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História Courage to Change - Capítulo 6


Escrita por: Drsz

Notas do Autor


Havia prometido Reylo, então toma ship! kkkkkk

Esse capítulo é mais um daqueles beeem musicais então segue abaixo os links das músicas (é sério escutem e o primeiro link tem uma coreografia linda)
Between Twilight https://youtu.be/b50Gb3bPNI8
Other Side https://www.youtube.com/watch?v=rJk7RGtWgP4

Capítulo 6 - Power Over Me (capítulo 6)


Fanfic / Fanfiction Courage to Change - Capítulo 6 - Power Over Me (capítulo 6)

Os rapazes saíram e pararam em uma roda próxima a mesa, onde um grupo conversava descontraidamente, integrando-os na conversa. Enquanto isso na mesa, Ben disse: 

- Se importa de eu me sentar mais perto?  

- De modo algum, fique à vontade - com a resposta de Rey ele se sentou na cadeira que estava vaga ao lado oposto a que Finn ocupava, pois poderiam manter a conversa após o retorno dos anfitriões 

- Somos uma dupla um tanto quanto inesperada quando se falam em convidados, geralmente se esperam que tragam seus interesses amorosos, acredito que estamos longe disso - ele dizia com leve ironia e Rey dava uma risadinha baixa. 

- Eu tenho que concordar, somos parceiros exóticos nesse evento. Mas o que o trouxe aqui além do convite é claro? - ela conseguia sentir seu perfume devido à proximidade, sua barba estava por fazer o que dava um charme a mais, será que ele tinha algum defeito além de ser compromissado ela perguntava a si mesmo. 

- Então senhorita – Rey o cortou  

- Por favor me chame somente de Rey, cada vez que me chama de senhorita sinto me uns 10 anos mais velha - ela disse com humor 

- Claro, desde que me chame por Ben– ele respondeu  

- Feito! - e apertaram as mãos selando o acordo, e a mesma onda de choque a atingiu novamente, isso não fazia o menor sentido, mas deixava as coisas mais interessantes, ele estava olhando as mãos unidas, será que ele também havia sentido, Rey ficara com dúvida. 

- Então Rey, eu estava passando por uns dias de merda, estou em fase final do processo de divórcio e o Armitage me convidou para tentar me dar uma animada, ele disse que eu poderia conhecer gente nova, conversar sobre coisas diferentes e abstrair, até o momento tem dado certo. E isso responde também o seu questionamento inicial sobre a Sra. Solo - Concluiu bebendo seu drink, Rey tinha as batidas do seu coração descompassadas, ela não esperava essa resposta de modo algum, ele foi certeiro com a resposta, ela precisava se controlar para manter o diálogo. 

- Sinto muito por isso – olhou brevemente nos olhos dele e conseguiu ver a tristeza que carregava, mas desviou e fitou o seu copo de drink cabisbaixa. 

- Não por isso, foi um termino tranquilo estávamos em caminhos diferentes e ela se deu conta antes de mim, foi digno da parte dela terminarmos com o mesmo respeito que no início do relacionamento. Mesmo com a forma que encerramos esse ciclo, não posso afirmar que está sendo fácil, rupturas sempre deixam marcas - assim ele concluiu. 

- Obrigada por partilhar comigo, imagino que não seja fácil falar do assunto – Ela não tinha muito o que dizer, já esteve em relacionamentos sérios, mas ela agiu como a ex-senhora Solo. Por fim acrescentou lembrando dos pais – Rupturas são sempre ruins mesmo. 

Nesse momento o garçom passou e eles pediram por uma bebida, eles optaram por um Moscow Mule. Quando o garçom se retirou eles continuaram a conversa 

- E você Rey como veio parar aqui? - ele indagou 

 - Não tenho uma história por trás, simplesmente fui intimada por Finn que também é meu melhor amigo juntamente com Rose, então não tive muita escolha, nem com o vestido – Rey ria, Ben a olhava com curiosidade querendo saber mais sobre a história, ela entendeu o olhar confuso e acrescentou: 

– Quando provei esse vestido minha amiga Rose me obrigou a ficar com ele, ou seja, sem escolha - concluiu dando de ombros e degustando sua bebida. 

- Então realmente sua amiga merece os cumprimentos também - dizia com um olhar sacana.  

Rey voltou a atenção para ele surpresa com o elogio e parou no sorriso que ele abria pra ela, essa conversa estava ficando mais interessante a cada momento, ela teve impressão que ele corara discretamente.  

- Já a agradeci pela assertividade – sorria com satisfação, encarando o seu copo que já estava vazio. 

Como um estranho poderia mexer tanto assim com ela, inevitavelmente ela precisaria analisar com calma e com a ajuda de Rose.  O clima ficou meio desconfortável após o flerte, mas Ben tomou a iniciativa e retomou a conversa. 

- Com o que trabalha Rey? - ele questionou 

- Eu sou engenheira e você? - Ele a olhou descrente pois era muita coincidência.  

- Eu também sou engenheiro – respondeu rindo. 

- Ah para! Não acredito! Qual ramo? - além de todos os pontos que faziam Rey ter um tombo por esse homenzarrão eles ainda tinham a profissão similar, o destino estava jogando pesado.    

- Software voltado para robótica, não vai me dizer que também atua na mesma área? - Ben estava se sentindo do mesmo modo que ela, com certeza ele desejaria que essa conversa não terminasse neste dia.  

- Seria coincidência demais não!? - Ela ria da situação - Sou engenheira de produção, mas com foco em sustentabilidade, é uma área encantadora – seus olhos sempre brilhavam quando falava sobre a carreira 

- Eu acredito, nossas profissões são voltadas para um futuro próximo e mais desenvolvido cada um com o seu foco, mas acredito que caminhando paralelamente. -  Ele pontuou 

- Com certeza! Talvez sejamos sonhadores apesar de sermos de exatas - Deu uma piscadinha para ele. Bem teve certeza que seu coração pulou uma batida. 

Continuaram conversando amenidades até o jantar ser servido, Rey focou nas entradas e antepastos, pois havia dado uma olhada no menu disponibilizado nas mesas e percebido que os pratos principais seriam com carne, suas escolhas eram simples e obvias para dela, mas havia um par de olhos castanhos que a observava com muita atenção querendo memorizar tudo que fosse possível daquela noite. 

Após o jantar as músicas começaram a ficar mais animadas, Rey já estava começando a se interessar pela pista, ainda tocavam músicas mais clássicas, mas ela começou a reconhecer a batida da canção de imediato era uma das instrumentais favoritas dela “Between Twilight - Lindsey Stirling”, precisava muito dançar se levantou e fitou o salão por alguns segundos, onde seu irmão se aproximava com a mão estendida para levá-la a pista, ele havia reconhecido de pronto a canção e apesar de não ser um exímio dançarino, não era uns dos piores e sabia conduzir com destreza e conhecendo Rey como conhecia, sabia que deveria acompanhá-la.  

Eles iniciaram com uma reverencia, e ela começou a corte fazendo uma volta completa nele percorrendo os seus ombros com as mãos e parando na posição inicial, onde posicionaram as mãos de forma clássica com passos de valsa, Rey levitava, conforme era conduzida sentia liberdade de dar piruetas, posicionada de costas para Finn saltava usando o como apoio, pousava como uma pluma, arqueava suas costas sendo apoiada pelas mãos do irmão fazendo movimento de pêndulo, girava sobre o seu próprio eixo, fazia giros de pernas. Ela dançava com a alma e isso era visível a todos, os mais próximos estavam assistindo em um semicírculo como num espetáculo de dança.  

Ben estava em pé perto da mesa devido sua altura tinha uma ótima visão dali, olhava aquilo com um deslumbre que ele nunca tivera, era lindo de se ver, Rey era uma mulher espetacular, quem diria que uma engenheira dançava tão maravilhosamente assim, era de uma sensibilidade imensurável, seus olhos brilhavam. Armitage que estava ao seu lado, ria em contentamento pela reação do amigo a tudo aquilo, ele já desconfiava que os 2 se dariam bem, mas suas expectativas foram superadas. Ben reparara que ainda estava com a maldita aliança no dedo, resolveu guardá-la no bolso pois não havia mais sentido algum permanecer usando a joia, Rey lhe dera um ótimo motivo para seguir em frente, e ele não iria perder a oportunidade. Hux viu a cena e aproveitou para se fazer presente. 

- Fico feliz por isso – disse apontando para o bolso do amigo e dando tapinhas no ombro 

- Acho que tenho que te agradecer. 

- Não por isso, me agradeça quando estiver nos braços daquela mulher dançando que você está babando - Hux disse risonho. 

- Ela é mesmo incrível - Ben disse olhando-a dançar. 

Nesse momento a música acabava e Rey encontrou os olhos de Ben a olhando, ele tinha um brilho diferente ela não sabia explicar o que era, mas os olhos dele ficaram mais lindos daquele modo. Voltou sua atenção as pessoas em volta da pista que os aplaudiam, Rey corou suavemente pois esquecia o quanto chamava atenção quando dançava. 

- Arrasamos manina! - Finn disse com satisfação 

- Irmããão! Você foi sensacional, não lembrava que dançava tão bem assim! - respondeu empolgada e finalizou em um abraço. 

- O que eu não faço por você? Pra você não precisar chamar um estranho, tive que me prontificar, eu sabia o quanto amava essa música. Eu podia ter arruinado minha carreira com essa dança - terminou a frase com uma dose a mais de drama  

- Agora tenho certeza que será promovido, lembre-se de me agradecer depois – ela deu um empurrãozinho com o ombro. 

Saíram da pista para voltar para mesa, Rey mantinha um sorriso enorme de satisfação esse era o poder da dança nela. Em todo o caminho ela sentiu um par de olhos sobre si, sabia de quem era. Ao chegar na mesa  Hux e Ben estavam boquiabertos e disseram em uníssono 

- UAU!!! 

- Vocês foram indescritíveis - Hux acrescentou. 

- Deem o mérito à Rey, ela é a profissional aqui e conduzi-la fica fácil - Finn respondeu 

- Manino eu sei que você quer massagear meu ego, mas você foi realmente incrível - ela disse orgulhosa. 

- Realmente foi lindo de assistir - Ben que não havia dito nada, resolveu se pronunciar. 

-Obrigada pelo elogio – ela imitou um agradecimento cortês, e com um sorriso que não lhe cabia e acrescentou – E vocês não dançam? 

-Só quando obrigado – Ben respondeu.  

- Eu danço! - Hux afirmou dando de ombros

Se sentaram um pouco para normalizar a respiração e beber algo, e conforme as pessoas passavam pela mesa os cumprimentavam pela dança. Um homem bem apessoado aparentemente mais novo parou a mesa e convidou Rey para uma dança, ela não havia o costume de recusar e não seria hoje que o faria. Saiu da mesa educadamente e retornou a pista. Mal ela sabia que havia deixado o seu flerte da noite ensandecido de ciúmes. Ben não tirava os olhos dela, batendo os pés freneticamente no chão, não conseguia beber nada, passou a mão pelos cabelos e música não acabava, parecia estar sendo torturado quando percebeu que a melodia estava findando, tentou manter a compostura, pediu com licença e se retirou da mesa indo em direção a pista onde ela estava. Ao termino da canção parou ao lado da dupla e disse: 

- Posso!? - pedindo o consentimento para a próxima dança  

- Claro! - Rey respondeu com um sorriso encantador e o rapaz se retirou. - Você não disse que só dançava quando obrigado? - Ela indagava confusa 

- E foi exatamente isso que aconteceu quando aquele rapaz a convidou - Ele dizia seriamente. A intensidade com que ele a olhava, a dava muitas ideias inclusive de beijá-lo ali mesmo. Trocaram um olhar cumplice e iniciaram a dança.  

A música que começou era muito conhecida por ela, tanto que estava em sua playlist, era lenta, mas permitia dança em dueto e solo, suas células vibravam não sabia se era com a canção “The other side – Ruelle" ou se era com o toque dele que acabara de colocar a mão em sua cintura.  

Ben era um excelente dançarino, a conduzia com leveza e Rey se permitia, dançava fluidamente, com as mãos unidas Rey dava piruetas para direita se afastando e com piruetas para esquerda voltava a ficar de frente para ele, deslizavam pelo salão com uma sincronia muito similar com a que ela tinha com Rose, ela fez uma abertura espacate sendo trazida do chão pelas mãos dele nas suas, ele a levantava com um braço pelas cintura girando no próprio eixo, com as mãos conduzia movimentos da cabeça e braços dela e finalizando a música ela fez duas piruetas e meia, se afastando e voltou num salto abraçando-o com as pernas na cintura dele e com os braços no pescoço, apoiando a mão nas costas ela se arqueou sendo segurada por ele fazendo o movimento de ponte ao colocar a mão ao solo, soltou as pernas e saiu do movimento em um mortal de costas uma perna de cada vez, caminhando com passadas lentamente voltou ao parceiro e finalizou descansando a cabeça em seu peito e as mãos em posição inicial. 

Novamente eles foram ovacionados por quem assistia, Rey não conseguia dar menos que 100% quando dançava. Eles estavam ofegantes tanto pela dança quanto pelo sentimento ali presente, eles se fitaram sem falar nada e dizendo muita coisa. Como diz o ditado, uma dança bem dançada é como fazer sexo, eles estavam nesse estado de êxtase. Bem ia falar algo, mas ela o irrompeu. 

- Me empresta seu celular – ela disse 

- Ele pegou o aparelho muito confuso, mas ele não conseguia agir com coerência no momento. Rey digitou algumas coisas e logo devolveu.  

- Salvei meu número, quando quiser me ligar ou me mandar mensagens já o tem – ela dizia assertivamente, Ben parecia buscar palavras pra tentar descrever 

- Uau! Isso foi intenso – foram as únicas palavras racionais que ele conseguiu proferir naquele momento. 

Ela o olhava com desejo e admiração, o que estava sentindo era arrebatador, era um sentimento totalmente novo. Ela queria tocar em seu rosto, passar as mãos pelos seus cabelos, queria muito mais que uma dança, mas algo no seu coração dizia para ela esperar, e o seu coração não errava. 

- Ben! - ela o chamou em um suspiro porque ele também estava perdido nos seus pensamentos, quando ele focou nela ela acrescentou – eu vou ter que pedir encarecidamente que você não diga nada porque eu estou a muito pouco de te beijar, estou fazendo um enorme esforço aqui para me conter. 

Ele estarrecido com a afirmação dela, não sabia que era reciproco, e essa constatação o encheu de alegria, ele a fitava lendo tantas coisas naquele olhar que quase se perdia.  

- E por que se controlar Rey? - Ele deu um passo mais próximo a ela, muito perto do rosto dela.  

O coração dela batia descompassadamente, ela não queria magoá-lo recusando beijá-lo mesmo querendo muito fazê-lo. 

- Eu não sei! Sinto que há algo a ser resolvido, talvez seja a conclusão do seu divórcio. Eu tenho a impressão de que quanto beijá-lo eu não vou conseguir parar simplesmente com beijo, entende!? - ela o olhava carinhosamente 

- Isso é uma promessa!? - ele indagou e ela assentiu concordando. 

- Me liga quando você estiver totalmente livre disso tudo, quando você estiver disponível para sentir isso que estamos sentindo, você sente não é!? - ele concordou. 

Ela depositou um beijo no rosto dele e se retirou da pista, mas ao invés de ir para mesa resolveu passar no banheiro para se recompor. Ao chegar lá havia uma mulher no espelho e quando reconheceu Rey resolveu cumprimentá-la 

  - Parabéns pela dança, você e o seu namorado estavam maravilhosos! - Rey ficou estarrecida com a fala da mulher e não conseguia verbalizar nada, apenas agradeceu com um meneando a cabeça. 

A mulher se retirou do banheiro e Rey ficou sozinha, apoiou suas mãos no mármore da pia e pensava “O que foi isso? Como assim eu e ele parecíamos um casal? O que está acontecendo comigo? Será que isso que estou sentindo é amor ou paixão, sei lá!? Nenhum dos meus relacionamentos anteriores me fez sentir desse modo.” Seu corpo parecia eletrificado e cada toque dele ela se sentia mais viva, ela nem acreditara que passara seu número a um “quase estranho” e ainda fizera uma promessa. Rey umedeceu suas mãos e passou em sua nuca e pescoço, se olhava no espelho e mesmo que muitas horas já tivessem se passado se sentia linda. Após alguns minutos ela conseguiu voltar a sua normalidade e retornou para mesa, ao chegar encontrou somente o seu irmão e olhou confusa. 

- Eles acabaram de ir, até esperaram você voltar, mas como demorou um pouco eles foram embora, mas lhe desejaram boa noite e agradeceram pela adorável noite – Finn dizia desconfiado, afinal ele havia visto a dança e conhecia sua irmã melhor do que assim mesmo. 

- Uma pena não ter conseguido me despedir, falando nisso que horas são? - Rey fingiu não notar o olhar do irmão. 

-Eita Rey são 4 da manhã. Vamos também? - Finn disse, sabendo que teria muito a conversar com sua irmã sobre o rapazote que ela conheceu essa noite. 

-Claro! Café no Falcon como sempre!? - Rey perguntou já sabendo a resposta, apesar do look estar mais formal que nunca, a passada na cafeteria era obrigatória. 

Eles aguardaram a chegada do UBER, ao entrar no carro Rey resolveu olhar o celular. E havia uma mensagem de um numero desconhecido 

“Desculpe por ter saído sem me despedir, quando Hux me chamou não me opus porque depois de tudo que dissemos eu não queria te deixar desconfortável com a situação. Obrigada pela noite inesquecível. Boa noite Rey!” 

Rey sorriu com a mensagem e resolveu responder. 

“Boa noite Ben ou melhor Bom dia! Aguardarei sua mensagem ”  

“Já estou ansioso para enviá-la” - ele respondeu. 

E assim chegaram ao café.  


Notas Finais


Eai como ficou o coração de vocês !? espero que tão empolgados quanto o meu!

Depois comentem como encontraram a fic ;)

bjs até a próxima (talvez o capítulo atrase, não desanimem)


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