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História Corte de luz e sombras - Capítulo 17


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Notas do Autor


Oiii obrigada por ler mais um e

Capítulo 17 - Majestade


Fanfic / Fanfiction Corte de luz e sombras - Capítulo 17 - Majestade

                            Hyacinth

        Seu corpo pulsava de energia mas permanecia parado exatamente igual como a trinta minutos atrás, pois era a mente dela que ainda não havia sido despersuada daquele sonho, das perguntas mas acima de tudo da visão de teve de Azriel, o olhar dele a para ela era igual ao que teve quando se conheceram e eles sabiam que Lily e poderiam ser praticamente gêmeas se não fosse o tempo e a diferença de espécie?

     Ela os veria hoje e desejaria, não adoraria gritar exigindo deles respostas e explicações para omitir tal coisa dela, mas não era momento para isso ela sabia com as rainhas aqui tudo o que menos queria era algo que os distraísse ou pior tornasse o ambiente mais tenso, porque se havia algo que ela tinha certeza era que sua casa seria um mar de tensão.

     Lembrar de como se vestir e se aprontar foi fácil ela coloscopia uma de sua melhores roupas e fez um coque bem preso, sem a ajuda de nenhum criado. Não eles haviam sido novamente gentilmente dispensados pela irmã na noite anterior. Mas o que foi difícil era ter criado coragem de deixar a cômoda solidão de seu quarto para o ninho de cobras que sabia encontrar assim que piasse para fora.

     Sua irmã e companheiros chegaram pouco depois que Hyacinth e as irmãs me deixaram a mesa do café.  E assim ela se deparou com Rhysand e sua irmã que se vestiam com roupas extravagantes, ela estava linda. Mas não foi a única coisa que ela notou pois havia uma mulher alta e loira ao lado deles, a mulher que ela viu nos sonhos noite passada.

               

                               Morrigan

      Mor já estava doente da situação, que Hyacinth uma das irmãs mais novas de Feyre tinha uma semelhança sobrenatural com Lília sua amiga de longa data já falecida, mas quando a viu frente a frente conseguiu entender porque Azriel estava tão frustrado nas últimas semanas.

       E claro que em parte tinha haver com as tentativas falhas se se colocar e implantar a rede de espiões na corte mas se ela conhecia bem o mestre-espião ele devia estar em uma própria investigação. Ele devia estar usando tudo o que tinha a sua alçada para descobri mais sobre aquela menina e os resultados devem ter sido decepcionantes.

       

                                Hyacinth

      Nada fazia sentido na sua vida, ela não entendia como poderia ter conhecido ela, porém não era momento para isso não agora. Quando isso acabasse quando as rainhas fossem embora ela os colocaria contra a parede. 

     Então ela se obrigou a vestir uma máscara na conhecida, a máscara da ignorância e da ingenuidade.

      — É um prazer conhecê-la — disse Hyacinth se dirigindo a Mor — Feyre mencionou seu nome da última visita Morrigan certo ? 

         Ela assentiu e mostrou um sorriso caloroso.

          — Sim sou eu mesma, e você deve ser Hyacinth, ouvi muito sobre você.

           Depois de se apresentar a Morrigan , Hyacinth deu um forte abraço na irmã e cumprimentou Rhysand, noivo de Lília ? Será que se ela a conhecesse as coisas fariam mais sentido ? 

           Cassian estava do outro lado da sala já implicando com Nestha, Hya apenas sorrio para o guerreiro que não deixava de importunar sua irmã mais velha. E foi quando viu Azriel sendo acariciado pela própria escuridão que seu coração palpitou.— ela foi até ele — ser gentil e calma, eram estas as ordens silenciosas que repetia a si mesma milhares de vezes em seus pensamentos. Embora só quisesse jogar aqueles feéricos contra a parede e pergunta porque a sua semelhança com uma antiga amiga não foi se quer mencionada.

      

      Saberá mais tarde o porque....

      

       Confiar nos sonhos e sussurros era o que ela faria, não havia outra opção.

       — Oi — disse ela gentilmente a ele.

       Que respondeu com um outro “oi”, e então veio o silêncio o constrangedor silêncio, todos estavam nervosos agora, e essa emoção pulsava no ar, tão incomoda quanto parecia ser. 

         — Então....— Hyacinth precisava se distrair da tensão, desde que descobriu seus talentos ele pareciam só aumentar, então se dirigiu a Azriel a quem ela estava mais próxima — As rainhas chegam as 11h certo ? 

           Era quase 10:59

           — Sim exatamente — sua voz era roca, mas melodiosa e grave e de alguma forma aquelas palavras foram jogadas quase como um sussurro.

           As batidas do relógio sobre a lareira eram o único ruído. Quando ele terminou a última badalada, não , quando um vento soprou pela sala e cinco figuras surgiram, acompanhadas por dois guardas cada.

         Elas simplesmente apareceram do nada, a cada dia Hyacinth se surpreendia mais com a quantidade de coisas que tinham a capacidade de surpreendê-la.

       As rainhas mortais eram uma mistura de idade, cor, altura e temperamento. A mais velha, usando um vestido de lã bordado do mais profundo tom de azul, tinha pele marrom, os olhos inteligentes e frios, e não andava curvada, apesar das pesadas rugas que lhe sulcavam o rosto.

     As duas que pareciam de meia-idade eram opostos: uma negra, a outra clara; uma de rosto doce, outra esculpida em granito; uma sorrindo, e a outra franzindo a testa. Até mesmo usavam vestidos em preto e branco — e pareciam se mover como em pergunta e resposta uma à outra. Como será que seus reinos  seriam , que relações teriam. Se os anéis de prata combinando que cada uma usava as uniam de outras formas.

     E as duas rainhas mais jovens... Uma talvez fosse alguns anos mais velha que Feyre de cabelos e olhos pretos, uma esperteza cautelosa escorrendo de cada poro conforme ela os avaliava.

      E a última rainha, aquela que falou primeiro, era a mais bela — a única bela entre as rainhas. Aquelas eram mulheres que, apesar da elegância, não se importavam se eram jovens ou velhas, gordas ou magras, baixas ou altas. Essas coisas eram secundárias; essas coisas eram como cartas na manga.

   Mas a última, essa linda rainha, talvez não tivesse mais que 30 anos...

     Os cabelos selvagemente crespos eram tão dourados quanto os de Mor, e os olhos eram do mais puro âmbar. Até mesmo a pele marrom e coberta de sardas parecia salpicada de ouro. O corpo era firme nos locais em que ela provavelmente descobrira que os homens consideravam uma distração, suave onde mostrava graciosidade. Um leão em pele humana.

      — Saudações — falou Rhys, permanecendo imóvel conforme os guardas de rosto impassível das rainhas nos observavam, observavam o cômodo. Enquanto as rainhas  avaliavam tudo.

        A sala de estar era enorme o bastante para que um aceno de cabeça da rainha dourada levasse os guardas a se afastar para se posicionarem às paredes, às portas. As  irmãs humanas de Hya, silenciosas diante da janela da sacada, se moveram para o lado para abrir espaço.

       Rhys deu um passo adiante. Todas as rainhas inspiraram, como se estivessem se preparando. Os guardas, casualmente, talvez tolamente, levaram uma das mãos ao cabo das espadas longas — tão grandes e ruidosas.

      Rhys fez uma reverência com a cabeça, levemente, e disse às rainhas reunidas:

      — Somos gratos por terem aceitado nosso convite. — Ele ergueu uma sobrancelha. — Onde está a sexta?

         A rainha idosa, com o vestido azul pesado e exuberante, apenas respondeu:

        — Ela não está bem e não pôde fazer a viagem. — A rainha observou Feyre. — Você é a emissária.

         — Sim — respondi. — Sou Feyre.

           Um olhar súbito para Rhysand.

          — E você é o Grão-Senhor que nos escreveu uma carta tão interessante depois que as primeiras foram ignoradas.

            Rhys tinha mandado muitas cartas por minhas irmãs

àquela altura, com forem o tempo passou e as respostas das rainhas não vieram.

             — Eu sou — disse Rhysand, com um ínfimo aceno. — E esta é minha prima,

Morrigan.

       Mor caminhou até eles, o vestido carmesim fluía com um vento fantasma. A rainhadourada a olhou de cima a baixo, a cada passo de Mor, cada fôlego. Uma ameaça: por beleza e poder e domínio. Mor fez uma reverência. 

       — Faz muito tempo desde que conheço uma rainha mortal.

      A rainha vestida em preto levou a mão branca como a lua à altura do ventre.

       — Morrigan... a Morrigan da Guerra.

        Todos pararam, como se sentissem surpresa. E um pouco de espanto e medo.Mor fez outra reverência.

         — Por favor... sentem-se. — Ela indicou as cadeiras que tínhamos disposto a uma distância confortável umas das outras, todas bem separadas para que os guardas pudessem se colocar ao lado das rainhas, caso achassem necessário.

           Quase ao mesmo tempo, as rainhas se sentaram. Os guardas, no entanto, permaneceram nos postos em volta da sala.

           A rainha de cabelos dourados abaixou a volumosa saia e disse:

           — Presumo que estas sejam nossas anfitriãs. — Um olhar abrupto para as três outras humanas da sala.

       Nestha tinha enrijecido as costas, mas Elain fez uma reverência desajeitada, corando rosa-choque, já Hyacinth como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo manteve a postura e fez uma reverência perfeita quando falou com uma dicção perfeita.

       — Correto vossa majestade.

        — Minhas irmãs — esclareceu Feyre

        Olhos âmbar deslizaram ela. Até sua  coroa dourada. Depois, para a de Rhys.

        — Uma emissária usa uma coroa de ouro. Isso é tradição em Prythian?

        — Não — respondeu Rhys, em tom suave. — Mas ela fica tão bem em uma que não consigo resistir.

        A rainha dourada não sorriu quando ponderou:

       — Uma humana transformada em Grã-Feérica... e que agora está ao lado de um Grão-Feérico em lugar de honra. Interessante.

     Havia tensão no ambiente mas também avia um fio de coragem e rebeldia, o que fazia com certeza todos a se manterem de queixo erguido.

           A mais velha declarou para Rhys:

           — Tem uma hora de nosso tempo. Faça valer a pena.

           — Como conseguem atravessar? — perguntou Mor, sentada ao  lado. 

             A rainha dourada deu um sorriso — um sorriso breve, de deboche — e respondeu: 

             — É nosso segredo, e um dom que recebemos de seu povo.   

             — A guerra se aproxima. Chamamos vocês aqui para avisar... e para suplicar por  um favor.

               — Sabemos que a guerra se aproxima — revelou a mais velha, cuja voz soava como folhas quebrando. — Estamos nos preparando para ela há muitos anos.

                   Parecia que as três outras estavam posicionadas como observadoras enquanto a mais velha e a de cabelos dourados lideravam.

                 Feyre  falo, o mais calma e nitidamente possível:

                 — Os humanos neste território parecem alheios à ameaça maior. Não vimos sinais de preparação. 

                — Este território — explicou a dourada, friamente — é um fiapo de terra em comparação com a vastidão do continente. Não é de nosso interesse defendê-lo. Seria um desperdício de recursos.

                Hyacinth engoliu seco, como poderiam fazer tal coisa e as pessoas que lá viviam? Seriam reduzidas a pó.

                Rhys falou:

                — Certamente a perda de sequer uma vida inocente seria terrível.

               A rainha mais velha cruzou as mãos enrugadas no colo.

                — Sim. Perder uma vida é sempre um horror. Mas guerra é guerra. Se precisarmos sacrificar este minúsculo território para salvar a maioria, então faremos isso.

                Logo logo o sangue das meia luas cortadas com suas unhas na palma de suas mãos começaria a cair no chão. Ela queria gritar para aquela velha megera gritar o qual a sua ideia de “proteger” era distorcida. Mas ela não conseguiu segurar a língua.

                — Isso é ridículo — ela sentiu o silêncio pairando e todos a encarando — Como podem dizer na maior normalidade que simplesmente deixarão inocentes morrerem para “salvar a maioria”.

                 — Não ouse me responder assim criança — disse a velha rainha — você é muito jovem para entender o mundo.

                 — Tudo bem eu admito sou jovem, mas posso com toda certeza dizer que as terras que tanto almeja proteger não valem nada comparada a vida das pessoas. Uma nação é mais que o lugar é o povo e se eu tivesse o poder que vocês mostram ter usariam uso para salvar eles.

                  Ela pode sentir o espanto da sua rebeldia em todos da sala exceto de Azriel que parecia “orgulhoso ?”.

                   Feyre a completou quando disse:

                   — Há pessoas boas aqui.

                   A rainha dourada replicou em tom doce:

                  — Então, que os Grão-Feéricos de Prythian as defendam. Silêncio.

                    E foi Nestha que ciciou atrás deles:

                   — Temos criados aqui. Com famílias. Há crianças nestas terras. E quer nos deixar todos nas mãos dos feéricos?

                    O rosto da mais velha se suavizou.

                    — Não é uma escolha fácil, menina...

                    — É a escolha de covardes — disparou Nestha.

                     Feyre interrompeu antes que Nestha cavasse uma cova mais profunda.

                    — Apesar do tanto que seu tipo odeia o nosso... deixariam que os feéricos

defendessem seu povo?

                    — Não deveriam? — perguntou a dourada, jogando a cascata de cachos sobre um ombro quando inclinou a cabeça para o lado. — Não deveriam defender contra uma ameaça que eles mesmo criaram? — Um riso de escárnio. — Sangue feérico não deveria ser derramado pelos crimes deles ao longo dos anos?

                     — Nenhum dos lados é inocente — replicou Rhys, calmamente. — Mas podemos proteger aqueles que são. Juntos.

                     — Ah?! — exclamou a mais velha, e as rugas pareceram se enrijecer, se aprofundar. — O Grão-Senhor da Corte Noturna nos pede que nos juntemos a ele, para salvarmos vidas com ele. Para lutarmos por paz. E quanto às vidas que você tirou durante sua longa e terrível existência? E quanto ao Grão-Senhor que caminha com a escuridão ao encalço e destrói mentes conforme acha necessário? — Ela riu como um corvo. — Ouvimos falar de você, mesmo no continente, Rhysand. Ouvimos falar do que a Corte Noturna faz, do que fazem com seus inimigos. Paz? Para um macho que derrete mentes e tortura por diversão, não achei que conhecia a palavra.

                     — Não haja com superioridade vossa majestade — Hyacinth disparou aquilo sem pensar, mas soube que era o melhor pois se não tivesse Feyre esboçava uma raiva que provavelmente queimaria a casa — Como tem coragem de falar das vidas tiradas por eles, acha que só pelo fato de não ser você a empunhar a bainha da espada contra o povo que reside  neste território não a torna responsável por isso? 

                         As rainhas apenas olharam para a menina que tinha a ousadia de uma fera selvagem, talvez Hyacinth Archeron não passasse de uma mera tola, mas ela não se importava não com toda aquela raiva acumulada ela precisava soltar e as rainhas eram o melhor alvo.

                           Então ela viu algo jamais visto por seus olhos antes sua irmã suplicando:

                          — Se não enviar forças para defender seu povo, então, o artefato que requeremos...

                          — Nossa metade do Livro, criança — interrompeu a idosa —, não deixa nosso local sagrado. Não deixou aquelas paredes brancas desde o dia em que nos foi dada como parte do Tratado. Jamais deixará aquelas paredes, não enquanto enfrentarmos os terrores do norte.

                         — Por favor. — Foi tudo que ela disse.

                         Silêncio de novo.

                         — Por favor — repetiu a emissária humana, Feyre podia não ser mais humana mas seu coração permanecia o mesmo e Hya sabão o quanto a irmã era fiel a ele e que lutaria contra isso— Fui transformada nisto, em feérica, porque uma comandante de Hybern me matou.

                            — Durante cinquenta anos — insistiu— ela aterrorizou Prythian e, quando eu a derrotei, quando libertei o povo de Prythian, me matou. E, antes de fazer isso, testemunhei os horrores que ela liberou sobre humanos e feéricos. Um deles, apenas um deles foi capaz de causar tal destruição e sofrimento. Imagine o que um exército como ela seria capaz de fazer. E agora o rei deles planeja usar uma arma para destruir a muralha, para destruir todos vocês. A guerra será breve, e brutal. E vocês não vencerão. Nós não venceremos. Sobreviventes serão escravizados, e os filhos dos filhos deles serão escravos. Por favor... por favor, nos deem a outra metade do Livro.

                A rainha mais velha trocou um olhar com a dourada antes de dizer, gentilmente, em tom apaziguador:

               — Vocês são só jovem, crianças. Tem muito a aprender sobre o funcionamento do mundo...

                Hyacinth queria gritar; gritar e xingar aquela velha sem temer as consequências, mas foi Rhysand que se pôs a defender elas.

                — Não — cortou Rhys, com um tom baixo mortal — seja condescendente com ela. — A rainha mais velha, que não passava de uma criança para ele, para os séculos de existência de Rhysand, teve o bom senso de parecer nervosa ao ouvir aquele tom. Os olhos de Rhys estavam vítreos, o rosto, tão impiedoso quanto a voz, conforme ele continuou: — Não insulte Feyre  ou Hyacinth por falarem com o coração, com compaixão por aqueles que não podem se defender, quando você fala apenas por egoísmo e covardia.

                  A mais velha enrijeceu o corpo.

                 — Pelo bem maior...

                 — Muitas atrocidades — disse Rhys, rosnando — foram feitas em nome do bem maior.

      Hya se perguntou se havia algo em relação a Lily pois Azriel que se amontoa quieto olhou para ela.Mas a rainha disse, simplesmente:

                 — O Livro permanecerá conosco. Nós superaremos essa tempestade...

                 — Basta — interrompeu Mor.

                 Ela se levantou.

                 E Mor olhou cada uma daquelas rainhas nos olhos quando falou:

                 — Sou a Morrigan. Vocês me conhecem. Sabem o que sou. Sabem que meu dom é a verdade. Então, ouvirão minhas palavras agora e saberão que são verdadeiras... como suas ancestrais um dia souberam.

                   Nenhuma palavra.

                   — Acha que é uma simples coincidência que uma humana tenha sido transformada em imortal de novo, no exato momento em que nosso velho inimigo ressurge? Eu lutei ao lado de Miryam na Guerra, lutei ao seu lado conforme a ambição e a sede por sangue de Jurian o levaram à loucura, e os separaram. Levaram Jurian a torturar Clythia até a morte e, depois, a lutar com Amarantha até a própria morte. — Mor respirou fundo, e  Azriel se aproximou ao ouvir aquilo. Mas Mor continuou: — Marchei de volta à Terra Negra com Miryam para libertar os escravos que foram deixados naquelas areias em chamas, a escravidão da qual ela mesma escapara. Os escravos que Miryam prometera devolver à liberdade. Marchei com ela. Vi amigos e pessoas eu amava lutarem por sua liberdade. Junto à legião do príncipe Drakon. Miryam era minha amiga assim como Lília, como Feyre é agora. E suas ancestrais, aquelas rainhas que assinaram o Tratado... Eram minhas amigas também. E quando olho para vocês... — Mor exibiu os dentes. — Não vejo nada daquelas mulheres em vocês. Quando olho para vocês, sei que suas ancestrais teriam vergonha.

          Lília, ela existia, ela lutara na guerra pela humanizada e se Hyacinth bem entendeu o tom de voz de Morrigan ela estava morta. Morreu na guerra.

            “Vocês riem da ideia de paz? De que podemos tê-la entre nossos povos? — A voz de Mor falhou, e, de novo, Azriel subitamente se aproximou mais dela, embora seu rosto não revelasse nada. — Há uma ilha em uma parte tempestuosa e esquecida do mar. Uma ilha grande e exuberante, protegida do tempo e de olhos espiões. E, nessa ilha, Miryam e Drakon ainda vivem. Com seus filhos. Com os povos de ambos. Feéricos e humanos e mestiços. Lado a lado. Há quinhentos anos, têm prosperado naquela ilha, deixando que o mundo acredite que estão mortos...”

               — Mor — disse Rhys, fazendo uma reprimenda silenciosa.

               Paz, um lugar onde nossas raças pudessem existir em comunhão, parecia um sonho mas era um sonho lindo.

                A rainha dourada e a rainha idosa se entreolharam de novo.

Os olhos da idosa brilharam quando declarou:

              — Prove. Se não é o Grão-Senhor que os boatos alegam ser, nos dê um pingo de prova de que é o que diz: um macho de paz.

                 Rhys se levantou com um movimento fluido. As rainhas fizeram o mesmo. A voz era como uma noite sem lua quando Rhys falou:

                — Desejam prova? — Rhysand deu de ombros, o bordado prateado no casaco refletiu a luz do sol. — Vou obter provas para vocês. Aguardem notícias minhas, e voltem quando as convocarmos.

                — Não somos convocadas por ninguém, humanos ou feéricos — rebateu, rindo, a rainha dourada.

               Talvez fosse por isso que elas tivessem levado tanto tempo para responder. Para fazer algum jogo de poder.

               — Então, venham por vontade própria — disse Rhys, com um tom afiado o bastante para que os guardas das rainhas dessem um passo adiante. Cassian apenas sorriu para eles, e o mais sábio dos guardas imediatamente empalideceu.

                Rhys somente inclinou a cabeça ao acrescentar:

                — Talvez então você entenda o quanto o Livro é vital para os esforços de ambos.

                — Vamos considerar depois que tivermos sua prova. — A mais velha quase cuspiu a palavra. Alguma parte de mim me lembrou de que ela era velha, e real, e lhe arrancar aquela arrogância do rosto a tapas não nos ajudaria em nada. — Aquele livro é nosso para proteger há quinhentos anos. Não o entregaremos sem a devida consideração.

                 Os guardas se posicionaram ao lado das rainhas, como se as palavras tivessem sido algum sinal predeterminado. A rainha dourada deu um risinho para mim e disse:

                 — Boa sorte.

                 Então, elas se foram. A sala de estar ficou subitamente grande demais, silenciosa demais.

            E foi Elain — Elain — quem suspirou e murmurou: 

           — Tomara que todas elas queimem no inferno.

           Hyacinth riu quase roncando, com a fala da doce irmã.

           — Que os Deuses ouçam.

                                

                                Azriel 

          As rainhas eram inescrupulosas, e ele entendeu o porque era tão difícil se infiltrar em suas cortes, aquelas vacas.

         Mas quando ele ouviu Hyacinth enfrentar elas sem medo, ela tinha garra, era impetuosa e teimosa. E quando Morrigan mencionou o nome de Lília foi aí que a ficha caiu elas tinham tantas semelhança mas Lily estava morta, não era ela não importa o quanto fossem parecidas. Mas ele estava apaixonado pro ela sabia disso e o laço que sentia era muito similar com o que sentiu por Lília quando a viu pela primeira vez a 500 anos na época em que ainda era noiva de Rhysand.

       Tudo o que ele queria ela se aproximar dela, tocar aquelas pele macia, mas não era de sua natureza ser tão inconsequente. Mas ele faria alguma coisa ou sentia que podia morrer.


                             Hyacinth 

         Depois que as rainhas foram embora, todos se despediram rapidamente, havia decepção nos olhos de todos e depois disso tudo o que Hyacinth desejava fazer era se entrar em plena reclusão em seu quarto.

        E depois de ler algumas páginas de um romance que havia pegado emprestado com Nestha. Um bastante quente por sinal ela pegou no sono. O colar dado pelo suriel ficou com ela o dia inteiro, mas seu pingente passou o dia escondido atrás de seu vestido.

     

      — É um prazer conhecer finalmente vocês.

      — O prazer é nosso — disse Cassian beijando sua mão de forma cortes

      Azriel permanecia calado quieto, e ela não parava de tentar entende o que passava na cabeça daquele macho, que a encantava cada vez mais, só que muito provavelmente pelas suas habilidades sentir usas emoções era mais difícil que o normal.

              

                


Notas Finais


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