História Cordiforme - Capítulo 12


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Swan Queen, Swanqueen, Swen
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Palavras 2.060
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, pessoas. Não é sempre que chego aqui por essas horas. Acabei o capítulo quase agora e não vou ter tempo para postar mais tarde. Vamos papear um pouco... não sei quando vamos ter atualização, essa semana comecei o projeto do meu TCC e minha vida está direcionada para isso, pelo menos nessas três semanas que virão. Vou escrevendo um pouco aqui, um pouquinho ali e quando tiver um capítulo pronto, postarei. Não queria quebrar esse ciclo de postagens mais uma vez, mas não tenho mesmo como continuar, espero que entendam.
Obrigada por cada um das opiniões e até as notas finais.
Desculpem qualquer erro.

Capítulo 12 - Capítulo 12.


O clima da faculdade estava tenso e bastante pesado. Na sala de Kristin, a professora Mills, um representante do Sindicato dos Professores e um representante da Ouvidoria Geral da universidade; conversavam sobre o ocorrido na semana passada. Após pensar muito sobre o que fazer, Regina optou por não calar-se dessa vez, contou toda a situação constrangedora que passou dias atrás e, junto com todos, buscaria uma “solução”. Sabemos como esses quadros, geralmente, são retratados como nada demais, como brincadeiras sem a intenção real de ofender, porém tudo aquilo atingiu níveis maiores.

Fora da sala, Emma aguardava ser chamada, como ela foi testemunha do ocorrido sua presença foi solicitada pela reitora Bauer. Encontrava-se demasiadamente nervosa, mas também um pouco aliviada por sua ex professora ter agido de maneira, legalmente falando, correta. Não demorou muito até ser chamada, Regina saiu da sala, não ficaria lá com a sua ex aluna, eles não queriam nenhum interferência no depoimento de Swan.

Falou tudo que tinha visto naquela noite, detalhou as mínimas coisas, quando algumas lágrimas formaram-se em seus olhos, ela parava, respirava fundo e continuava. Minutos depois, ela saiu do gabinete da reitora e não viu mais Regina. Seguiu para a biblioteca pegar alguns livros para sua pesquisa que faria sozinha, Belle insistiu para que sua amiga fizesse ele lá mesmo, que a ajudaria. A estudante procurou uma mesa vazia e continuou com suas pesquisas.

Após esse dia estressante e fatídico, Swan agradeceu por ainda ser terça-feira e não ir trabalhar, não que o restaurante fosse ruim, ele ajudava bem como uma distração para todos os acontecimentos na vida da loira. Rose não trabalhava mais com ela, a ex amiga pelo menos usou o pingo de decência que tinha para pedir a sua demissão. Emma contou apenas para seu pai o real motivo, ele ficou super chateado por gostar de McIver e de sua família, todavia, a atitude dela foi totalmente errônea.

Dias depois, Emma e Regina combinam de se encontrar no Molly’s. Mal se viram durante esses dias, apenas umas trocas de e-mail, no entanto, nada tão significativo. Mills parecia querer um tempo para ela, e a loira o daria sem nenhum problema, ficava preocupada e mandava uma mensagem perguntando se ela estava bem mesmo, e não se incomodava quando a sua ex professora demorava horas para responder.

Regina entrou pela porta e logo viu Swan sentada a aguardando. Os pedidos em cima da mesa também esperava por elas.

– Tive a audácia de pedir nossa comida, espero que não se importe. – Disse, colocou um artigo que lia do lado, deu toda sua atenção para a mulher à sua frente.

– Não tem problema, você tem um bom gosto. – Falou e colocou sua bolsa no assento  ao seu lado. – Acabo de sair de outra reunião com o conselho da faculdade.

– E como ficará as coisas a partir de agora? – Questionou, bastante curiosa.

– A srta. McIver será chamada ainda hoje e prestará alguns esclarecimentos e Kristin oferecerá algum tipo de acordo. – Tomou um pouco de seu suco. – Quero me manter longe o máximo que possível, sei que Bauer fará tudo corretamente e eu confio nela.

– Espero que fique bem, me preocupo muito com você, Regin- digo, srta. Mills. – Swan ficou envergonhada.

– Vamos fazer um acordo? – Emma acenou positivamente. – Fora dos muros da faculdade, pode me chamar de Regina sem problema algum, e se não for nenhum também, posso te chamar de Emma?

– Pode sim, Regina. – Enfatizou o nome da mulher. Pegou seu suco e tomou um pouco.

– Estudando muito? – Questionou observando os inúmeros materiais que tinha sobre a mesa.

– Estou fazendo o trabalho final sozinha, e ainda tem duas provas essa semana. Estou ficando louca. – Emma falou visivelmente cansada dessa rotina. – E hoje tenho que ir para o restaurante mais cedo.

– Por que não ficou com uma dupla? – Mills provou um pouco de sua comida. – Hm, isso é gostoso demais.

– Não queria, prefiro enlouquecer sozinha. Hoje capricharam, não foi? – Swan comeu também.

– Posso te ajudar, se quiser, claro. – Disse enquanto limpava o canto da boca e terminava de engolir.

– Não seria errado? – Franziu o cenho. – Digo, você é uma professora da faculdade e tal.

– Não sou orientadora esse semestre e nem faço parte da bancada, então não vejo problema algum uma amiga ajudar a outra. – Falou como se fosse óbvio.

– Poderia até fazer um charme e dizer que não precisa, mas quero sua ajuda sim.

– Bem, estou livre às segundas e sextas pela manhã. Na faculdade ou na minha casa? – A loira quase se engasgou.

– Na sua casa? Sua casa é uma possibilidade? – Perguntou assustada.

– Sim, Emma. Creio que seja até a melhor, porque lá teríamos a privacidade de conversar sem ninguém nos olhando e eu sei que posso confiar em você, em qualquer situação. – O celular de Regina tocou. Era Zelena. – Só um momento, Emma. – Deslizou a tela atendendo. – Oi, Zel. – Depois de dias, sua chateação com sua irmã quase não existia mais. – Não sei, pergunta para o papai, ele com certeza deve saber. – Emma ficou admirando a outra conversando. – Sim, vou jantar na sua casa, até mais tarde. – Uma pausa. – Eu também te amo, coisa chata. Tchau, Zelena. – Desligou.

– Fico triste por Zelena nunca ter sido minha professora. – Comentou.

– Foi sorte, na verdade. Minha irmã é louca isso sim.

– Eu sei, mas só pelo fato de ter conquistado a minha amiga, posso concluir que ela é uma boa pessoa.

Elas ficaram conversam amenidades por quase uma hora, Emma precisava voltar para casa e Regina também, antes de ir para a sua irmã, tinha que enviar algumas coisas para o orientador de seu mestrado. Se despediram e seguiram em direções opostas.

 ***

Em seu apartamento e dias depois, Regina está na cozinha preparando um suco e Swan encontra-se no pequeno escritório, poderíamos chamar de biblioteca, mas lá não contém ainda todos os livros necessários para receber essa nomenclatura. O cômodo era bem arejado, claro pela luminosidade que atravessava a varanda, Emma estava sentada no sofá lendo um dos livros indicados por sua ex professora, alguns artigos impressos do seu lado, um caderno de anotações no “braço” do estofado e seu notebook ligado bem à sua frente, em uma mesinha de madeira. Perdia-se em meio a tantas informações, demorou tanto tempo para escolher seu tema, e nem sabia enumerar quantas vezes o mudou. Por fim, acabou ficando com o primeiro, Gastronomia Italiana. Concentrada, não percebe a chegada de Mills, o coração dispara com o pequeno susto tomado quando escuta a jarra de suco em contato com a madeira.

– Assustei você? – Perguntou, contornou a pequena mesa, retirou alguns papéis do assento do sofá, e sentou-se.

– Um pouco. – Respondeu com sinceridade. – Esse livro é muito bom, e já marquei umas três citações dele. – Disse com um sorriso divertido em seus lábios.

– Marcou meu livro? – Regina levantou uma das sobrancelhas, isso fez Emma esquecer de respirar.

– Não, não risquei seu livro não. – Soou bastante nervosa. – Aqui ó. – Apontou para o caderno. – Escrevi a citação e a página. Não iria riscar seu livro não. – Falou rapidamente.

– Tudo bem, Emma. – A professora riu. – Estava só brincando, você fica nervosa com muita facilidade.

– Eu sei que sim, mas tenho meus motivos. – Desviou seu olhar de Regina, e fingiu voltar a ler aquelas palavras marcadas nas páginas amareladas.

– Tudo bem. – Não iria questionar esses motivos, claramente não estava pronta para ouvir essa resposta. – Tome o suco de mirtilo com laranja, ele ajuda na concentração. – Levantou-se, quando estava quase saindo, virou-se. – Se precisar de ajuda, estou corrigindo alguns trabalhos na sala. – Lançou o seu melhor sorriso, Emma acenou e sorriu também.

Um arrepio tomava as costas da estudante sempre que ouvia a gargalhada gostosa vindo da sala. Emma nunca imaginou que corrigir trabalhos poderia ser tão divertido, os educadores precisam ser estudados, de verdade.

Não conseguiu segurar a sua curiosidade, levantou e seguiu a passos lentos até o cômodo que aquele som gostoso ecoava. Mills estava sentada no chão com vários e vários papéis em sua volta, e uma pilha bem organizada em cima da mesa de centro.

– Regina? – Chamou a atenção da mulher.

– Oi, Emma. – Retirou seus óculos. – Alguma dúvida?

– Não, só estou tentando não derreter meu cerébro. – Brincou. – Acho que, por essa manhã, vou dar um pausa até a noite. – Swan queria deixar para lá, mas se corroia para perguntar. – Me desculpe a intromissão, mas foi impossível não ouvir suas risadas. O que é tão engraçado em corrigir trabalhos?

– As respostas mais sem noção do mundo, Emma. – Ergueu seu corpo e sentou-se no sofá. – Ficaria surpresa na criatividade reversa dos estudantes do primeiro semestre.

– Poderia me contar… – Disse, fingindo uma inocência.

– Olha, bem que poderia. – Arrumou sua postura. – Contudo, você é uma estudante da universidade, pode conhecer alguns dos alunos, sem contar que isso é uma tremenda falta de ética. Então, querida Emma, fica para a próxima encarnação a senhorita saber dos argumentos cômicos usado pelos meus alunos.

– Bem triste aqui no meu país, srta. Evil Queen. – Brincou.

– Evil Queen? Nossa, pensei que você gostasse de mim. – Devolveu a brincadeira, mas percebeu que a loira ficou desconcertada por isso. – Me desculpa, Emma, não queria dizer nada do tipo, eu só-

– Não tem problema algum, é só um pouco estranho ainda ser sua amiga, digo, tê-la apenas nessa posição. – Foi completamente sincera, como todas as outras vezes.

– Emma… – Respirou fundo, não queria trazer esse assunto à tona, sabia que ele machucava, e machucava ambas. – Sente-se aqui. – Passou a mão pelo tecido do estofado. Swan, mesmo hesitando, fez o que lhe foi pedido. – Não sei por onde começar, mas sei que  devemos uma conversa sobre o que foi dito, sobre a gente.

– Regina, não quero voltar a isso e correr o risco de perder o pouco que tenho de você. – As feições da estudante alterações e ficarem receosas.

– Não quero que saia mais da minha vida, Emma. Ainda não entendeu isso? – Mills buscou a mão de Emma, acariciou de leve, Swan fitava aquele singelo contato. Dentro de si explosões aconteciam, a deixando sem reação alguma. – É recíproco. O sentimento que você tem por mim, ele é recíproco. – Confessou, uma lágrima escorreu pelo contorno de seu rosto. – Gosto de você muito além da amizade, mas entende que essa situação é complicada? Pelo fato de você ter sido minha aluna, por ainda estudar na instituição que leciono. E outras coisas a mais. – Ponderava as escolhas das palavras. – Sua presença na minha vida causa um sentimento muito ambíguo, você me leva a um passado que busco esquecer, ao mesmo tempo, mostra-me um presente maravilhoso e um futuro promissor. No entanto, ficar com você é ir contra tudo que preguei por toda a minha vida, é ir contras meus conceitos de vida, não estou pronta para quebrá-los, perderia-me dentro das minhas entranhas, não iria me reconhecer diante ao espelho. Se burlo essas crenças, o que mais poderia burlar? O que mais faria mesmo tendo rasgando aos céus que não faria? Entende que é uma decisão que engloba muito além de apenas ter sido sua professora? – A loira sinaliza positivamente. – Não quero me perder, muito menos te perder. Ninguém jamais me respeitou como você, nem mesmo as pessoas que tive relacionamentos sérios ou causais. – Veio à cabeça de Emma a imagem de Fiona, isso a fez embrulhar o estômago. – Emma, você deseja meu bem, me faz bem; e tudo isso com pequenos gestos que passariam despercebidos por todos, menos por mim. – Aproximou-se mais ainda de Emma, porém com uma distância respeitável. – Eu não sei o que fazer com a gente, às vezes penso que nos mantermos próximas é uma decisão que pode machucar, mas não tê-la em meus dias, arrancaria o pouco de vida dentro de mim. É egoísta, eu sei. – Seus dedos foram em direção ao rosto de Emma. Com amabilidade, arrastou seu polegar sobre a pele tão clara de sua ex aluna. Seus olhares mantiveram fixos um ao outro. – Quero pensar sobre isso, analisar bem as consequências de ficarmos juntas, não é justo lhe pedir para esperar e quero que sinta-se livre para ir quando desejar. Mas- – Não conseguia continuar, pela segunda vez abria seu coração para Emma.

– Honestamente, não sei o que lhe dizer. – Falou, consternada por cada frase deferida por Regina, imaginou que ela até poderia gostar um pouco, mas não ser recíproco, não dessa maneira. Puxou-a para um abraço acolhedor. – Por que o amor é tão complicado? – Disse com sua voz embargada pelo choro.


Notas Finais


Bem, estou aqui em posição fetal por causa das minhas mães :c Sofro muito com essas mulheres. Então, o que acharam? Deixe a sua opinião caso deseje e até qualquer dia. Gritar no meu twitter também é válido @jenrrilla See ya!


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