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História Corte de Medo e Esperança ACOTAR FANFIC - Capítulo 14


Escrita por: DaiseArc

Capítulo 14 - XIV . Is she that power ful?


SKYLA

 Como Cassian disse a horas atrás, enquanto ainda estávamos no escritório e ele tentava não estrangular Rhysand por ter concordado com o plano, esse era "um plano de merda". E depois de horas dentro daquela mata densa, estava começando a concordar com ele.

Depois da reunião de última hora, ajeitando os detalhes da "missão", Rhysand me levou até a biblioteca particular da família do Grão-Senhor, ela ficava dentro de uma montanha e era enorme, com infinitas fileiras de estantes de livros que desciam até um buraco sem fim, na base da montanha, algo me dizia que eu não iria descobrir o que havia ali no fundo. 

Rhys disse que eu não iria para essa "missão suicida", palavras do Mestre Espião não minhas, sem saber o máximo sobre o que iria enfrentar. Passamos horas lá embaixo, reunindo todo tipo de informação possível, mais tarde Feyre e os gêmeos chegaram e nos ajudaram. Como já esperado não havia nada nos livros e o pouco que tinha era muito vago. Em algum momento da leitura acabei caindo no sono. Acordei enquanto Rhysand me levava nos braços pelos corredores da Casa do Rio e me colocava em sua cama.

Estava dentro da floresta a horas e até agora nada. 

Ontem não houve ataque, a ilha pela manhã estava segura e sem nenhum desaparecimento, talvez... talvez eles não aparecessem hoje. 

Como prometido eles ficaram bem longes e fora de vista. A escuridão me cegava quase que totalmente, mesmo com a visão feérica eu não enxergava mais de cinco metros a minha frente. O céu estava praticamente vazio, apesar da lua cheia, havia poucas estrelas lá em cima. Uma vista totalmente deprimente e solitária quando comparada ao céu sempre estrelado de Velaris, o céu que eu passava as madrugadas admirando quando os pesadelos me aterrorizam e não consigo dormir novamente com receio de ver ela o matando mais uma vez. 

Minhas mãos começaram a tremer, as fechei com força ao lado do corpo, meu pé direito começou a bater no chão repetidas vezes e minha respiração ficou intercortada. A ansiedade começou a tomar conta de mim, senti uma gota de suor escorrendo pelas minhas costas. Estava começando a odiar aquele plano do fundo da minha alma e pensando seriamente se deveria ter escutado os berros de Cassian, Drakon e Órion dizendo que aquilo era loucura. Observei os arredores novamente, meu coração acelerou. 

Me levantei do tronco em que estava sentada. Isso era loucura. Comecei a observar por onde sairia dali. Estava escuro demais, silencioso demais. 

Parei.

Estava silencioso demais. Aquela floresta sempre fora barulhenta, mas agora não se ouvia nada, nenhum o canto de pássaros ou do vento balançando as árvores ou os animais noturnos andando livremente, a floresta era total silêncio. Na verdade, o som desse lugar tinha cessado a horas atrás e eu não percebi. 

Eles estavam aqui. Estavam me observando, a horas.

Puro pânico tomou conta de mim.

Quando abrir a boca para gritar por ajuda ou então para atravessar, uma mão fria me segurou por trás e unhas afiadas se afundaram em meu ombro direito. Uma voz antiga e brutal falou no meu ouvido

- Vai a algum lugar, general?

Não tive reação. Um cheiro de algo podre invadiu minhas narinas.

As garras dele perfuraram mais fundo minha pele e senti o sangue começar a escorrer do meu ombro, passando pelo braço e indo até o chão em uma quantidade absurda. Uma dor enorme se espalhou por todo meu braço direito. Trinquei o maxilar enquanto lágrimas escorriam pelos meus olhos.

Precisava sair daqui, tentei obrigar meu corpo a se mover, a tentar pegar a adaga escondida nas minhas costas ou na coxa, a fazer algum movimento que aprendi durante anos de treinamento com a equipe, e me libertar, porém meu corpo não obedecia aos comandos enviados pela minha mente. Eu estava paralisada de medo.

Medo por ter me lembrado. Eu havia lembrado, havia lembrado...

Uma voz riu dentro da escuridão, e uma segunda e terceira criatura saíram das sombras. Quando se aproximaram eu pude visualizar seus rosto, e pela Mãe eram as coisas mais terríveis que já vi em toda a minha vida. Com os corpos mais pretos que o ébano, como se consumissem toda a luz do ambiente, porém suas faces eram o pior de tudo. O rosto todo preto, com toda a bola do olho em vermelho sangue e uma boca com fileiras de dentes finos e afiados.

As criaturas sorriram para mim, o pânico se juntou com o medo morrer. Não era apenas uma criatura, mas sim três. Eu precisava sair dali agora mesmo ou então iria morrer. Aquilo tinha dado errado muito fácil. Antes de consegui tentar algo para escapar dali uma delas já estava com as garras fincadas em meu pescoço, senti o sangue subir pela minha garganta e o gosto metálico preenchendo minha boca.

A segunda criatura que segurava meu pescoço se aproximou tanto que eu conseguia ver pedaços de carne e pele agarrado em seus dentes, quando percebeu o meu pavor seu sorriso aumentou

- Estávamos em duvida se você realmente cairia na armadilha, mas parece que é tão burra quanto parece. - A primeira criatura que ainda esmagava meu ombro soltou um som estranho, como o de um engasgo misturado com risada maligna. - Nós vamos nos divertir muito vadia.

Não tive tempo de impedir o que aconteceu depois. A criatura que me segurava por trás quebrou meu ombro. Senti a primeira descarga de dor antes mesmo de ouvir o som do osso se quebrando. Um grito agudo saiu da minha boca.


 

CASSIAN

Aquele plano era a coisa mais bizarra que eu já tinha escutado, e olhando o meu histórico de mais de 600 anos fazendo merdas, nem eu mesmo me colocaria de isca para tentar pegar uma criatura mais antiga que Prythian e que ainda de bônus era canibal. Skyla, ou era muito corajosa ou muito burra, apostaria na primeira opção. Minha sobrinha ao que parecia tinha puxado as besteiras alto sacrificiais do pai, e pelas tetas da Mãe como aquilo me apavorava. Aquele plano poderia dá errado de muitas formas diferentes.

Skyla estava sozinha em uma floresta, servindo como isca para uma criatura antiga, terrível, canibal, que nunca deixava sobrevivente e que trabalhavam para Amarantha. Estava tentado a abrir a cabeça do meu irmão com um martelo e procurar onde é que ele havia enfiado a porcaria do juizo. Antes de sairmos dei a ele a opção de a trancamos em algum lugar e fazermos isso sem ela, a única resposta do idiota foi uma careta.

Já havia se passado horas desde que começamos a caçada.

Enquanto Az estava dissolvido nas sombras fiscalizando os movimentos da floresta, Rhysand e Drakon acabavam com qualquer ameaça que pudesse seguir Skyla. Eu junto com Luke, Adam e Alec vigiamos por cima, nas copas da árvores escondidos, já a equipe de Drakon estavam  espalhados nos limites da floresta.

Mais horas se passaram e nada, estava afiando uma de minhas adagas quando um grito de pura dor e terror, porém baixo devido a distância, se espalhou pela floresta.

Skyla.

Já estava em movimento. Disparei pela arvores, desviando delas e com o puro medo enchendo meu peito.

Tinha dado errado, ele estavam com ela.

Os três voavam atrás de mim, cheguei perto do lugar marcado onde ela estava, dobrei meu corpo em direção ao chão, pousei com tudo na clareira onde Skyla estava, ou melhor, onde ela deveria estar.

Rhysand e Drakon já estavam no lugar observando aos arredores. Meu irmão não demostrava reação nenhuma, conhecendo como eu o conhecia sabia que estava prestes a explodir de raiva por dentro. Ele já havia perdido a filha a 18 anos atrás e não iria deixá-la ser levada agora. Eu também não.

Az e os demais chegaram e a única coisa que encontraram foram, as adagas de Skyla largadas no chão, uma poça de sangue escarlate brilhando a luz da Lua Cheia e o cheiro de puro terror da fêmea. 

Az analisou a clareira, seu rosto empalideceu mais que o normal quando ele apontou para os três rastros na clareira.

Xinguei alto.

Tinha três rastros diferentes. Dois saindo de um lado e um do outro lado. Eles haviam encurralado ela. Não era apenas uma criatura, eram três delas. Por isso que nos ataques mais de uma fêmea sumia, eles se separavam, as pegavam e depois as matavam, mas hoje eles mudaram o modo de operar, os três haviam atacado Skyla de uma vez só.

Eles se separaram, dois para o lado leste e um para o lado oeste.

Drakon e Rhys já estava berrando ordens. Os quatros serafins junto com Alec, Adam e Luke iriam segui os rastros do que foi sozinho, e Drakon, Rhysand, Azriel e eu iriamos segui os outros dois.

Enquanto seguíamos o rastro das duas criatura adentramos mais ainda naquele lugar, a floresta era muito densa, mais do que eu esperava, então sobrevoar para tentar ver algo de cima não era uma opção. Juntei as minhas asas ao máximo, e as suspendi mais que o normal, Azriel e Drakon fizeram o mesmo, não podíamos correr o risco de as machucar com farpas ou algo do tipo, as asas eram muito sensíveis e se caso algo acontecesse com elas agora, iriamos atrapalhar mais do que ajudar.

Enquanto o tempo de busca se estendeu, eu continuava tentando proteger as minhas asas quando um pensamento me veio a mente, o que seria uma farpa comparado a dor que minha sobrinha sentiu quando teve as asas arrancadas? Nunca tive a oportunidade de conversar com ela sobre esse assunto, lembro da dor e sensação de quando machuquei a característica do povo illyriano dentro do palácio do rei de Hybern, a dor foi tão forte que mal me mantive acordado e não pude cumprir a promessa que tinha feito a Nestha de a proteger. 

Rhysand e Feyre nunca apareciam na frente da filha com as asas, apenas se fosse algo extemamente necessário, o que não aconteceu ate agora. Faziam isso para não lembrá-la do que lhe fora arrancado, e para confortá-la mostrando que ela poderia viver sem elas. A asas delas eram fixas, permanentes, assim como as dos gêmeos, cortesia da herança illyriana de Rhysand, perdê-las é com se ela tivesse perdido um membro do corpo, e para um illyriano a morte seria algo melhor. 

Não tivemos tempo de treiná-la ainda, e as conversas com os responsáveis por seu treinamento são sempre sobre guerra, nunca sobre a infância dela e a dominação dos poderes, então não sabemos se ela herdou todos os dons da mãe, os dons das sete cortes, e se herdou, por qual motivo ela ainda não havia usado a metamorfose e criado asas?


 

Depois de uma hora seguindo o rastro por terra, ele simplesmente sumiu. Pela densidade da floresta nosso ritmo foi diminuindo a cada passo, o que nos atrasou muito. Não trocamos uma palavra um com o outro desde que começamos a busca.

-Drakon, para onde agora? - A voz do Rhysand era puro comando. Pelas faixas de escuridão que dançavam ao redor de seu corpo, eu sabia que ele estava se controlando ao máximo para não liberar aquela escuridão que rugia dentro de si sobre toda a floresta, destruindo todo seu caminho até encontrar a fêmea, pois poderia acabar ferindo a filha. Se ela ainda estivesse viva. Afastei os pensamentos, ela estava viva, tinha que está, se não nem Feyre seria capaz de conter a fúria do parceiro.

Drakon observou a posição onde estávamos.

Ele apontou. - Ali a direita seguiremos uma trilha que acabará em um penhasco. - Ele olhou novamente a floresta.

- Por ali. - Ele disse apontando para o Leste. - Se seguimos por esse caminho, iremos para dentro de uma mata ainda mais densa do que essa que estamos, porém nessa área há cavernas gigantes e antigas. Ela pode estar lá.

Rhys assentiu e seguimos, com Drakon na frente guiando o resto do grupo. Estávamos atravessando essa parte da floresta quando o som fraco de um rugido de dor e fúria nos alcançou. Corremos em disparada, com as armas já nas mãos e destruindo qualquer coisa que ficasse em nosso caminho. Os sonhos e rugidos estavam cada vez mais perto. Até que por fim eles cessaram. Aumentamos o ritmo e Rhys disparou uma onda de poder que explodiu tudo que estivesse em sua frente, limpando nosso caminho. Por fim chegamos a entrada de uma das cavernas que Drakon mencionou e não acreditei na cena que vi.

Dois corpos de criaturas medonhas estavam destroçados e espalhados pelo chão, sangue negro por todos os lados, enquanto de pé no meio deles Skyla estava coberta de sangue vermelho e preto, com o ombro em um ângulo diferente e com cortes profundos na garganta, no corpo e rosto.
Ela segurava na mão esquerda a cabeça decapitada de uma das criaturas.

Ela se virou para nós. Pela sua postura a adrenalina já estava indo embora e o cansaço iria reivindicá-la a qualquer momento. Mesmo assim ela abriu um sorriso arrogante e disse

- Estão atrasados.

Azriel e Drakon observavam a cena com puro terror, eu não ficava muito atrás.

Ela tinha feito aquilo? Era tão poderosa assim?

- O que diabos aconteceu aq...

Ela não teve tempo de responder minha pergunta, pois logo quando comecei a falar, seus joelhos cederam, e antes que eles tocassem o chão, Rhys já estava lá para segurá-la.

Antes de apagar totalmente nos braços do pai ela falou baixinho

- Eu disse que sabia me defender.

Rhys soltou uma risada contida, deu um beijo no topo da cabeça da filha desacordada e murmurou baixinho.

- É, eu sei.  

 



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