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História Couple of legends! - Beauany - Capítulo 60


Escrita por:


Notas do Autor


...Leia as notas finais, por favor.

Capítulo 60 - Capítulo sessenta - The End.


 

Any Gabrielly POV’s

Já eram sete da noite e a gente iria em um bar qualquer. Não seria uma boate, mas sim um bar localizado no centro. Eu ia nele quando era solteira com Sabina e Sina. Mas, deixei de ser de ir, porque é muita gente tumultuada. Não sei nem o porque de eu gostar daquilo na época. Mas, acho que iria me fazer bem, tomar uma cerveja com as meninas. Espairecer, sabe?

— Savannah, saí logo do banheiro, égua. — Shiv espanca a porta. Savannah, estava a quase meia hora no banheiro.

— Ferro na sua bunda, Indiana Jones. Espera, estou depilando o sovaco. — Sav grita de volta e eu caio da risada.

— Seu sovaco, deve estar peludo para cacete, né? Caralho, quase uma hora aí dentro, meo. — Shiv saí cuspindo marimbondo de nervos.

— Vai vestir o quê? — Diarra se senta do meu lado e eu a olho contendo a risada.

— Não sei...

— Vem aqui, eu empresto uma roupa ma ra vi lho sa, para você. — ela dá pequenos pasmos quando disse ‘maravilhosa’.

— Ok. — rio e sigo a mulher.

{...}

 

Krystian Wang POV’s:

 

— VAI, VAI. — termino de rodar a Joalin.

 

A gente está brincando de cabra-cega. Ela perdeu no ‘pedra, papel, tesoura’ e também porque eu achei ela parecida com uma cabra. Aliás, Bailey, Hina e Pepe saíram de casa para comprar alguma coisa que eu não lembro. Eles são responsáveis e a gente... É  a gente né.

— TOTÓ, VEM CÁ NA TIA VEM. — Sabina estala os dedos tentando atrair a atenção da Joalin.

— Totó não querida. Eu sou, linda, perfeita, gostosa e bunduda. Ou seja, tudo de bom. (POV’S ANA LAURA GATA: não mentiu neah) — Joalin tenta ir atrás de Sabina.

— Com esse cú de grilo? Jesus, o da Hina é muito maior que o seu. — provoco e a menina corre em direção oposta a mim.

— Cala a boca bunda seca. — ela aponta o dedo para o quadro dos pais da Sabina.

— Ele está do outro lado, jamanta. — Sabina riu e a Joalin se virou apontando o dedo para mim.

— Eu sabia que estava de costas, era só um teste. — Joalin coloca as mãos na cintura.

— A gente entendeu, égua. Agora, vai logo. — rolo os olhos e Joalin bufa correndo em direção a porta de entrada. De repente, a menina caí no chão após Bailey abrir a porta com tudo.

— Ah! Caralho. — a menina tira a venda e coloca a mão na testa resmungando de dor.

— Amor? — Bailey larga as sacolas levantando a loira.  — Aí meu deus, desculpa. Mas, o que estava fazendo com uma venda? — coloca a cabeca da loira em seu peito.

— A mula não sabe brincar de cabra-cega. — Sabina contém a risada.

Enquanto eu? Tava no chão me retorcendo de tanto rir. Gente, a Joalin caiu igual um pedaço de merda. Socorro.

— Krystian, levanta caralho. — Hina coloca as sacolas na mesa da cozinha. — Anda logo.

— Ah calma. — respiro fundo, não aguentei. Comecei a rir igual uma hiena. — A JOALIN- — começo a ficar sem fôlego. — CAIU IGUAL MERDA.

— Cale-se vagabundo.

{...}

Any Gabrielly POV’s

Estava pronta.

Di, me emprestou um vestido perfeito tubinho preto fosco. Coloquei um tênis e uma leve maquiagem baseada no marrom. E eu sei que querem saber se estou pensando naquela calopsita gostosa que eu queria sentar. O quê? Vai dizer que também não queria sentar nele? Pois é, pena que é meu bê.

Eu só queria me distrair com elas, já que eram uma das minhas melhores amigas. Di, Shiv e Sav me distraíram o dia todo. Eu amo elas demais e sou grata por isso.

— E então? — Savannah aparece sorridente na sala de estar com seu belo conjunto de saia e cropped vermelho.

— Caraca, você está perfeita. — Shiv sorriu e Savannah aumentou seu belo sorriso.

— E aí, as donzelas estão prontas ou vamos amanhã? — Diarra aparece no salto quinze. Rapaz, pensa em uma mulher gostosa, nossa senhora. (AUTORA POV’S: mentiu não mentiu).

— Caralho, deixa eu te beijar? — a olho de cima a baixo. A mulher deu dois tapinhas na própria bunda e fez um sorriso de capivara. (AUTORA POV’S: é assim que eu reajo qdo minhas amigas me elogiam K).

— Deixo. — ela rio e eu também.

— Pronto pronto, podemos ir. — Shiv aparece e de repente seu perfume lota a sala.

— Está mais cheirosa que mala de barbeiro. — Savannah se senta no sofá e eu rio.

— Vou levar isso como um elogio.

— OK OK. — Diarra bate palminhas atraindo nossa atenção. — E aí, levantem a bunda e vamos.

— Tá bom mamãe. — rio.

 

{...}

 

Josh Beauchamp POV’s

Eu queria espairecer, queria esquecer aquela briga tosca que estava me atazanando. Resolvi ir com o Jae, já que ele me trazia uma paz enorme. Incrível como aquela criança me alegrava.

— Jae, vamos dar uma volta? — chamei o garoto que logo se animou pulando no colchão animado.

— Sim dido, sim. — ele mostrava seus dentinhos animado.

— Então, vem... Vamos colocar uma roupa. — pego ele no colo.

— A mamãe vai dexa? — ele me olha apoiando as mãozinhas delicadas em meu ombro.

— Não sei, mas qualquer coisa a gente corre. — rio e levanto minha mão batendo um high-five com ele.

— Issu aí dido, a genti vai corre da mamãe e o papai apanha. — ele deu uma risada gostosa e eu dei uma risada fraca.

Entro no quarto de Jae que era amarelo com um rosa salmão. Coloco o menino sentado na sua poltroninha enquanto pego algumas roupinhas dele. Optei por pegar a blusa que Any deu para ele, a gente tinha escolhido junto.

A blusa tinha a minha cara e da Any na blusa. O quê? Love yourself.

— Vem meu anjo, vamos ficar com a cara da dinda e do dindo na barriga. — rio e pego o menino colocando no trocador.

— Mamãe fala que essa busa é feia puque voxe ta nela. — ele riu e eu me fiz de ofendido.

— Meu deus, sua mãe é um monstro. —passo seu bracinho na blusa. — Fala para ela que ela é uma recalcada.

— Dido ta bavo. — ele rio e começou a se virar para lá e para cá ansiosa.

— Fica quietinho meu amor. — olho para o menino colocando seu short jeans.

 

{...}    

Any Gabrielly POV’s

 

Chegamos naquele lugar que me traz boas lembranças, tantas vezes que eu bebia suco de laranja abraçada comigo mesma com minha jaqueta de couro. Nunca imaginaria que estaria aqui para esquecer uma briga de relacionamento.

— Vamos sentar aqui, babys... — Diarra diz, se sentando em uma pequena mesa redonda perto do bar. De primeira, reconheci algumas pessoas, a maioria da faculdade.

Mas, tinha uma garota vindo na nossa direção com um sorriso duvidoso, meio maléfico, meio amigável. Eu conhecia ela, vocês também.

Jamile.

— O que ela está fazendo aqui? — sussurro, ao ver a menina perto da nossa mesa.

— Olá meninas, pelo visto temos carne nova no pedaço... — aquele perfume de camelô entra em minhas narinas me fazendo ter uma ânsia de vomito.

— O que você quer, ein? Projeto de urubu. — Shivani cortou o mal pela raiz e Jamile dá um sorriso fofo.

— Se acalme Shiv, eu queria me desculpar por todos esses anos... Realmente, eu te vi aqui e fiquei feliz. — ela e olha e eu abaixei o olhar.

Não queria discutir, estava carente e aberta a qualquer tipo de energia, infelizmente.

— Está tudo bem, só não puxa meu saco. — dou um sorriso mínimo.

— Como sempre um doce azedo, Anynha. Tudo bem, deixarei vocês em paz. Até algum dia... — ela dá um sorriso e sai da mesa.

— Meu deus, ela acabou de te pedir desculpas? — Shiv arregala os olhos.

— Pois é, misericórdia. — Diarra faz o nome do pai.

— O que aconteceu aqui, não entendi... —Savannah pergunta.

Shivani e Diarra explicam para a Savannah de uma forma resumida.

— Que vaca. — Savannah me olha. — Cuidado viu, cobra mata abraçada.

— Você não existe. — rio e peço uma caipirinha.

 

{...}

 

Josh Beauchamp Pov’s

Estava caminhando com o Jae pela praça do centro e parei no parque público, já que o menino insistia em querer brincar no escorregador.

— Vem dido, eu quelo bincaaa!!! — o menino puxava minha mão animado. Me permiti sorrir e olhar aquele ser pequeno e angelical corrrendo até o grande escorregador de plástico vagabundo.

— Pode vir meu amor, o dindo te espera aqui na ponta. — parei na frente da boca do escorregador de jacaré.

O Jae não perdeu tempo, com suas pequenas perninhas se jogou descendo com rapidez me fazendo pegá-lo no colo e jogar o menino para cima arrancando uma gargalhada gostosa vindo dele.

— Dido, dido... De novo. — ele desce subindo animado.

 

{...}

 

Jae havia se cansado, eu também... E então, resolvemos tomar sorvete. Era uma noite quente em Los Angeles, ótimo para dar um pequeno rolê com o meu pequeno.

Apesar da pouca idade de Jae, o garoto era inteligente igual Sina e um pouco retardado como Noah. Ele conseguia arrancar os meus segredos facilmente. Incrível.

Termino meu sorvete , quando jogo o pote no lixo, vejo a aliança dourada com uma lua desenhada na mesma e isso me fez sorrir? Pois, foi o momento que o sim da Any foi a alegria de todos...

— Dido, puque tá olhano o anel? — Jae puxou a barra da minha blusa e eu sorri acariciando a bochecha gordinha dele.

— Por nada meu amor. — meu telefone vibra e eu rapidamente peguei o mesmo vendo quinhentas mensagens de Noah.

/MENSAGENS ON/

 

Noah: Joshua!

Noah: Mozão.

Noah: MINHA VIDA OLHA O CELULAR.

Noah: MEU DEUS DEFKJHELKHFIKWEH OQ ACONTECEU???????

Noah: JOSH MEU DEUS SOU CARDIACO.

Noah: eu terminei de ajudar a sina, vem para a gente conversar sobre aquilo que aconteceu. Eu já estou trajado como psicólogo.

— Tô aqui psicopata.

— Se acalme, estou indo!

— Paramos para tomar sorvete.

Noah: eu quero.

 

/MENSAGENS OFF/

 

Rio e peço um sorvete misto para Noah já que sabia que se não levasse, iria me dar um show de “você não me ama”. Já prevendo o que ia acontecer, comprei para ele.

— Aqui está moço. Muito obrigada, volte sempre! — a garçonete me entrega o pote mediano e eu sorrio em agradecimento.

— Vamos Jae. — estico minha mão para o pequeno que pega a mesma de imediato. Sorrio e vou caminhando até meu carro.

Any Gabrielly Pov’s

 

Não queria beber demais, só queria ficar vendo o movimento das pessoas e dançar para descontrair. Tinha pessoas conhecidas ali, da faculdade principalmente.

— Vamos dançar um pouco? — Savannah perguntou se levantando.

— Ah, eu quero... — Shivani acompanha a australiana. Diarra não ficou de fora e logo topou também.

— Não quer ir, Anynha? — Diarra pergunta e eu nego.

— Mais tarde, esperar a bebida dar um pouco de efeito e ver se eu me animo um pouco. — sorrio e elas assentem.

Fecho elas sumirem em meio daquele tanto de pessoas. Pego meu celular e desbloqueio com a digital mexendo nas redes sociais. Posto uma foto com aquelas legendas bem... Idiotas?! Marquei o bar na legenda e a primeira curtida foi de um @ que não seguia.

@pedrosampaio.

Uma mensagem solicitada na dm e fiquei meio receosa a ver a mensagem do mesmo user dizendo que estava no mesmo bar que eu.

Entrei no perfil dele e percebi que conhecia ele. O doutor gostosão que o Joshua teve ciúme. Dei uma risadinha ao lembrar daquele dia. Droga, não posso chorar.

Quer saber? Foda-se, o que tem haver conversar com Pedro sendo apenas amigo.

Respondi sua mensagem, perguntando onde ele estava. O mesmo estava no balcão de costas para a entrada do local, eu fui e encontrei aquele homem lindo com um belo sorriso estampado no rosto.

— Olá Any Gabrielly! — ele me deu um leve abraço e eu retribui.

— Olá Pedro! — olhei a cadeira vaga do lado de seu lado. — Eu posso...?

— Ah, sim! Claro, minha prima que estava sentada aqui, mas depois de meses de castigo... Ela finalmente pode sair, então acho que ela não vai querer ficar perto de mim e sim dançar para qualquer garoto de vinte anos que esteja a procura de alguma garota fácil. — ele soltou uma risadinha e eu também, a diferença que a minha era falsa.

Frase machista, temos.

— E então Pedro... — pigarrei. — Quantos anos você tem?

— Semana que vem, faço vinte e seis. — ele me olha com um leve sorriso que o deixava muito fofo. — E você Anyelly, quantos anos tem?

— Tenho vinte. — sorrio. Ok, seis anos mais velho que eu. Meu deus.

— Interessante...

 

E assim ocorreu uma conversa muito agradável, ele era engraçado, fofo e me arrancou muitos sorrisos me elogiando sempre que tinha oportunidade. Vez ou outra, ele encostava na minha coxa desnuda pelo vestido, deixava o olhar escapara para meu decote ou boca... Mas, sempre se recompõe quando percebia seu ato.

 

Jamile Robert’s Pov:

 

Tinha acabado de beijar um cara no canto da balada. Ok, eu estava com saudade de pegação... Já que fiquei meses trancafiada dentro do meu quarto, por ter repetido de ano.

Tinha vindo com meu primo estrangeiro, Pedro. Ele apenas me bancava mesmo, já que eu descobri que ele pegou uma de menor... Então, nada como chantagear, né?

Voltei para a mesa com uma sede enorme, por mim... Bebia um rio sozinha. Percebi que tinha uma garota no meu lugar, aquele bundão, cabelo cacheado... Any. Mas, porque falando com meu primo?

Hm, ele parece bem próximo dela... Colocando a mão na coxa. Mas, e o Josh? Precisava descobrir isso, quem sabe eu não saio na vantagem. Ah vai, Josh é um puta gostoso e olha... Medo da Any é o que menos tenho.

Parei para pensar, até olhar para a pista e ver Savannah avisar algo para Shivani e sair. Sorrio maléfica e segui ela até o banheiro, aquela cara de retardada não enganava ninguém.

Entrei no grande banheiro vendo ela retocar o batom, logo parando e me olha com a sobrancelha arqueada. Ok, ela parece que não confia em mim, preciso de uma tática.

— Olá amiga, está gostando da noite? — chego perto dela e a menina assente com a cabeça jogando o batom na bolsa fechando.

— Estou sim, não querendo ser rude... Mas, minhas amigas estão me esperando. — antes dela sair seguro seu braço.

— Que isso, lindinha. Não é assim que a banda toca aqui. — prenso a mesma na parede. — Qual seu nome?

— Savannah, mas... Como você mesma disse, não é assim que a banda toca. — ela chuta minha canela me fazendo recuar soltando ela.

— E não força a amizade. Eu sou cobra criada e sei muito bem como reconhecer uma. — sussurra no meu ouvido e saí na postura impecável.

Merda, a garça é inteligente. Vamos para o plano B.

 

Joshua Beauchamp Pov’s:

 

Chegamos na casa do Noah, estaciono o carro e olho para trás vendo Jae adormecido na cadeirinha. Que coisa linda!
Saio do carro e vou para o outro lado tirando o meu pitico da cadeirinha carregando o mesmo no colo até seu quarto.

Coloco Jae na sua cama, o cobrindo com a sua coberta dos Carros e o menino abraça sua lagarta colorida. Faço carinho no seu cabelo e fico encarando o meu anjinho que dormia tranquilamente.

Alguém pigarreou atrás de mim, meu coração disparou e por um momento pensei que era Any. Iludido eu. Me virei e vi Noah de samba canção do Bob Esponja.

— Mano, você é pai? — rio, me levanto e dou um último beijinho na bochecha desejando um boa noite saindo calmamente.

— Sim, um ótimo e gostoso pai. — disse, Noah assim que fechei a porta do quarto de Jae.

— Meu deus...

— Vai para a sala, tô descendo. — ela dá dois tapinhas na minhas costas e entra no quarto. Desço as escadas e em alguns segundos, Sina desce as escadas e sorri de leve deixando o celular ao meu lado indo no banheiro.

O telefone apita.

Ok ok, eu sei que é errado... Mas, eu sou uma pessoa curiosa. Vejo a tela e uma mensagem de ‘confidente’.

Any.

—‘Estamos na Imperial, aquele bar que íamos quando éramos solteiras.’

Oh céus! Uma ponta de ciúme fez presença no meu peito me fazendo respirar fundo para não surtar e ir atrás dela dando uma de psicopata.

Respire. Expire.

— Cheguei, amor. — olhei para a escada e lá estava Noah. Vestindo um jaleco branco, um caderno da Barbie (com certeza é da Sina) embaixo do braço e um óculos com a armação de bolinhas.

— Noah, que diabos é isso? — falei, entre risos e Sina saí do banheiro pegando o celular olhando a escada em seguida tendo a mesma reação que eu.

— Vidas, eu sou um psicólogo gostoso. — abriu o jaleco que estava fechado em dois botões revelando a mesma samba canção que usava antes. Do Bob Esponja.

— Meu deus, eu sou quase casada com um crianção. — Sina disse, entre risos indo até o namorido dando um selar rápido seguido de um tapinha na bunda.

— Olha só, você viu Josh? Eu fui assediado. Liga para a polícia. — Noah olhou para trás colocando a mão no próprio peito fingindo indignação.

— O jantar é seu querido. — Sina grita antes de fechar a porta de seu quarto.

— Ok, voltei a ser sério. — passou a mão pelo pano branco e veio até mim se sentando ao meu lado.

— Enfim... O que acha que devo fazer? — perguntei, tenso.

— Você não está errado, Joshua. O que é raro. — rio. — Você não é obrigado a viver de capacho para uma criança indisciplinada e para uma mãe sem juízo. — retirou o óculos. — Mas, tudo é questão de empatia. Tudo que você passa, a Any passa em dobro. Você só vê o que acontece dentro da sua casa, não sabe o que acontece quando Any vai para a casa da mãe.

— É... Mas, você acha justo eu ter que aturar aquele Chuck me atentando todo santo fim de semana.

— Não fale assim. Belinha é uma criança e não sabe lidar com as mudanças repentinas em sua vida. Você sabe o quanto a alegria dela era contagiante, porém a vida dela virou de cabeça para baixo. Entenda. Ela pode te ver como ameaça. — cruzou os dedos da mão me olhando.

— Como assim? Eu sempre tratei ela bem, sempre brinquei com ela... Ela precisa apanhar, isso sim.

— Não, ela não precisa. Se um dia a violência for a solução, o mundo virará um caos total. Ninguém estimula Isabelli a entender as coisas que estão acontecendo. — ele limpa a garganta. — E em questão a te ver como ameaça, é que... Ela pensa que você tirou a Any dela, pense nisso. De um dia para o outro, a irmã dela saí de casa sem ao menos explicar o porquê. Any foi para a sua casa, por isso Isabelli pensa assim de você. Depois que ela se mudou, Any virou outra pessoa com ela, mas ela não percebe que foi por problemas adultos, digamos assim.

— É difícil entender, estava tudo tão bem.

— Felicidade de pobre dura pouco, amor. — ele bate nas minhas costas levemente e eu excomunguei o mesmo com o olhar.

— Enfim... O que acha que devo fazer?

— Isso é só você que pode dizer. Como você disse, estava tudo bem. Você e Any nunca passaram por momentos turbulentos no relacionamento, isso é uma surpresa nova que chocou vocês dois. — ele segurou minha mão. — Nem tudo é perfeito, nem tudo será como desejamos. Algumas vezes, precisamos passar por coisas que não queremos para fortalecer e valorizar o amor entre duas pessoas.

— Obrigada. — sussurro e olho para ele com os olhos marejados. — Isso ajudou muito.

— Eu sei que sou bom em aconselhar pessoas. Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

— Jesus! — rio e deixei minhas costas relaxarem no sofá de Noah.

— E então...

— Eu falarei com ela, só não sei se agora. Preciso formular algo bom que faça ela me desculpar.

— Aliás, mais um conselho. O homem NUNCA tem razão. — ele dá ênfase no ‘nunca’. Rio e me deitei pensativo.

{...}

Jamile Robert’s Pov:

Vi uma menina se aproximar de mim ao me ver mancando pela dor na canela. Uma menina que tinha cara de inocente e muito fofinha. Muito cara de amiga daquelas idiotas.

— Ei, está tudo bem? — ela se abaixa um pouco olhando para mim.

— S-sim... — suspiro sentindo o choque de pisar no chão. Eu sei que sou uma ótima atriz.

— O que houve?

— Nada demais, é... Qual seu nome? — escoro na pia do banheiro.

— Samira e o seu?

— Jamile. Samira, você pode me fazer um favorzinho? — retiro um bolo de dinheiro fazendo a mulher formar um sorriso torto.

— Claro, o que seria? — desviou o olhar para o meu rosto.

— Vem aqui. — puxei a mesma até a porta do banheiro, já andando normalmente. — Vá até aquelas três amigas e descubra o porque que uma das amigas delas não está com o namorado.

— Como vou descobrir de quem estão falando? — Samira me olhou e eu bufo.

— Você fala demais, credo. É aquela menina que está com aquele homem no balcão de costas para a entrada. — aponto para Any. — O nome dela é Any.

— Huh, que mulherão.

— Anda logo com isso, preciso dessa informação logo.

— Uhum, mas... Cobrarei trezentos dólares por isso ou conto para elas quem mandou perguntar. — ela pisca e eu reviro os olhos entregando o dinheiro para a piriguete.

— Vai logo.

{...}

 

Samira Wilson Pov’s:

 

— Olá. — fiz uma cara gentil para as três meninas que dançavam animadas no centro da pista.

— Oi. — uma das meninas responde animada e eu sorrio.

— Qual o nome de vocês?

—Diarra.

— Savannah.

— Shivani.

— Huh, eu sou Samira. Posso ficar com vocês? — pergunto dançando para mais perto delas.

— Claro, chega aí.

 

{...}

 

— Alguém viu a Any? — Diarra nos olha e eu fiquei atenta a conversa.

— Quem é Any? — perguntei me fazendo de sonsa (a própria Kátia).

— Uma amiga nossa, cacheada, morena, está com um vestido preto... — Shivani foi falando os detalhes da mulher do balcão e eu vi uma oportunidade ali.

— Ah sim, ela está no balcão com o namorado. — elas se entreolharam e fizeram uma feição confusa.

— Josh está aqui?! — Diarra olhou para o balcão e deu uma risadinha. — Não, eles não são namorados. Deve ser um amigo da Any...

— Ela namora outro cara? — perguntei.

— Meio que sim, eles estão em uma... Fase difícil. — Savannah tenta explicar fazendo gestos com a mão escolhendo bem as palavras.

— Brigaram, então? — joguei o verde para colher maduro.
 (ana laura professora CHEEEECK: gente, isso é uma gíria. Significa, meio que... Eu falei alguma coisa e você caiu na conversa e eu consegui o que eu queria).

— Sim, mas... Logo se resolverão. — Diarra volta a dançar.

Boom, trezentos dólares no meu bolso.

— Gente, preciso ir ao banheiro... Já volto. — sorrio fraco.

— Ah claro, eu vou junto. — Shivani fala e eu arregalo os olhos.

— NÃO! Eu preciso é.... P-preciso falar com meu primo. É meu primo... Ele veio comigo e capaz de eu demorar. — depois disso, não vi a reação delas. Só corri para o banheiro encontrando Jamile se pegando uma menina.

Pigarrei e elas se afastaram. Jamile me olhou e eu dei um sorriso diabólico fazendo a mesma retribuir.

— Conversamos depois... — a mulher que Jamile beijou dá um último selinho na mesma e se retira.

 

Jamile Robert’s Pov:

 

— E então? Espero que não tenha perdido trezentos dólares atoa. —coloco uma mecha de cabelo para trás a olhando com um sorrisinho torto.

— Eles estão brigados. Pelo o que parece, terminaram só por essa noite. — abro um sorriso alegre.

— Obrigada. Pode sumir agora, mosquinha. — saio correndo dali e vou para o lado de fora da boate.

Que o Josh não tenha mudado de número. Por favor. Por favor. Ótimo, não mudou.

A foto dele e Any em uma viagem para o norte do país de perfil. Reviro os olhos. Antes de tudo, preciso falar com o Pedro.

Pedro não é mal, mas está disposto a tudo por uma noite com uma gostosa. Por mais, da Any não ser muita coisa.
(N/A: gente, ela é iludida neah?!)

— Fala. — escutei a voz dele do outro lado da linha e revirei os olhos novamente.

— Preciso falar com você.

— Sobre?

— Anyelly gatão, agora vem logo desmiolado. Estou de frente ao balão de cerveja.  

— Tô indo. — desligou na minha cara e eu ri. Macho é uma coisa horrível.

{...}

Josh Beauchamp Pov’s:

Eu decidi, iria me resolver com Any. Iria falar com ela amanhã e esclarecer tudo. Por mais, de estar certo, quero apoiar ela em tudo.

— E aí, quer uma breja?

— Não mano, tô legal.

— Huh, Josh! — Sina desce correndo e me entrega meu celular. — Você esqueceu no quarto de Jae e começou a apitar.

— Ah sim, obrigada! — sorrio.

 

/mensagem on/

 

XXXX-XXXX

X: Joshuazinho, amorzinho... Sou eu, Any. Me encontre na Imperial’s Bar as uma da manhã. Tô com saudades *emojis de beijinhos e coração*.

— Any? Cê tá bêbada? De quem é esse celular?

X: Não tô vidinha minha *emoji de língua*.

X: Vem, tá? Uma da manhã, delícia. *emoji babando*.

/mensagem off/

A Any odeia emojis e não me chama assim. Delícia? Alguém deve estar com ela. Já era 0:30AM então resolvi ir para o bar ver o que estava acontecendo.

— Aonde vai? — Noah pergunta assim que visto meu casaco.

— Depois explico. — saio da casa do Noah e pego um puta de um trânsito.

{...}

Any Gabrielly Pov’s:

— Bebe esse aqui... Que tal? — Pedro oferece uma das bebidas mais fortes do bar para mim pela terceira vez. Sorrio fraco e nego com a cabeça.

— Prefiro um suco. — o olho.

— Certeza?! Eu pago as bebidas, se for por conta do preço.

— Não Pedro, não quero ficar bêbada. Obrigada. — sorrio em agradecimento e ele se levanta retribuindo o sorriso.

— Tudo bem, gatinha. Já volto. — passa a ponta dos dedos pela minha coxa e saí.

Respiro fundo e olho para trás vendo um casal entrando de mãos dadas sorrindo. Abaixo a cabeça e pigarreio  não me permitindo chorar. Caralho, não posso chorar.

— Nossa Any, deixa de ser boba. Esquece ele só um pouco. — olho para cima abanando o meu próprio rosto não deixando a lágrima descer para não borrar a maquiagem.

Ok Any, foque em outra coisa.

O Pedro está demorando, né?! Deve ser porquê a bebida é complicada de se fazer. Se bem que, o suco não demora. Mas, eu não sei qual é o drink dele.

— Voltei... Sentiu minha falta?! — ele me entrega suco e eu sorrio em agradecimento.

— Um pouquinho.

— Huh, estamos avançando... — ele rio e eu fiquei sem entender, mas acompanhei o mesmo rindo.

Para não alimentar o clima estranho, beberiquei o suco que parecia estar um pouco mais ácido que o normal. Mais... Sei lá. Estava estranho.

Pedro me encarava profundamente, ansiando algo. Sorrio sem graça e continuei bebendo o suco disfarçando minha cara de tacho.

Me senti estranha, eu estava tremendo e minha visão estava turva. Pisquei repentinas vezes, tentando fazer aquele efeito passar.

Me levantei e tropecei nos meus próprios pés me fazendo cair um pouco para o lado quase caindo, mas Pedro agarrou em minha cintura.

— Dipiridu. (N/A: EU AMO ICARLY GUYS, DESCULPAAAA!) — a voz conhecida de Jamile sussurrou perto de nós. Mas, antes de poder agir senti alguém me beijar a força. Sem forças, não consegui me afastar.

— Any?

Pedro Sampaio Pov’s:

Alguns minutos antes:

Tava amarradão na Any, mulher gostosa para cacete e vestida naquele vestido tava me deixando doido. Eu tentava dar uns migué para beijar ela... Mas, ela não ligava, mas também não ia na onda. Isso que gostava nela, seu jeitinho difícil. Ah... Como amo um desafio.

Assim que recebi aquela ligação de Jamie, já sabia que iria sair com aquela morena nos braços e ter uma noite de sexo gostoso com aquele mulherão. Mas, não posso esquecer de perguntar se ela ainda namora, já que desde o dia do hospital tava olhando aquela mulher.

Não quero mexer com mulher dos outros não, arrumar briga com homem por causa de buceta não é comigo.

(N/A: frase machista? Temos).

Dei um perdido na Any e fui encontrar minha prima no lugar em que marcamos. Encontrei um amigo meu traficante no caminho, ele queria papo... Mas, eu queria mesmo é saber o que Jamile tramava.                                                                                                

— O que quer? Espero que seja importante. — falei, ficando de frente para a loira.

— Não sei se pode ser importante, mas será vantajoso para nós dois. Eu vi que você está sendo levado pelo veneno de Any Gabrielly. — ele olhou as unhas.

— Sim, estou. Mas, o que isso tem de vantajoso?

— Eu quero pegar o namorado gostosão dela e você pegar aquela víbora. Por isso, preciso da sua ajudinha e você precisa da minha. — ela sorri de canto e eu fico confuso.

— Como?

— Nossa! Como você é burro. — revirou os olhos. — Quero dizer que, você precisa embebedar Any, eu tenho o número do namorado dela, chamo ele aqui e quando ele chegar a primeira coisa que verá será vocês dois.

— E daí?

— PEDRO, PUTA MERDA! — ela bate na minha testa. — Beije ela e ela vai estar bêbada, o namorado ficará triste e eu consolo ele. Depois, você pode fazer o que quiser com o corpo dela.

Fico pensativo, pode ser errado... Mas, Any é uma puta de uma gostosa. Não posso deixar passar. Foda-se, eu como ela e depois meto o pé da casa dela.

— Eu topo.

— Ótimo. Apenas deixe ela bêbada e o resto eu faço. — ela pisca e pega o celular no minúsculo short.

{...}

A Any não aceitava a bebida por nada nesse mundo, então nada como batizar a bebida dela com droga. Sim, eu fiz isso.

Josh Beauchamp Pov’s:

Depois de pegar uns vinte minutos de trânsito, chego no bairro onde fica esse tal bar. Estava ansioso para saber o que Any queria comigo. Acho que sairíamos daqui juntos e renovados. Não gosto de brigar com ela.

— Josh? — escutei alguém e me viro.

Savannah.

— Oi Sav, o que faz aqui? — dei um leve abraço nela sorridente.

— Eu vim com as meninas, o que você faz aqui? — ela refaz a pergunta e eu sorri.

— Any me chamou aqui, acho que iremos voltar. — sorrio e ela faz aquele famoso barulho com a boca “awwwnn”.

— Que lindo. Bom, já está indo para lá? — ela tranca seu carro e eu assinto. — Então, vamos juntos.

Eu deixei o carro afastado, até porquê qualquer louco pode arranhar ele sem mais nem menos. Meu carro é perfeito demais para ser arranhado por qualquer filho da puta bêbado.

— Eu apoio muito vocês. — Savannah fala enquanto caminhamos lado a lado comigo.

— Eu também. Eu falei com o Noah, ele me deu muitos conselhos bons e que eu irei usar. — sorrio de canto e Savannah sorri.

— Que bom, vocês se merecem demais.

— Fazer o quê, né? — rio. — Eu a amo demais...

— Eu sei. — o resto do caminho foi silencioso.

Finalmente cheguei na porta do bar e estava ansioso. Demorei um pouco para entrar pelo fato de estar me tremendo todo. Savannah me encorajava a entrar e eu respirava fundo.

— Tá bom, vamos. — passamos pela segurança do local e mostrei minha identidade para provar que sou maior de idade e adentrei no local.

Meu sorriso logo se desfez ao ver minha noiva beijando outro homem na porta do lugar.

— Any? — perguntei baixo e me tremendo.

Ela não respondeu. O homem parou de beijá-la e eu engulo seco. Any estava avoada e eu sorrio desacreditado.

Encarei seu rosto, esperando uma explicação... Mas, isso não veio dela.

— Josh... — Savannah segura meu braço e eu me desvencilhei dela. Com passos lentos, fui até Any e segurei seu rosto com força.

— Eu não acredito que você fez isso. Deixou nosso noivado por momento, parabéns Any. Que você morra no seu remorso. — soltei-a. Fui até Savannah e neguei a cabeça. As narinas de Savannah estavam dilatas e seu olhar tristonho logo foi substituído por lágrimas.

— Diga a ela que nunca mais irá me ver, eu e ela agora é passado. — minhas últimas palavras antes de sair daquele maldito lugar.

{...}

Lágrimas e mais lágrimas. Eu tentava escrever algo para Any, mas nada vinha a minha mente, além de palavras pesadas e rancorosas. Aquela cena não saia da minha cabeça.

Finalmente algo foi escrito sem minha permissão. Encarei o papel branco na minha frente e deixei minha última lágrima cair sobre a frase maldita fazendo a tinta da caneta borrar. Coloquei minha aliança do lado do papel em cima da cômoda e me levantei pegando minhas malas.

“Você não é mais a Dreamer..."

Até, Los Angeles.


Notas Finais


PUTS, meo.
eu vim agradecer por tudo meu deusos, obrigada por cada momentinho. A história não acabou, mas o final dela será nessa fanfic.

https://www.spiritfanfiction.com/historia/recomeco--fanfiction-beauany-19755675

é lá que irei continuar couple of legends... Favoritem a história para receber os capítulos.
Se esse capítulo tiver mto comentário prometo não demorar postar o capítulo da segunda temporada que pode ser adiada de agosto, para julho S2. amo vocês tchucotchucos.

tia ana laura vive uhul.
Aliás, eu irei fazer outra live... Gostaram da outra? Tiveram vários momentos, eu até qse cai meu deus.
se quiser, ver minhas lives... Sigam @lovxxnowunited no instragram iupi.
até algum dia bebes


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