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História Cores - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Gustavo


Fanfic / Fanfiction Cores - Capítulo 3 - Gustavo

Eu sei que fui muito estupida durante o sétimo e o oitavo ano, eu sei também  que fiz muita merda durante esses dois fudidos anos, e sei mais ainda que os meus atos são de maior responsabilidade minha, com tudo o Gustavo tem 25% de culpa da maioria das coisas, e também tem culpa pelo leve estrago na minha vida , mas não é por isso que eu não posso dizer que ele foi uma das pessoas mais legais que eu já conheci na minha pacata vida.

Ele era alternativo, não do nível que escuta o primeiro álbum da Ana Frango Elétrico, ou Gray, mas sim do nível, AHHHH!, Arctic Monkeys é legal, você conhece o The Neighbourhood? Foda, super indie.

Sei que agora ele parece ser super poser e chato na visão de vocês, com tudo eu o olhava com um grande olhar de admiração, na minha condição de poser maior, eu queria ser exatamente igual a ele, andar por ai com umas roupas pretas, umas camisas legais de banda, um all star velho e totalmente destruído no pé, e uma clássica camisa  xadrez vermelha rasgada por cima de tudo, aquilo era cool demais na minha visão de garota de 13 anos, e talvez isso tenha me feito apaixonar perdidamente por ele.

Antes de conhecer o Gustavo, eu estava começando a achar que eu era lésbica, isso porque nos últimos anos eu não havia gostado de garoto nenhum, apenas de garotas, durante aquela época, eu estava gostando muito da minha amiga Laura, essa que tinha tudo para ser apenas mais uma garota que eu me apaixonei, isso se ela não me apresentasse tudo que eu iria gostar a partir dali, o Gustavo foi uma das coisas que ela apresentou.

Aconteceu em um dia comum do sétimo ano, estava eu Laura, e as amigas dela andando na frente da escola, Laura estava desesperada, e com um nível de preocupação elevado, isso porque o Gustavo havia sumido, eu não conhecia ele, mas fiquei preocupada também, porque eu era manipulável e hiper sensível.

  Andamos bastante pelas ruas ao redor da escola, e encontramos ele em uma das esquinas perto dali, Gustavo estava sentado no chão com a cabeça no meio das pernas, ele estava chorando e soluçando de uma forma agonizante, não foi uma surpresa ver ele,  eu já tinha visto ele muitas vezes com ela, porem nunca havíamos conversado.

- O que você pensa que esta fazendo? – disse Laura confrontando o garoto.

- Você não me entende Laura – Gustavo estava com a voz um pouco rouca e gasta de tanto  chorar,  seu tom de voz estava tão sofrido que até me deu um aperto horrível no peito. 

- O que está acontecendo? – entrei na conversa antes que aquilo virasse um silencio devastador.

Nenhuns dos dois falou nada, só repentinamente Laura puxou Gustavo do chão, trouxe seu braço para perto de mim, e mostrou aquelas cicatrizes agonizantes em seu pulso.

- Por que você mostrou para ela? – disse o garoto tampando o braço de volta rapidamente e afastando da garota em um pulo.

- Eu confio na Rebecca, ela te entende Gu – os dois trocaram olhares de uma forma estranha, o que um sentia pelo outro era a coisa mais profunda e estranha que eu tinha visto na minha vida.

Depois desse dia me apaixonei pelo Gustavo, demorou um tempinho para ele me considerar uma amiga, com tudo quando isso aconteceu nos tornamos melhores amigos, depois de um tempo ele era mais amigo meu do que de Laura, e eu era mais amiga dele também.

Gustavo brigou feio com a Laura depois dos dois ficarem, não sei muitos detalhes sobre essa relação amorosa rápida entre os dois, dizem que os dois ficaram pela redondeza da escola, isso por mais ou menos uns três meses, tem pessoas que dizem que a Laura iria até pedir ele em namoro, mas descobriu que ele ficava com outras garotas, e que iludia ela dizendo que era apaixonado perdidamente, e que ela era unica,  não sei se isso é verdade, só sei que os dois ficaram juntos em algum momento, com tudo uma semana depois Gustavo me beijou, foi atrás da escola em uma pracinha que o povo usava para se pegar, lembro que nós dois saímos da escola e resolvemos ficar andando, ele comentou que seria legal nós irmos na pracinha pra ficar rindo da cara dos moleques de vinte anos pegando as meninas de quatorze, aceitei a proposta.

Quando chegamos lá não tinha ninguém, portanto sentamos nos bancos e ficamos ali em um silencio bom, um realmente bom, dava para sentir o ar emitido por aquela grande arvore que tinha ali, e o doce canto dos passarinhos, não trocamos nenhuma palavra, só em um momento de desatenção minha, Gustavo colocou seus lábios contra os meus, foi rápido e avassalador, ele deu o beijo e foi embora dali me deixando sozinha, me lembro que fiquei feliz o dia inteiro, saltitei de alegria o caminho inteiro para minha casa, não consegui dormir pensando nele, fiquei ansiosa para revê-lo, com tudo quando chegou o outro dia ele tinha faltado, por mensagem ele não me respondia, fui até a casa dele e ele não estava lá, de primeira entrei em desespero.

Uma semana depois Gustavo reapareceu, mas apareceu fingindo que nada havia acontecido,  como eu era uma garota iludida entrei na dele, fiquei nessa de ser iludida por ele até o ano retrasado, o mesmo que eu briguei com a minha amiga Taina, de alguma forma estranha eu perdi todos os meus amigos no final do ginásio,  fiquei triste por umas semanas, porem não muito, a verdade eu queria amigos novos, eu tenho problema de enjoar rápido das pessoas e eu havia enjoado de todos eles.

***

A um tempinho atrás eu fui no Shopping com os meus amigos novos, fomos ver roupas, e outras coisas estupidas para comprar, tínhamos ficado mais ou menos uma hora dentro de uma loja porque eu não estava achando nada legal, mudamos de loja e eu comprei uma calça preta com listras brancas na vertical, e uma camisa com uma estampa vintage.

Quando estávamos saindo dali eu vi ele, Gustavo estava passando, estava junto a um bando de garotos, que provavelmente era os amigos dele, eu ia ignora-lo, mas ele me viu e veio na minha direção.

- Oi - disse chegando mais perto.

- Oi - respondi da forma mais gentil possível.

- Nossa a quanto tempo, você está bem diferente da ultima vez que eu te vi - comentou tentando deixar o clima mais ameno.

- É, realmente faz muito tempo - ele abriu um sorrisinho.

- Foi legal te ver

Nos abraçamos para nos despedirmos, e em seguida seguimos cada um para um lado.






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