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História Corvos x Reis - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oi gente, eu aqui de novo.
Tava meio sumida, mas voltei.
Esse cap novinho pra vocês, homenagem a todos as mensagens que eu recebi da galera que estava gostando da fic. Beijos pra vocês seus fofos.
Leiam as notas finais que tem uma surpresinha agradável.
Boa leitura

Capítulo 11 - Mestre Nekoma


Agora que estava livre do seu problema com os guardas, o assassino podia se concentrar em seu objetivo.

Continuou andando pelos telhados com os passos silenciosos. Sua sombra, parcialmente vista pela pouca luz lunar, era a única prova da sua existência.

A rua não era tão comprida, o que era um ponto positivo e negativo ao mesmo tempo. Por um lado as chances de completar a sua missão de forma rápida eram altas, mas por outro lado, se desse algo errado ele teria que dar um jeito de fazer tudo e ir embora antes que chegassem.

Finalmente reconheceu a fachada do laboratório dos Reis. Um dos lugares mais importantes para eles. Um lugar que existia a várias gerações e que em poucos minutos estaria acabado.

Era ali, com o disfarce de um restaurante tipicamente japonês, onde uma pequena parte do dinheiro dos Reis tinha origem. Onde suas famosas drogas, feitas por um dos mais brilhantes cientistas do país, eram produzidas.

Ukai havia produzido grandes feitos naquele lugar. Drogas como Anastásia, e Ukai e outras mais infames. O cara era um gênio. Suas criações rendiam um bom dinheiro e status para os Reis. Todo mundo no mercado negro vendias suas drogas a preço de diamante, pois sabiam o quanto eram raras e inacreditáveis de tão boas.

O assassino não era de fazer perguntas, dinheiro era dinheiro independente do serviço. Mas quando soube qual era sua missão não pode evitar. Ficou muito animado com a perspectiva de arruinar Tobio e os seus negócios.

O seu contratante era, no mínimo, peculiar. O homem havia se disfarçado bem, mas teria que tentar bem mais pra esconder algo dele. Então depois de incomodar bastante seu avô, a ponto do homem ameaçar socá-lo, o velho abrira o jogo com ele.

E que jogo! A mesma sensação gostosa na barriga que sentia no momento, sentiu ao saber.

Quantos morreriam até chegarem no Rei ? Como seria o som da morte de Tobio? Ele choraria ou iria rir na cara da morte?

Mais uma vez, a vontade avassaladora de rir e se deleitar foi reprimida no momento.

O assassino andou mais um pouco por entre as sombras até chegar no beco à direita do restaurante, a quase cinco metros acima de um guarda desatento. Silenciosamente, se jogou na direção do homem, suas roupas farfalhando atrás de si.

Caiu como um gato nas costas dele. O homem teve no máximo um segundo para um arfar abafado e surpreso com o peso do corpo sobre seu ombros, até que uma lâmina serrilhada cortou sua jugular em um golpe preciso e limpo.

Fora rápido e silencioso.

Ao cair no chão no mais suave dos impactos, graças às mãos fortes do assassino que o seguraram para evitar a denúncia de sua presença, o homem já estava morto.

Pronto. Era melhor matá-los quando já estava quase dentro da missão do que quando nem havia chegado a rua de armazéns.

Quase com carinho, arrastou o homem para o canto do beco e ajeitou a posição do corpo de modo a parecer sentado no chão, dormindo. Como havia recebido a mensagem com as instruções de como entrar no laboratório, tateou as vestes do morto até achar o que procurava.

O pequeno cartão era duro e frio mesmo contra as duas mãos enluvadas. Ele sabia que o restaurante era meramente ilustrativo. Foi em direção a pequena porta de metal no fim do beco, a verdadeira entrada do laboratório segundo suas fontes. Aquele porta era a única coisa que impedia sua missão.

Passo o cartão suavemente pelo dispositivo e meio segundo depois a luz verde de identificação acendeu e um vagaroso click foi ouvido quando a porta abriu sem nenhum outro ruído.

Aquele som poderia ter sido também o gatilho para que um pouco da insanidade que mantinha aprisionado dentro de si aparecesse em seus olhos cor de avelã. A loucura pelo que estava prestes a fazer. A possibilidade de queimar, de morrer naquele lugar em um redemoinho de chamas pareciam se refletir em seu corpo, pois se sentia prestes a entrar em combustão.

Suas mãos já estavam quentes, pareciam não sentir o tecido da luva, ou o vento suave que circulava por ali e agitava alguns fios de cabelo.

Com a respiração baixa e irregular, olhou uma última vez para a noite, em algum lugar a alguns metros a oeste. Para uma sombra que ele sabia abrigar alguém. Sorriu, mesmo que ele não conseguisse ver seu sorriso por conta da máscara, o assassino sabia que estava fervilhando de raiva.

Com esta última olhada, voltou-se para a frente e adentrou a escuridão, a porta fechando-se atrás de si em definitivo.

Estava dentro.

[..]

Ralfe estava desmaiado.

Suga havia ligado para os médicos pessoais dos reis enquanto John, um homem com os cabelos longos e expressão irritada, segurava o colega caído e monitorava sua pulsação. Em alguns momentos uma expressão surpresa surgia em seu rosto e ele franzia a testa com concentração.

O que diabos havia acontecido?

Suga passou as mãos pelos fios cinza-escuros, refletindo sobre a cena de minutos atrás.

Estava quase terminando a contagem dos convidados para a cerimônia em sua cabeça quando Ralfe, um dos garotos novos do grupo, subitamente ofegou e caiu ao chão.

Imediatamente sua atenção se voltou para ele e em seguida para os arredores. Mas depois de alguns segundos, Ralfe começou a convulsionar.

A cabeça loira batia no chão conforme seu corpo tremia. Na mesma hora Suga pegou o celular e digitou o número de um amigo da área hospitalar. Mesmo quando seus colegas xingavam assustados pelo estado do parceiro caído, ele não perdeu a calma.

Tsukishima dizia que essa era sua melhor qualidade: não se abalar diante das situações mais improváveis. Estava inclinado a concordar, gostava de se sentir no controle da situação, então sua cabeça fervilhava de ideias e aquela familiar sensação de leveza tomava conta de si.

Com rápidas e precisas palavras, explicou tudo ao amigo que ouvia atentamente. Ele não pediu detalhes: todos sabiam que quando Suga tinha que dizer algo importante, sempre dizia.

Ele havia desligado o celular e se permitido sair do posto para ir até o colega que agora parecia inconsciente. Segundo John, ainda estava vivo, mas desmaiado. Por enquanto.

Ralfe tinha alguma doença cardíaca? Isso não era possível. Suga sabia do histórico médico de todos da equipe. Por questões de segurança, sempre conferia os registros antes de se juntar a um novo esquadrão.

Aquele homem era saudável, era um militar. Sem históricos, nem da família. Então, o que havia acontecido?

Lançou um olhar e um leve aceno para os colegas que estavam mais perto, e imediatamente voltaram a vigiar o local. Talvez mais atentos do que antes.

Com muito cuidado, passou as mãos pelo rosto do homem. Estava febril, e a respiração era leve e ligeiramente ofegante contra os dedos sob sua boca. Sua testa estava suada e seu olhos se reviraram nas pálpebras, como se estivesse tendo um pesadelo.

Suga pegou-lhe o pulso e aproximou do nariz. Inspirou levemente e detectou o cheiro do ômega: pinho e coco, mas nada além disso. Nenhuma substância como álcool ou drogas.

Franzindo levemente o cenho, tocou o pescoço do homem. Sua intenção era verificar o ritmo da pulsação se continuava firme. Porém, seus dedos logo encontraram uma leve ondulação. Como uma picada de mosquito.

Sabia que essa percepção era algo haver com seu Alfa. Se tivesse sido durante o dia, poderia nem perceber, mas talvez fosse aquele instinto primitivo da sua espécie: alguns alfas eram mais fortes durante a noite. Se entregavam mais facilmente ao seu lado animal, o que nem sempre era algo bom, mas era instinto.

De qualquer forma, tocou aquela pequena imperfeição e percebeu os dedos levemente úmidos.

Farejou os dedos. Cheiro de ferro... e sal.

Sangue.

Antes que pudesse pensar no que aquilo significava, antes que pudesse consultar seu amigo novamente e lhe fazer as perguntas adequadas, houve uma grande explosão atrás de si, estrondosa e tão forte que ele literalmente cambaleou e xingou cruelmente.

Ao se virar, sentiu o estômago revirar.

O laboratório estava em chamas.

[...]

Nekoma Raijin semicerrou os olhos para o jovem moreno a sua frente.

Era alto, bem jovem, no máximo uns 24 anos, e muito bonito. Uma combinação perigosa. Principalmente para o trabalho que ele estava se candidatando.

Mesmo que ele tivesse sido indicado por Suga, o líder Nekoma não o confiaria a segurança de seu filho sem testá-lo.

Por isso, todos os setes homens indicados pelos seus de confiança foram submetidos por uma série de provações. O mestre Nekoma precisava de alguém inteligente, forte e principalmente obediente para cuidar do seu filho, e essas qualidades tinham que ser testadas.

Desde tiro ao alvo, até luta corpo a corpo. Um a um, no final, todos se viram de frente para o mestre Nekoma. Seria ele quem decidiria no final, independente de quem tivesse sido melhor nas tarefas.

Havia assuntos a tratar em uma reunião com o chefe dos seguranças em relação ao baile de máscaras em homenagem a coroação do futuro Rei do clã dos Reis. Sua esposa, Vilian, estaria acompanhada do seu filho caçula, Kenji, que com apenas três anos precisava de o dobro de guardas. Muitos poderiam pegar seu pequeno tesouro e usar sua segurança como chantagem. Ele não podia permitir isso.

Isso sem falar da sua filha mais velha, Kiyoko, que apesar dos anos treinando na ilha dos Nekoma, o que rendeu a ela força e agilidade, também precisava ser acompanhada e protegida. Em breve ela estaria casada, e muitos poderiam querer lhe causar mal.

Definitivamente sua família estaria acompanhados de segurança durante toda a passagem por aquele baile. O mestre Nekoma Ranji era um guerreiro, assim como seu pai lhe ensinou a ser, e seu avô ensinou a seu pai, e assim por diante. De gerações a gerações todos forem ensinados nas diversas artes marciais, médicas e políticas.

Mas algo deve ter mudado quando conheceu sua Vilian, seu estômago se revirava com a ideia de sua esposa, ou um dos seus filhos, seus preciosos tesouros, em perigo. A simples hipótese de alguém desejando seu mal era imperdoável.

O que levava tudo a uma incógnita.

Kemma.

Seu filho do meio. Tão jovem e tão teimoso.

Com dezenove anos, (apenas três anos mais novo que Kiyoko!) esse menino poderia muito bem ser o motivo de um infarto no mestre Nekoma.

Não importa quais os meios usasse para restringi-lo, quaisquer proibições ou castigos. Ele quase sempre dava um jeito de fugir dos seguranças contratados para vigiá-lo.

Quando fugia, voltava tarde para casa, e em algumas vezes com machucados pelo corpo inteiro. Nunca apresentava um olhar de culpa ou vergonha. Apenas o mesmo olhar desinteressado de sempre.

Mesmo quando Ranji tentava falar com o filho, ele dava um jeito de se esquivar.

Nos jantares, era fácil ver quando ele estava bravo com alguma proibição dos pais. Ficava jogando no celular e ignorava todo mundo até que a mãe o importunava sem parar para comer.

O mestre Nekoma precisava de alguém realmente forte desta vez para protegê-lo. Protegê-lo e cuidar dele. Por isso aqueles homens.

Havia recebido algumas cartas perturbadoras e isso fez com que seu coração se enchesse de medo. Uma sensação que havia sentido poucas vezes na vida até ser marido e pai.

— Qual o seu nome? — Perguntou Ranji para jovem em sua frente. Estava sentado na extremidade da grande mesa do salão de treinos. Os outros candidatos, que já haviam se apresentado ao mestre, ficaram vários passos atrás no salão em silêncio respeitoso. Quando o mestre falava, os outros apenas ouviam.

— Tetsurõ Kuroo, mestre Nekoma — O jovem se curvou em resposta. Um sorrisinho de canto surgindo. Seus olhos eram estranhamente intuitivo e energéticos, negros como a noite, semelhante à coloração de seu cabelo. Como se estivesse rindo de uma piada que apenas ele conhecia.

Ranji achou que ele era estranhamente oposto ao seu filho.

— Vi que você era habilidoso, Kuroo, mas dentro da média. Porque acha que eu devo tê-lo cuidando do meu filho?

— Senhor, com humildade lhe peço que ofereça essa honra à mim. Posso não ser o mais talentoso dos seus homens, mas sou o melhor médico da região. Sei que seu filho é jovem e sua saúde é algo que o senhor preza muito. Cuidarei dos seus machucados e suas outras necessidades. Vou protegê-lo com toda a minha força e um pouco mais. — Seus olhos escuros brilharam com algo que o mestre Nekoma não pode identificar e ele falou mais baixo. — Apenas eu posso cuidar dele como ele merece.

Kuroo era um alfa, assim como Ranji e toda a família Nekoma. Até Kenji, tinha o cheiro forte e característico de um alfinha. Por isso, de seu instinto, o mestre pode perceber que aquela última frase soou ligeiramente possessiva.

Ele arqueou uma sobrancelha pra isso. Alguns dos homens atrás se remexeram, uns desconfortáveis ou furiosos diante da ousadia.

O jovem corou ligeiramente com a afirmação arrogante. Um leve rubor na pele incrivelmente pálida, mas seus olhos estavam firmes.

— Médico, é?... interessante. Você sem dúvida seria útil. Sabe que meu filho é um alfa, certo?

— Sim, senhor.

— Então tem alguma ideia da natureza... teimosa dele. — Isso era um eufemismo.

Kuroo sorriu.

Todos eles, sem exceção, desviavam o olhar quando falavam com o mestre. Ninguém tinha a coragem de alguma resposta atrevida, ou um tom diferente do respeitoso, quem dirá sorrir daquele jeito.

Aqueles tolos não tinham a menor chance com o espírito difícil de Nekoma Kemma.

De repente o mestre se viu na vontade de sorrir de volta. Mas pigarreou e recompôs, lançando-lhe um olhar calculista.

Depois de alguns segundos em que avaliava as chances daquilo dar muito errado, ele inclinou a cabeça levemente para a direita e falou alto e claro pelo salão.

— Muito bem, meu jovem. O emprego é seu — Houve algumas tossidas incrédulas pelo salão, mas Kuroo expirou fundo triunfante. O mestre Nekoma apenas levantou-se, ao que todos no salão se moveram em sincronia. — Bom sorte pra você — E então mais baixo: — vai precisar.

E se retirou para seus aposentos.

 


Notas Finais


Novidade galera: a um tempo atrás eu recebi uma mensagem de uma pessoa muito especial que disse que fez um desenho sobre como via o nosso Lider dos Corvos, nosso Hinatinha.
É uma arte incrivel pessoal, vou deixar o link aqui pra vocês darem uma olhada. Ela tem outras no perfil dela, mas vou colocar o link dessa porque é descoladdísimo.
Se puderem dar uma olhada, elogiem ela como ela merece. (que nem eu fiz)
https://www.instagram.com/p/B_8QmfZnYeX/?utm_source=ig_web_copy_link


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