História Corrupted - Fillie - Capítulo 12


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Categorias Stranger Things
Tags Fillie, Stranger Things
Visualizações 647
Palavras 1.752
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capitulo adoidado, eu avisei. Tchau.

Capítulo 12 - Do Something About it


– A Millie sabe sobre isso? Você contou pra ela? – perguntei.

– Sobre o quê, Finn?

– Sobre o que você sabe, sobre o que houve no banheiro. – bati em minha própria testa. – Eu não acredito que você viu aquilo.

Sink riu, e sentou-se na calçada, e bateu no chão ao seu lado, me convidando a fazer o mesmo.

– Eu não vi nada. Você acha que eu fico espiando as pessoas transando nos banheiros das boates?

Como ela não tinha visto nada?

– Mas se você não viu, como...

– E por que você quer saber se contei o que sei para a Millie? – Sadie me interrompeu. – Ela estava lá, não estava? Por que eu contaria a ela uma história a qual ela é protagonista? Seria burrice.

Me permiti um suspiro de alivio. Se Sadie não abriu mesmo a boca, então Millie ainda não sabia de nada. Mas continuava me sentia nervoso.

Com Iris foi fácil me abrir por conta do cigarro que fumamos naquela noite. Mas eu nem tinha bebido o suficiente naquela noite para tocar nesse assunto outra vez, ainda mais com Sadie, que eu mal conhecia, e que de quebra era amiga de Millie.

Para o meu azar, ela notou algo estranho quando resolvi ficar em silêncio.

– Você está estranho, Finn. Não me chamou pra cama ainda, já é um avanço. – comentou ela, me fazendo rir. – Isso é por causa da garota de Hollywood?

– Como você sabe tanto sobre ela?

Já era a segunda vez que Sadie citava Iris, e eu tenho certeza absoluta que em nenhuma das vezes que estive com Apatow em Nova York, nós chegamos nos cruzar.

– Apenas me responda, Finn.

Suspirei longamente. Me irritava todo aquele interrogatório.

– Iris é uma grande amiga, foi o maior golpe de sorte que tive ultimamente. Se eu não enlouqueci até agora, é por causa dela.

E eu não menti. Iris foi a melhor coisa que me aconteceu após o meu divisor de águas, aquela maldita noite que corrompeu completamente minha relação com Millie. E era pensando nos conselhos dela que eu me mantinha firme, esperando aquela fase ruim passar.

Mas eu sabia que não era só isso. Eu não conseguia mais seguir a vida de antes. E o pior era que não sabia bem o porquê. Só sabia que não conseguiria voltar pra antiga rotina se ainda sentisse o que estava sentindo em relação à Millie.

E o que eu sentia consumia todas as minhas forças, anulava toda a minha disposição para continuar.

– Ela sente a sua falta. – Sadie voltou a dizer após passarmos uns minutos em silencio olhando a rua.

Soltei um riso forçado.

– Eu sei que sente, ela mesma me disse. – respondi. – Eu também sinto a falta dela. Mas pelo menos o namorado dela tem uma boate, ela não tem tempo para ficar triste. Isso me deixa um pouco mais tranquilo.

Dessa vez, quem riu foi Sadie.

– Você fala do Jack?

Estreitei o olhar quando me virei para ela, por que não vi o sentido daquele riso. Eu não havia contado nenhuma piada.

Em uma pergunta muda, quis saber qual era a graça. Ela apenas negou com a cabeça.

– Quando você vai perceber, Finn? – e levantou, fazendo sinal para um táxi que passava ali na frente.

Resolvi ir para casa também. Aquela noite já deu o que tinha que dar.

 

~

 

Senti meu rosto formigando, como se dedos passeassem por ali.

Abri meus olhos de repente, já que aquele contato havia me acordado, e dei de cara com Millie Bobby Brown na minha frente, deitada ao meu lado na cama, me encarando.

Ataque cardíaco, parte 5.

Saltei na cama assustado.

– O que faz aqui? Enlouqueceu?

Millie se divertiu com o meu espanto.

– Eu vim dormir aqui, não esperava te encontrar.

Como ela esperava não me encontrar ali no meu próprio quarto em plenas...? Olhei no relógio, eram 3 e pouco da manhã. Me recompus em meu edredom para responde-la:

– Bom, levando em consideração de que estamos no meu apartamento e que esse é o meu quarto, o que você diz não faz sentido.

Ela apenas sorriu, dando de ombros.

– Por que você não foi para a sua casa? – quis saber.

– Minha colega de quarto saiu de lá acompanhada, eu pensei que ela fosse querer o apartamento vazio essa noite.

Assenti, e voltei a fechar os olhos. Millie poderia dormir ali sempre que quisesse, e eu tanto queria que ela continuasse ali, que não quis mais a incomodar com perguntas bestas.

– Você não saiu de lá com a Sadie? – ela perguntou, quando viu que eu tentava dormir outra vez.

– Nós fomos conversar lá fora, mas não aconteceu nada demais. – não me dei o trabalho de abrir os olhos. – Eu estou indo tantas vezes para a boate gay, que as garotas não estão me interessando ultimamente.

Ouvi sua risada. E caralho, como eu sentia falta disso!

– Se quiser começar a jogar com garotos, eu posso ajudar. – brincou. – Jack conhece vários gatinhos que vão querer você.

– Um dia quem sabe, não é? – ri junto. – Mas sem jogos por enquanto, Mills.

– Ah sim, por que você está com a Iris agora.

Respirei fundo.

Lá vamos nós outra vez nesse assunto. Por que as mulheres naquela noite estavam insistindo nessa história de Iris ser minha namorada?

Agora sim meus olhos estavam bem abertos, para que ela não pensasse que eu estava mentindo.

– Quem te disse que estou com ela, Millie?

– Ninguém precisou me dizer, Finn. Você foi até Hollywood atrás dela. Você não faria isso por qualquer garota.

E era verdade. Eu não faria nem metade disso. Mas Millie não sabia nem metade dessa missa.

Não contive a vontade que senti de acaricia-la, e passeei meu polegar por suas maçãs do rosto. Millie sorriu com o meu toque.

– Nós não estamos juntos. – garanti. – Se estivéssemos, eu mesmo teria dito a você, você sabe disso.

Millie assentiu, e segurou minha mão em seu rosto junto à sua.

– Então por que você foi pra lá?

No meu ponto de vista, contar a verdade resolveria tudo. Contar a verdade poderia resolver tudo em qualquer ponto de vista. Mas eu aprendi naquele instante que não era desse jeito.

– Por que eu precisava de uma amiga. – respondi.

Millie manteve sua expressão neutra por um tempo, mas seu olhar partiria meu corpo em duas partes se pudesse.

Ela não disse mais nada. Apenas assentiu e sentou na cama, procurando calçar seus sapatos.

– Millie, o que foi?

– Nada, Finn.

– São 3 da manhã, Mills. Pra onde você vai?

– Eu vou embora daqui.

Millie levantou, e eu fiz o mesmo em seguida. Não permitiria que ela saísse daquele jeito, não com aquelas conclusões precipitadas, não em uma hora daquelas.

A interceptei antes que chegasse à porta.

– Me solta! Eu vou pra minha casa!

– Espera aí, Millie...

– Não. – ela me cortou.

Sem esconder sua irritação, Millie empurrou meu peito com força. Nunca tinha a visto irritada daquele jeito, irritada comigo.

– Não venha querer me explicar o obvio, não seja hipócrita. Por que ultimamente, é como se nós não soubéssemos mais o que é ficar juntos no mesmo lugar por muito tempo. – seu tom era grosseiro, mas seus olhos já estavam transbordando, e aquilo acabou comigo. – E mesmo sem conversarmos como antes, e nem sairmos juntos como sempre fizemos, eu continuo aqui por você. Mas pelo visto eu sou a única que continua querendo se manter por perto.

Como ela pode achar uma coisa dessas? Meu deus do céu, se ela soubesse que só tento me manter afastado por gostar tanto dela, me dando um espaço para que esse “gostar tanto” passe logo. Eu já não aguentava mais isso.

– Você sabe que não é desse jeito, Mills. Não fale mais isso.

– Eu falo por que é verdade. – contestou. – Você vai até Hollywood atrás de amigos agora? E eu sou o quê? Uma ninguém? Por que eu não sei mais nada da sua vida, não sei se você está com problemas, por que você prefere não contar mais comigo pra nada. Você não tinha o direito de se afastar desse jeito, Finn. Não depois de tudo. Divirta-se em Hollywood.

Ela se virou para tentar abrir a porta, mas a impedi segurando seus braços, encurralando-a contra a madeira. Millie não iria a lugar algum, não daquele jeito, entendendo tudo errado. Por que ela estava completamente errada. Eu não tinha o direito de me afastar dela, só fiz isso por que foi extremamente necessário.

Mas como falar a verdade para ela diante daqueles aqueles olhos úmidos por lagrimas recentes tão próximos aos meus? Lagrimas que eu causei. Eu tentei proteger Millie das pessoas más por tanto tempo, e no final, eu fui o cara mal que a fez chorar.

Tinha como alguém ser mais merda que eu? Não tinha.

– A escolha é sua, Finn. – sussurrou, me encarando firmemente. – Para tudo isso, a escolha foi sua. E você escolheu ficar longe de mim.

Não, eu não queria ficar longe dela. Soltei seus braços e levei minhas mãos até sua costa, trazendo-a até mim em um abraço. Ela não retribuiu.

– Não é verdade Mills. Eu quero ficar perto de você mais do que qualquer coisa nesse mundo. Nunca mais repita isso, por favor. – minha voz saiu mais rouca que o necessário, e eu sentia meus lábios roçando em seu nariz de tão próximos que estávamos.

Minha respiração estava pesada contra o rosto dela, que continuava me encarando abatida.

– Pois não parece. Você se afasta de mim a cada dia que passa.

– Mas não é por que eu quero, Millie. Não é como se eu estivesse gostando disso.

Ela não me perguntou motivos. Não fez questão de se aprofundar no por que de eu precisar me afastar dela. E até fui grato por isso, pois não conseguiria explicar aquilo nem se quisesse.

– Eu quero ir embora, Finn. – sussurrou, segurando a maçaneta atrás de si.

Tirei sua mão de lá. Aquela porta não seria aberta nem que nossa vida dependesse disso.

– Eu não vou te deixar ir. Você não pode sair daqui com essa ideia louca na cabeça de que eu quero ficar longe de você, por que eu não quero.

Millie levantou os olhos para mim, tentando tomar ali a certeza de que eu dizia a verdade.

– Se realmente não quer, faça algo a respeito. – ela disse.

Meus lábios estavam na altura dos seus olhos, e quando Millie concentrou seu olhar ali, foi a minha ruína. O meu controle se esvaiu.

Eu cometeria o mesmo erro outra vez. Nós cometeríamos. E nada nos impediria.

Mas a questão é: será que queríamos ser impedidos?


Notas Finais


Eu não falei que tava obvio?

Até a copa do mundo, beijos, Gol do Pelé.


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