História Courage - Capítulo 3


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Asui Tsuyu, Bakugo Katsuki, Iida Tenya, Midoriya Izuku, Todoroki Shouto, Uraraka Ochako
Tags Bakuraka, Boku No Hero Academia, Kacchaco, Tododeku
Visualizações 128
Palavras 1.772
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi eu amo kiribaku
oi desculpa a demora também KKKK

ficou ruinzinho, mas eu vou postar o próximo em breve rs

boa leitura~

Capítulo 3 - Market.


Fanfic / Fanfiction Courage - Capítulo 3 - Market.


29, december.

monday.


Quantas estrelas você consegue contar? Vinte? cinquenta? Talvez até mais. Mas, de quantas você consegue lembrar?

São poucas as pessoas que conseguem diferenciar uma estrela da outra, se é que isso é possível mesmo. Mas todas se fascinam com os pequenos pontos brilhantes no céu. Eles estão sempre lá, como ajudantes, companheiros, conselheiros. Há quem diga que estrelas são seres vivos, pessoas e até sinais de Deuses. 

Mas de todas as estrelas — Rigel, Sirius, Vega, entre milhões de outras —, a favorita de Katsuki Bakugo é Arcturus. Não por ela ser uma das mais brilhantes, ou ter um amplo significado para os cientistas, astrônomos e astrólogos, não.

Ela o dá uma certa sensação de bem estar, de segurança. É como se pudessem se conectar, de certa forma.


[...]


30, december.

tuesday.


— Bakugo, quer? - o maior lhe estendeu seu chá enlatado.


— Prefiro café, chá tem um gosto horrível. Ainda mais esse de máquina da esquina.


— Você é tão estranho. - Eijirou apontou, negando com a cabeça.


Katsuki apoiou os braços no balcão completamente vazio.


— Precisa comprar umas comidas, tipo, com urgência.


— Só preciso de uma cama e uma televisão.


— E comida, água, aquecedor, e mais meio milhão de coisa. - o de fios avermelhados bebericou seu chá.


Katsuki suspirou. Kirishima tinha razão, o que vem sendo — pasmem! — muito frequente ultimamente. Odiava o fato de estar errado, mesmo que parcialmente. Pensava que seus pais já haviam comprado toda a comida. Que tipo de pais dão um apartamento assim para o filho?

A família Bakugo é ligeiramente complicada.

Bem, era culpa sua, em partes. Disse que queria ser independente e seus pais lhe deram independência, tanto financeira quanto residencial. Poderia agradecer à eles e depois xingá-los mais tarde.


— Vai comprar comigo?


— Sem chance, bro. Vou sair com a Himiko hoje.


— Outra?


— A noite é uma criança. E quando a madrugada cai, certas roupas vão cair junto.


— Isso é patético mas deve funcionar...


— E funciona!


— Nas idiotas. - completou o loiro. - Se eu fosse você investia na Momo, ela é uma garota legal.


Bakugo adorava dar uma de cupido, ainda mais quando era para Kirishima. Gostava do colega, apesar de terem se conhecido nos Estados Unidos, tiveram uma amizade boa e ligeiramente agitada, dado que sempre que o loiro encontrava com o outro, estava com alguma garota, sempre uma diferente. Não que achasse isso ruim, só que ficar de vela não era um de seus hobbies.


Katsuki sempre falava de seus amigos, até tentou convencer Eijirou a dar uma chance a Momo, até Jirou, mas foi tudo em vão.


— Precisa arranjar uma namorada logo, se não vai morrer solteiro.


— Não quero namorar, cara.


          — Tu não sabe o que quer.


Bakugo levantou do banco preso ao chão, pegando as chaves e chamando Eijirou para "cair fora".

Se sentia levemente mal por ter "mentido" para Midoriya sobre ter de arrumar seu apartamento, mesmo tendo que o arrumar de qualquer forma. Sua salvação para não morrer de fome a noite foi o delivery que pediu, mesmo com o dinheiro escasso, e que não estava lá essas coisas. Talvez devesse pedir uma quantia mensal a seus pais, mesmo se isso significasse abrir mão de parte de sua independência.

Kirishima falava de algo sobre algum jogo novo que iria lançar em breve, mas Bakugo estava mais focado em que macarrão comprar, um de carne, que "obviamente era o melhor", ou o de frango, que era mais barato. Se despediu do amigo ao chegarem no cruzamento das ruas. Bakugo virou para a esquerda e Eijirou continuou em frente, sumindo na multidão que cruzavam as faixas com pressa para fazer qualquer baboseira que fosse.

Pegou o celular ao se ver afastado o suficiente do barulho dos carros e música alta das lojas.

Procurou o nome em sua pequena agenda, não demorando para colocar o celular no ouvido.


— Alô? Mãe, preciso de você.


[...]


— TATSUYA! Você roubou, não vale, quero re-van-che. - reclamou, pronunciando a última parte pausadamente.


— Ninguém manda você ser ruim.


— Vai se ferrar.


— Wow, Ochaco xingando, o que 'tá acontecendo, mundo?


— Nem eu sei, quem dirá o mundo. - suspirou. - O que vai fazer no ano novo?


— Viajar, e você?


— Viajar de novo? - a menor fez um biquinho. - O de sempre, deitar no sofá, convidar uns amigos, pedir uma comida, essas coisas.


— Você nunca gostou do ano novo, não é?


— Gostar é uma palavra forte, eu diria que não sou familiarizada. Nossos pais nunca faziam um festão.


— Promete ir ao templo? Só esse ano?


— Promete começar a trabalhar?


— Ah, eu já disse, eu trabalho. - reclamou, jogando uma almofada na irmã.


— Barman nem é trabalho. - disse e cruzou os braços.


— Arranja um melhor então.


Tatsuya mostrou a língua, fazendo careta para a irmã.


— Eu vou, e quando arran-


E seu celular apitou, indicando que havia uma chamada perdida. Franziu o cenho, nem ouvira o aparelho tocar. Se levantou do sofá e levou o controle do videogame consigo, já que era sem fio. Pegou seu celular de cima da bancada e desbloqueou. Uma chamada perdida de um número desconhecido. Normalmente não ligaria de volta, seus pais diziam que poderia ser trote, mas o que ela tinha a perder?


— Oi, quem é? - encostou na bancada assim que sua ligação foi atendida.


— Oi, é o Bakugo. Preciso de você. - ele riu, mas de nervoso.


— Ah, ok, pode falar.


— É que... É complicado, pode vir aqui? - ele parecia meio perdido.


— "Aqui"?


— Meu apartamento, Uraraka. - Ochaco pôde ouvir uma risada soprada do outro lado.


— Oh, certo, me manda o endereço por mensagem, eu chego aí em vinte minutos.


— Certo, obrigado.


Fim da chamada.


— Ei, Tsuya, pode me levar a um lugar?


— Não me chama assim, parece nome de garota. - desviou o olhar da televisão para a mais nova. - Pra onde?


— Sabe o Bakugo? - gritou, já estava no quarto, trocando de roupa. - Ele precisa da minha ajuda, pediu que eu fosse lá e... - saiu do cômodo, colocando uma blusa e olhando o celular. - Ele mora a uns quinze minutos daqui.


— Da última vez que você andou comigo na moto quase morreu de tanto vomitar.


— Nem foi pra tanto, anda.


— Certo, certo. Só porque eu tenho que ir trabalhar daqui a pouco e... - se esticou, pegando o celular da outra. - A casa dele é perto da Lux.


— Qualquer dia eu vou lá ver as gororobas que você faz misturando aquilo tudo lá. - ironizou e se sentou no sofá, esperando o mais velho de trocar.


— Você não pode tomar aquelas gororobas. - Tatsuya voltou em alguns segundos, estava com a mesma calça, só uma blusa diferente.


Himura era estranhamente relaxado e bonito, não se importava com muita coisa e sabia fazer de tudo o que possa imaginar. Desde pequena Uraraka admirava ele, quase como admira Bakugo. Não são irmãos biológicos, Tatsuya foi adotado um pouco depois de Ochaco nascer, mas isso não os impediu de agir como uma genuína família. Brigavam sempre, por motivos completamente sem nexo, mas tudo se resolvia minutos, até segundos depois, afinal, não conseguiam viver sem o outro.


— Coloca o capacete. - Himura ligou a moto e Ochaco pôde jurar que poderia ouvir o barulho do motor até se estivesse em seu quarto.


— Só tem um.


— Não esquenta. - sorriu e colocou seus típicos óculos escuros, que, de certa forma misteriosa, destacava sua pinta, logo abaixo do olho direito.


— Não vai levar multa?


— Não se ninguém me ver. - piscou, logo batendo no banco, um pouco atrás de si. - Senta aí e vamos.


Uraraka deu de ombros e se sentou na garupa da moto, segurando firme o tronco do maior. Não se assustou, como da primeira vez, ao sentir o veículo se mover, com velocidade, para fora da garagem do prédio, nem fechou os olhos ao sentir o vento frio da cidade em seu rosto.

Era por volta das cinco da tarde, estava quase anoitecendo e o céu alaranjado a fez lembrar da primeira vez que se sentou ali, bem atrás do irmão. Eles iriam para a casa de Tenya, que não ficava muito longe, e ela já estava atrasadíssima. Assim que chegou a casa do maior, se sentia tonta e parecia que iria desmaiar. Himura gravou tudo e não cansa de mostrar aos seus amigos sempre que tem a oportunidade.


— Obrigada, Tatsuya.


— Dá um esporro no Bakugo por mim.


— Não vem?


— Tenho que ir fazer as gororobas. - sorriu, pegando o capacete da menor e tirando os óculos. - Se quiser que eu venha te buscar, é só ligar.


— Certo, traga uma pra mim?


— E os pais?


— Eles não precisam saber. - Ochaco riu soprado e colocou o indicador na frente dos lábios.


— Minha nossa, quem é você e onde colocou minha irmãzinha? - Himura colocou seu capacete, dando partida na moto. - Te vejo mais tarde.


— Até.


Uraraka voltou a pegar o celular, vendo se estava na rua e prédio certo. Confere. Agora é só achar o apartamento.

Número 67.


— Bem levando em conta que deve haver uns vinte apartamentos em cada andar, o dele deve estar no terceiro ou quarto. - suspirou, entrando no prédio.


Pensou em perguntar a recepcionista ou ao porteiro onde fica o apartamento em questão, mas escolheu procurar por si só. Deu um breve "olá" às pessoas que estavam na recepção e foi direto ao elevador. Primeiro vasculhou o segundo andar, e, para o seu azar, começava do número 15, terminando no número 30.


— Droga, quinto andar. - se arrastou de volta ao elevador, apertando o botão de número cinco no painel.


Bateu na porta algumas vezes. Logo se endireitando ao ouvir os trincos se abrirem. Uma cabeleira vermelha e molhada apareceu a sua frente, com um sorriso galanteador.


— Ah, e aí, docinho?


— Ahn... Acho que é o apartamento errado. Conhece algum Baku-


— OI! Kirishima, ela namora, idiota. - como num passe de mágica, Katsuki apareceu.


— Ah, então essa é a Ochaco. - Eijirou pareceu analisá-la. - Bakugo falava bastante de você.


— Ah é? - lançou um sorriso debochado para o loiro.


— Tá, tá, entra logo. - Katsuki literalmente empurrou Eijirou da porta, puxando Ochaco para dentro, chutando a madeira com força para fecha-la. - Ok, olha, não é pra rir.


— Fala, meu filho. - Uraraka deixou sua jaqueta no sofá.


— Preciso que me ajude com as compras.


Eles se encararam por uns segundos, até que Ochaco sorriu de lado.


— Achei que demoraria mais para pedir ajuda.

— Não é ajuda! - protestou. - é conselho.


— Certo, certo, vou te dar uns conselhos. - a menor se alongou. - Vamos no mercado.


Notas Finais


oi de novoKKKKK
é isso aí rs
se o Bakugo não sou eu, não sei quem sou (??)
enfim, espero que tenham gostado sz
favoritem e comentem, isso me deixa muuuuuito feliz!


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