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História Corte de Medo e Esperança ACOTAR FANFIC - Capítulo 11


Escrita por: DaiseArc

Capítulo 11 - XI . My brothers


RHYSAND

No momento em que ela me mostrou os pesadelos que estava tendo, várias lembranças que eu havia enterrado no fundo da minha mente voltaram. Porém nenhuma delas me atormentou tanto quanto ver Skyla implorando pela minha vida, pedindo para ser ela no meu lugar. Consegui senti cada gota de medo e pavor que escapavam dela durante os sonhos. E um novo medo cresceu dentro de mim, que ela não tenha só herdado minhas características físicas e de personalidade, mais também o ato de se sacrificar em nome dos que ela se importa. Medo de que ela se entregue a Amarantha para proteger os demais.

Passei o resto da tarde no escritório remoendo cada lembrança da minha triste vida antes da Feyre e os últimos acontecimentos desde a volta dela, pela Mãe, como eu a odeio. Esperava ter aquela conversa, que tive de mais cedo com Skyla, assim que ela colocasse os pés em Velaris. Mas nada aconteceu do jeito que eu planejei, novidade. Ela apenas passou alguns minutos aqui e depois sumiu. Depois daquele encontro frio, Drakon contou que quase precisou arrasta-la até Velaris. Não podia culpa-la, eu a mandei para longe. Pensava que poderia esconde-la de Amarantha, estava errado. E a minha decisão custou muito para ela.

Eu iria protege-la. Não importava o custo que isso fosse requerer de mim. Tinha decidido isso assim que a vi naquela ponte a semanas atrás.

Estava tão perdido nos pensamentos que não vi os dois idiotas entrando dentro do escritório.

— Ele está vivo? — Cassian perguntava enquanto me encerrava, perto demais do meu rosto.

Coloquei a mão em seu rosto e o empurrei com força para trás. Ele caiu na poltrona. Do mesmo jeito que estava largado em minha cadeira, ergui o olhar e perguntei

— Vocês dois não deveriam estar em Velaris. O que querem?

— Nossa. Você está acabado. Parece que o peso da idade chega até mesmo para o Grão-Senhor mais poderoso de Prythian.

Lancei um olhar de raiva a ele. Az deu um belo de um tapa na nuca de Cass e o mandou ficar quieto. O general apenas revirou os olhos, mas para seu crédito permaneceu calado.

— O que houve Az?

Com o mesmo rosto sério de sempre, ele me entregou uma carta. Com o selo da Corte dos Pesadelos. Era de Keir.

Abrir a carta, li, amassei ela e joguei no lixo.

Nenhum dos dois disse nada. Até mesmo Cassian ficou calado.

— Ele não me convoca, eu o convoco.

— O que o desgraçado quer? — Esse tipo de falar era o motivo para eu nunca enviar Cassian para resolver questões burocráticas.

— Uma reunião para falar sobre guerra. — Esfreguei o rosto.

Keir se negou a nos ajudar desde que ela surgiu. Disse que estávamos manchando para a nossa própria morte. Soltei um suspiro impaciente.

— O cerco está se fechando. Acha que ele mudou de ideia sobre não lutar? A legião dele faria uma boa diferença. — Cassian perguntou, assumindo a postura de general.

— Acho difícil. Ele é orgulhoso demais para admitir um erro. Creio que veria Prythian cair e mesmo assim não voltaria com sua palavra. A não ser por um preço. Um preço muito alto ao qual não estou disposto a pagar.

— Skyla. — A voz de Azriel ecoou pelo cômodo.

Assenti. Silêncio se estendeu pela sala. Quando Keir soube sobre a primeira gravides da Feyre, ele me procurou e cobrou uma dívida antiga que tinha com o meu pai.

Os dois haviam feito uma aliança em que um dos primos de Mor se casaria com minha irmã. Ela foi vendida a ele desde quando foi concebida. Após o assassinato de minha irmã, essa aliança ficou no aguarde, até que outra filha da mesma linhagem de sangue de minha irmã surgisse. Skyla.

Quando soube da primeira gravides ele me contou sobre o acordo com meu pai. E se aquela criança fosse fêmea eu precisaria firmar novamente o acordo ou a magia iria cobrar um preço muito alto. Mas então veio os gêmeos, machos. Até anos e anos depois quando veio uma fêmea.

— Droga. — Cassian.

— Ele não sabe que ela está viva, e no momento iremos deixar assim. Ninguém fora nossa família deve saber sobre a verdadeira identidade de Skyla. Até o momento em que ela mesmo se declarar como minha filha, e até isso ela não pisará na Corte dos Pesadelos e nem se encontrará com Keir.- Uma ordem. - Irei achar alguma forma de barganhar com Keir, mas até lá, irei falar com Amren, ela já tentou a séculos atrás mas preciso que tente novamente, precisa haver algum jeito de quebrar essa aliança. Todos os acordos sempre tem brechas. Não venderei minha filha como se fosse uma égua reprodutora. Ela já nos odeia o suficiente, não quero dar mais motivos para alimentar essa raiva.

Pelo rosto de meus irmãos aquela aliança nunca aconteceria.

— Falando nela, miss simpatia. Quando começaremos o treinamento? Já faz duas semanas que ela está aqui e só vive escondida nos cantos da casa emburrada e sem falar com ninguém. — Cassian me importunava com isso desde que contei sobre querer treiná-la.

— Nunca o vi tão animado para treinar alguém. —

-Só quero saber como foi que uma garota de 18 anos conseguiu se tornar general.

Rir da cara dele e então contei o que tinha descoberto hoje mais cedo. O choque dos dois era algo espetacular.

— Ok, começamos esse treinamento amanhã.

Arqueie uma sobrancelha e fiz uma pergunta silenciosa a ele. Realmente nunca o vira tão animado para algo assim.

— Não podem me culpar, a garota tirou um general do poder apenas por pura birra. Não vou negar que estou ansioso para ver o estrago que ela faz com as espadas.

— Cuidado Cass , se você a irritar demais ela pode assumir sua posição nos exércitos do Rhys. — Az falou enquanto se sentava. Soltei uma gargalhada.

— Ela pode tentar.

Eu disse — Aposto na Skyla.

Az completou. — Eu também.

— Idiotas.

Estar com esses dois paspalhões sempre melhorava meu humor, e eu era grato por isso, por esse equilíbrio entre nós.

— Não amanhã, nem no outro dia, mas próxima semana começaremos o treinamento.

— Rhys, não querendo tocar na ferida, mas ela não vai ficar aqui para sempre. Pelo que vi naquele primeiro dia na ponte, na primeira oportunidade ela voltará para a ilha.

— Qual é a porra do seu problema? — Az revirou os olhos para o general. — Não pode falar que não quer tocar na ferida e depois fazer simplesmente o contrário idiota.

— É, eu sei. — Interrompi a breve discursão dos dois antes que Cassian desse a resposta que estava na ponta de sua língua. — Por mais que eu queira não posso obrigá-la. Só preciso arrumar um jeito de deixar aqueles curiosos e fofoqueiros da nossa família longe da Casa.

— Boa sorte, Rhysinho. — Soltei uma risada. Realmente afastá-los do treinamento seria algo quase impossível.

Um silêncio se instalou no cômodo. Até Cassian abrir a boca novamente.

— Rhys? — Olhei para meu irmão, ele estava hesitante. — O que vai fazer em relação a Alex?

Az se endireitou na poltrona.

— Sinceramente. Eu não sei. — Esse assunto martelava minha mente desde que descobrir sobre a existência dela.

Minha filha.

Minha primogênita.

— Nos anos Sob a Montanha em um período, ela me afastou um pouco, minha idas ao seu quarto eram mínimas, não lembro muito bem quanto tempo isso durou, por um momento eu pensei que ela estava se cansando de me torturar daquela forma, ou que estava planejando e não me queria por perto, creio que esse foi o período da gestação.

Bufei.

Eles continuaram em silêncio.

— Não senti o cheiro da criança, deveria estar encoberta por magia, mas mesmo assim... A culpa por ter a deixado sobre as garras de Amarantha está tirando meu sono a semanas... E eu não sei se isso foi uma benção ou não, pois se tivesse descoberto, eu não tenho ideia do que faria para retirar a criança da Montanha. — Passei minhas mãos pelos cabelos. — Certamente estaria morto, não teria conhecido a Feyre e nada do que aconteceu posteriormente teria acontecido. Ela ainda estaria no trono e vocês provavelmente mortos...

Eles me deixaram desabafar

— Ela não é a mãe dela, pode ser apenas a esperança tola de um pai que acabou de descobrir sobre um filho, mas há algo dentro de mim que diz que ela não é perversa como a mãe, que ela cresceu em um ambiente sem amor e carinho e que não tinha alternativa...

Parei para tentar organizar melhor as palavras

— Feyre e eu chegamos a uma conclusão, vamos tentar salvar, talvez haja o que salvar... Eu não vou desistir dela.

— Nós não vamos desistir dela. — Azriel.

Senti meus olhos arderem.

— Vi as lembranças de Miryam sobre a infância de Skyla, com Alex sempre por perto, não creio que aquela felicidade das memórias que vi seja apenas falsidade, há uma linha de salvação para ela, apenas precisamos achar o início da linha e depois puxá-la.

Eles concordaram.

Mudei de assunto, iria pensar naquilo depois... por enquanto tinha outro assunto importante também, a festa de 14 anos da minha sobrinha.

— Az, e a festa da Trix? Vai ser onde na Casa dos Ventos ou na do Rio?

— Não terá festa. — Ele declarou como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

Cassian e eu demos um pulo nas cadeiras e começamos a falar no mesmo tempo. Az apenas revirou os olhos e fez um gesto nos mandando calar a boca. E então disse

— Não terá festa pois esse não é o momento. — Ele nos observou com olhar severo. — A não ser que vocês tenham esquecido que estamos quase iniciando uma guerra?

Fizemos uma careta de raiva

— Não vamos deixar que isso afete a nossa felicidade. E haverá festa, sim. Falarei com Feyre , Lilith e Mor, elas têm dois dias para organizarem um festão. Não vou deixar de comemorar o aniversário da minha sobrinha só por causa de Amarantha.

Cassian concordou comigo. Az apenas revirou os olhos exclamando uma suplica ao Caldeirão.

 

SKYLA

Me revirei novamente na cama, a luz da lua entrando pelas portas de vidro que davam para a varanda e iluminando o quarto, o que tinha escutando naquela tarde...

Eu não ia consegui dormir de maneira alguma, minha mente estava a mil por horas, e não pretendia passar mais nenhum minuto sequer ali, precisava relaxar.

— Está acordado?

A resposta veio imediatamente. — Sim.

Não me demorei, acionei uma magia que me avisaria caso alguém entrasse em meu quarto, e atravessei diretamente para o seu quarto. Quando cheguei o encontrei sentado na cama, nu da cintura para cima.

— Dias confusos?

Bufei, uma mecha de cabelo que estava caída sobre meu rosto voou. — Meses confusos.

Ele se levantou e perguntou com um sorriso diabólico no rosto. — O que você quer Sky?

Um escudo de som desceu sob o quarto

Me aproximei. — Distração e diversão. Ele pareceu recuar um pouco. Indaguei. — O que foi?

— Se seu pai ou seus tios descobrirem isso... — Ele apontou para nós dois, estávamos tão próximos que respiravamos o mesmo ar. — Eu já posso me considerar um macho morto.

Uma risada de escárnio saiu de mim. — Por acaso está com medo deles?

— Você por acaso já viu o tamanho daqueles machos?

Revirei os olhos. — Estamos nessa a meses e se nem Drakon descobriu duvido que eles irão. — Pisquei um olho. — Eles não vão descobrir, acredite em mim. Eu sou uma boa mentirosa.

— É eu sei.

Ele deu de ombros e com um movimento rápido me jogou na cama, meu corpo quicou no colchão, fui subindo até o meio desse, com um pensamento minha roupas já haviam sumido.

Ele subiu na cama. — Distração e diversão? Que tal adicionar mais uma coisa nessa lista?

— O que você sugere?

Ele cobriu meu corpo com o seu, enganchei minhas pernas nas suas. Um sorriso predatório surgiu nos lábios de Cal. — Que tal prazer?

No momento em que seus dedos me penetraram, minhas costas de arquearam e um gemido baixinho escapou de mim. Ele reivindicou minha boca.

 

 

 



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