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História Corra para o Coração- Reescrita - Capítulo 4


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Notas do Autor


Sejam bem vindos ao capítulo 4, desculpe a demora, é que como eu estava em choque em saber que minhas aulas começavam segunda e o curso terça eu acabei perdendo a criatividade por segundos, mas cá estou eu e com esse capítulo com dois personagem novos.

Boa leitura.

Capítulo 4 - Capitulo 3


 

A luz do sol batia sobre meu rosto, dizendo que era hora de acordar e partir, minha vontade de sumir era maior, mas na verdade eu só queria um lugar que não lembrasse ele, apenas isso. Levanto completamente preguiçosa e completo espreguiçando-me para esticar todos os músculos de meu corpo. Era preciso agora muita coragem para prosseguir o caminho que teria de enfrentar para esquecer ele.

Passo a seguir adiante — que para ser franca não sei para onde. O local era totalmente desconhecido, tenho certeza que não notei os locais que segui e isso pode me ajudar bastante a perder a direção. Portanto, se algum dia eu querer voltar vou me ferrar por não lembrar de onde vim. 

Mas, eu preciso de um tempo para pôr tudo em ordem aqui dentro, não seria tão difícil me organizar, ou meu orgulho é mais besta e faria com que eu não ligasse para esse sentimento doloroso que só minha alma vai sentir como lâminas cortando-a. 

Bom, a temperatura ficara agradável, meu pelo sentia o fraco vento batê-lo suave e não parecia mais está tão incomodada com o fato daquilo que aconteceu ontem. Porquanto, não é o fim do mundo ficar sozinha, não é? Passo a tirar a minha concentração do mundo e da minha própria imaginação, pois qualquer uma delas podia facilmente me machucar, uma com a sua maligna mentira e a outra com a sua dolorosa verdade, apenas focava as surpresas que estavam ao meu redor, enquanto colocava tudo em ordem para quem controlaria a minha vagarosa vida, no caso eu.

Enquanto isso se consertava, encarava as folhas vivas e de variedade formas, tamanhos e cores, além de sabores. Até que uma veloz criatura passa sobre minha frente umas duas vezes, queria que eu perdesse o controle de equilíbrio, só pode. Quando dou de me agachar, a criatura engraçadinha acaba batendo fortemente no solo, vou até o animal que estava acariciando seu focinho e berrei:

— Quem você acha que eu sou para me atropelar, seu idiota! — Rosnei para ele, que virou amedrontado para mim.

— Por favor, não me machuque! Eu sou uma pobre fêmea indefesa e tenho meu irmão para cuidar! — Ela diz assustada e pedindo por misericórdia. 

Confesso que dei um sorriso na cena, pois foi engraçada. Mas ainda estava confusa. Respirei e perguntei mais calma:

— Respire fundo e me responda, por que me atropelou duas vezes? — Indaguei mais calma e com um semblante sério.

— Desculpe, amiga, mas é que estou apressada e acabei deixando essas frutinhas caírem, meu irmão está faminto. Desculpe não tê-la visto! — Respondeu eufórica, estava preocupada com o irmão, que diz ela. 

— Está desculpada, mas poderia me ajudar a sair dessa floresta? Estou perdida e quero muito sair desses territórios. Poderia? — Perguntei à ela toda meiga. 

A felina assentiu positivamente, dando alguns pulinhos ainda eufórica. Dizendo:

— Claro que posso, estou sempre disposta a ajudar, e sou Kila a puma. E você? — Indagou-me enquanto saltiva alegre.

— Me chamo Fuli e sou um guepardo. Podemos ir? — Lembro-a e ela sorri.

— Vamos! — Me puxou para perto de si, e recolheu as frutinhas para seu irmão. — Quase me esquecia disso! — Sorriu e deu um risinho envergonhada.

Começamos a correr, estava meio estranho eu voltar pelo o caminho que vim. Melhor do que me perder há quilômetros. 

~+~

Havia sido algumas horas correndo até chegar em uma caverna, Kila era muito doida, podia ser pior que alguém que conheço, mas não recordo bem. A puma colocava suas frutas sobre algumas pedras, iria chamar seu irmãozinho. Até ela aparecer com um puma com fisionomia de um adulto, enquanto nós duas somos adolescentes, é sério isso? Kila vozeia:

— Fuli, quero que conheça meu irmão, ele é Kan, ele está bem ferido e por isso estou cuidando dele. — Falou ao acariciar ele, que estava sério, embora com os dentes rangendo por me ver.

— Kila, quantas vezes já te mandei não trazer outros animais aqui para dentro? Sou a autoridade aqui dentro esqueceu? — Brandou Kan para sua irmã que estava quase a chorar.

— Você não é a autoridade aqui nem se papai fosse louco, ele nomeou a mim como a líder e dona dessa caverna. Você está mais para um filhote indefeso do que para a sua própria idade. — Berrou Kila brava com o irmão.

— Kila, eu acho melhor eu ir. Eu não gosto de ser um peso para ninguém. Obrigado pela ajuda, serei eternamente grata por isso. Foi bom conhecer você também Kan. — Vociferei enquanto saia de perto deles.

— Fuli, espera! Está anoitecendo, por que não descansa aqui e vai ao amanhecer? É mais seguro. — Kila diz com um olhar preocupada.

— Seu irmão não me quer aqui. Eu não quero... — Sou interrompida por ela.

— Escuta aqui, meu irmão é só um adulto sem moral e cabeção. Ele não gosta de dividir nada e se acha o poderoso aqui. Mas eu sou a líder e eu permito sua estadia esta noite. E se quiser, para sempre. — Brincou ela, sua compaixão é tão ingênua, mas tão boa. 

— Está bem, partirei amanhã para ficar mais calma. — Conforto-a que sorri como resposta. — E por que começou a chover! — Dou uma risada, e ela me olha confusa, e daí entende.

— Você tem medo da chuva? — Ela indagou com um sorriso besta no rosto.

— Da chuva não, e não tenho medo, e sim não gosto de ficar molhada. A água não é minha melhor amiga. — Vociferei calma e risonha.  

— Ah, entendo. — Soltou alguns risinhos — Todos temos um medo, é normal! — Sorriu para mim enquanto soltava risos bobos.

— Já falei que não tenho medo, Kila! — rosnei um pouco, mas sorria para manter o caráter.

— Tudo bem. Eu não ligo se tem medo de água. — Persistia em seu sorriso, enquanto apenas murmurava em negação a sua fala.

— Mudando de assunto, onde posso dormir? Estou um pouco cansada e... — Sou interrompida pela puma.

— Aqui, esse canto é mais confortável.— Demarcou para mim, com um sorriso cheio de alegria.

— E você, não vai descansar, parece com sono?— Perguntei ao notá-la com um semblante exausto.

— É, pode ser. Uma descansada não mata ninguém. — Riu me mandando um sinal para que a seguisse ao local que apontou para descansar. 

Locomovemos para onde iríamos tirar uma soneca pela caminhada que demos até aqui. Foram momentos bem engraçados para ser direta. Mas em nenhum desses momentos lembro o que estava fazendo, pois em um momento eu acabei batendo a cabeça ao dar de cara com uma árvore, enquanto tentava ajudar Kila com a sua pata presa, que na hora saiu e eu acabei batendo bem forte na árvore. Foi doído e dolorido.

— Espero que descanse e que a sua cabeça pare de doer, pelo golpe de hoje. — Comentou sobre o ocorrido de mais cedo. 

— Tudo bem, aquilo foi passado. Minha cabeça está mais calma e isso o que preciso! Agora podemos dormir? — Questionei já deitada e sendo respondida com sua cabeça concordando positivamente ao deitar ao meu lado.

— Boa noite, Fuli!  — Kila falou sonolenta.

— Boa noite, Kila. Durma bem! — Exclamei deitando sobre minhas patas e pegando no sono.


 


Notas Finais


Agradeço a sua compaixão em amar essa história e acredito que eu esteja superando o meu português anterior, ou talvez piorando ele kkk. Mas, comunique-o nos comentários para ver aonde eu cheguei com ele.
Me mostrem seus pontos de vista da história, adoro ler seus comentários.
Até algum sábado que eu estiver com o capítulo pronto. Beijocas e tchau! <3


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