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História Corte de laços e caos (Azriel) - Capítulo 44


Escrita por: Pand_dora

Notas do Autor


🌌✨
Eu odeio mistérios;
Sobretudo os que parecem quebra-cabeças que faltam peças.

Mas me diga amor,
Por que desejo desvendar cada ínfimo desejo teu;
E por que escolho sempre provocar tuas travessuras.

- Como o sopro do vento è ansioso pelo furacão;
Como uma maré alta espera ver um tsunami.
🌌✨

Capítulo 44 - Preciso de respostas.


Fanfic / Fanfiction Corte de laços e caos (Azriel) - Capítulo 44 - Preciso de respostas.

        ✶⊶⊷⊶⊷❍⊶⊷⊶⊷✶

- Nerezza conseguiu adiar o julgamento, não fosse por ela já teríamos sido sentenciados à morte- Asteria se jogou no sofá. 

- Vocês podem passear pela cidade enquanto isso- A garota de pele negra e cabelos curtos era só sorrisos olhando para a serafim, mas não escondia o desgosto olhando para nós, afinal, éramos intrusos. Com excessão de Mor, era a primeira vez que eu a tinha visto com aquela timidez.

- Bom, temos um dia todo pela frente- Asteria se deixou ser levantada pela dita Adeena. 

- Nós vinhemos aqui numa missão, não podemos nos dar o luxo de diversão- cruzei os braços.

- Então sua ideia é ficar o dia inteiro nessa sala olhando pela janela? 

- Planejando o que faremos quando voltarmos, se voltarmos. 

- Companheiro, suas veias quase estão saltando da testa- Cassian massageou meus ombros- Vamos só um pouco, voltamos cedo.

As ruas estavam lotadas, no final, perdi a discussão e quando dei por mim já estava no meio da pequena multidão de kaldoreis. O estilo de roupa deles era sem igual, haviam muitas jóias, muitas cores, muitas tinturas no rosto. Me vestiram com uma calça preta, não vestia blusa, no entanto, trajava uma longa capa branca que vinha com uma máscara. Asteria, tal qual todos nós, usava mais jóias do que o corpo suportava, havia uma tiara dourada no seu cabelo, mas era escondida pela capa vermelha que usava. No final, todos usávamos algo para esconder nosso rosto, com excessão de Cassian que decidiu ter apenas umas tintura marrom no seu rosto.

Haviam pessoas vendendo de tudo, mas o que surpreendia eram os animais. Havia dos mais interessantes aos mais esquisitos, dos gigantescos aos minúsculos. Música preenchia nossos ouvidos, e danças de rua das mais variadas contagiavam a capital.

Adeena puxou Asteria para o círculo de dança que se formava, que puxou Mor, e consequentemente Rhys, Feyre, Cassian e eu. Quando vimos estávamos perdidos tentando acompanhar aquela dança rústica, como uma quadrilha. Adeena rapidamente topou com Mor, e as duas faziam par. Cassian quase gritava do outro lado porque um marmanjo o tinha escolhido, eu estava com Feyre, que por acaso não tirava os olhos de Rhys que acompanhava Asteria. Os dois, porém, estavam sérios demais para aquela dança. A serafim olhava apenas para o chão, mesmo que seus pés aparentassem saber a dança de cor, e Rhys falava baixo, quase inaudível até para minhas sombras, sua testa estava enrugada. Em um único movimento Asteria virou e foi para o par seguinte. Eu deixei que Feyre fosse dançar com seu parceiro e fiquei observando o círculo movimentado à minha frente. 

A serafim se movimentava feito uma pluma, se a liberdade fosse uma pessoa, ela estaria bem ali, girando na minha frente. No meio dos rodopios nos encaramos, eu estava na beira daqueles abismos vermelhos, prestes a me jogar como um tolo. Mas então recuei, desviei o olhar, minhas sombras me sussurravam "tolo, tolo, tolo".

-Isso foi realmente cansativo, mas revigorante- Mor aceitou uma bebida de um estranho, pelo menos parecia deliciosa. 

- Elly- Adeena segurou a mão da amiga- A madre deseja te ver. 

-Muito bem. O que acham de conhecerem os krákens de areia?

Em um piscar de olhos estávamos no deserto escaldante, o calor estava escaldante, e até o suor quente parecia refrescar nossa pele. Era realmente rápida a travessia de uma ilha para outra, principalmente quando andávamos em cima de animais tão rápidos. Chamavam-se gárgulas de areia, eram altos e nada amistosos. 

- Esses são animais de desertos, certo?- Feyre alisava as escamas extremamente grossas do animal- Então porque são tão gelados? 

- Eles são ágeis, mas a mordida deles não é tão mordaz- A serafim tentava explicar- Resumindo, eles se fingem do mortos no meio do deserto, por isso o corpo se mantém frio. Os krákens acham que eles estão mortos então saem completamente da areia, esses fofuchos aqui atacam com a pele cascuda o olho dos krákens, depois a cabeça, e assim continua até ganhar a luta.

- O que são esses krákens?- Mor indagou.

- Vocês vão ver logo. 

- A pergunta certa é, como alguém pode morar nesse inferno?- Cassian enxugava o suor. 

O chão começou a mexer, a areia parecia movediça e tentáculos cor de barro surgiram do chão. 

- Krákens!- Adeena gritou. 

- Vamos para as encostas altas!- Asteria nos guiou nas costas do animal. Subimos uma espécie de montanha de areia e parecia que estávamos realmente perdidos. Estávamos no nada, e aparentemente havia nada ao nosso redor, além de areia, suor e calor.

- Como alguém viveria aqui?- Feyre parecia finalmente deixar as rugas da testa se soltarem.

- A madre não gosta de visitas. 

- Acho que isso deu para notar- Rhys estalava o pescoço. 

- Fica bem ali- Adeena apontou para baixo. Estávamos no alto de uma enorme duna, e a casa ficava na encosta. 

- Você trouxe Adee?- Asteria desceu do animal e entregou para cada um de nós uma espécie de trenó. Deslizamos pela areia como se fosse neve, a descida realmente refrescava nossa pele ardida do sol, e quando chegamos no chão ouvimos uma risada. A risada mais feia que meus ouvidos tiveram o desprazer de escutar. 

- Grande madre- A serafim e a kaldorei se ajoelharam no chão. 

- Estrangeiros!- A velha enrugada apontou para nós- Mim não saber tua língua. Mim querer que vá pra longe. 

- Madre, eles sabem nossa língua. São amigos- Asteria caminhava para pegar as mãos da anciã. 

- Ela é tão velha que parece que vai se desmontar- Cassian cochichou no meu ouvido. 

- Amigos certo?- A madre coçou o queixo enrrugado- Adeena dê uma nota.  

Adeena nos encarou bem - 4 de 10 madre- Mas então ela ficou unicamente em Mor, que em resposta deu um sorrisinho e no meio dos sorrisos corrigiu a resposta- 7 de 10. 

- Entrem então- A casa parecia um pequeno palácio, por fora todo se areia, mas por dentro uma residência normal, velha, lotada de velharias e cheia de raridades, mas normal. 

- Eu sabia! Eu sabia que você estava viva, flor do deserto- A anciã... Quero dizer, a senhora abraçou Asteria e se perdeu nos seus braços. 

- Graças a ele e a eles- A serafim apontou para o coração e em seguida para nós. Não pude evitar o meu arquear de sobrancelha, quem exatamente era ele? 

- Então vocês querem a cura para o veneno mortal- A fala veio acompanhada de uma risada traumatizante, que fazia um efeito sonoro equivalente à "hihhihi".

- Nós precisamos para ganhar a guerra- Rhys disse para a senhora. 

- Sabe por que eu odiava tanto Prynthian?- A senhora dispôs chá na mesa para nós- Era tudo guerra, guerra, guerra. Recebemos o dom da imortalidade, mas ficávamos nos matando como se a guerra tivesse um propósito além da morte. 

- É justamente para evitar as mortes que precisamos dessa cura- Rhys tentava por tudo barganhar aquilo. 

- Nós fugimos de vocês e de suas guerras sem sentido, não nos peçam para voltar a isso.

A velha suspirou mas voltou a falar.

- Você sabe o que faz de nós Kaldoreis garoto? Elly querida, pegue para mim a Flor de sangue.

Astéria se levantou e segundos depois voltou com uma rosa vermelha dentro de uma cúpula de vidro. 

- A habilidade de fazer promessas de sangue, e isto aqui- Ela abriu a cúpula e um aroma encheu o ambiente- Quando um kaldorei nasce, nós o ugimos no sangue. Então, quando está prestes a morrer está flor é a última esperança. É o sopro de vida para os que viram a morte, a fé dos desiludidos e a última esperança dos amantes.

- Então vocês plantam essas rosas? Só queremos a semente- Cassian finalmente mostrava o desespero diante da guerra. 

- Tolo!- A única coisa que ele recebeu foi uma bengalada na cabeça- Essa rosa é uma chance de vida para nós, cada um só tem uma, se uma pessoa não a usa enquanto está viva se torna um tesouro de família. 

- Nesse ritmo vamos perder a guerra- Feyre apertou as mãos até os nós dos dedos ficarem brancos. 

- hihhihihihhi- A risada grotesca estava aí, mas ela sequer deu bola para o comentário- Elly flor do deserto, você perdeu sua liberdade, mais três vezes, que proeza. Achou que eu não notaria? 

- Nunca duvidei da senhora madre. 

A velha assobiou e a casa inteira tremeu- Talluh ficou aqui comigo. 

Olhamos pela janela e vimos uma espécie de coruja enorme, que por acaso, usava uma espécie de armadura. 

Asteria foi correndo para fora, seguida pelos outros, que tinham entendido a conversa como encerrada. No fim, ficamos eu e a madre sozinhos na sala. 

- Talluh era a companheira fiel do pai dela. Que saudade Amenadiel deixou. 

- Eu tenho algumas perguntas. 

- A pessoa que não tem mais perguntas está morta e nem sabe- A madre se sentou na poltrona- apenas mande suas sombras pararem de se esconder.

           ✶⊶⊷⊶⊷❍⊶⊷⊶⊷✶


Notas Finais


✶O cap de hoje foi esse galeris, espero que tenham gostado. Logo logo posto mais 🧚‍♀️✨
✶Será isso mesmo? Finalmente vocês vão receber respostas nessa fic? Tô animada para libertar a Maria fifi que habita em mim 🤠
✶Será que Asteria sempre foi a vilã? Será que o mocinho vai dar o seu perdão? E será que o gostoso sarado, vulgo Cassian, vai contar ainda mais piadinhas? Tudo isso e muito mais, no próximo capítulo! ( essa vergonha eu precisava passar)


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