilidade.

As ruas estavam desertas, grande parte das lojas estavam fechadas, por conta do frio, ninguém saia de casa.

Exceto eu.

Enquanto minha mente estava focada em encontrar aquela memória em um baú cheio de meu passado, paro de caminhar quando vejo uma cafeteria aberta. Tudo o que eu precisava, café.

Assim que abro a porta, sinto um cheiro familiar. Café. Esse foi meu abrigo quando mais ninguém foi.

Vou até o balcão e vejo um garoto de no máximo 14 anos.

- Sabe onde está o dono desta cafeteria? – Pergunto, mesmo sem ter um rosto muito amigável.

- Meu pai foi procurar algumas coisas no sótão. Ele me proibiu de atender clientes, acho melhor você esperar ou ele descer, ou meu irmão chegar.

- Quem provavelmente vai chegar mais rápido? Seu pai ou seu irmão?

- Meu irmão. Peço para que a senhorita tenha apenas um pouco de paciência.

- Tudo bem... – saio de perto do balcão e vou até uma pequena mesa, olhando pela janela, ainda tentando encontrar alguma memória que fizesse meu coração se aquecer no meio de tanta neve, que além de ter caído em pequenos flocos na calçada da rua, havia caído em meu coração em brutos pedaços afiados a um bom tempo atrás.

Ajeito meu casaco, quando um pequeno fragmento de memória entra em minha mente, ocasionando um sorriso minimalista em meus lábios.

Justamente o que eu procurava.

Volto alguns anos em minha mente, me encontrando exatamente no dia 18/02/2010.

Ah, sim. O doce cheiro de lembrança. Uma lembrança tão quente como o café que eu necessitava beber.

A lembrança do dia que eu tenho mais que certeza que havia encontrado minha alma gêmea.

Talvez fosse apenas obra da minha mente, mas para mim ele era mais que perfeito em todos os sentidos que pudessem existir.

Sempre foi a pessoa que ocasionava o calor em meus dias mais frios, que chegavam a congelar o resto de humanidade que havia em mim.

Se é que essa pequena parte desprezível ainda existe.

Como o aroma do café, sinto o cheiro que me era tão familiar. Lembro-me de como era passar a mão em seus cabelos.

A sensação de estar protegida do resto do mundo e apenas me preocupar em deitar minha cabeça em seu ombro, enquanto seu corpo aquecia cada pequeno pedacinho meu. E essa era a época em que meu coração ardia em chamas.

De todas as pessoas, esta era a única que eu nunca me conformei com a sua partida. A única pessoa que eu precisava que estivesse sempre ao meu lado e que se importasse.

E justamente ele não estava.

 Eu nunca entendi o porquê de lágrimas existirem até o dia que eu tive quase certeza que elas nunca deixariam de escorrer de meus olhos.

Dia após dia, eu tentei entender o porquê de ele não estar mais ali.

O dia em que eu acordei, mas quem estava ao meu lado não era quem eu queria que estivesse.

 No seu lado da cama, eu só me encontrava com o vazio todas as manhãs que eu lamentavelmente acordava.

A primeira noite de inverno que eu percebi que uma lareira não era nada comparada a aquele abraço.

Pela primeira vez, eu entendi que o real significado de paixão não depende das circunstâncias, mas sim das pessoas.

Mas eu era miseravelmente muito nova. Não sabia que amor tinha uma definição específica, até ver que 7 anos haviam se passado e  que todo aquele bem incompreensível que mal cabia dentro de meu peito, havia acabado.

E por mais que naquele tempo, o melhor de mim houvesse sido despertado, por mais que a melhor parte possível desta garota tenha sido descoberta...

Toda a fortaleza que algum dia eu cogitei ter construído, caiu como os flocos de neve que caem pouco a pouco.

E a parte mais rancorosa apareceu, matou pedacinho por pedacinho do bem que sobrava em mim. Uma batalha foi armada dentro de mim, e cada dia que se passava depois dessa data, um pedacinho de mim era esfarelado e jogado fora. Aquilo doía muito, cada lágrima que  eu derramava era uma parte da minha antiga eu que desaparecia.

É, dizem que o mal nunca vence. Mas em toda essa guerra que acontecia dentro dos meus sentimentos bagunçados, não sobrou uma parte sequer de bem dentro de mim. Tenho certeza disso.

 O resto de amor que ele havia deixado para mim, foi enterrado no local mais profundo possível, abaixo dos 7 palmos do meu coração, e nem a pessoa que possuísse coragem suficiente para desvendar os 7 mares de maldade, rancor, tristeza, dor, sofrimento, egoísmo e depressão conseguiria trazê-lo de volta.

Nem a pessoa que transbordasse amor conseguiria fazer essa pequena semente brotar e renascer em meio de um solo feito de gelo.

Levanto meu olhar para o outro lado da rua, notando uma silhueta baixa, com um casaco preto e um violão nas costas atravessar a rua.

E aquilo me lembrou do mesmo dia em que eu deveria ter corrido atrás de você e feito alguma coisa.

Eu deveria ter te pedido para ficar.

Mas como sempre, eu fui apenas uma jovem estúpida, pegando seu conselho e fazendo completamente o aposto.

E nada te traria de volta, eu sei disso.

Ouço sons de passos apressados, direcionando meus olhos para o jovem que estava subindo as escadas, que muito provavelmente o levariam até o sótão.

Escuto uma pequena conversa.

- Pai, por acaso Soonyoung está aqui? Tem uma cliente lá embaixo, esperando até que a um bom tempo por café.

- Naoki, Soonyoung deve estar em seu quarto.

- Obrigado pai.

Logo vejo o garoto descer as escadas de uma forma desajeitada, indo até os fundos da cafeteria, certamente para encontrar Soonyoung, seja lá quem for esse coreano.

Por um instante percebo que o garoto do violão ainda estava ali, parado. Talvez refletindo, do mesmo jeito que eu, ou só estava perdido mesmo.

Logo vejo o menino voltar acompanhado de um garoto maior, provavelmente de minha idade.

Seus olhos me davam um dejà vú... Os cabelos pretos caindo sobre os olhos e sua pele branca eram marcantes.

Não era uma pessoa fácil de se esquecer, talvez por seus olhos aparentarem serem tão misteriosos e profundos como as estrelas do universo, ou pelo simples fato de que no primeiro segundo que nossos olhares se encontrarem, eu percebi que ele era um garoto diferente.

Ele era como eu.

Frio e arrogante, muito provavelmente. Eu senti no primeiro instante que suas vibrações não são bondosas.

Eu sabia que daqueles lindos orbes negros já haviam saído muitas lágrimas. Simplesmente sabia.

Ele faz um café com um jeito de má vontade, com certeza era empregado aqui.

Em poucos instantes o líquido marrom estava sobre minha mesa, e ele novamente me olha, fazendo todos os meus sentidos me alertarem que eu estava prestes a cometer a loucura de tentar fazer uma amizade. Amizade nascida de ódio nutrido por ambas as partes, que ótimos frutos isso daria...

- Naoki, vá para o seu quarto – O coreano diz, e o menor rapidamente obedece.

Soonyoung senta-se a minha frente, enquanto meu cérebro tentava entender o que estava acontecendo.

- Sua aparência é apaixonante. Tenho certeza que sua personalidade diz o contrário assim como seus olhos.

- Nunca julgue o livro pela capa – Rio de uma forma sarcástica – Se fizesse isso quanto a mim, iria se arrepender nos dois primeiros segundos que olhasse em meus olhos.

- Não quando eu entendo o que eles querem dizer - Por mais estranho que aquilo fosse, ambos estávamos tratando isso como um acontecimento normal do dia a dia – Eu sei que assim como eu, você cansou de ser boazinha.

- Se fosse boazinha você acha que em plenos -9 graus eu estaria andando pelas ruas cobertas de neve, em busca de uma cafeteria? – Arqueio uma sobrancelha em sinal de sarcasmo.

- Talvez. Nunca se sabe o que as pessoas são capazes de fazer – Ele havia acabado de me passar o ponto fraco dele. Mas isso não quer dizer que eu tenha que fazer a mesma coisa.

- Você deixa muito óbvio – Ele me encara confuso – Seu ponto fraco.

- Estou fazendo isso por conta de você aparentar se compreensiva.

- Já te disso e repito, não julgue um livro pela capa.  Você pode se enganar feio.

- Não estou julgando o livro pela capa, estou julgando pela sinopse. E creio que você é um livro trancado com chave de ouro, e que mesmo que suas primeiras páginas tenham sido cuidadosamente escritas e bem feitas, estas são seguidas de garranchos borrados pela saudade que saiu de seus olhos

- E você, Soonyoung, deveria se esforçar para achar a chave do cadeado em vez de tentar adivinhar o que ele protege – Dou um gole despreocupado na pequena xícara.

- Para que destrancar seu interior se ele já é previsível?

- Veio conversar comigo para me chamar de previsível? Parabéns, acabou de concluir seu objetivo, agora já pode tratar de voltar para onde você veio.

- Já te disseram algum “Eu te amo”?

*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*

- Eu te amo, mas você sabe que eu não tenho outra escolha.

- Lógico que tem. Se me amasse de verdade, saberia que eu vou sofrer muito mais com isso que você e deixaria de ser tão egoísta.

- Para você tudo isso é fácil. Porque até hoje, eu te protegi de tudo que podia. Você não sabe o que é chorar muito menos sabe o significado de dor. Talvez tudo isso te faça aprender o que é amor.

*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*

- Se isso fosse da sua conta talvez eu te contasse – Coloco meus braços sobre a mesa, me inclinando mais na direção do moreno. Aquilo havia sido um tiro emocional e proposital por parte dele.

- Eu sei muito bem que o único motivo para uma amargura feito a sua é a mudança rápida de uma circunstância boa para uma terrivelmente inimaginável – Ele pega meu café e bebe o resto em um gole só – E agora, vai ficar aí remoendo seus sentimentos e buscando memórias boas para se manter viva ou vai vir comigo, para algum lugar, tentar esfriar a cabeça?

- Se você me contar...

- Te contarei se você também me contar – ele disse simplista.


Notas Finais


É isso meus amores, epsero que quem leu tenha gostado, amo vcs, fuiiiiiiii


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...