1. Spirit Fanfics >
  2. Cores em um Coração de Gelo >
  3. Noite de Natal

História Cores em um Coração de Gelo - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


Muito obrigada por ler essa história!

Capítulo 18 - Noite de Natal


Luan, após o almoço, aproveitou que as crianças ficariam na companhia de sua cunhada para fazer algo que não fazia tinha um pouco de tempo com sua quase mulher, transar. Estava se sentindo bem e descansado para dar o prazer que a vinha negligenciando, não que não fosse bom o bastante para ambos, mas sempre, de acordo com ele, poderia ser algo melhor do que fora. Aquela tarde, ele cumprira com que prometera, passando algumas horas se deleitando com as tentativas de Agnes tentar controlar seus gemidos até que o limite, para os dois, chegou. O resto do tempo, passou dormindo.

Ao acordar de seu cochilo vespertino, por ainda estar um pouco sonolento, não deu muita atenção para algo estranho naquela casa. Junto de Agnes, ele desceu a procura das pessoas que estavam hospedadas ali. Encontrou-as na sala de jantar, com a mesa do café recém-posta e alguns já bem animados para a noite. O casal se sentou à mesa e se juntou à conversa, ainda com aquela sensação de que algo estranho estava acontecendo.

Depois de algumas horas, Luan finalmente se dera conta de que faltavam dois adultos naquela mesa. Intrigado, perguntou para a pessoa do lado:

_John, você viu meu irmão?

_A última vez que eu o vi, ele disse que iria dormir um pouco. Ele deve estar no quarto até agora. – Deu de ombros. Dos que estavam ali, ele era o único que não estava acostumado com a bagunça que era sempre aquela casa nesse época do ano.

_Vocês não estão achando estranho esse silêncio todo? – Agnes, que já presenciara uma reunião daquela família e também dera falta de dois adultos ali, foi quem fez a pergunta que Luan estava louco para fazer.

_É verdade. – Fabrícia foi a primeira a se dar conta do silêncio na casa.

_Essa casa está estranhamente silenciosa. – Élder complementou sua prima.

_Onde estão as crianças? – Cíntia, uma das “vovós” da casa perguntou preocupada.

_Não só as crianças sumiram, mas também meu neto mais velho e Lisa. – Joana deixou no ar sua alegria por pensar algo errado entre os dois.

_É mesmo. Esses dois sumiram desde depois do almoço. – Fabiana apontou.

_Bem. – Luan se levantou sem fazer muito alarde. – Podem continuar a conversa, eu vou procurar por meu irmão e minha cunhada.

As outras pessoas da mesa não fizeram objeção quanto àquilo. Elas estavam felizes por terem um tempo de paz depois de tanto tempo em meio à tormenta que é ter mais de uma criança em casa.

Curioso, Luan procurou primeiro nos quartos dos adultos, constatando logo que eles não estavam em nenhum deles. Pensativo, passou a procurar pelos cômodos em que sabia acomodar bem as crianças de todos junto de mais dois adultos. Não os encontrou na sala de estar, no salão de festas, na sala de jogos, muito menos na segunda sala de estar – a maior delas e onde a árvore de natal estava montada. Começando a pensar no pior, procurou pelo quintal, mas era óbvio que ninguém estaria ali por a neve insistir em cair a tarde toda. Na varanda também não havia ninguém. Quase em desespero, lembrou-se que sua avó havia separado um dos grandes cômodos do andar de baixo só para as crianças em um lugar mais isolado do resto da casa para aqueles que quisessem um pouco de paz pudessem a ter enquanto seus filhos destruíam um “mundo”.

Mais tranquilo, segui para o cômodo escondido e não pôde acreditar no que vira quando parou na porta do quarto. Lá dentro, uma Lisa misteriosa terminava de contar uma história, em sua frente, um bando de crianças ouvia a tudo atentamente, incluindo duas no colo do único adulto ouvinte ali. Discreto, Luan controlou seu sorriso e se apoiou no batente da porta, se deliciando com o fim da mágica e presenciando um momento lindo entre Lisa e seu irmão.

Ao terminar a história, as crianças pediram para que Lisa mostrasse como eram as danças de antigamente. Prestativa, ela procurou algo em seu celular e, ao encontrar, olhou para o adulto expectador. Ela recebeu de volta um lindo sorriso de Mike antes de ele se levantar e aceitar a mão dela. Claro que Luan teve que se controlar muito ao ver seu irmão vestido, ainda, com uma saia rosa de bailarina. Porém não se conteve ao gravar aquela cena com seu próprio celular.

Nos primeiros acordes da música, Lisa guiou Mike, como era esperado do personagem dela, entretanto, logo o outro entendeu o que ela queria e passou a conduzi-la em uma dança tão mágica quanto as histórias da mulher em seus trajes de príncipe. Foi tão hipnótico, que Luan nem piscou durante a dança, assim como as crianças que olharam a tudo encantadas. Até a música acabar e duas delas puxar um coro inocente de “beija, beija”.

Outro beijo teria acontecido entre os dois se Luan não tivesse se antecipado e impedido no último minuto.

_Chega, crianças! – Luan entrou na sala às pressas.

Mike nem ouviu direito o seu irmão. Estava preso nos olhos de Lisa. E ela nos seus. Neste instante, o mundo parecia inexistente para eles.

_Mike? – Luan chamou seu irmão mais velho após um ruidoso pigarro.

_Hm? – Mike finalmente conseguiu quebrar o olhar, olhando atordoado para a direção da voz de seu irmão.

_Hm... – Luan estava sem graça por ter interrompido aquilo, mas fora necessário. – Já está tarde e vocês não vão comer algo antes de nos prepararmos para a ceia? – Conseguiu disser em meio ao próprio embaraço.

_Verdade. Já estamos indo. – Ele olhou ainda um pouco atordoado para seu irmão antes de voltar a olhar para a mulher ainda em seus braços.

Deu graças aos céus por não ser possível ouvirem seu coração bater. Ele estava tão forte e acelerado... Parecia que quebraria sua caixa torácica a qualquer instante. O que não era diferente do coração que sentia em sua mão nas costas alheia.

Sem entender, não soube como encontrou forças para soltar Lisa de seus braços, muito menos se afastar o bastante para que não a apertasse novamente. Ao contrário de Lisa, que respirou um tanto quanto aliviada por ter sido capas de resistir ao desejo mútuo. Ela tinha medo do que mais um encostar de lábios poderia resultar. Mas ansiava que acontecesse o mais rápido possível.

_Podem ir, eu vou trocar de roupa primeiro. – Lisa disse aos dois adultos que esperavam uma resposta dela.

_Tudo bem, eu levo as crianças até os pais delas. – Luan sorriu para sua cunhada. – Mike me ajuda, não é mesmo? – E quebrou mais uma vez a corrente que se formava entre o casal.

_Ajudo sim. – Esse nem “deu bola” para o seu irmão. Sorriu bobo para Lisa antes de se dirigir para as crianças. – Vamos crianças, tia Lisa precisa descansar um pouco para a noite de natal.

_Você não vai participar da ceia conosco? – Luan perguntou um pouco assustado com aquela revelação.

_Se não se importarem, eu gostaria de ficar com as crianças. Já pedi a Agnes para entregar os meus presentes para mim. – Lisa não conseguiu esconder sua insegurança.

_Tudo bem, mas depois te damos uma folga. Você tem trabalhado muito em um momento que era para descansar. – Luan ficou um pouco sério, se preocupava com a saúde de sua mais nova paciente.

_Não é trabalho nenhum para mim ficar com eles. – Ela sorriu para as crianças, falando uma meia verdade já que uma delas estava começando a lhe dar trabalho.

_Mas é o que parece para nós. – Luan ficou ainda mais sério.

_Não precisa fazer tudo sozinha, eu posso te ajudar já que esta é minha função aqui. – Mike tentou aliviar a seriedade do irmão.

E conseguiu. Luan sorriu para o irmão antes de voltar a atenção para seu filho e afilhado e chamá-los com a mão. Jim e Vitor ainda deram um abraço em sua tia antes de atender o pedido de Luan. As outras crianças também abraçaram Lisa antes de seguir o chamado de Mike.

Já sozinha no salão infantil, Lisa pôde pensar no que acontecera entre ela e Mike ao mesmo tempo em que retirava a fantasia masculina e voltava a vestir suas roupas. Chegou à conclusão que entregaria ao destino sua sorte em relação ao que estava disposta a fazer na primeira oportunidade que tivesse. Só não seria àquela noite.

Realmente ela pôde descansar um pouco enquanto os outros se aprontavam, e suas crianças, para a ceia natalina. No horário combinado, ela estava bem mais disposta do que imaginara para aquela momento.

E se divertiu mais também. As crianças estavam elétricas por conta do bom velhinho que logo viria. Além de ansiosas, claro. Lisa pôde rir enquanto contava breves histórias e ouvia os pensamentos dos menores a respeito do Papai Noel e como ele fazia para entregar todos os presentes em uma noite e não ser pego.

O único ponto ruim daquela noite foi ter que perder a troca de presentes. Os adultos se divertiram enquanto tiravam um pouco de sarro de seus alvos preferidos, se encantaram com a delicadeza do presente escolhido pela estranha que cuidava dos pequenos barulhentos e brindaram ao espírito de união familiar que aquele tempo parecia lhes trazer. Nem todos, Mike gostaria de ter a presença de Lisa ali para que pudesse ver a reação dela ao receber o presente que havia comprado para ela. E que ela pudesse se defender dos ataques indiretos em relação ao relacionamento que estava começando a se formar entre eles.

Claro, ficar com as crianças até que elas não aguentaram mais e finalmente foram dormir também não foi algo gostoso àquela noite. Lisa só não podia esperar o caminho que isso a fez tomar.


Notas Finais


Muito obrigada por chegar até aqui.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...