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História Cotton Candy - Capítulo 11


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Notas do Autor


Depois de meses, eu estou de volta. Peço desculpas pela ausência, mas a faculdade não perdoa.
Espero que gostem desse capítulo e não esqueçam de compartilhar com os amigos e tudo mais...
Boa leitura

Capítulo 11 - Drogas


Pov Rafael:

Túlio saiu rapidamente da sala e logo eu fui atrás dele. Ele descia as escadas com raiva e mais uma vez pude ver que ele estava indo para o jardim da escola. Um funcionário parou ele e disse que ele infelizmente não podia ficar ali, pois eles estavam realizando algum tipo de serviço. Vi Miranda indo atrás de Kiara no estacionamento que ficava do lado oposto ao da quadra, que era pra onde Túlio estava indo agora.

Túlio entrou na quadra e seguiu para o vestiário e logo pude escutar a porta que ele bateu com muita força. Eu me aproximei da porta e simplesmente travei antes de abrir; respirei fundo e abri a porta

- Cara, sai daqui! – ele dizia olhando pra mim pelo espelho.
- Túlio, me desc...- ele me interrompeu.
- Rafael, eu não ligo pra porcaria da sua opinião, eu só não vou permitir que ela seja dada perto de mim. – Ele se virou olhando para mim. – Eu não quero brigar com você, não aqui! – ele dizia indo pra perto da porta e querendo sair, mas sendo impedido por minha mão que segurava seu braço.
- Me desculpa Túlio. Eu não sei porque eu disse aquilo, mas eu tô muito arrependido. Você me comparou com o Henrique e eu fiquei meio irritado, mas só quero que me desculpe. Eu ainda não sei lidar muito bem com esse tipo de coisa, mas eu juro que eu vou aprender. – eu disse aquilo rápido e quase sem respirar; a verdade é que eu estava meio nervoso. Agora eu entendia como as coisas eram intensas com o Túlio, e de repente a relação que ele tinha com os outros começou a fazer sentido.

Túlio me mostrou o porque das pessoas gostarem tanto de estar perto dele. Ele tinha uma força eletrizante, quase como um furacão, mas ao mesmo tempo ele conseguia se mostrar calmo. 

Túlio ainda me olhava sem se quer pronunciar uma letra.

- Me desculpa se pareceu que eu julguei você e o Heitor. – Eu disse soltando seu braço e vendo ele voltar para perto da pia e olhar para o espelho.
- Pelo menos ele não vai mais ficar com raiva pelo fato de eu não ter te contado. – Ele dizia olhando para baixo.
- An? Como assim? – perguntei tentando entender o que ele havia dito.
- Deixa pra lá – ele disse se aproximando de mim e indo até a porta, dessa vez sem impedimento.
Ele caminhava com passos lentos e não falava nada. Enquanto saímos da quadra eu só pensava em um jeito de fazê-lo rir ou simplesmente falar algo, mas eu não conseguia. Eu sabia que tinha errado, mas eu também sabia que Túlio também tinha exagerado um pouco.

- Vamos atrás das garotas- Eu disse tentando quebrar o clima enquanto seguíamos para o estacionamento.
- Não precisa, elas estão ali. – Ele disse apontando para uma árvore que tinha ali perto, onde Kiara estava deitada sobre a grama enquanto Miranda permanecia sentada e com uma cara nada boa. Nos aproximamos e Túlio tratou de deitar ao lado de Kiara que assim que percebeu, o abraçou e ficou com a cabeça sobre o seu peito. Sentei ao lado de Miranda que estava cabisbaixa e com os cabelos sobre o rosto.

- Eu fiz merda – Ela dizia baixinho enquanto Túlio dividia seus fones com Kiara.
- Se isso te consola, eu também fiz – Eu disse olhando pra ela e rindo. Me levantei, peguei em sua mão e ela levantou. Olhamos para os dois que ainda estavam deitados sobre a grama e com a mão sobre o rosto. Sabíamos que eles não iam falar nada agora, então resolvemos sair um pouco.
- O que vocês estavam indo fazer na sala? – Miranda perguntou rindo.
- Túlio que sair do auditório e eu o acompanhei. Dai ele deu uma de Tulio e saiu correndo até a sala. – Eu disse caminhando ao seu lado.
Miranda assentiu com a cabeça e continuamos a andar.
- E agora? você e ela? Como ficam? – Eu perguntei – Vocês são melhores amigas desde que eu me conheço por gente. – Continuei.
- Eu não sei Rafa. Eu não sei. – Ela disse enquanto ajeitava seu cabelo.

Pov Aurora:

Depois de um certo tempo, Tristan terminou sua atividade e começamos a conversar. O documentário estava quase no fim e eu só imaginava o que será que Túlio estava fazendo.
- Onde o Tulio está? – Dizia Cezar se aproximando da poltrona que estava vazia ao meu lado.
- Ele saiu com o Rafael. – Eu disse ainda olhando para a tela.
- Essa é nova. Nunca pensei que fosse escutar isso sendo dito um dia – Ele disse rindo baixo me fazendo rir também.
- Você fica linda quando sorri – Ele disse passando sua mão no meu rosto
- Cesar, para! Eu gosto de você, mas não desse jeito – Eu disse meio ríspida.
- Tudo bem, isso só te deixa mais bonita – ele continuou.

O documentário enfim tinha acabado e olhando ao redor pude ver algumas pessoas acordando e outras que ainda dormiam. O coordenador dizia algo que eu não escutava muito bem, mas pude perceber que ele falava algo sobre drogas dentro da escola, e por sinal esse era o assunto do documentário. Após o recado, Tristan e saímos como os outros alunos e fomos direto para o refeitório; Cezar, Tácio, Miguel e Arthur estavam logo atrás. Ao chegar, percebi que Rafael e Miranda estavam conversando, e visto isso me perguntei onde Túlio havia se metido.

Pov Kiara:

- Eu não sei Túlio. Eu amo a Miranda, mas não sei se ela tá preparada pra lidar com tudo isso. As meninas que moram perto da casa dela vivem comentando algo sobre nós duas, e eu sei que isso incomoda muito ela. – Eu dizia enquanto me levantava e ficava sentada escorada na árvore.
- Olha, eu não sou a melhor pessoa pra lidar com esse tipo de coisa, ou pra dar conselho sobre isso, mas eu acho que se ela realmente gostar de você, as coisas vão acontecer. – Túlio dizia ainda olhando para os meus olhos e arrancando um sorriso do meu rosto.
- Esse tipo de coisa costuma acontecer quando se está com medo. Eu lembro que quando comecei a namorar o Heitor, as vezes ambos diziam coisas que machucavam ambos. Ele dizia com um sorriso no rosto.
- Quem diria, você e o Heitor juntos... lembro que vocês viviam de birra e brigando por aí. O que me faz lembrar de Rafael; parece que vocês estão se dando bem. – Eu disse com um sorriso malicioso nos lábios.
- Parece que sim – ele respondeu levantando e me dando a mão para me ajudar.


O sinal tocou marcando o início da próxima aula.

Saímos do estacionamento e vimos que os outros já subiam as escadas. Fomos os últimos a chegar na sala e todos nos olhavam tentando saber onde estávamos. 

Pov Rafael:

Era comum os alunos hackearem o sistema da escola e terem acesso a Internet. Quase todos em nossa turma tinham, inclusive Túlio. 

A aula já tinha começado, e o professor de literatura já tinha passado uma atividade. Eu estava sentado na última cadeira da última fileira, e Cezar estava a minha frente lendo um livro sobre algum escola literal  parecendo não estar entendendo nada. Túlio, tentando ajudar o amigo, pediu pra trocar de lugar com uma garota que sentava ao lado de Cezar. Arthur estava ao meu lado e parecia estar focado na atividade. Aurora de vez em quando olhava para trás e perguntava se a atividade estava dando certo. Túlio sorria, dizia sim e murmurava um eu te amo. Túlio não olhava pra mim, aliás, ele evitava ao máximo ter que virar e pegar alguma coisa na bolsa de Cezar. Depois do um certo tempo, cezar virou pra pegar algo em sua bolsa que ficava pendurada atrás de sua carteira, puxou um livro, e sem querer, trouxe um pequeno pacote transparente que possuía um pó branco dentro. O pacote caiu e Túlio olhou nos meus olhos e tratou de ir logo pegar o pacote do chão. Ao fazer isso, afastou a cadeira e fez um tremendo barulho no ambiente que estava no maior silêncio.

- Túlio Anfonso? - O professor chamou. - o que houve? - ele continuou fazendo todos olharem para Túlio e Cezar.

Túlio pôs a mão no bolso do casaco, escondendo o que acabara de pegar.

- Eu fui apanhar uma bala que tinha caído, me desculpa o barulho. - Túlio dizia sorrindo , e tirando de seu bolso uma das balas de algodão doce que ele tanto gostava.

O professor acenou com a cabeça e tarefa continuou. 

Cezar curvou a cabeça e pôs uma de suas mãos cobrindo seus olhos. 

Túlio permanecia quieto, olhava pra frente e não fazia um barulho se quer. Até que se levantou calmamente e foi até o professor. 

Pov Túlio:

- Professor, eu estou meio tonto e enjoado, não estou muito bem! - eu sabia que ele deixaria eu sair, até porque todos os professores sabem que minha saúde não e lá essas coisas. - Posso tomar um pouco de ar? - eu disse fingindo um pouco de incômodo. 

- Claro - Ele respondeu preocupado. - Você precisa de ajuda? - Ele continuou. 

- Posso chamar o Cezar? - Eu disse e ele concordou. 

Povo Rafael:

Túlio estava voltando pra perto de Cezar, que por sua vez estava observando a situação e tremendo uma de suas pernas. 

- Lá fora. Agora! - Túlio dizia bastante irritado. 

Cezar então pegou seu telefone e seguiu o amigo em direção a porta. 

Algumas pessoas olhavam e não entendiam o que acontecia. Outros continuavam com suas atividades.  Eu não estava entendo mais nada. Eu sabia que aquilo era droga, mas não sabia se Túlio já sabia, ou não. E assim eu passei o resto da aula, perdido em meus pensamentos e totalmente confuso.


Notas Finais


E aí? O que acharam? 🤭
Espero que tenham gostado, e que continuem acompanhando a história. Minha maior motivação é saber que tem gente que gosta de ler o que eu escrevo ❤️❤️


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