História Corações Entrelaçados - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, TenTen Mitsashi
Tags Narusaku
Visualizações 140
Palavras 1.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente, voltem com mais atualização... rsrs
Estou muito feliz com interesse de vocês nessa estória.

Boa Leitura.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Quando o dia finalmente chegou ao seu fim, eu me vi exausta. Depois da faculdade eu pegava um bico na lanchonete há três quadras de distância da faculdade, isso quando eu não tinha aula de reposição ou algo do tipo no período vespertino. Durante a noite, trabalhava das seis à meia noite num restaurante-bar mais ao centro da cidade. Quando se tem uma mãe com câncer de mama, cada centavo é bem vindo e esses serviços haviam caído do céu. Era muito difícil encontrar serviços de meio período, ainda mais sendo universitário, no entanto parte ruim era à volta pra casa durante as primeiras horas da madrugada, quando se é mulher e tem pouco movimento nas ruas, mas não era a toa que eu havia conseguido um spray de pimenta.

Abri a porta de casa com cuidado para não fazer barulho, já que ela rangia alto. Logo que pus os pés para dentro, uma pequena bola de pelos começou a passar por entre as minhas pernas miando sem parar.

— Tudo bem, tudo bem. Já entendi. Você está com fome, certo? — Deixei a bolsa na mesinha próxima a porta e me abaixei para pegar a pequena gatinha de pelos alaranjados e barriga branca. — Aquele homem malvado não alimentou você, não é mesmo?

Ela ronronou pelo carinho que eu fazia entre suas orelhas pontudas e depois soltou um pequeno resmungo. Eu sorri em resposta enquanto caminhava em direção à cozinha.

— Tudo bem, vamos ver o que temos aqui. — Coloquei a pequena Cookie no chão, que logo retornou a resmungar e passear por entre minhas pernas enquanto eu vasculhava os armários em busca de ração ou alguma conserva para gatos.

— Ah! Finalmente. — Falei me erguendo na ponta dos pés para alcançar a latinha de conserva sabor peixe. — Achei.

Limpei o porta ração e troquei a água.

— Acho que a sua ração acabou. Hoje você vai ter se virar com isso aqui. — Expliquei para pequena bolota alaranjada.

Lavei as mãos antes de abrir a geladeira e tirar de lá um pote de doce de beijinho. Peguei uma colher em uma das gavetas e me sentei no balcão da cozinha saboreando o doce e vendo a pequena Cookie saciar sua fome. Deixei a mente livre e logo a imagem do loiro Uzumaki a dominou. Como uma lembrança viva o perfume dele pareceu me invadir novamente e eu já estava viajando no meu mundo imaginário onde eu passava meu nariz, delicadamente, por aquelas costas largas quando o miado de Cookie me tirou do transe.  

Pigarreei e encarei a gatinha que me observava de volta, parecendo saber exatamente o que eu estava pensando.

— Não é nada disso, tá. É só que... Ele tem um cheiro bom. Um cheiro muito bom. — Suspirei em recordação, mas logo sacudi a cabeça de um lado para o outro espantando aquela lembrança. Pulei do balcão deixando o doce de lado e me agachei pegando Cookie no colo e indo em direção ao meu quarto.

— Hora de dormir, mocinha.

 

--            

 

Acordei em cima da hora. Droga!

Fiz minha higiene matinal nas pressas e sai pulando pelo quarto enquanto tentava vestir a calça e separar o material do dia, tudo ao mesmo tempo. Quando terminei eu acreditava estar com pelo menos meia dúzia de hematomas provocados por mim.

Olhei-me no espelho e quase peguei um susto. O cabelo rosado estava mais rebelde que o normal e a minha cara mais pálida que daqueles personagens de filmes vampirescos adolescente. Prendi rapidamente os cabelos em um rabo de cavalo e sai do quarto batendo de leve nas maças do rosto para ver se criavam uma cor mais rosada. Fui direto para a cozinha colocando o restante da conserva na vasilha de Cookie e trocando mais uma vez a água. Passei correndo para o quarto da minha mãe. Ela já estava acordada e sua pele estava mais pálida que a minha. As fundas olheiras denunciavam seu estado debilitado. Killer Bee, meu padrasto otário estava ao seu lado.

— Oi mamãe. — Sussurrei delicada.

— Oi meu amor. — Ela disse tocando meu rosto. Deitei a face de leve na palma da sua mão.

— Como você está essa manhã?

— Bem. — Ela sorriu, mas acabou tossindo ruidosamente. — Você sabe... um pequeno desconforto aqui, outro ali. Nada que possa preocupar você de fato.  

Nesse momento eu senti o bolo da agoniação, tristeza e raiva se formando na minha garganta. Como não confiei na minha voz, apenas assenti.

— Eu consegui um adiantamento ontem. — Falei tirando um envelope da bolsa. — É o suficiente para comprar os remédios que estão faltando.

Resignada entreguei o envelope para meu padrasto. Ele era um babaca, mas pelo menos cuidava bem da minha mãe. Eles já estão juntos há sete anos. Há seis meses minha mãe descobriu está doente e que essa doença era o maldito câncer. Infelizmente, ele já havia evoluído para uma Metástase e alcançado outros órgãos. É muito doído saber que ela não teria mais uns longos anos pela frente. Ela sempre tinha retornos ao hospital de câncer, retornos que se tornaram cada vez mais frequentes.

O bolo em minha garganta resolveu aumentar e já estava querendo transbordar pelos meus olhos, então pigarreei e lhe beijei a testa uma, duas, três vezes e lhe sussurrei que voltaria logo. Assim, transtornada e com os olhos nublados, eu saí de casa no piloto automático e no piloto automático eu entrei na faculdade. Acho que esbarrei em uma ou duas pessoas, mas estava com a mente longe demais para pedir desculpas. Não estava nem em condições de ir pra sala de aula, meu subconsciente que devia estar no controle ou algo assim, não sei. Só sei que minutos depois eu estava sentada na sombra de uma das enormes árvores do campus.

Não percebi estar chorando até ter alguém me tocando no ombro.

— Você está bem?

Pisquei várias vezes antes de finalmente focar na pessoa que me encarava com expressão preocupada.

Era Naruto Uzumaki.

Pigarreei para recuperar a voz que estava em repouso. — Ahn... Sim.

Envergonhada e meio perdida olhei para qualquer direção que não fosse seus olhos azuis.

— Então você costuma sentar encolhida nos cantos e chorar as milhas? — Sua voz era grave e mansa, e eu ainda pude detectar um pouco de graça. Ele queria me fazer sorrir?

— Não estou chorando. — Soou mais como uma pirraça infantil do que como uma negação raivosa.

— Certo. Então reformulando, você costuma vazar pelos olhos sempre? É alguma doença genética rara? Ou algo do tipo?

Pensei por um instante antes de voltar meus olhos na direção dos seus novamente.

— Não é nada. — Dei de ombros. — Problemas pessoais.

Ele não sorriu, ou suspirou ou disse ou fez qualquer coisa, mas os olhos dele brilharam intensamente e neles era possível enxergar que ele estava mais aliviado depois da minha resposta.

— Okay! Já que você não pretende cortar os pulsos ou coisa do gênero, vou indo pra minha aula. Te vejo por ai.

Ele já estava se virando quando eu rapidamente falei meu nome de uma forma atropelada.

— O que? — Ele quis saber.

— Sakura. Meu nome é Sakura.

Repeti debilmente. Ele tentou esconder o meio sorriso que surgiu em seus lábios abaixando a cabeça, mas acho que desistiu e laçou suas pedras safiras em minha direção novamente.

— Okay, Sakura. Eu sou o Naruto. — Balancei a cabeça em concordância e ele soltou um meio sorriso novamente antes de se virar e seguir o caminho para sua próxima aula.

Inexplicavelmente, meu coração ficou um pouco mais leve depois daquele encontro. Mas infelizmente, não por muito tempo.  


Notas Finais


Qualquer erro, me avisem. Pf

E então, o que acharam?


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