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História Cores Opostas - Capítulo 2


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Capítulo 2 - 02


-Por tantas vezes sonhei com sua volta minha filha que nesse instante tudo parece ser apenas um sonho....-Ela diz me abraçando novamente e depois se separa de mim e segura minhas mãos.

- Não pense mais nisso minha mãe eu estou aqui com a senhora e não sairei do seu lado nunca mais.Eu falo e a abraço novamente.

-Vosmecê tem razão....então vamos acabar com essas lágrimas....-Ela diz secando os pingos que insistiam em rolar pelo meu rosto com as pontas de seus dedos finos e compridos-....Porque tem alguém que também estava amuada e triste pela sua falta e quando lhe contei que vosmecê estava voltando....só faltou morrer de tanta felicidade.

-Bá Benta....-Eu falo e um sorriso surge em meio as minhas lágrimas-....Onde ela está mãe ??? Eu quero vê-la....e lhe dar um abraço apertado.Eu falo e minha mãe sorri.

-Benta está na cozinha....-Minha mãe diz e eu nem a espero terminar sua fala e saio correndo em disparada para dentro de casa e vou andando rápido até a cozinha e sorrio ao sentir o cheiro maravilhoso de sua comida e vê-la de costa e estando na beirada do fogão de lenha mexendo com uma colher de pau na panela que estava ao fogo.

-Minha Bá....-Eu falo e vejo Benta parar de mexer na panela e se virar para mim com os olhos marejados e eu sorrio em meio as lágrimas.

-Minha menina....-Bá diz sorrindo em meio as lágrimas e largando a colher de pau na panela e vindo até mim de braços abertos e eu vou ao seu encontro e a lhe dou um abraço forte e apertado.

-Ah minha Bá vosmecê não sabe a falta que me fez.Eu falo sorrindo e as lágrimas escorrem por meu rosto e sentindo Bá Benta me apertar mais ainda em seus braços.

-Deus atendeu minhas preses para a modo de amolecer o coração do sinhô pra trazer vosuncê de vorta minha menina.Bá diz e eu me afasto um pouco e olho bem no fundo de seus olhos cansados.

Bá Benta não mudou nada apenas envelheceu um pouco,apesar da idade já avançada Bá Benta é uma negra bonita de estatura média e não muito magra e com os cabelos cacheados e presos por um lenço branco médio mas que já estava bem desgastado e com algumas manchas amarelas,ela vestia um vestido branco também que pelo tempo de uso já estava se definhando sozinho....pelo jeito as coisas não mudaram nada por aqui,as marcas de expressões de Bá Benta estava bem mais marcadas por causa de todos esses anos sofridos que essa maldita escravidão há proporcionou e a mesma já andava arcada e as raízes dos fios de seus cabelos estavam completamente brancas mas apesar de toda essa vida sofrida da minha Bá ela jamais abandonou esse sorriso cativante e principalmente a fé....e isso sempre me fez a admirar cada dia mais essa mulher forte e guerreira que minha Bá é.

-Mas será possível Cecília que nem ao menos chegou é já está pendurada na barra da saia de Bá....desse jeito eu ei de ficar enciumada.Minha mãe diz sorrindo e se abanando com seu leque e eu nego rindo.

-Minha mãe deixe disso que há espaço espaço suficiente em meu coração para minha mãe de sangue e minha mãe de leite.Eu falo acariciando as mãos de Bá benta e sinto a mesma beijar meu rosto.

-Sinhá a menina Cecília saiu daqui como uma moleca que corria por essas bandas ajunto dos meninos e agora está uma muiê crescida...bonita e uma flô de formosura.Bá diz me analisando e eu lhe abraço.

-Eu disse o mesmo ao José  que todos os rapazotes solteiros da cidade iram fazer filas na porta para pedir a mão de Cecília quando verem a beleza dela.Ela diz e eu acabo bufando.

-Já vou lhe dizendo minha mãe não quero saber de nem um rapazote e menos ainda de casamento.Eu falo e vejo a mesma e Bá se entreolharem e eu as olho confusa e minha mãe parece se recompor e sorri.

-É seu pai queria lhe falar e Bá Benta chame Bastião,Margarida e Bentinho por favor estaremos na sala.Minha mãe diz e Bá se solta de mim.

-Sim sinhá....-Ela diz saindo andando porta da cozinha há fora.

-Venha minha filha....-Minha mãe me estende o braço e eu o entrelaço com o meu e vamos andando até a sala.

A casa também continuava igual só alguns móveis que foram mudados de lugar,entramos na sala e vejo meu pai sentado em uma das cadeiras usando seus óculos e lendo ao que me parecia o jornal da cidade de Ouro Branco.

-Preciso trocar algumas palavras com vosmecê....-Meu pai diz se levantando e deixando o jornal com seus óculos na cadeira e me olha e coloca suas mãos atrás das suas costas.

-Claro meu pai....estou aqui.Eu falo e vejo Bá Benta chegar com dois homens e uma mulher e todos quando me veem abaixam a cabeça e eu volto a minha atenção para o senhor meu pai.

-Se lembre que eu jurei que só tiraria vosmecê do internato da corte quando lhe arranjasse algum pretendente....pois bem eu já estou há procura e só lhe dou um aviso que se eu há ver a se misturar com esses malditos escravos novamente ou qualquer afronta ou desobediência da sua parte para comigo vosmecê irá voltar para o mesmo lugar de que veio.Meu pai diz autoritário e elevando seu tom de voz e eu estremeço.

-Eu não irei fazer nada do seu desagrado meu pai....-Eu falo e ele continua me olhando com aquela carranca seria.

-Assim eu espero....-Ele diz e aponta para as pessoas que estavam atrás de mim-....Esses são os escravos de minha confiança e que trabalham aqui dentro de casa,Margarida é a mucama de sua mãe e ajuda há Bá com a limpeza da casa grande,e Bentinho ajuda Bá com os afazeres da cozinha e com alguns serviços mais pesados e Sebastião cuida e cultiva o jardim....essa é minha filha Cecília e quero que vosmecês sirvam e se dediquem muito bem para atender os desejos de minha filha....porque se não já sabem para onde iram parar.

-Sim sinhô....-Escuto a voz dos três e vejo meus dois irmãos entrarem rapidamente pela casa.

-Meu pai o senhor não vai acreditar nos buchichos que estão correndo pela cidade....-Meu irmão José Antonio diz eufórico e entregando seu chapéu para Bentinho e quando se dá conta da minha presença-....Cecília.

-José Antonio....-Eu falo sorrindo fraco e o mesmo não me abraça e nem me beija mas ao contrário dele meu irmão Diogo que se desvia de meu irmão mais velho e me abraça apertado e me dá um beijo em minha testa.

-Minha irmã....mas para onde foi parar aquela menina pequenina e de onde essa bela mulher surgiu....-Diogo diz surpreso e eu rio.

-Parece que meu irmão não mudou nada continua o mesmo bajulador e sedutor de sempre.Eu falo o abraçando.

-Na verdade continuo um pouco mais....-Ele diz e José Antonio fica frente a frente com meu pai.

-Diga-me qual é o buchicho que está correndo pelas ruas da cidade ???.Meu pai pergunta com a sobrancelha erguida.

-A senzala da fazenda Boa Vista amanheceu totalmente vazia....-Ele diz e meu o olha espantado.

-Vazia ???....-Meu pai pergunta novamente e Diogo o olha.

-O senhor Laércio chegou a cidade só com os seus calções e gritando aos quatros ventos que seus escravos fugiram e que sumiram que nem fumaça e que não deixaram nem um rastro.José Antonio diz e meu pai o olha chocado.

-E dizem que o senhor Laércio estava amarrado ao pelourinho apenas com seus calções quando o senhor Ismael o achou e dizem que os escravos levaram tudo o que tinha de valor na casa grande e colocaram fogo na lavoura de café e na senzala....e mataram os capatazes e o feitor da fazenda há pauladas e facadas.Diogo diz e minha mãe faz um sinal de cruz.

-Meu Deus que horror....-Ela diz e Sebastião dá um passo a frente e levanta sua cabeça e olha para meu pai.

-Meu sinhô o delegado teve aqui mais cedo enquanto vosuncê tava lá na cidade esperano pela sinhá Cecília e ele mando dize que quando pussive era pro Barão ir lá na delegacia.Ele e meu pai o olha.

-Ele estava acompanhado de algum dos fazendeiros ???.Meu pai pergunta e Sebastião concorda.

-Tava sim senhor....com o sinhô Ismael.Sebastião fala e meu pai passa suas mãos pelo seu rosto.

-O senhor meu marido irá prestar ajuda ao senhor Laércio....-Minha mãe pergunta olhando para meu pai.

-Não claro que não....quantas vezes eu mesmo disse ao frouxo do Laércio para redobrar a segurança daquela maldita senzala mas aquele palerma nunca me deu ouvidos agora ele que arque com as consequências dos seus atos.Meu pai diz nervoso e um pouco alterado e Diogo o olha o reprovando.

-Mas meu pai estamos quase no final da colheita e temos muitos escravos e tenho a absoluta certeza se o senhor emprestar alguns para ajudar o senhor Laércio nessa empreitada não vão nós fazer falta alguma.Diogo diz tentando convencer meu pai de emprestar alguns negros para ajudar há esse tal senhor Laércio a reconstruir sua plantação de café.

-Já disse que não Diogo mas que teimosia esse povo de Ouro Branco se a gente lhe estende mão já logo querem os braços,as pernas,os pés e logo o corpo inteiro....Laércio deu brechas para esses malditos negros fugirem,ele mesmo o colocou nessa situação....-Ele diz se aproximando de Bá Benta e dos outros que estavam em um canto mais afastado da sala-....Aqui na minha fazenda isso não irá acontecer porque se chegar aos meus ouvidos que algum de vosmecês estão com essas ideias de fuga....eu corto o mal pela raiz.

-Não se martirize meu pai pois esses negros selvagens estão fugindo em um grupo com várias mulheres e crianças e com toda certeza não iram muito longe e o delegado capturará todos eles e esses malditos iram receber o castigo adequado que servirá de exemplo para todos os outros.José Antonio diz e eu o olho surpresa....pelo visto alguém aqui nessa se tornou a cópia fiel de meu pai já dizem as mesmas palavras.

E vejo as expressões aterrorizadas dos três que mesmo estando de cabeças baixas....eu consegui ver e uma sensação de tristeza invadiu meu coração....quando será que todo esse martírio irá acabar ???.

-O que será que leva esses pobres coitados há tomarem essas atitudes tão violentas ???. Minha mãe pergunta ainda em choque por tudo que ouviu.

-Talvez violência gera violência e é natural que depois de tantos anos de sofrimento e em cativeiro que ao verem qualquer brecha seja minima ou enorme que eles não pensem duas vezes em correr atrás da sua liberdade.Eu falo e todos da sala me olham abismados e meu pai me olha serio.

-Será que vosmecê não entendeu nada do que conversamos agora a pouco.Meu pai diz elevando o tom de voz e eu respiro fundo.

-Eu entendi só estava dando a minha opinião.Eu falo e ele ri sem humor.

-Ninguém pediu vossa opinião....as freiras não ensinaram que mulher não fala sua opinião....-Ele diz e eu abaixo minha cabeça e respiro fundo para controlar minha raiva e o vejo se virar e olhar para meus irmãos-....Eu vou ir até a cidade para ver o que aquele inútil do delegado vai fazer sobre essa situação....vosmecês iram vir comigo ???.

-Sim meu pai....-José Antonio e Diogo respondem juntos.

-Pois bem....Sebastião pegue meu chapéu e apronte meu cavalo que antes de ir irei dar algumas ordens ao feitor Martinho e seus capatazes.Meu pai diz saindo porta a fora e Diogo e Sebastião vão atrás dele e José Antonio me olha.

-Se a sua volta for para trazer problemas para essa casa e para o senhor nosso pai te aconselho a voltar o mais rápido para a corte.Ele diz me olhando de baixo em cima e eu o olho sorrindo de lado.

-Também senti saudades meu irmão ou devo dizer Barão de Avelar.Eu falo e ele me olha com raiva e sai andando em passos rápidos porta a fora e vejo minha mãe me olhando triste.

-Porque está me olhando assim minha mãe ???.Eu a questiono e a mesma sorri fraco.

-Prometa para mim e por mim que não irá desafiar seu pai novamente....-Ela diz vindo ao meu encontro e acaricia meu rosto-....Se vosmecê voltar para aquele internato eu não irei aguentar e vou definhar de saudade e tristeza.

-Está bem minha mãe....-Eu falo e vejo algumas lágrimas escorrerem por seu rosto e ela as limpa rapidamente-....Bá já pode ir servindo o jantar porque pelo visto os homens desta casa só vão chegar de madrugada.

-Eu perdi minha fome e estou muito cansada e acho melhor ir para o meu quarto....-Eu falo e pego umas das mãos de minha mãe e a beijo-....Sua benção minha mãe.

-Deus há abençoe minha filha.Ela diz e eu vou até a minha Bá que me olhava triste.

-Sua benção minha Bá....-Eu falo dando um beijo em sua testa e a mesma me dá um sorriso suave.

-Deus que bençoe minha menina.Ela diz e eu olho para Margarida e Bentinho que continuavam de cabeça baixa.

-Boas Noites Margarida e Bentinho.Eu falo e os dois continuam de cabeça baixa.

-Boas Noites sinhazinha Cecília.Eles dizem e eu começo a seguir na direção do corredor e viro a esquerda e dou de cara com a longa escada de madeira e um longo tapete vermelho esticado nos degraus da escada.

Respiro fundo....seguro a barra de meu vestido e vou subindo degrau por degrau....e de longe se escutava os bicos de meu sapato batendo contra a madeira.

Termino de subir as escadas e já vejo outro longo corredor e vou andando sem pressa pelo mesmo e vejo o sol se pondo ao longe pela janela da casa grande me aproximo da mesma e vejo passando na frente da casa grande um homem montado em seu cavalo guiando muitos homens,mulheres e crianças negras acho que para a senzala.Uns carregavam inchadas e outros facões e alguns instrumentos de trabalho,as crianças brincavam entre si e os homens e as mulheres com uma enorme tristeza estampadas em seus rostos,e alguns capatazes estavam andando junto com os negros e cada um segurava um chicote em mãos e batiam no chão ou nas costas de alguns deles para fazerem eles apertarem o passo.

Ao escutar mais uma vez o chicote se estralar eu me afasto da janela horrorizada e volta a seguir pelo corredor mas agora eu ando mais rápido e paro na porta do meio do corredor que é aonde fica meu quarto e respiro fundo e sinto as lagrimas molharem meu rosto e abro a porta e entro em meu quarto.

E sinto o ar faltar em meu peito ao ver que todos os móveis continuavam no mesmo lugar e até parecia que eles esperaram por mim por todo esse tempo....fecho a porta e me encosto na mesma tentando controlar os soluços altos que insistiam em sair de minha garganta.

Meu quarto é até que grande,minha cama ficava no meio do quarto e com os lenções bordados com tecidos de seda da cor rosa e com os tecidos dos dois travesseiros também eram rosas e de sedas,perto da porta ficava minha penteadeira e em cima dela meus perfumes,minha escova para pentear os cabelos que tinha meu nome gravado nela,e meu pó de arroz que para falar a verdade eu nem uso pois minha pele já é bem branquinha,e com esse pó eu fico mais branca ainda,nas gavetas da escrivania ficavam meus chapéus,minhas luvas,meus lenços e um porta joias com meus colares,brincos e anéis.

Minha cômoda de madeira ficava ao lado da janela e é aonde se guardam os meus lenções de cama,de travesseiro e algumas toalhas e meu guarda roupa também de madeira aonde fica meus vestidos e minhas roupas intimas....e vejo minhas malas que tinham deixado em um canto mais afastado do quarto.

Desfaço o laço e tiro meu chapéu de minha cabeça e tiro minhas luvas e me ajoelho em minha cama e deito meu rosto entre meus braços e deixo o nó que estava em minha garganta se desfazer e sinto as lágrimas molharem meu rosto e o lençol de minha cama.

-Senhor Meu Deus....me dai forças e ilumine meu caminho e me guie pois a caminhada que vem pela frente não será nada fácil  e tu és o único que pode me ajudar.Eu sussurro pedindo ajuda há Deus....pois agora só ele saberá o que o destino me espera.



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Mais um dia tinha chegado ao fim....mais um dia trabaiano de baixo da quentura do sol,mais um dia guentando as humilhações do feitor e dos otros capatazes,e mais um dia se passou sem eu ta livre....sem meu povo ta livre.

To aqui quieto em meu canto enquanto observava Bá Benta servindo a miséria de janta pra modo de nois guenta a lida de amanhã....bem depois de muitos anos sem ter alimentação descente ou até mesmo de ficar sem comer por dias a gente se acostuma a guentar a fome e nois homem as vezes deixamo nossas comidas pras muiê e pras crianças porque quereno ou não somos mais fortes que eles.

E hoje é um daqueles dias em que eu não estava com um pingo de fome,esses dias ando muito pensativo e quieto....um pressentimento vem tomando conta de meu coração e eu não consigo sabe se é coisa boa ou coisa ruim. 

-Tá amuado demai meu fio Lorenzo....-Escuto a voz de Pai Tomas e o vejo se sentando ao meu lado no chão.

-Ah Pai Tomas ando muito pensativo....-Eu falo e o mesmo me oia apenas com um das vistas porque o mardito do barão vazo uma delas por causa do Pai Tomas tá falando na nossa língua e o desgramado fico com raiva por não intender o que nois fala.

-No que tanto vossuncê vem quebrando tanto sua cabeça ???.Ele pergunta e eu nego.

-Não sei....as vei na minha liberdade e outra vei meu pensamento que me leva pra algum lugar que eu ainda não consigo sabe onde....-Eu falo e Pai Tomas me oia risonho.

-Lorenzo se ele que levar vossuncê pra argum lugar....já já vossuncê vai descobrir pra onde.Ele diz e Inácio aparece do nosso lado feliz....feliz demais pro meu gosto.

-O que tá assucedendo com vossuncê também ???.Pai Tomas pergunta intrigado e Inácio oia de um lado para o otro e chega mais erto de nois.

-O Bentinho veio conta pra eu que todos os nego da fazenda Bela Vista fugiro.Ele diz rindo e eu e Pai Tomas nos oiamos.

-Como assim fugiro ???.Eu pergunto animado.

-Como eu não sei mai a senzala de lá amanheceu queimada junto com o cafezal e eles mataram tudo os feito e os marditos capatazes da fazenda a paulada e a facada.Ele diz e Pai Tomas o oia.

-Bentinho falo arguma coisa da menina Cecília ???.Ele pergunta esperançoso e Inácio o oia fazendo uma carranca feia.

-Mai será pussive Pai Tomas....eu contando pra vossuncê que muitos irmão nosso partiu em busca da liberdade e vossuncê preocupado com a fia do mardito.Inácio diz tentando controlar a voz.

-Meu fio se um dia vossuncês forem fugi eu não vo pode ir junto por causa da minha veice....e só vo atrapaia tudo e eu tenho um sardade enorme da menina Cecília.Ele diz e Inácio parece pensar.

-Na verdade Bentinho conto pra eu que o Barão e nem o sinhozinho José Antonio parecem tá feliz com a vorta dessa muie ai não....ele também falo que o Barão ameaçou ela....disse que se ela não se comporta vai manda ela de vorta pro internato ou pro raio que seje....-Ele diz....Barão é um mardito até com a fia-....Mai eu não me importo com mai nada....agora eu sei que quarquer dia desse meus irmão vão vim nos libertar de todo esse mardito sofrimento.

-Eu só acredito veno....-Eu falo e ele me olha bravo.

-Ora deixe disso home....-Ele diz e eu o olho.

-Eu me alembro até hoje da surra que o Barão me deu na urtima vez que tentei fugir e meu corpo ta todo marcado por causa disso....e essa fuga me custou a vida do meu irmão que morreu no tronco.Eu falo sentindo a raiva crescer em mim.

-Quando nossos irmão vim busca nois....se vai pode vinga a morte do seu irmão matando o Barão.Inácio diz rindo.

-É meio vossuncês para com essas conversa porque o feito ta vindo.Pai Tomas diz e Inácio cochicha pra mim.

-Lorenzo vossuncê vai se vingar a morte do seu irmão dando cabo da vida do mardito,da muie e de todos os fio dele.Inácio diz e eu sinto a raiva arder em meu peito.




Notas Finais


Espero que tenham gostado bjss ❤❤


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