História Corrupted - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso Sexual, Automutilação, Drama, Hentai, Homicidio, Psicopatia, Romance, Sexo, Suícidio, Vingança, Violência Doméstica
Visualizações 36
Palavras 615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Muito obrigada a todos que estão favoritando e comentando! Me faz muitíssimo feliz ver que estão gostando do meu livro. Obrigada mais uma vez! Um beijo e boa leitura ❤️

Capítulo 7 - VII


Meu coração está quebrado
Mas eu tenho um pouco de cola
Me ajude a inalar
E consertá-lo com você

(Dumb, Nirvana)


Os pedaços de frango desciam por minha garganta como se fossem estilhaços de vidro, sob o olhar enojado da mulher a minha frente. Mamãe comia em silêncio, engolindo o jantar com tanta pressa que eu duvidava que ela sentisse o gosto.

Edmund ainda não havia chegado do trabalho aquele dia e imaginei que estivesse bebendo em um boteco qualquer, como em toda sexta-feira fazia. O resultado nunca era um dos melhores.

-Mãe, eu…

-Cale a boca - ela murmurou, me interrompendo, e repetiu mais alto: - Cale a boca! Você não tem o direito de me chamar desse jeito. Você roubou meu marido! Eu o amava e você o roubou de mim, minha própria filha!

As lágrimas rapidamente transbordaram de seus olhos e ela se levantou, transtornada, largando os talheres sobre a mesa. Recuei alguns centímetros, observando a comida espalhada sobre a mesa. Engoli em seco, sentindo a mágoa pesar em meu peito.

-Você ama o homem que violenta sua filha noite pós noite e ainda a culpa por isso, como se ela quisesse isso. Que tipo de monstro é você?

Dei-lhe as costas, enquanto as lágrimas se formavam e ameaçavam cair. Tranquei-me em meu quarto, quase totalmente escuro, sem nenhuma lâmpada ou abajur. A luz do fim de tarde lançava um tom alaranjado sobre o assoalho de madeira, invadindo através da janela juntamente com uma brisa abafada.

Desencostei o corpo da porta, secando os olhos com o dorso das mãos enquanto suspiros trêmulos saíam por meus lábios. Dei alguns passos a caminho da janela, mas dois braços ao redor de minha cintura me impediram, erguendo-me do chão.

-Eu senti tanto a sua falta, Ash - disse aquela voz, abafada contra meu pescoço. Soltei-me de seus braços no mesmo instante, recuando alguns passos.

-Keiynan?! - exclamei, surpresa e brevemente contente, mas logo me lembrei do que poderia acontecer se descobrissem. Balancei a cabeça e desmanchei o pequeno sorriso que se formava, assumindo um semblante desesperado. - Você tem que ir embora… por favor. Não podem te ver aqui, de jeito nenhum!

-Por que, Ash? Que mal tem você me receber aqui?

-M-me desculpe, Keiy. Eu não queria ter que te ignorar todos esses dias, mas…

Minha respiração acelerou e eu me sentei ao chão, enterrando o rosto entre as mãos. Tentei não chorar, mas as lágrimas escorriam incessantes e fora de controle, derrubando toda aquela barreira que eu impus. Keiynan se sentou ao meu lado e deitou minha cabeça em seu peito, acariciando meu cabelo. Deixou que eu chorasse sem me interrogar e, somente quando meus soluços pararam e meus olhos incharam, eu reuni forças para explicar:

-Vivo em um campo de guerra dentro dessa casa. Minha família não é como uma normal, como a sua, passando longe disso... Meu pai me abandonou quando minha mãe engravidou e ela encontrou esse cara, meu padrasto... Acontece que ele sempre me viu como se eu fosse uma dívida, um fardo. E por isso, durante anos, ele espancou minha mãe e me maltratou… - sob o silêncio do garoto, respirei fundo e enterrei meu rosto mais afundo em seu peito. - Estou vivendo dia após dia, esperando que tudo acabe. Eu só queria sumir, por tempo indeterminado… e quando voltar, boom!

Simulei um revólver com os dedos, disparando-o ao lado de minha têmpora. Keiynan me apertou em seus braços, aparentemente sem saber como reagir.

-Ash, eu... - mas antes que pudesse concluir a frase, a porta ameaçou se abrir. Olhamos assustados para a maçaneta sendo sacudida, acompanhadas por batidas na porta trancada à chave. Do outro lado, a voz de Edmund soou, fazendo um calafrio subir pelo meu corpo.

-Você tem que se esconder.



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