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História Corpóreo - Capítulo 45


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Notas do Autor


Voltei! FINALMENTE consegui responder todos os coments de vocês! Desculpa a demora :/
Escrevi ouvindo Blue Neighborhood do Troye e é isso :)

Acabaram minhas fotos Nosh e é isso. Quando eu achar uma boa pro capítulo eu boto pq sem tempo pra procurar agora.

Boa leitura!

Capítulo 45 - Resolução


 

 

Josh

 

Abraço o corpo ainda despido de Noah enquanto normaliza aos poucos a respiração. Procuro a caixa de lenços em cima da mesa, entregando a ele.

— Isso foi muito bom.

— Foi. Diferente, sei lá...

Volto a envolve-lo em meus braços quando termina de se limpar. É como se estivéssemos mais conectados do que nunca.

Ficamos alguns minutos em silêncio, sentindo o calor corporal reconfortante um do outro. Meu indicador passeia pela barriga dele, ainda com algum resquício do gozo agora quase seco. O cheiro do shampoo de sempre inebriando meus sentidos.

— Obrigado, Josh.

— Pelo quê?

— Por me amar.

— Como se fosse possível não amar você.

— Obrigado. — Noah encaixa a cabeça no meu ombro. — Você é o primeiro cara com quem eu transo que não vai embora depois de gozar em mim.

A frase bate pesado. Ouvi-lo falar essas coisas me destrói.

— Você só transou com idiotas.

— Eu sei.

— Realmente todos os seus relacionamentos foram assim?

— A maior parte.

— Eram seus namorados?

— Nem sempre. Eu namorei poucas vezes.

— É, eu também.

— Sei lá, sempre me apaixono fácil pelos outros, mas acabo me fodendo por isso. Literalmente. Acho que eu sou bom de cama, então as pessoas gostam de transar comigo.

— É mesmo.

— Eu também gosto de transar, o problema não é esse. É que muita gente mentiu sobre gostar de mim só pelo sexo, sabe? E não precisava. Eu teria transado por transar, eles mentirem só me magoava à toa.

— Foi o que rolou com o Ryan?

— Sim. Com ele foi pior porque era meu melhor amigo e o primeiro cara com quem eu fiquei, sabe? Ele literalmente fingia estar apaixonado quando queria foder e depois me tratava igual lixo.

— Esse cara é um babaca, Noah.

— Sei lá, sinto que eu me colocava naquela situação. Eu sabia que depois do sexo ele ia embora sem nem me fazer gozar, mas sempre ficava com ele de novo. Achava que se desse o suficiente ele ia me amar ou algo assim. Fiquei meses nisso até perceber o quão mal tava me fazendo... Aí me afastei. Sexualmente.

— Pelo menos você percebeu.

— É.

— Com as garotas foi igual?

— Com a Hannah era diferente, já que não era eu quem dava. Mas foi tão merda quanto. Eu era tipo um troféu, sabe? Ela nunca gostou de mim de verdade.

— Vai ver era o jeito dela...

— Não, quando terminamos ela literalmente falou: "Eu nunca gostei muito de você, mas era bonitinho e o sexo era bom pra caramba".

— Caralho, que vadia.

— É... A gente era novo também, sei lá.

— Quantos anos?

— 15.

— Caralho, quando você começou a transar?

— 15.

— Precoce, hein.

— E você?

— 16.

— Grande diferença. Mas enfim... Teve a Zoe também, lembra?

— Lembro.

— Esse foi bom. O único.

— Você gostava dela, né?

— Aham.

— Por que terminaram? Nunca soube direito.

— Ela começou a ficar chateada com algumas coisas. Muita gente jogava hate na relação por causa de Noart, diziam que ela tava "atrapalhando o nosso amor" e outras besteiras do tipo. No início nem dávamos bola, mas acho que aquilo foi mexendo com a cabeça dela, aí um dia surtou. Falou que eu não desgrudava da Sina, que eu não podia mais ser amigo dela e que aquilo já tava indo longe demais.

— Caralho...

— A verdade é que o ciúmes foi ficando tão grande que a Zoe parou de confiar em mim.

— Porra...

— Eu entendo, sei lá. Essas coisas mexem com a gente. Não culpei ela, mas achei melhor terminar ali antes de a coisa piorar.

— Fez bem.

— Sabe o mais irônico? Depois do término eu fiquei super mal, mas a Sina tava do meu lado o tempo todo. Duas semanas depois transamos.

— Se a Zoe descobre...

— Foi graças a ela. Nunca teria acontecido se não fosse aquela explosão de ciúmes sem sentido. Também foi um sexo de uma vez só.

— Essa que a foi horrível?

— Aham.

— Saquei. Agora me explica uma coisa, qual foi a do seu lance com o Lamar?

Noah me olha assustado.

— Como sabe disso?

— Ele falou.

— Falou? Quando?

— Inglaterra.

— Ah... Sei lá, aconteceu.

— No início do grupo, né?

— É. Mas ele foi um idiota também.

— O que ele fez?

— Merda.

— Quer falar?

— Sei lá, primeiro começamos a ficar por ficar e tava tudo bem entre a gente. Aí combinamos de não passar daquilo, mas, obviamente, eu me apaixonei. Resolvi falar pra ele, provavelmente rápido demais e da pior forme possível. Ele fingiu gostar de mim por um tempo por causa do sexo, depois ficou assustado com a ideia de um relacionamento sério e de isso atrapalhar no desempenho do grupo, aí fez cagada. Falou pro Simon que eu tentei abusar dele com a ajuda do álcool e disse...

Pera, foi o quê?! Puta que pariu, Noah! Que babaca, cacete!

— É, mas não deu nada. Ele se arrependeu algumas horas depois e confessou que era mentira. Teve uma conversa com o Simon e acabou sendo demitido.

­— O Simon sabe de vocês, então?

— Não, ele escondeu essa parte.

— Caralho, que merda, Noah. Sinto muito...

— Tá tudo bem, faz anos. Eventualmente eu deixei essa porra pra lá e voltamos a ser amigos.

— Meu deus...

— Não importa mais, no fim isso tudo só me trouxe até você.

— Eu tô me sentindo um babaca por todas às vezes que não te fiz gozar...

Ele solta uma risada. Amo essa risada.

— Sempre compensava depois. Sabe, a melhor parte de ficar com você, desde o começo, foi que nunca mentiu pra mim. Quando era só sexo deixava bem claro que era só isso. Quando ficou confuso me disse que tava confuso. Quando achou que não me amava disse não me amar. Nunca fingiu nada, por isso eu me apaixonei por você. E porque você é gato pra cacete.

— Eu nunca faria isso. Só menti quando nem eu sabia a verdade direito, mas nunca foi por mal. Jamais te machucaria de propósito, ainda mais por um motivo idiota como sexo. Nem você nem ninguém merece ser tratado assim.

— É, agora eu sei.

— Como oficialmente seu melhor namorado eu prometo sempre tentar pensar antes de fazer merda, te fazer gozar quantas vezes quiser, te dar todo o prazer do mundo e sempre responder todos os "eu te amo".

Noah dá o sorriso mais lindo do universo, olhando nos meus olhos.

— Obrigado, Josh. Eu prometo também. Te amo.

— Também te amo.

— Bora dormir?

Olho para ele pensando em insistir uma último vez sobre o assunto "problemas" que passou a ser necessário quando decidirmos namorar, mas ele está tão feliz agora... Não tenho coragem, melhor deixar para amanhã.

— Bora. Você viu minha cueca por aí?

 

29 de Abril (EUA - Orange County)

 

Noah

 

Desperto com o barulho de Josh falando baixinho no meu celular.

— Eu sei, mãe. Hoje. Sim, prometo. Eu aviso. Beijos.

— Ela tá preocupada?

— Tá com saudade, queria confirmar se volto pra casa hoje.

— Volta?

— Eu preciso.

Suspiro, não quero mesmo ficar longe dele...

— Tudo bem...

— Não fica assim, vai ser por pouco tempo. São duas semanas, passa rápido.

— É, mas... Não vai ser a mesma coisa...

Josh me olha nervoso, ele sabe do que estou falando. Chegou a hora de conversarmos.

Caminha até a cama, o quarto ainda meio escuro pelas cortinas fechadas. Senta perto de mim.

— A gente vai dar um jeito.

— Que jeito?

— Não sei, Noah...

— Eu tô com medo...

— Eu também. Vamos precisar tomar mais cuidado.

— É...

— Ele não pode descobrir.

— E se descobrir?

— Não temos essa opção.

— Eu não quero ter que sair do grupo...

— Nem eu, por isso precisamos nos esforçar pra sermos discretos.

— A gente não é bom nisso.

— Vai precisar ser. Nada de mãos dadas em público, de encontros românticos, de sexo barulhento. Viemos agindo de forma estúpida até agora. A Yonta descobriu, cara.

— Descobriu?

— Sim. Ela não vai contar pro Simon, pelo menos foi o que me disse. Mas se a gente abusar não sei se vai manter em segredo.

— Abusar? Caralho, a gente só tá se amando.

— Você entendeu. Por contrato não podemos nos amar.

— Mas e a Shiv e o Bailey?

— Bem ou mal o Simon não sabe que eles namoram. Pegação ele tolera, namoro não.

— Mas você e a Any...

— Eu e Any éramos uma fucking estratégia de marketing pra ele, Noah. Não dá pra comparar.

— Mas quando a Sina disse que me deu aquele chupão ele nem...

— Noah, pelo amor de deus! A Shiv e o Bailey, eu e Any, você e Sina, não é a mesma coisa que eu e você.

— Por quê?

— Porque somos a porra de um casal gay, cara! Por favor, para de tornar mais difícil do que já é.

Ouvir em voz alta só faz eu me sentir pior. Me remexo na cama, sento também.

— Isso não é justo...

— A vida não é justa.

— Por que tem que ser assim?

— Porque a sociedade é uma bosta. — Josh passa um dos braços pela minha cintura. — Olha, não vai ser fácil, a gente sabia disso.

— Sim...

— Eu também queria que tudo fosse diferente, mas não é, então precisamos lidar com as coisas como são.

— Tudo bem. Desculpa, eu só tô assustado. A ideia de ver um de nós dois fora do Now United me apavora.

— A gente vai conseguir, ok? Juntos.

— E se fizéssemos algumas regras? Não que eu seja bom seguindo regras... Mas só como um lembrete, sei lá.

— É uma ótima ideia.

— Ok, primeira coisa: sem chupões.

— Poxa... Onde a roupa cobre, pode?

— Cala a boca. Eu vou anotar. — Abro as notas no telefone. — Sem chupões, ok. O que mais? 

— Sem gemer alto, sem transar fora do quarto, sem mãos dadas na rua, sem beijos públicos, sem encontros românticos, trancar sempre a porta, não demonstrar afeto demais perto de outras pessoas, sem...

— Tá, já entendi. Basicamente não agir como namorados. 

— É, basicamente.

Outro suspiro.

— Que saco.

— Tem outra coisa.

— Hm?

— Nossos amigos. Vários deles já sabem.

— Eles não vão contar.

— Eu sei, é exatamente esse o ponto. Acho que nós devemos contar pra eles. Pra todos eles.

— Tem certeza?

— Não, mas é nossa melhor chance. Podem ajudar a acobertar a gente.

— E se souberem não precisamos fingir perto deles.

— Pois é.

— Contamos no grupo?

— Melhor pessoalmente. Pelo menos pra quem não sabe ainda.

— Tudo bem.

— Vai dar certo.

— É... Espero que sim. Mas vou sentir saudade de poder ficar com você como aqui.

— Aqui não tem ninguém de olho na gente.

— E os paparazzis?

Josh e eu nos olhamos por dois segundos antes de cairmos na gargalhada.

— Você ainda não é tão famoso assim, Urrea. Agora levanta dessa cama que ainda precisamos pegar meu celular antes de você me deixar no aeroporto.

 

 

 


Notas Finais


Foi pequeno mas foi com amor. O próximo tá meio diferente mas tá bem divertido, tô há uma semana trabalhando nele! Acho que vocês vão gostar :)

A real é que esse capítulo tá pronto há uns dias, mas eu tinha esquecido dele (não me pergunte como, eu achei q já tinha postado, é uma longa história ENFIM). Espero que tenham gostado!

O próximo sai em breve (não, não vai ser amanhã)

Lavem as mãos, fiquem em casa, sem contato físico e votem nos capítulos pra ajudar a combater o corona u.u Kkkkkk

Amo vcs <3


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