História Corvos não choram - Capítulo 45


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Androginia, Depressão, Drama, Ravenblack, Yaoi
Visualizações 159
Palavras 2.968
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hello!

Gente, eu não morri tá e nem abandonei a história kkkk resolvi escrever os últimos capítulos antes de posta-los, já que não queria deixa-los ainda mais ansiosos e fazer com que esperassem ainda mais. Bem, nesse momento estou escrevendo os últimos dois capítulos, sendo que tem dois prontos ( tirando este) e que serão postados a medida que forem corrigidos. Vocês não tem ideia o quanto está sendo difícil terminar essa história </3

Espero que gostem do capítulo ^.^

Boa leitura!!

Capítulo 45 - Capítulo 43 - Hora de recomeçar


Fanfic / Fanfiction Corvos não choram - Capítulo 45 - Capítulo 43 - Hora de recomeçar

Os pés descalços tocaram a grama verdinha e muito bem aparada, enquanto o balanço rangia e se movimentava levemente para frente e para trás. O sol começava a surgir entres os telhados das casas, aquecendo não apenas os corpos dos dois quanto seus corações também.

Julie havia aparecido no quintal de Frank durante a madrugada, trazendo com sigo duas latinha de Pepsi — que a mesma dizia ser melhor do que Coca-Cola, causando certa discórdia entre eles, já que Frank achava o contrario — e alguns problemas que precisavam ser compartilhados com alguém. Frank não se importou em passar a madrugada ao lado da andrógina, ouvindo suas lamentações e aborrecimentos. Frank gostava de Julie, principalmente por ela ser tão diferente das garotas ao seu redor e isso a fazia ser única, especial. Porém, Julie tinha um problema quando o assunto era perdoar as pessoas e mesmo que estivesse sofrendo por causa da distância entre ela e o irmão, não deixava de ficar chateada pelo o ocorrido.

— Não entendo. Você estava indo visita-lo todos os dias quando ele estava em coma e agora que está melhor e acordado, você foge! — Frank disse, colocando seus pés descalços firmes na grama, parando o balanço completamente.

— Eu sei está bem — Julie suspirou, apertando seus dedos pela as correntes do balanço. — E que agora, vou ter que falar com ele e isso parece tão estranho entende? Edgar ama meu irmão e eu sei que não tenho chances, mas ainda dói...

— Mas Edgar não tem culpa assim como Peter. Eles não tinham menor ideia dos seus sentimentos e quer saber, você deveria perdoar eles e seguir em frente! — Frank levantou-se do balanço e colocou suas mãos em sua lombar. Havia ficado tempo demais sentado naquele balanço e agora sentia os ossos das suas costas doloridos. — Isso está machucando os três, está acabando com toda a amizade e amor entre vocês.

Julie fitou o amigo. Frank estava certo, precisava dizer um basta para aquela tensão entre os três, contudo, era tão difícil. Tudo o que Julie queria naquele momento era que tudo voltasse como antes. Queria tomar café com Edgar na varanda dos avós dele, escutando Johnny Cash e conversando sobre coisas simples da vida. Queria sentar com Peter na beira do lago, nos fundas da sua casa e ficar ali com ele, apenas conversando sobre cinema ou qualquer outra coisa, vendo o pôr do sol por trás das árvores e se sentir bem por simplesmente ter a companhia dele ao seu lado. Mas tudo aquilo parecia estranho, como se tivesse acontecido em uma realidade diferente da sua, em um verão distante daquele. Mas Julie sabia que não estava tudo perdido, ela só precisava de vinte segundos de coragem e de uma diminuição por hora daquela magoa em seu peito.

— Eu tenho que ir. — Julie disse de supetão, praticamente pulando do balanço.

— Pra onde? — Frank perguntou confuso, fitando a andrógena com a sua sobrancelha direita arqueada.

— Concertar algumas coisas. Sabe, vinte segundos.

Antes mesmo que Frank pudesse perguntar sobre o que diabos Julie estava querendo dizer com “vinte segundos” a garota começou a correr, passando pelo pequeno portão que separava a cerca da casa vizinha da do amigo e passando a seguir em direção ao centro. Precisava falar com Edgar, antes que toda aquela coragem repentina fosse embora tão rápido quando apareceu.

Frank apenas balançou levemente a cabeça para os lados, nunca séria capaz de adivinhar o que se passava na cabeça daquela garota. Pegou seus chinelos na grama e caminhou descalço até a sua casa, precisava de um café reforçado depois da madrugada que tivera.

(...)

Julie chegou muito cedo ao hospital, recebeu com muito mau gosto que as visitas aos pacientes iriam começar a serem liberadas, apenas às nove da manhã, sendo que ainda era sete e meia. Pelo menos, era podia comer alguma coisa na cantina do hospital e esperar por lá até que pudesse finalmente conversar com Edgar.

Seus dedos não paravam quietos sobre a mesa, onde, tinha uma xícara de café e algumas panquecas com mel demais para o seu gosto. Julie tinha medo de ficar tempo demais sentada ali e nesse período de esperava, acabasse perdendo a coragem. Por essa razão, ela resolveu passar tudo o que iria falar para o moreno a limpo, para que assim, pudesse ter noção do que iria dizer e para passar o tempo. Mas além de pensar no que falar, as lembranças do verão invadiram sua mente como um tsunami de momentos e sentimentos. Era como se os três messes anteriores, estivessem passando em sua frente como um filme.

Quando empurrou Edgar no lago, na primeira vez que se falaram Julie não podia imaginar que aquele garoto, que se parecia mais com uma garota, iria fazer aquela bagunça toda em sua vida e modifica-la daquele jeito espetacular.

Edgar não nunca a olhou com estranheza e por menos, pareceu se importar com as trajes masculinos e seus cabelos curtos. Pelo contrario, ele adorava cortar seus cabelos e sempre dizia que queria vê-la usando um terno. Edgar, mesmo que no começo parecesse sempre quere-la longe, acabava por se identificar com Julie e sua androginia, já que também se parecia muito com uma garota, mesmo que não se vestisse como tal, mas sim por causa da sua aparecia física e afeminada.

Se apaixonar por Edgar Weber foi tão natural quando respirar. Uma hora você acha fofo quando ele está com raiva de si e em outra, esta suspirando ao vê-lo sorrir. Julie ainda se via pensando naquele dia, quando o moreno cortou seu cabelo pela primeira vez; com seus cabelos escuros presos naquele coque bagunçado e tinha seus olhos, que brilhavam como duas estrelas no céu de aurora. Ainda tinhas os lábios avermelhados, que se moviam de forma graciosa toda vez que ele falava. Se Julie fechasse os olhos naquele momento, ainda podia ter um vislumbre daquele dia maravilhoso de verão e do gosto magnifico do bolo de cenoura que começou naquele dia. Se Julie tivesse o poder de voltar no tempo, ela voltaria várias e várias vezes naquela quarta-feira ensolarada e vivenciaria tudo outra vez, cada mínimo detalhe.

Ainda o amava — muito por sinal — mas precisava entender que nem sempre o amor é um mar de rosas, às vezes está mais para os espinhos e que às vezes, temos que deixar quem amamos ir. Dói, dói pra caramba, mas uma hora vai passar. Ver quem ama feliz, nos faz feliz também, mesmo que ela esteja ao lado de outra pessoa.

Uma lágrima solitária escorreu pela face pálida de Julie, enquanto a mesma tomava o primeiro gole do café que havia pedido. Seu coração doía em seu peito, enquanto um nó se formava em sua garganta. Ela precisava deixar Edgar ir e essa decisão foi a mais difícil que tomara na vida até então. Porém, Julie pensou em Peter e em como o irmão mudava quando falava sobre Edgar, como se ficasse iluminado apenas em pensar no moreno. Julie amava Edgar, que amava Peter, que por sua vez também amava Edgar, o que não deixava um lugar disponível para Julie a não ser de amiga e irmã. Ao pensar nisso, a andrógena acabou por sentir um aperto em seu coração. Tinha que aceitar, para seguir em frente.

         Quando finalmente deu nove da manhã, Julie voltou à recepção e pegou o crachá escrito visitante, passando a caminhar pelos corredores muito bem conhecidos por si, por causa das últimas semanas. Marie e Amélia não haviam chegado ainda, provavelmente estavam prestes a aparecer e Julie precisava ser rápida, não queria correr o risco de ser interrompida por ninguém.

Um suspirou escapuliu entre seus lábios, quando a andrógina parou em frente à porta de vidro do quarto onde Edgar se encontrava. Ela fechou os olhos com força e inspirou profundamente, soltando o ar lentamente em seguida.

— Vinte segundos. — Julie sussurrou para si mesmo, abrindo os olhos e abrindo a porta de uma vez.

Edgar estava sentado na cama, com o pulso enfaixado e vestido com a camisola do hospital. Seus cabelos cor de ébano estavam soltos, haviam crescido durante o verão e agora, formavam pequenos cachos soltos nas pontas. Ele tinha seu olhar na janela e estava com seus fones de ouvido, parecia perdido na musica que ouvia, tanto, que demorou em perceber a presença de Julie ali.

— Oi. — Edgar disse com um sorriso largo, enquanto tirava os fones. — Senti sua falta.

Você só tem vinte segundos Julie, vinte segundos. Julie parou em frente à cama, fitou Edgar em silêncio por alguns instantes. E antes que a coragem que ela estava juntando até agora, escapasse entre seus dedos, ela começou a falar.

Um, dois, três...

— Eu sei que meus sentimentos em relação a você, nunca vão ser correspondidos como os de Peter são.

Quatro, cinco, seis...

 “Mas sei também que não posso te deixar se sentir chateado e culpado, por minha causa. Eu briguei com vocês, mesmo que não tenha sido culpa de ninguém.”

Sete, oito, nove...

“Como podiam adivinhar não é mesmo, que estava apaixonada pelo mesmo garoto do que o meu irmão. Sinto que fui egoísta por não querer enxergar a verdade e mesma que ela doa, eu sei que tenho que supera-la.”

Dez, onze, doze...

“Eu só quero que você e Peter possam ser felizes”

Treze, quatorze, quinze...

E por essa razão que estou aqui, para te pedir desculpas Edgar e para dizer que, ainda podemos ser amigos se você quiser.”

Dezesseis, dezoito, dezenove...

“Ficarei bem, pode ter certeza disso. Só quero que as coisas voltem a ser como eram antes dessa tempestade toda.”

Vinte.

“Também senti sua falta, muita mesmo.”

Edgar ficou olhando para Julie em silêncio, absolvendo cada palavra que a ela havia acabado de falar. Um sorriso acabou por brotar em seus lábios avermelhados, estava sentindo saudades da sua andrógena tagarela.

— Ei, senta aqui. — Edgar deu um tapinha no espaço vazio ao seu lado, surpreendo a outra, que até então mordia o lábio inferior de puro nervosismo.

Julie caminhou até a cama e sentou-se no lugar que o moreno havia indicado, fitando-o em seguida.

— Fico impressionado como eles crescem rápido. — Edgar pegou uma mecha do cabelo da amiga, sorrindo com ternura.

— Tenho que cortar de novo. — Era tão estranho. Julie havia acabado de abrir seu coração para Edgar, pedindo desculpas e ele estava ali, mexendo no seu cabelo, como se nada tivesse acontecido.

— Tudo bem Julie, não precisa pedir desculpas, teria o mesmo tipo de reação se tivesse no seu lugar. — Edgar disse como se tivesse lido os pensamentos da andrógina — e é claro que podemos ser amigos! Eu só quero ver você e Peter bem de novo, como antes. Senti-me tão mal quando vi que estavam brigados por minha causa...

— Não foi culpa sua — Julie interrompeu — não foi culpa de ninguém.

Edgar deslizou seus dedos delicadamente pela face corada de Julie, com o mesmo sorriso termo de sempre. Foi impossível para Julie não sentir seu coração aperta-se em seu peito, ao se lembrar do motivo do moreno está ali, internado. Olhando para ele naquele momento, sorrindo e com aqueles olhos brilhantes, ela nunca imaginaria que Edgar é um suicida.

— Você não fez isso por causa dessa confusão toda... foi? — Julie indagou, olhando brevemente para o pulso enfaixado do moreno, antes de fita-lo nos olhos novamente. Começando a sentia-se culpada mais uma vez.

— Não. — Edgar desviou o olhar, sorrindo fracamente. — Já pensava nisso há muito tempo e iria fazer uma hora ou outra, mesmo que não tivesse acontecido isso.

— Entendi. — Julie engoliu em seco, relembrando alguns pequenos detalhes passados despercebidos por ela até então. Como os sorrisos forçados, as camisas de mangas longas em dias de calor, as mudanças de humor repentinas, a impressão de que Edgar sempre parecia cansado... Tudo aquilo veio em sua mente, em pequenos flashbacks e Julie se sentiu tão tola por não ter dado a devida atenção para aqueles sinais que Edgar sempre demostrou, desde quando se conheceram.

— Não vamos falar sobre isso agora. — Edgar se ajeitou na cama e pegou seu celular, junto com os fones de ouvido. — Encontrei umas músicas tão legais, estava as guardando para mostrar para você!

Julie pegou um dos fones, colocando-o no ouvido, escutando a música que Edgar a mostrava tão animado. Enquanto os dois escutavam aquelas musicas e conversavam sobre elas e sobre várias outras coisas, como se estivessem em outro lugar sem ser um quarto de hospital, Julie sentiu como se tudo tivesse em seu eixo novamente. Agora, ela só precisava ajeitar as coisas com irmão e Julie sabia que séria ainda mais difícil, porém, não impossível.

— Você vai ficar bem? — Julie perguntou ao moreno, antes de deixar o quarto. Edgar tinha mais visitas lá fora e ela não podia pegar todo o tempo só para si, mesmo que quisesse passar mais alguns minutos com o garoto, recuperando o tempo que ficaram longe um do outro.

— Vou ficar bem. — Edgar respondeu e parecia bastante sincero, contudo, Julie não deixou de sentir uma pontada de preocupação.

— É para ficar hein — a andrógena deixou um beijo em meio às sardas na testa do outro.

— Pode deixar — Edgar devolveu, enquanto a amiga caminhava até a porta. — Agora eu tenho uma coisa que desconhecia antes e anda me ajudando muito.

— E o que é isso? — Julie indagou, já com a porta aberta.

Esperança, agora eu tenho esperança Julie.

(...)

Peter puxou as mangas do seu suéter preto, juntando suas mãos em seu colo. Era final de tarde, o sol começava a desaparecer entres as árvores que rodeavam a lagoa e os grilos começavam a dar os primeiros sinais de vida, em sua sinfonia reconfortante.

Ele havia visitado Edgar mais cedo, os dois ficaram conversando por um bom tempo e Peter recebeu com alegria a notícia de que Edgar finalmente iria receber alta. Porém, tinha um lado ruim na saída do moreno do hospital, Edgar iria embora no domingo. Assim, Peter tinha apenas três dias para aproveitar ao lado do seu garoto, antes do mesmo voltar para Boston. Peter estava lutando para não ficar pensando muito nisso, queria aproveitar cada minuto ao lado de Edgar, contudo, era impossível não sentir-se triste apenas em pensar que seu namorado estaria longe de si por um tempo indeterminado.

Peter suspirou. Aquele verão havia mudado muita coisa, algo dentro de si estava diferente. Voltar para a casa todos os dias e conviver com seus pais e receber toda aquela carga de perfeccionismo que os mesmos esperavam do loiro o tempo inteiro e ainda por cima, fazer uma faculdade que não tinha menor vocação, parecia ainda mais pesado nos ombros de Peter do que antes. Estava sufocando-o e ele sentia que precisava fazer alguma coisa.

Antes do verão começar, Peter havia feito uma prova escondido para o curso de cinema em filial da sua faculdade em Washington; a instituição  estava a fim de trazer alunos de estados diferentes e assim promover uma interação entre os mesmo, havia sido distribuído provas para todos as  escolas e faculdades filiais espalhadas por Minnesota e outros estados. Peter havia feito a prova por fazer, não alimentava grandes esperanças e até mesmo, havia se esquecido disso. Podia até mesmo existir a possibilidade de nunca ser chamado para o curso, mas o loiro havia feito uma decisão enquanto voltava para casa, depois de visitar Edgar.

Havia decidido que iria deixar a faculdade de direito.

Não seria nada fácil, seus pais iriam surtar, mas Peter era maior de idade e precisava, tinha que seguir sua vida do jeito que achasse melhor. Ele não tinha menor ideia de como sua vida seria, depois daquilo, mas sentia que estava preparado para tudo.

         — Peter? — O loiro virou-se para trás, enquanto Julie, com as mãos dentro do moletom branco e usando a touca do mesmo, havia um sorriso forçado em seus lábios.

— Oi... — Peter sorriu de lado, enquanto acompanhava com o olhar a irmã aproxima-se de si e senta-se no banco de madeira ao seu lado.

Os dois ficaram em silêncio por alguns instantes, apenas observando os últimos resíduos do dia desaparecendo no céu, deixando lugar para mais uma noite começar.

— Hoje eu visitei Edgar. — Julie disse, cortando o silêncio.

— Estranho, ele não me contou — Peter devolveu um tanto surpreso, fitando a irmã.

— Nem vamos tentar entender, Edgar Weber é uma incógnita, nunca vamos descobrir o que se passar pela cabeça dele. — Tanto, que nunca imaginei que ele pensava em suicídio. Julie completou mentalmente, sentindo um aperto no coração.

— Talvez seja por isso que gostamos dele — Peter sorriu, desviando o olhar. Era tão estranho falar aquilo, ainda mais que “gostar” naquela frase significava “amar”.

— Verdade — Julie olhou para a água escura do lago, pensando em tudo o que havia dito para Edgar, antes de prosseguir — pedi desculpas para Edgar, finalmente percebi que não existe um culpado nessa história e que ficar nessa situação tensa, só vai acabar nos machucando ainda mais.

— Eu fico muito feliz por isso Julie — os olhos acinzentados brilharam — e tudo entre você e Edgar esteja bem de novo.

— Sim — Julie sorriu timidamente — e agora, é hora de resolver as coisas com você também. Acabei por falar muita coisa quando estava com raiva e queria te pedir desculpas por isso, sabe, não tinha menor ideia do peso de tudo o que eu estava falando.

— Estávamos todos chateados Julie, ainda mais você. E eu deveria ter te contado antes também, talvez evitasse muita coisa.

O silêncio instalou entre eles, porém, não era algo incomodo ou tenso, estava mais para absorverem tudo aquilo e que toda a magoa e ressentimento, morresse ali mesmo.

— Senti sua falta. — Foi tudo o que Peter disse, antes de receber um abraço apertado e significativo da irmã.

— Também senti a sua. — Julie devolveu, deixando algumas lágrimas escorrem por sua face e molhar o ombro do irmão.

E tudo voltou a fazer sentindo novamente, como sempre teve que ser.


Notas Finais


Bem, os próximos capítulos serão postados em breve ( e isso é sério hein) então, vão preparando os lencinhos hahahaha
A história tem uma playlist, quem quiser dar uma passadinha por lá: https://open.spotify.com/user/treesblack/playlist/0dq10CGrv4xaMeCKurgiIQ

E para a galera que acompanha Heaven e Sobre cigarro e libélulas: elas vão voltar a ser atualizadas tá, só estou terminando CNC, então, desistem delas não kkkk tem muita treta para acontecer em ambas ainda :-)

Espero de coração que tenham gostado :)

Beijos e até logo!!


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