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História Could You Make My Dreams Come True? - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 7.


DANIELLE NARRANDO

 

Eram muitas as informações a serem armazenadas. Eu nem sabia o que realmente pensar sobre cada um. Algumas coisas que eu pensava sobre eles eram realmente verdades. Noah me perturbava. Por ser o meu favorito, eu jamais imaginaria que ele pudesse me tratar daquele jeito.
 

Eu não queria acreditar, mas estava complicado esquecer aquilo. Pensei em tia Wendy. Ela, com certeza, estava preocupada com as atitudes do filho e todos sabíamos o porquê disso.
 

Deu, criatura, esquece isso.
 

Entrei em casa e encontrei tia Dora na cozinha pegando algo para colocar na mala.
 

- Olá. – Sorri.
 

- Vejo que não foi tão complicado. Está com uma carinha alegre.
 

- É, digamos que enfrentar tudo isso não parece tão complicado. Acho que consigo. – Disse.
 

- Ah, eu tinha certeza de que conseguiria. Wendy foi se deitar? – Ela perguntou.
 

- Aham. – Respondi.
 

Será que Noah estaria dormindo? Duvido. Ele foi tão, tão... Não sei. Será que ele estaria pensando nela?
 

- Danielle? Hey! – Tia Dora estava me chamando?
 

- Ah, oi! – Disse.
 

- Aconteceu alguma coisa? Você, de repente, ficou pensativa.
 

- Ah, não é nada. – Respondi.
 

Qual é? Será que ele não via? Ela não prestava! Não para ele.
 

- Sei. E aí, como foi ficar de frente com eles? – Ela perguntou.
 

- Digamos que foi... Agonizante. Eu não sabia o que falar e o que pensar, muito menos, em como reagir, mas foi tranquilo. – Eu disse, sorrindo.
 

- Hm, e o que é isso na sua mão? – Ela perguntou.
 

- Ah, isso... Besteira, você sabe que, às vezes, eu sou meio... Desajeitada! – Tentei sorrir.
 

- Hm... Tem certeza? Não quer me contar o que foi isso?
 

Droga! O que eu iria falar? “Não, tia, Noah foi um estúpido, eu fiquei nervosa e me cortei depois de ter dado um banho de uva nele!”
 

Não, definitivamente, essa não era a melhor resposta.
 

- Quebrei um copo! É, eu fiquei meio nervosa, aí acabei o deixando escorregar e me machuquei. Foi isso. – Não pensei em algo melhor.
 

- Ah. Espero que tome cuidado da próxima vez, então. – Ela disse.
 

Sorri.
 

- Hm, Wendy pediu para eu avisar que vocês vão amanhã às 10h. – Disse, olhando para o chão.
 

- Ah. Hm. Você vai ficar bem, não vai? – Ela perguntou.
 

- Tia, não vamos começar com isso novamente, ok? Eu vou ficar bem. Não se preocupe. O que importa agora é a sua saúde e nada mais. Eu vou me cuidar e te esperar aqui, ok? Confia em mim.
 

- Eu confio em você, querida. Só que... Eu não sei. Acho que esse não é o momento certo, entende?
 

- Não, eu não entendo! Qual é, tia? Wendy está te proporcionado uma coisa incrível e você vai desperdiçar? Não, você não vai!
 

- Mas...
 

- E mais nada! Se você está preocupada comigo, pode esquecer, eu vou ficar bem. Não... Não é tão ruim assim. Eu consigo!
 

- Eu sei, querida, sei que você consegue.
 

- Então por que essa preocupação toda? Vai dar tudo certo, tia. Você vai ver... – Tentei passar confiança a ela. Eu não esperava receber um abraço naquele momento.
 

- Eu amo você, querida. Obrigado por me fazer tão bem! – Ela disse.
 

- Eu que tenho que te agradecer por tudo, tia. Eu não existiria sem você! – Disse.
 

Ficamos um longo tempo abraçadas. Foi bom poder estar mais próxima dela antes da despedida. Eu sei que não seria para sempre, mas, mesmo assim, era uma coisa que iria me afetar e eu estava fazendo o máximo de esforço para não demonstrar.
 

Tia Dora foi se deitar. Eu, por outro lado, ainda esperava que meu cérebro pudesse captar tudo o que tinha acontecido naquele final de dia. Ok, o sono começou a me atingir e eu me obriguei a ir para o quarto, tentando fazer o máximo de silêncio que pude. Entrei e fechei a porta, com todo o cuidado que encontrei. Atrás dela, havia uma cartolina branca toda decorada com estrelas, corações, bolinhas, e etc. de papeis coloridos. Em foco, estava escrito: “DREAMS”.
 

Palhaçada! Só Mandy para me convencer a colocar meu sonhos numa cartolina. Dentre muitos dos sonhos, alguns já estavam riscados, já haviam se realizado. Outros, eu já havia perdido a esperança. E, dentre muitos, ali estava: “Now United”.
 

Para ser bem sincera, eu não sei o que envolvia direito esse sonho. Não sabia o que ele podia significar e como poderia se tornar realidade. Todos os meus sonhos que os envolviam não caberiam em uma simples cartolina. O melhor jeito de simplificar seria com essas duas palavras. Now... Mas o que realmente era esse sonho?
 

Comecei a pensar em tudo o que já havia pensado e sonhado.
 

- Cantar com eles. – Sim, eu já havia pensado nisso. Em estar em um show, em uma turnê ou, até mesmo, numa sala, só de palhaçada, mas cantar mesmo. Sim, isso se encaixava. – Poder dizer que os amo. – Sim, eu já havia perdido o sono por isso. Mas, agora, tendo a oportunidade de talvez falar isso, eu acho que não teria coragem o suficiente. Ok, o que mais? – Tomar banho de cachoeira! – Definitivamente, sim. Mandy e eu encenávamos a cena quando íamos juntas à reserva próxima daqui. Sim, era um sonho. Às vezes, sonhamos coisas esquisitas mesmo. – Passear com eles. – Ah! Quem nunca sonhou em ter o Now United em uma tarde no shopping? Yeah! Eu já tinha pensado nisso. Quem nunca pensou?
 

Ok, confesso, eu era, sim, um pouco bitolada em ficar pensando nisso e alimentar isso, mas agora tendo eles aqui, eu não acreditava que todas as minhas fantasias eram possíveis. Fala sério, eles eram... Eram pessoas normais, mas não deixavam de ser o “Now United”.
 

Está ok, filosofei demais. Enquanto colocava o pijama e me deitava, o sorriso que estava estampado não desaparecia. Óbvio que derrubar suco em Noah Urrea não foi legal, mas eles eram... Eram assim como eu imaginava. Acima de tudo, uma família. A família que eu sempre tive o sonho de encontrar!
 

Mesmo dando boa noite de verdade a eles, não me contive e dei boa noite aos pôsteres.

Fato.
 

Não precisei contar carneiros para dormir àquela noite. O sono apareceu e eu adormeci.
 

Confesso que dei um pulo da cama ao sentir o celular vibrar debaixo do meu travesseiro.
 

- Droga! – Olhei no relógio. 8:30h. Eu bem que merecia um descanso maior devido a tantas emoções na noite passada. – Estão vendo? Já é tarde e vocês nem para me acordar. – Eu falava com meus pôsteres. – Pensando bem, é melhor que vocês não tenham me acordado mesmo, porque vocês estão aqui e vocês me verem assim.... Não, não seria nada legal! – Revirei os olhos e me levantei.
 

Por instinto, preferi tentar não me lembrar do que havia acontecido, assim seria melhor. Eu me troquei rapidinho. Calça jeans, uma blusa do Jake Long vermelha e meu All Star branco.
 

Subi aquela escada rapidamente, queria ver tia Dora antes de eles saírem. Escutei vozes na cozinha. Eles estariam lá? Apressei o passo.
 

- Vejam só quem acordou. – Era Rob. Idiota. Preferia ter passado despercebida.

Todos estavam à mesa prestes a tomar café.
 

- Ahn? Bom dia! – Eu disse e tentei abrir um sorriso.
 

- Bom dia, Dani! – Eles responderam em coro.
 

- Como está sua mão, Dani? Aquele idiota do Noah tinha que te machucar! – Sophie.
 

- Ah, não foi nada não, Little. Eu já estou melhor!
 

Queria que eu dissesse o quê?
 

- Vem, Dani. Toma café com a gente! – Wendy puxava uma cadeira ao seu lado para eu poder me sentar.
 

- Ah, não... Obrigada, tia, eu... Eu não quero. Obrigada! – Imaginar a cena, eu sentada ali comendo com eles.
 

- Qual é? Anda, vem tomar café com a gente! – Heyoon insistiu.
 

- É. E além do mais, tem bolo de milho, Dani. O Rob disse que é o seu preferido. Anda, senta, aqui. – Any disse.
 

Argh! Robert, você está morto!
 

Abri um sorriso envergonhado e fui em direção à mesa. Se algo acontecesse, eu não me responsabilizaria! Avistei Rob saindo de fininho da cozinha. Otário. Depois, eu o mataria.
 

- Ah, não, Dani, senta do meu lado! – Sophie disse.
 

- Ok, Little! Eu me sento do seu lado! – Eles riram.
 

- Sophie, a Dani não é só sua! Você tem que reparti-la com os outros! – Paul brincou.
 

- Mas hoje eu vou ficar com ela e vocês vão ficar escutando aquela gritaria! Então hoje ela é minha. – Rimos.
 

Corei.
 

- Ok, ok! Hoje ela é sua! – Josh repetiu.
 

Ouvimos passos seguidos de palmas.
 

- Eu não sabia que compartilhávamos o café da manhã e a corrente com empregadas! – Era Noah entrando na cozinha com a sobrancelha erguida.
 

- Como é que é, Noah? – Paul indagou.
 

- Isso mesmo! Desde quando nós tomamos café da manhã com empregadas?
 

Deus, o que eu faria? Senti a mão de Wendy impulsionar força sobre a minha.
 

- Desde quando você tem que ter opinião sobre o que a gente faz ou deixa de fazer? – Sabina indagou.
 

- Desde que esse lugar aí é meu! – Ele apontou para onde eu me encontrava sentada.
 

- Tem certeza mesmo de que você o merece, Noah? – Paul perguntou.
 

- E eu... Eu perdi o apetite. Não quero presenciar essa cena ridícula! – Ele disse e semicerrou os olhos.
 

- Ótimo! Assim você não acaba com o nosso café da manhã! – Sina disse.
 

Well, isso tudo estava acontecendo porque eu estava ali? Respirei fundo e, por instinto, ao fazer isso, levantei o olhar a Josh.
 

- Nem pense em fazer isso, Danielle! – Ele logo disse ao perceber que eu iria me levantar.
 

- Ótimo! Agora preferem a ela? Ela é a vítima, não é? Parabéns, Danielle, conseguiu. Colocou todos contra mim! Muito obrigado. Além de manchar a minha blusa, rouba minha família e meus amigos. Quer ficar com o meu lugar no Now United também? Pelo que parece, esse posto está vago, já que eles me odeiam tanto. Ah, claro, você não deve saber nem como se canta ou dança, não é? Se você sabe escrever seu nome, deve ser muito. Uma roceira, mora aqui de favor... – Ele disse e logo foi interrompido por seu pai. Eu não aguentava mais ouvir aquilo.
 

- CALA A BOCA! NÃO ME FAÇA PERDER A PACIÊNCIA COM VOCÊ! – Paul gritou, dando um murro na mesa.
 

Minha vontade era fingir que eu não tinha sequer ouvido aquilo.
 

Sina me olhou como quem diz “Anda, responde”... Mas eu não tinha coragem!
 

- Obrigado mesmo! Você conseguiu estragar ainda mais a minha vida! – Ele disse frio.
 

Como é que é? Ele tinha me deixado mal na noite passada, aparecia dando piti hoje de manhã e eu era a culpada? Ei, eu não tinha culpa! Minha vontade era de gritar com ele, como eu fazia com os pôsteres quando estava irritada, mas isso, definitivamente, não funcionaria.
 

Agora todos me encaravam na mesa, ninguém falava nada, esperavam que eu me defendesse.
 

Respirei fundo e me levantei, deixando com que a mão de Wendy pendesse na mesa.

Pensei e pensei mais uma vez para não falar besteira.
 

- Olha, Noah... – Minha voz falhou ao pronunciar o nome dele.
 

- Como é que é? Noah? Alguma vez eu te disse que podia me chamar assim?! – Ele me interrompeu.
 

- É que...
 

- É o quê?! Eu não sou como eles! Você não é nada para mim nessa casa além da empregada! E você não tem o direito de me chamar de Noah... Eu nem te conheço, garota!
 

- CHEGA, NOAH! – Josh gritou, colocando-se em pé.
 

Meus olhos estavam se enchendo de lágrimas. Eu não suportaria mais escutar aquilo.
 

- Qual é, Josh? Agora vai defendê-la? – Ele perguntou em um tom absolutamente sarcástico.
 

- Vou, e sabe por quê? Porque ela não merece escutar nada disso, está entendendo?! Ela não merece isso, cara! Você nem a conhece!
 

- E você, por acaso, a conhece, Josh? Não, porque, quem olha assim, acha que você a conhece há anos! – Ele o interrompeu.
 

- Eu não preciso conhecê-la há anos para saber que ela é uma boa pessoa. Ao contrário de você, que eu conheço desde sempre, e agora é como se eu não o conhecesse, é como se você fosse um desconhecido. E sabe por quê? PORQUE VOCÊ NÃO É MAIS O MESMO!
 

Noah ficou calado.
 

Eu não me contive e não consegui mais segurar as lágrimas. Levei a mão ao rosto numa tentativa de fazer com que as lágrimas parassem de escorrer e que eles não percebessem a presença delas em mim. Tentativa frustrada. Josh veio na minha direção e me abraçou de lado. Era óbvio que ele tinha percebido.
 

- Vem, Dani, esse não é o lugar mais apropriado... – Ele disse e, ainda abraçado a mim, saímos da cozinha.
 

Ele tinha razão. Aquele, definitivamente, não era um lugar apropriado.



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