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História Corrompidos ( Jungkook- BTS) - Capítulo 21


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Capítulo 21 - Onde está adria?


Pam


— Não demore. — diz abrindo a porta do banheiro.

Arranco o gorro fedorento quando a porta do banheiro se fecha, meu reflexo no pequeno espelho pendurado não ameniza minha raiva, meu rosto está marcado pelas constantes agressões, olheiras cobrem meus olhos pelas  noites mal dormidas e as que não dormi. É complicado render-se ao sono quando você sabe que aqueles vermes poderiam entrar a qualquer hora...

Respiro fundo jogando uma grande quantidade de água em meu rosto, braços e nuca, mal sei quantos dias se passaram desde que cheguei, mas pelo fedo de minhas roupas e o cheiro de suor sei que fazem alguns dias. Preciso encontrar uma maneira de me comunicar com Luigi, passar tudo que tenho observado para os outros agentes, principalmente para o diretor, para que ele elabore algum plano de explodir isso daqui.

— Seu tempo acabou. — Anuncia do outro lado da porta. Essa voz é diferente, ele não é o mesmo que vem me acompanhando nos últimos dias, não que eu realmente veja os rostos deles, já que estou com o rosto sempre enfiado nesse gorro.

— Estou terminando. — Grito.

Ao me limpar e subir a calça rasgada vejo um pequeno plano se formando em minha mente. Volto para frente do espelho, forçando-o contra meu abdômen até escutá-lo quebrando, coloco um generoso pedaço por dentro da calça, mesmo sentindo as pontas perfurarem aos poucos meu quadril conforme ando. Isso serviria para defesa se aquele imundo do Deany voltasse a me visitar.

Coloco rapidamente o gorro, ficando de frente da porta, tampando a visão para o resto do banheiro, para que esse imbecil não note os pequenos cacos espalhados atrás da pia.

— Pronto. — Grito novamente.

A porta se abre quase no mesmo instante que fecho a boca, sinto o aperto ccfirme em meu bíceps, assim como a sacudida que ele me dá.

— Eu disse cinco minutos.

— Desculpe, dor de barriga. — Retruco.

— Você acha que cairei na sua armadilha, já me alertaram sobre você, boneca. Eu corto sua garganta antes que consiga gritar.

O homem me empurra pelo caminho, fazendo-me tropeçar diversas vezes por não saber a direção que estamos seguindo, outra coisa que pude observar, eles sempre mudavam as rotas, por isso me leva acreditar que eu não estava mais nos fundo daquela boate, estava em um verdadeiro cativeiro, mesmo que as paredes continuassem com o mesmo azul desbotado e sujo, assim como os dutos de ventilação no teto eram os mesmos, algo tinha mudado.

— Assim que possível trago sua comida. — Diz jogando-me contra o colchão imundo.

Espero para que a porta se feche para respirar aliviada e também soltar o pequeno gemido pelo corte que o pedaço do espelho quebrado fez em meu corpo. Merda. Termino de rasgar um pedaço de minha blusa, estancando o sangue, fazendo a pequena ferida arder ainda mais em contato com o pano.

***

Eu gemi, por que queria que ele continuasse tocando meu corpo, gostava do cheiro másculo de sua pele sobre a minha, assim como o sorriso que Jungkook  me dava ao terminar de beijar minha boca, eu não queria que ele sumisse na escuridão, muito menos que meus olhos entreabrissem ao ser chocalhada e perceber que o sorriso não eram de dentes brancos e hálito de hortelã como de Jungkook , eram amarelados pelo excesso de bebida e cigarro.

— Aposto que você é uma foda quente. — Ele sussurrou em meu ouvido, trazendo minha consciência para o prumo. Sua mão apertando meus ombros contra o colchão, depois indo para meu pescoço enquanto a outra atingia meu seio em cheio.

Minha respiração se abalou e minha boca ficou seca. Eu queria gritar, mas ele enfiou um pedaço de tecido em minha boca, impossibilitando até mesmo que eu respirasse de verdade.

Ele agarrou meus seios novamente, rosnando baixo em meu ouvido: — Eles não sabem foder uma mulher como você, mas eu quero tanto, prometo que farei você gritar enquanto meto.

Ele estendeu a mão brincando com o botão de minha calça. Meu pulso batia em meus ouvidos e quando mais eu me debatia embaixo dele, mas me via amarrada e controlada por seus braços e pernas sobre mim. Inalei uma respiração profunda, expirando lentamente e de forma constante, me acalmando.

— Se você se manter quietinha deixo você curtir tanto quanto eu, ou posso apenas tomar o que quero. Que tal? — ele me encarava como um maníaco.

Concordo com um pequeno gesto, sentindo imediatamente o peso ceder sobre meus braços e pernas. Eu só precisava que ele continuasse acreditando nisso, para colocar minhas mãos no pequeno caco de espelho entre o colchão e a parede.

Mas então sua mão segurou meu cabelo, me fazendo gritar. — Não tente bancar a espertinha, já me alertaram sobre você. — Suas mãos apertaram meu pescoço, sufocando minha respiração. — Você pode chorar se quiser, muitas adoram, é só abrir as malditas pernas.

Me encolho, tateando o espaço em busca do caco de espelho, aproveitando enquanto ele se preocupava em abaixar minha calcinha, respiro aliviada quando meus dedos se fecham envolta do objeto, agradecendo até mesmo por sentir a dor ao furar a palma de minha mão.

Deixei um pequeno grito irromper de meu peito ao sentir o pau dele se esfregar contra mim. A onda de raiva encheu meus músculos e eu ataquei.

Firmei minhas costas puxando seu corpo para o lado, vendo-o despencar sobre o colchão, dois golpes, foram apenas dois golpes que consegui dar antes que ele voasse sobre mim. O primeiro foi um corte no lado direito do seu rosto, arrancando sua pele, rasgando uma linha direto de sua orelha até seu queixo e o outro um golpe torto em seu pescoço, vendo o líquido vinho derramando sob a pele dele.

— Sua puta. — gritou, acertando um tapa forte em meu rosto, o caco voou longe quando cai para trás, sangue escorria de meu nariz por meu rosto

e pescoço. — VOCÊ CORTOU MINHA CARA!

— Seu doente, filho da puta. — Reclamo tentando conter a torrente de sangue que saia de meu nariz.

O punho bateu contra meu rosto, me deixando tonta, turvando minha visão. O resto foi um misto de dor e confusão, em minha mente vi Netlen e mais alguém pegando os dois braços, puxando o verme imundo para longe de mim, perdendo-o contra a parede. Mas também senti alguém me agarrando, levando-me dali.

Jungkook 

KIRAN

— Não irá jantar, filho?

Czar estava com uma taça de vinho na mão, caminhando para fora da sala de jantar.

— Tenho um compromisso. — Digo.

Orrel aparece ao lado de meu pai, segurando um envelope entre os dedos, pelo visto tinham assinado o bendito acordo.

— Orrel trouxe notícias inquietantes hoje.

Mesmo os olhos de Czar colados em mim, desvio encarando meu primo.

Se esse merda, tiver dito algo, eu juro queficaria feliz em ser alimentada com o sangue dele.

— Que tipo de notícias?

— Como sabe fechamos um acordo com aquele imbecil do Sebastian, ele trouxe sua garota para nós. Pelo relato de Try, ela é uma verdadeira obra prima.

— Ainda não vejo problema nisso, se for por aquele verme, posso dar um jeito nisso, se assim deseja. — Retruco.

Czar sorri, mostrando o sorriso afiado de um comandante cruel do submundo. — Ele está sendo bem utilizado, o problema está sendo com a garota.

Aguardo que ele tome seu gole de vinho e retome com o assunto.

— Ela tem dado trabalho para nossos homens, sabe que eu sempre quis o melhor para nossa família, ainda mais para quem nos serve com tanta fidelidade.

— Darei um jeito na garota. — Respondo friamente.

Czar dá a volta na sala, sentando-se confortavelmente em sua poltrona, erguendo o queixo ao olhar para mim. — Espero mesmo que você cuide dela, tenho um homem nesse instante remendando o rosto e pescoço porque a suka decidiu retalhar meu homem com um caco de vidro.

Aquilo me surpreende, em todos esses anos, vi mulheres fortes enfrentando aqueles homens, mas nenhuma acabou chegando aos ouvidos de meu pai, quase todas desistiram depois de alguns dias aprisionada.

— Espero que seu último ato de compaixão com a filha daquele bastardo não seja um problema entranhado em suas veias, meu filho.

— O que você deseja? Se quer a morte dela, eu trago sua cabeça numa bandeja. É só pedir. — Resmungo armando a postura.

Czar sorri satisfeito, pelo visto estava gostando de minha raiva contida, mesmo que essa raiva não tivesse nada com seus negócios, isso era coisa

daquela erva venenosa que se embrenhou para dentro de minha mente, me fazendo questionar tudo...

— Matar não é necessário, por enquanto. Apenas faça entender como lidamos com mulheres como ela.

— Sim, senhor. — Digo virando em direção a porta.

— Antes de ir, filho. Quero que você vá com Orrel, estamos ajeitando as coisas para a operação de entrega das garotas, ficaria mais tranquilo se você acompanhasse seu primo.

Viro encarando os dois. — Onde será a entrega? Não acredito que seja um bom negócio nós arriscarmos atravessar o oceano com três garotas marcadas pela Interpol.

— Concordo com você, mas faremos a troca aqui mesmo, em nosso território. Por mais que o negócio tenha sido feito em família não vou arriscar perder meu melhor soldado.

— Isso poderia me ofender, titio. — Orrel retruca bebendo sua bebida, com os olhos cravados em Czar.

— As novas identidades e modificações já estão sendo realizadas por Martin, ele irá com você para verificar o pagamento.

— E meu chefe também mexeu alguns pequenos favores para que eu viaje tranquilamente de volta para casa.

Concordo com um pequeno gesto.

— Pode ir, vejo que está ansioso para sair. Aguardo você amanhã, pronto para os negócios.

***

Sabia que as probabilidades de encontrá-la ali seriam escassas, mas sabia do apreço que tinha por esse bar. Por isso escolho a mesa fora do foco das luzes, isso sempre foi meu rito, não chamar atenção era o primeiro passo se você deseja observar e não ser observado. Enquanto aquelas pessoas bebiam, rindo e totalmente descontraída, mal tinham noção que um cara qualquer estava sentado na pequena mesa alta no canto do bar, ganhando uma ampla visão de tudo que acontecia. Ali tinha a visão da porta principal, assim como o salão adjacente onde o barulho era maior.

Agora era aguardar.

Por um lado, a pequena espera de uma hora foi frustrante, ver tantos rostos femininos entrarem e saírem de meu campo de visão me deixava irritado. Por outro, analisar cada rosto me trouxe o dela... Não conseguia recordar o nome, mas eu já tinha sido apresentado a ela pela Adria, era a mulher de sorrisos fáceis, ela era solitária, do tipo que vinha para o bar em busca de alguém que fizesse suas pernas se abrirem, o que hoje não seria tão complicado pela gana que ela tomava sua bebida.

Saio do meu pequeno esconderijo atravessando a massa de corpos lentos, preferindo agir antes que a bebida faça isso primeiro. Puxo o homem que está prestes a sentar ao lado dela, tirando-o do meu caminho, tudo que precisei foi manter a cara séria para que ele desistisse rapidamente.

— Acho que te conheço. — Digo sorrindo, usando a cantada mais furadas dos homens.

Ela me encara, buscando algo na mente.

— Jungkook . — Respondo sua pergunta não pronunciada estendendo a mão para ela.

— Oh, claro. Amigo da Adria. — Diz sorridente.

— Isso mesmo, mas acho que sua amiga anda me evitando.

Ela toma um generoso gole sorrindo. — Adria é uma mulher durona.

— E tem que ser, pelo que aconteceu com o pai... é uma coisa horrível... Meu Deus, desculpe, estou sendo indelicado. — Digo com falso remorso.

Os olhos dela se arregalam minimamente, mas tiro minha confirmação dali. Lutter não estava mentindo, Adria era mesmo filha de um agente do FBI. O que mais aquela mulher me escondia.

— Ela contou? — Era um misto de pergunta com afirmação.

— Gosto muito dela, mas sinto que ao citar compromisso ela escapa por entre meus dedos. — Brinco.

— Mas ela vale apena. Posso ver em seus olhos.

— Desculpe, isso irá soar muito indelicado. Mas você sabe quando ela retorna para cidade? Pelo visto não foi hoje.

— Ah, eu não posso te ajudar, não sabia que ela tinha se afastado da cidade.

Analiso seus olhos, notando o tom de surpresa, ela realmente deveria estar no escuro quanto ao paradeiro de Adria e, se ela não contou para sua companheira de bar, significava que não eram tão amigas assim.

Adria mantém mais segredos do que Lutter conseguiu descobrir.

— Realmente ser assistente do senador deve ser esgotante. — Comento, pelo canto dos olhos vejo o sorriso sem graça que ela me lança. Talvez aí estaria mais uma das mentiras. Será mesmo que ela era assistente do senador?

— Mesmo assim, obrigado.

— Não quer beber algo comigo? Poderíamos ser companhia uma para o outro.

Esboço meu melhor sorriso, agradeço e vou embora. Ali não me traria as informações que eu precisava.

Novamente invado o apartamento dela, por incrível que pareça seu cheiro ainda está presente no ar, como se ela tivesse passado neste exato segundo. Porém, sei que isso não ocorreu, o apartamento continua do mesmo jeito, nada fora do lugar e nada para me dizer. Mas isto não impede que adentre o quarto, que mexa em gavetas ou que procure os segredos e o motivo do sumiço dela por todos os cantos.

Dirigir geralmente era uma pequena válvula de escape quando precisava aliviar as pressões do dia, mas hoje isso não me ajudaria, não importa o quão fundo pisasse no acelerador e quão rápido o carro me correspondesse. Hoje não funcionária.

Onde ela estava? Essa porra não saia de minha mente. Por que diabos seu apartamento foi limpo? E quem era Adria Hamer de verdade? Essas perguntas também não deveriam orbitar meus pensamentos, eu estava ali por um propósito, vivia simplesmente para executar o que fui criado e ensinado para fazer melhor que qualquer outro. Eu era basicamente o culpado de declarar muitas pessoas para o inferno. Então porque, depois de todos esses miseráveis anos eu estava pela primeira vez questionando tudo isso? Por causa de uma porra de uma foda?



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