História Corpse Contest - Capítulo 3


Escrita por: e JMarcos000

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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Survival, Universo Alternativo
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Palavras 2.108
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 1 - Sarabis (Parte 2)



                    Os guardas, após não obterem uma resposta audível, começaram a alvejar a porta do quarto. Rachaduras e buracos começaram a surgir, pontas de lanças encontravam os vãos entre as raízes, e Hijir, como reflexo, comandava para que as plantas agarrassem-nas na tentativa de conter as investidas. Ao perceberem que estavam sendo inutilizados, eles respondem com fogo, o pequeno cano na ponta das lanças começam a disparar projéteis dourados que por sorte não atingiram os dois diretamente, e que ao entrar em contato com a parede branca atrás de ambos, estouravam abrindo um buraco superficial que explodia e espalhava areia. O príncipe deu uns passos para trás, aproximou-se de seu companheiro, cerrou suas mãos, e logo vinhas saíram diretamente do chão a sua frente e se entrelaçaram como um muro, a medida que atiravam e forçavam suas lanças para tira-las do que as prendia, a barreira na porta se desfazia:\


- Ikirim! - Gritou preocupado - No mesmo instante a cor do ar no quarto começou a denegrir, um tipo de aura fluía, saindo do corpo de seu amigo invadindo todo o local e escurecendo-o fazendo sobressair o brilho dos pontos de luz como pequenas estrelas.


- Hijir, eu estou no meu limite, meu corpo está um pouco fatigado, mas temos que partir agora!

    Um som de algo sendo derrubado os alerta. Os soldados haviam conseguido adentrar a porta e transpassar a primeira barreira de raízes.
 
                Ele olha para seu amigo exausto e consente com a cabeça, posiciona-se perto dos buracos feitos pelos tiros e junta um amontoado de areia que caiu destes, coloca-se paralelo à porta, faz uma linha com a areia, une suas mãos e com as duas da um soco no solo, instantaneamente ergueu-se um muro de pedra da linha feita pelo príncipe. Hijir levanta-se, os projeteis dourados batem na pedra fraturando-a levemente, mas sem causar muitos danos. Ele vai para perto da muralha que havia criado, apóia uma das mãos sobre ela que, no momento, se transforma em uma bola de areia, em uma audível folga que os guardas fizeram para recarregarem suas armas. Com um sopro, Hijir cria uma rajada que vai em direção à porta e aos soldados, os grãos voavam em alta velocidade, furando o metal das armaduras e levando alguns os homens, que gritavam e tentavam tirar com as mãos o que entrava em suas viseiras, ao chão para se proteger, os projéteis não os feria gravemente, mas avariavam suas armaduras ao ponto de terem sua movimentação prejudicada.
 
                Ikirim sai de sua meditação e aponta com seu dedo para a porta, os pontos luminosos, que pareciam estrelas, voaram como tiros de luz em direção a entrada levando parte da escuridão, quando esta atingia um dos soldados, eles paravam imediatamente e ficavam inconsciente. O corpo de Ikirim permaneceu com uma aura arroxeada, contornando-o.
 
- Vamos depressa, mais tropas virão a seguir! – Diz Hijir
 
           Eles correram para fora do quarto, Hijir na frente os guiou em direção a um corredor longo com um tapete vermelho paredes estranhamente marrons até um arco dourado, ao fundo podia-se ver uma porta de madeira, correram para poder adentrá-la, no percurso, mais tiros começaram a alvejá-los vindos do inicio do corredor, a alguns poucos metros de sair do local, ambos se jogaram ao chão para evitar as rajadas que vinham e se arrastaram ate a saída. Ao abrirem a porta são surpreendidos! As tropas os haviam cercado. Umas fileiras de soldados, em arco, apontavam suas lanças tremulas para os dois. Ikirim percebeu que agora estavam em um local aberto como um jardim ou talvez um pátio, de qualquer forma, poderia ser a melhor oportunidade de fugir, com o mínimo de movimentação ele diz em voz baixa ao seu parceiro:
 
- Provoque-os. Posso nos tirar daqui.
 
Hijir ameaça abaixar e tocar o solo, os soldados assustados ouvem um comando:
 
- Abram fogo, ele está louco, e vai nos atacar!
 
                Instantaneamente Ikirim se joga por cima do amigo Hijir vê tudo ficando preto, enxerga os projéteis vindo, mas não há som, nem de seu amigo quando o agarrou. Seu peito aperta rapidamente e uma sensação rápida de falta de ar lhe aflige, seu cérebro dava comandos que não eram registrados pelo seu corpo. Poucos segundos até tudo voltar ao normal e seus olhos rapidamente identificarem o que estava a sua frente, a retaguarda do arco de guardas e, finalmente, o barulho das armas. O local era amplo e, após rotacionar sua cabeça, percebeu também que estavam atrás de um conjunto de arbustos.
 
                Os guardas mantêm fogo por alguns segundos antes de perceberem o ocorrido, confusos, se espalharam a procurar os foragidos. Os dois sabiam que tinham menos de um minuto para agir. Agora a visão da área era mais clara, podia-se perceber que era um campo com gramado de um verde marinho e flores espalhadas, típicas do planeta, mas não típicas de Sarabis. O céu estava com um arroxeado bem claro com a luz do sol iluminando a cena.
 
- Hijir - Disse Ikirim agitado – Pense rápido, por onde podemos escapar deste jardim?
 
- Impossível, aqui não é uma área aberta!
 
- Mas como? Olhe o céu, estamos fora da construção.
 
- Não Ikirim, isto é apenas uma simulação, meu pai usa este local para meditar e caminhar, a saída mais próxima e menos óbvia, fica a leste... Na sala do sino. – Nisso ambos se entreolham num misto de seriedade e medo.
 
- Droga, vamos então! Não temos escolha – Disse Ikirim – Devemos nos dirigir a tal saída o mais rápido possível, é um campo aberto, assim que levantarmos seremos vistos!
 
Com os dedos, ele conta até três. No levantar do terceiro dedo, a dupla dispara para a porta antes indicada por Hijir.
 
Enquanto corriam, guardas os procuravam vorazmente e rapidamente foram avistados. Em algum lugar do jardim puderam ouvir:
 
- Lá estão! Todos para a direção leste, eles estão indo para o sino!


Os guardas corriam e se agrupavam preparando-se para atacar seus alvos que estavam sem meios para se proteger.
 
- Agora, tentem nocauteá-los! - Disse um dos comandantes, e como ordenado os guardas atiraram formando uma verdadeira chuva dourada sob ambos.
 
               Ikirim tropeçara nas pequenas crateras se formando a sua volta,em meio à confusão Hijir toma uma decisão rápida, pega impulso com um pulo, cerra seu punho que agora brilhavam com cor amarelada e da um soco com toda a sua força ao solo. Imediatamente todo o terreno começa a se desnivelar e pilares de pedra começam a surgir, um dos pilares surgiu bem abaixo de um agrupamento de guardas, arremessando-os no ar como a água de um chafariz, outros homens caem por falta de equilíbrio. Assim que o tremor parara, Ikirim e Hijir recuperam o fôlego e voltam, ofegantes, a correr ate que chegarem à desejada porta. Ao entrarem, percebem uma sala completamente dourada com as paredes do teto ao chão, de ouro polido e ornamentado, podiam ver seu próprio reflexo e suspenso no centro um enorme sino de cor prata com o símbolo de Sarabis gravado em seu centro, havia no local mais três portas além daquela por onde passaram uma em cada extremidade.
 
- Vejamos agora – Falou Hijir, num espaço entre respirações profundas - Tenho a leve impressão de que não seria uma boa acioná-lo agora! Procede?
 
- Ainda tem fôlego para brincadeiras, meu amigo?
 
- Sempre, e eu estou um pouco nervoso, para efeito!
 
- Foco Hijir, foco! Devemos tomar decisões rápidas.
 
- Certo, vou me concentrar! Bom, podemos seguir em frente, a porta do outro lado da sala deve nos dar acesso a saída dos fundos.
 
                Os fugitivos caminhavam cuidadosamente pela sala para chegar a porta que estava do outro lado, enquanto isso Hijir chamava raízes para se prenderem ao teto e as paredes do local como medida de precaução. Durante o percurso, no centro da sala, exatamente abaixo do enorme sino, quando puderam ouvir explosões vindas das quatro portas do quarto, tropas começaram a invadir e todos os lados, posicionando afastadas, cada lado havia um agrupamento pequeno de guardas portando um canhão de mão de cor negra e com o símbolo da cidade, semelhante ao do sino nas suas laterais. O príncipe e o sábio agora se encontravam agora completamente cercados. Destacou-se da partição exatamente da porta que almejavam, uma mulher.
 
- Hijir, sou eu Miranda, acalmem-se vocês dois. – Nesse momento, surge através do grupo e posiciona-se ao lado dela Scot - Por favor, estamos sendo ferozmente atacados por você, são seus homens. Apenas pare! Ninguém aqui quer realmente machucá-lo. Minha família trabalha para a sua à anos, hoje e sempre, devo-lhe respeito
 
A imagem de ambos faz o Príncipe paralisar.


- O que foi meu Hijir? – Diz Ikirim – Seus olhos estão arregalados!
 
- Amigo, Miranda e Scot... Eles são funcionários leais da minha família, considerados quase que parte dela e eu... Não posso... O que estou fazendo? Eu não sei se...
 
- Por favor, não titubeie agora, meu amigo. Eu preciso muito que você confie em mim, não iremos machucá-los, mas eu lhe digo e coloco toda a certeza, se não seguirmos rumo a Terra, algo muito ruim vai acontecer com nosso reino, e tu sabes, os iluminados pedem sacrifícios para com erros que envolvem sua regência. Parar agora será pior para muitas outras famílias que colocam suas vidas nas mãos de seus reis!


                     No fim das palavras de Ikirim, algo clama a atenção dos dois, os soldados estavam se movimentando mais e mais, chegando perto deles. Um braço surge a agarra Ikirim pelo pescoço. Num ato de reflexo, Hijir conjura uma vinha que envolve os bíceps e tríceps de quem havia pegado seu amigo e puxa violentamente. Ouve-se um estalo. O osso do antebraço havia quebrado. Nisso vários outros soldados correm em direção à eles. O príncipe de Sarabis entra em desespero e começa a gritar, raízes começam a sair de toda a sala e um tremor muito forte começa a atuar sobre a sala.
 
- Controle-se, Hijir! Eu preciso de você, por fav... – Ikirim se lembra, se algo atingir o sino, isso seria o fim. Quando ele olha para cima, vê um escombro caindo, em direção ao sino. Não havia outra escapatória.
 
                       Ikirim entrelaça seus dedos em um ato de reflexo e cria uma área escura em volta dos dois. Olhando a volta podia-se enxegar os guardas caindo e tremendo em agonia, com as mãos na cabeça, desmaiando sem oferecer muita resistência. A área da habilidade de Ikirim envolvia os com uma fina camada de vácuo. Tomou a liberdade de dar um abraço em  Hijir, e abaixar a cabeça por alguns segundos para evitar a cena antes de checar novamente. Quando todos já estavam desacordados Ikirim desfaz sua área e respira fundo aliviado. Seu companheiro encontrava-se chocado, mas dessa vez mais quieto e calmo, sem estar aos prantos.
 
- Hijir, amigo, me escute. Não há mais volta, eu preciso que você termine isso comigo
 
                      Alguns segundos, que pareceram muito maiores que deviam se passaram. Hijir solta uma bufada de ar esvaziando seus pulmões, levanta sua cabeça e diz à Ikirim.
 
- Meu caminho foi tomado. Eu sei, mesmo, não adianta parar agora se não só serei uma decepção, não só para minha família, como para todo o reino. Olha só o que aconteceu, olha aonde chegamos – Hijir para por um instante e olha seu amigo nos olhos – Eu te conheço desde que nascemos e tu és meu melhor amigo e aquele que revelei todos meus segredos. Além disso, possui o maior senso de todas as pessoas que conheço, às vezes mais que os reis. Vamos seguir em frente, preciso provar a mim mesmo que posso terminar algo que acredito que valerá a pena. Que os deuses também estejam conosco, Ikirim, meu amigo.
 
                    Ambos se abraçam e depois dão os punhos. Já haviam passado por muito. Ikirim sabia que seu amigo ainda permaneceria com ele e que não precisaria contemplar suas palavras. Eles checaram a condição de alguns soldados, o príncipe dirigiu-se especialmente à Miranda e Scot. Todos pareciam apenas desacordados, continuavam vivos. Hijir respirou aliviado e deu um sorriso bobo que rapidamente se desfez.
 
- Se me permite melhorar um pouco o humor... Seria ótimo poder usar estes braços no teto, Hij!
 
- Ikirim você é um gênio, havia me esquecido completamente. Claro que nós podemos, minhas raízes ainda estão no teto!
 
- Excelente! - disse Ikirim mais profundamente - Vamos sair logo daqui!
 
                       Ele estendeu as mãos para o alto e logo as mesmas começam a brilhar em tom amarelado, as raízes no teto se  expandiram e se entrelaçaram formando uma espécie de escada de cordas que levavam direto para um dos buracos , em direção ao teto.
 


Notas Finais


Espero que gostem! O capitulo 2 estará em exibição em breve!


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