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História Correntes do passado - Capítulo 32


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Notas do Autor


Olá meus queridos leitores.
Trago a vocês mais um capítulo de "Correntes do passado".
Espero que gostem.
Boa leitura.

Capítulo 32 - Século XVIII: Um novo caminho.


Fanfic / Fanfiction Correntes do passado - Capítulo 32 - Século XVIII: Um novo caminho.

Entre franjas de ouro, olhos azuis lentamente se abriram. Um amplo céu azul era visível até onde a vista pudesse alcançar. 

"Nem muito frio, nem muito quente. Será que estou em um sonho?!" Pensou.

Sem entender o que estava acontecendo,  Shun girou a cabeça para baixo,  para dar uma boa olhada  em si mesmo.

Ele viu suas mãos, e não as de Alone, e sim suas. Pequenos fios de cabelo esmeralda caia na frente de seus olhos com o mais leve sopro do vendo.

Ao longe Shun avistou oque se assemelhava a um pequeno lado. 

Ao se aproximar, Shun foi notando que mesmo com o vento, as águas permaneciam paradas. Quase se assemelhando a um espelho. 

Por mais que tentasse olhar, a água só refletia o vasto céu azul, mas mesmo assim não pode deixar de se encantar com isso. Shun olhou para cima, subitamente consciente de que estava imóvel por muito tempo.

"Isso era falso'

"Tudo era falso"

"Nada disso significava nada"

"Mas..."

"Se tudo era falso. Por que parecia tão real?!"

Quando Shun voltou a encarar a água,  por mais um tempo não ouve reflexo. Ele estava quase se convencendo de que aquilo era uma ilusão, mas depois de um momento ele se viu - só que não era exatamente ele. 

Tinha seu rosto, mas não era ele e também não era Alone. Então, por algum motivo, Shun foi obrigado a tocar o próprio reflexo. 

Uma dor fantasma percorreu todo o corpo de Shun antes de todo o cenário florido ir em bora dando o lugar a algo mais sombrio. 

Trevas. 

Onde ele estava?!

Como ele chegou aqui?!

Ele não conseguia se lembrar. 

Estava tão frio e escuro, e algo parecia estar errado naquele lugar. Era como se ele estivesse procurando ou fugindo de alguma coisa. Shun escolheu uma direção sem rumo e correu, com medo. Assustado. 

Você sabe o que sonha?! Uma voz calma perguntou, mas Shun apenas a ignorou e continuo a correr.

De repente, a distância, ele viu Seiya. 

Correndo, ele o chamou. Ao ouvi-lo, Seiya se virou rapidamente e correu para ele também. 

O santo de bronze tinha um olhar que fez o coração de Shun falhar uma batida. 

Os olhos castanhos chocolate de Seiya pareciam estar aterrorizados. Ele estava com medo de alguma coisa, mas o que?!

A alegria de ver Seiya novamente fez Shun se esquecer de todos os seus problemas.  Tudo que o santo de Andrômeda queria naquele momento era estar com seu amigo. Porém,  sua alegria logo foi seifada ao perceber que a pequena figura de Seiya ainda muito distante começava a desaparecer por entre as sombras.

- Seiya!  - Shun gritou ainda tentando alcançar o sagitáriano,  mas seus esforços não o levava a nada.

Até ele bater contra algo de imediato o fazendo recuar alguns passos para trás.  Preocupação logo foi substituída por surpresa quando Shun descobriu que tinha uma barreira invisível o separando de Seiya.

Ele correu em uma direção,   depois voltou e tentou correr para a outra tentando achar alguma abertura. Porém, ela parecia não ter fim. 

De repente, Seiya gritou. Exaustão desenhada em sua expressão após tentar inutilmente lutar contra a escuridão. Shun tentou dizer algo, mas sua voz saiu inaudível. 

De repente a culpa caiu sobre Shun como uma rocha. Pela primeira vez se sentiu imponente ao saber que não podia fazer nada para ajudar a amigo. 

- Me desculpe...

Shun se sentiu caindo de joelhos no chão.

A dor foi imensa.  E ele sentiu como se estivesse quase chorando. 

- Por favor!!! - Shun olhou imponente para o vazio.  - Por favor, devolva de volta para mim. - Ele gritou. Porém,  ninguém estava por perto para o ouvir gritar

Ele percebi que toda a base da sua felicidade havia se rompido, e que ele era o maior covarde do mundo. 

- Então você finalmente entendeu. - Uma mão gelada tocou o ombro de Shun.

Quando Shun percebeu, estava novamente no jardim de flores infinitas. A única diferença era que agora o lago não se encontrava mais a vista. 

Olhando para seu agressor,  Shun teve a grande surpresa de ver um garoto que se assemelhava muito ao reflexo que ele viu no lago.

"Será que é ele?!" Pensou.

- Q-quem é você?! - Shun quase não encontrou a sua voz.

Por alguns segundos o garoto permaneceu em silêncio enquanto admirava as belas flores ao seu redor. 

- Quem é você?! - Shun perguntou novamente agora mais firme chamando a atenção do garoto.

O olhar vazio do garoto se chocou com as esmeraldas de Shun o fazendo encolher os ombros timidamente. 

- Saulo. - O garoto respondeu abrindo um pequeno sorriso.

Shun sentiu suas pernas enfraquecer sob aquele estranho olhar. 

Apesar da cor azul levemente bonita, era possível ver que os olhos daquele garoto estavam mortos. Aqueles eram olhos de alguém que desistiu de viver a muito tempo.

- Por acaso está estudando meus olhos?! - Saulo perguntou voltando sua atenção para Shun que congelou.

- P-pesso desculpas.  - Shun desviou o olhar envergonhado.  - Mas é que mesmo sem brilho, eu achei seus olhos lindos.

Era verdade no final das contas. Os olhos de Saulo não eram tão claros quanto os de Hyoga,  e muito menos tão escuros quanto os olhos de seu irmão ou de Saori. Eles eram em um tom do qual ele nunca tinha visto antes.

E por algum motivo mesmo mortos, eles ainda eram belos.

Saulo parou um tempo para refletir.

- Lindos?... - Pensou. - Lindo tem o mesmo significado que bonito?!

- E-eu acho que sim. - Respondeu Shun tirando um sorriso do rosto do mais novo.

- Você é a segunda pessoa que diz que meus olhos são lindos. Obrigado.  - Ele sorriu.

- Quem foi a primeira?! - Shun se viu perguntando sem pensar.

Saulo o encarou por alguns segundos antes de desviar o olhar levemente corado. 

- Rodório! - Ele sussurrou.

Os olhos de Shun se arregalaram de surpresa.  Por alguns segundos ele pensou ter ouvido esse nome em algum lugar, até se lembrar que a aldeia que fica perto do santuário tem o mesmo nome.

Mas...

Rodório é o nome do primeiro cavaleiro de Pegasus.  Que após fazer tantos feitos heróicos acabou tendo seu nome dado a primeira aldeia do santuário em sua homenagem. 

Como se Saulo estivesse lendo os pensamentos de Shun, ele diz:

- Então você finalmente descobriu?!

Shun ainda estava em choque. Como Saulo conheceu o primeiro cavaleiro de Pegasus?!

Será que talvez...

.

.

.

Não!!!

- S-saulo... - Shun exitou.  - Por acaso você é...

- Sim. - Ele concordou automaticamente.  - Eu sou o primeiro humano a ser escolhido para ser o receptáculo de Hades.

O tempo pareceu travar naquele momento.  Shun não acreditava que aquele garoto tão novo tinha passado por tal coisa. Tão jovem e inocente. 

Isso só fez Shun ficar com mais ódio de destino que tem. 

Seria assim para sempre?!

Ele passaria o resto de sua existência reencarnando apenas para ser usado?!

 "Que bela sobre eu tenho." Pensou.

- Me diz. - Saulo tirou Shun de seus pensamentos.  - Você tem vontade de morrer?!

- Oque?! - Shun estranhou a pergunta repentina.

- A fato de você estar aqui significa que você não tem esse tipo de vontade. - Saulo o encarou sério.  - Eu sempre estive te observando. Você  já esteve nas asas da morte várias vezes, mas por algum motivo ainda está vivo. Teria algo haver com o atual cavaleiro de Pegasus?!

- D-do Seiya?!! - Shun sentiu todo o sangue do rosto esquentar. 

- Sua reação já me diz tudo. - Fez pausa. - Então é por ele que ainda vive?!

- Não estou te entendendo. - Shun ainda estava confuso. - Oque quer dizer com "ainda vive"?! - Fez uma pausa para respirar e logo completou dizendo.  - Eu deveria estar morto?!

- Mesmo que tenhamos a mesma almas, somos pessoas bem diferentes. - Saulo refletiu. - Ainda assim, tanto você quanto Alone permaneceram vivos depois da extração da alma de Hades.

- Oque quer dizer?!

- É praticamente um milagre tanto você quanto Alone terem sobrevivido após uma possessão. - Saulo simplificou. - Nem eu ou qualquer outro hospedeiro conseguiu sobreviver... Então... Como?! Era seu destino morrer naquela guerra, mas você não morreu. 

- Seiya me ensinou a nunca acreditar no destino.  - A voz de Shun soou confiante. - Tenho certeza que Tenha pensava a mesma coisa. Foi por isso que Alone e eu conseguimos sair da escuridão. 

Saulo sorriu ao escutar Shun mencionando o castanho.

- Ele deve gostar muito de você.  -Ele sorriu. 

- Não,  o Seiya e eu somos apenas companheiros. - Shun tentou se defender.

- Você nunca se perguntou porque os olhos de Seiya brilham como estrelas quando ele te olha?!

Shun morde o inferior de suas bochechas enquanto tentava se lembrar. E para sua surpresa Seiya sempre esteve do seu lado.

"Ele me carregou de Escorpião a até Sagitário sem reclamar."

"Fomos os últimos a nos separar no final da travessia das doze casas."

"Fomos juntos ao reino de Poseidon."

"E nós fomos os primeiros a atravessar o inferno."

"Os únicos a testemunharem a queda do muro das lamentações."

"E fomos para os Elísios juntos."

- Ele sempre esteve lá ao meu lado. - Exclamou Shun apertando o tecido da blusa onde ficava o coração. 

- Eu realmente tenho inveja de você. - Saulo Indagou. - Infelizmente a morte tirou isso de mim.

Essas palavras ficaram cravadas na mente de Shun. Então ele teve a coragem de perguntar.

- C-como você morreu?!

Agora era Saulo que ficava surpreso com a pergunta de Shun, mas mesmo assim não exitou em responder:

- Tive meu peito perfurado pelas mãos de Rodorio durante a primeira guerra santa. - Pausa. - No começo fiquei triste com a idéia de ficar sozinho, mas ele sempre reencarna para ficar ao meu lado, seja como Tenma ou seja como Seiya.

- Eu sinto muito...

- Não sente. - Saulo o interrompeu.  - Você tem sorte da primeira vez. Se ficar aqui como Alone pode não ter a mesmo sorte.

- Esta me dizendo para ir embora e deixar tudo?! - Shun perguntou chateado.

- Sim, ou então você morrerá. 

- Então isso significa que promessa que fiz a Seiya não será cumprida?! - Os olhos de Shun nublaram. - Eu estaria desistindo.

- Ninguém disse que era facil. - Saulo tentou o consolar não tento sucesso. 

- Eu... Não... posso...

- Por favor entenda. - Saulo falou. - Pegue Seiya e ache um jeito de voltar para a sua hera. Vocês tiveram sorte, não a desperdice morrendo aqui. 

- Aqui não será o meu túmulo,  e nem o de Seiya. - A voz de Shun pareceu severa. 

- ... - Saulo permaneceu caldo,  enquanto negava as coisas ditas pelo esverdeado com um semblante triste. 

- Seiya não vai morrer. Ele é teimoso demais para morrer. - Fez pausa. - Vou provar que você está errado, eu não irei para a escuridão,  e vou provar isso lutando ao lado de Seiya para mudar esse passado horrível. 

Nesse momento. Os olhos de Saulo brilharam em esperança,  quando ele diz:

- Você não pode salvar todo mundo.

- Mas eu posso tentar. - Shun parecia determinado com sua decisão,  oque deixou Saulo um pouco surpreso, mas feliz por ver que Shun escolheu seu próprio caminho.  

- Espero que não esteja mentindo... - Pequenas lagrimas caiam do rosto de Saulo. - Sinto que você é a primeira pessoa que realmente eu posso confiar. 


"Sonho off"


Ao acordar, Shun teve que rapidamente proteger o rosto da claridade com o braço.  Atualmente era tarte, devido às cores que se encontram no céu. 

Um pouco zonzo do estranho sonho que acabara de ter, Shun teve o deslumbre de uma pessoa entrando em seu campo de visão.  Antes que tivesse a chance ele apaga com o único pensamento que veio em sua mente.

Olhos violetas...



Continua...


Notas Finais


Significado do nome Saulo: "Aquele que foi muito desejado.'
ntão foi isso.
Espero que tenham gostado.
Até o próximo capítulo.
Beijos!!


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