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História Corrompidos ( Jungkook- BTS) - Capítulo 24


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Capítulo 24 - Tortura


Pam

— Você precisa comer. — Erika comenta pela segunda vez.

— Estou bem. — Minto.

Eu já estava começando a perder certas percepções das coisas, uma delas era os dias. Já não conseguia perceber se estávamos no meio do dia ou meio da tarde. O fato de não comer era um grande motivo, meu estômago não reclamava mais, a dor tinha se instalado em meu abdômen, assim como a grande fraqueza que tomava conta do meu corpo.

Erika chegou mais perto, dividindo sua comida. — Coma, não quero que morra por fome, se dividirmos eu não fico com fome e você recupera um pouco das forças.

Encaro seu rosto cheio de sardas e os olhos acolhedores. Desviar o olhar para a comida faz minha boca salivar, aquilo parecia uma lavagem, mas até mesmo essa comida duvidosa era melhor que nada.

— Obrigada. — Digo pegando um punhado, colocando-o na boca. A primeira vez que engoli fez arder minha garganta, mas não parei, continuei mastigando de maneira rápida e esfomeada.

Erika encarou a porta fechada, voltando seu olhar para mim. — Vai com calma, vai morrer entalada. — diz rindo.

Sorrio, mastigando melhor a comida.

O som da porta se abrindo com violência faz com que pulássemos no lugar, óbvio que assim que o capanga entra naquele cômodo que chamávamos de quarto avista Erika dividindo sua comida comigo. Ele caminha como um búfalo enlouquecido para cima dela, agarrando seus cabelos, dando tapas em seu rosto cada vez que abria a boca para dizer algo.

Ao contrário de mim, que largo tudo para voar em cima dele, atingindo-o onde era possível, nenhuma das outras sequer nos encaram e isso é errado.

Elas não lutam pela vida das outras, evitam se colocar em evidência pela própria sobrevivência naquele inferno.

— Chega, agora você vai ter o que merece. — Diz agarrando em meu cabelo, fazendo com que eu não me livrasse de suas mãos nojentas. — E você, vadiazinha, vai aprender como é ruim ficar na solitária.

Erika chorava baixinho, negando com a cabeça. — Por favor, por favor.

— Cale a boca. — Diz acertando um tapa no meio do rosto dela com a mão livre.

Ele nos arrasta para fora dali, fazendo o restante de comida voar longe, rapidamente outro capanga vem ao seu encontro, segurando Erika com os braços para trás.

— Leve essa daí para um passeiozinho na solitária, enquanto eu vou dar um jeito de mostrar bons modos para essa vadia. Já está na hora de alguém ensiná-la algo.

O outro concorda sumindo de vistas pelos corredores, fazendo meu pedido de desculpas para Erika ficar entalado na garganta juntamente com o remorso.

— Deixe-a em paz, eu sou a culpada. — Digo enquanto ele me arrasta pelo lado contrário que o outro levou Erika.

— Que nobre de sua parte, mas aqui não funciona assim. Se ela dividiu sua comida é tão culpada como você.

Passamos por uma sala, a porta estava aberta e o barulho de uma possível TV saia dali alguns homens nos encararam sorrindo e no meio deles Luigi. Aquele verme deveria estar me ajudando a mandar informações para o FBI. E não estar sorrindo no meio daqueles homens.

Entramos em um pequeno espaço aberto, ali parecia mais um galpão acoplado com o que quer fosse aquele inferno, do que os fundos de uma boate do centro da cidade.

O capanga coloca uma algema em meus punhos, amarrando a uma corda sobre minha cabeça. Afasta minhas pernas com um chute em cada pé que me faz ranger os dentes de ódio.

— Vou pegar uns brinquedinhos para colocar você na linha. E não adianta gritar pelo Lobo, pois o protetorzinho de você não está aqui.

Quando ele volta, uma pequena barra de ferro está em suas mãos, assim como trouxe plateia. Um deles sendo Luigi.

— É bom aprender como as coisas funcionam por aqui.

Não sei foi mais um dos avisos para mim ou se ele estava falando com Luigi.

— Aproveitamos que Try e Lobo não estão aqui, não teremos nenhum delator para o chefe. O que nos garante diversão. — Ele se vira encarando os comparsas, que sorriem concordando. — Porque se um falar, todos caem.

Ele se voltou para mim com a barra nas mãos e com força bateu em minha coxa direita. O estalo em meu osso foi audível para todos, o grito irrompeu minha garganta, correndo pelo espaço, fazendo aqueles homens sorrirem. — Se eu bater nos lugares certos vai causar bastante dor, mas não será suficiente para que morra, posso te deixar aqui durante os próximos dias, e nos revezarmos para surrar de novo.

Ele parou de falar, entregando a barra para Luigi e sorriu.

— Quer tentar?

Os olhos de Luigi encontram com os meus e mesmo que disfarce tenho receio do tamanho de rivalidade que ainda exista dentro dele por causa de nossa última operação. Ele dá alguns passos em minha direção, batendo a barra em uma das mãos, como uma mãe faz com o chinelo antes de castigar o filho.

— Não leve para o lado pessoal, colega. — Sussurra em meu ouvido, de forma que ninguém escute.

Viro o rosto, encarando-o com ódio.

Escuto o barulho da barra no ar antes mesmo de tocar meu braço, a dor é tão forte, que me faz remexer agoniada nas correntes. Luigi segura meu rosto, dando um beijo em minha bochecha.

— Você precisa avisá-los. — Sussurro quase engasgando de dor.

Seus olhos encontram os meus, ele confirma rapidamente antes de dar outro golpe em minha barriga.

Meu grito enche o local fazendo os homens ali presentes sorrirem, satisfeitos excitados por torturarem alguém.


Baker

Três meses, esse era o tempo que Adria estava infiltrada na organização.

E nenhum momento houve qualquer interação ou mensagem dela ou do agente Wenth.

— Atolado em papelada Stone?

— Pois é. — respondo com um sorriso.

Clain se senta na ponta da mesa me encarando. — Você também está achando estranho, posso ver em seu rosto.

Encosto na cadeira, deixando de lado o caso em minha frente.

— Nenhum recado?

— Não.

— Wenth também sumiu do mapa, ficamos esperando no ponto combinado, mas não apareceu. Informamos ao diretor.

— Alguma posição dele?

Pela simples desviada de olhar, sei que não. Se nosso diretor não estava vendo um erro ali, obviamente sabia de algo que não estava passando para nós.

— Posso esperar você aniquilar isso e quem sabe tomar uma cerveja, o que acha?

— Acho que deve ir para casa, quem sabe outro dia.

— Até mais, cara.

Faço um gesto com a mão vendo meu amigo sair do escritório. Olho em direção ao escritório do diretor, fecho o caso em minha frente, enfiando na gaveta.

Bato na porta e aguardo.

— Stone, pensei que todos tinham ido para o happy hour.

— Desculpe incomodá-lo, senhor.

— Entre, entre. Quer uma bebida? — diz dando a volta na mesa.

— Obrigado.

— Desembucha, agente. Posso ver fumaça saindo de sua cabeça. — diz entregando um copo.

— Temos algum relatório dos agentes, senhor?

Menfys coça o queixo e esse gesto não é algo bom.

— Até o momento o agente Wenth não compareceu aos dois últimos encontros, como sabe a agente Hamer não pode entrar em contato conosco, o que implica tudo para seu parceiro.

— Que no caso está fugindo de seu compromisso conosco? — retruco.

— Infelizmente sim. Enviei um agente para aguardá-lo em casa, de alguma maneira iremos encontrá-lo.

— Adria tinha suspeitas sobre o agente Wenth, tinha suspeitas que ele não levasse seu trabalho a sério.

— Stone, sei o caminho que está querendo ir, mas somos agentes, enfrentamos riscos, Wenth não seria diferente.

— Senhor...

— Está ficando tarde, porque não descansamos e retomamos o trabalho amanhã?

Concordo. — Sinto muito.

***

Entro no departamento, deixando minhas coisas sobre a mesa.

— Agente, Menfys está procurando você.

Como a porta do escritório está aberta, apenas bato antes de entrar. — Senhor.

Quando entrei, ele estava sentado atrás de sua mesa, seus braços estabelecidos na frente dele, a cabeça inclinada levemente para o lado.

— Entre e feche a porta, agente.

Faço como pede e ao me virar dou de cara com Wenth.

Me aproximo e me sento em uma das cadeiras na frente de sua mesa.

Olhando nos olhos de Wenth.

— O agente Wenth explicou sobre os motivos de nós deixar aguardando uma posição dele.

— Estava em uma festa? Curtindo umas férias? — retruco.

— Stone.

— Queria ver você aturar toda aquela merda.

— Agente Hamer, como ela está? Você deveria ter passado informações.

— Stone. — O diretor adverte.

Engulo em seco. Eu queria socar a cara desse imbecil, hoje consigo compactuar com todos os sentimentos de repulsa que Adria tinha por Luigi.

— Está tudo sob controle, ali não é uma colônia de férias, é preciso dançar conforme a música para não levantar suspeitas. A Penlin é apenas algo de fachada, eles se revezam entre galpões, tenho apenas consciência de um.

— Só isso? Foram três meses para dizer apenas essas merdas?

— Stone ou se acalme ou mandarei sair.

Inclino para trás em minha cadeira, cruzando os braços sobre o peito, e não recuando.

— Vamos lá. Dê seu relato, agente. — Rebato, encarando Wenth.

Wenth retribui meu olhar. E sei que por dentro ele quer realmente me mandar a merda.

— Os Rootns estão mais cautelosos depois que capturamos Rowsend, eles trocam diariamente de turnos, fazem o mesmo com as garotas, poucas pessoas têm acesso livre a elas.

— Agente Hamer está entre elas?

— Sim, só tivemos contato na semana passada, estava esperando eles saírem do meu pé para vir aqui. Ela tem sido um pé no saco deles, não tem facilitado em nada, o que faz com que tome correções deles.

Merda, Adria! Foi a primeira coisa que alertei para não fazer, ela é tão bocuda quanto seu pai.

O diretor suspira. — Algum indício que eles desconfiam de algo?

— Não, senhor. Está caminhando tudo perfeitamente.

— Hamer mandou algum relatório? — torna a questionar.

— A agente está bem, mas como disse, eles são cautelosos e um cara que a entregou para eles não tem muitos acessos logo de cara.

— Existe alguma forma de você se comunicar com a informante da agente Hamer? — pergunto.

— Posso ver.

— Tudo bem, agente. Marcarei o ponto de encontro e deixaremos no lugar de sempre.

— Perfeito. — diz se levantando. — Até, Stone.

Travo minha mandíbula encarando o diretor.

— Desembuche. — diz assim que a porta se fecha.

— Menfys, por Deus. O que esse palerma nos trouxe? Nada, não passou uma informação válida do caso, não passou onde estão localizados, como operam. Por Deus! — Digo levantando da cadeira. — Até um cão farejador seria mais eficaz.

— Acalme-se, Stone. Sei que o fato da filha do antigo parceiro estar no meio do furacão te deixe assim. Mas eles estão fazendo seus trabalhos. Não quero você metendo o nariz onde não é chamado e acabar colocando toda uma operação em risco.

— Não faria... — travo novamente a mandíbula.

— Agente Hamer é uma das melhores, se algo estivesse errado acredita mesmo que ela já não estaria aqui em pessoa?

Aceno com a cabeça.

— Mantenha o foco em sua missão. Sei que pegou o caso dos Olivaras, posso confiar que continuará fazendo seu trabalho?

— Sim, senhor.

Ele balança a cabeça. — Dispensado.


Notas Finais


Dem uma olhada na fic nova , acho q vcs vão gostar 💜

https://www.spiritfanfiction.com/historia/money--bts-blackpink-18507256


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