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História Covardia ao Extremo - Capítulo 1



Notas do Autor


Olá leitores do Projecto Geek, bom dia!

Hoje está sendo lançada mais uma one - e a ultima! - do desafio em dupla, esperamos muito que gostem!

Ficwriter's: @_Hinatinha_Chan  & @JujuChan00
Capista: @makemywish
Beta: @Srt_Winchester_

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único;


Fanfic / Fanfiction Covardia ao Extremo - Capítulo 1 - Capítulo Único;

Covarde. Era essa palavra que descrevia perfeitamente Eleonor. Uma menina de cabelos castanhos, olhos verdes e alta.

 

Sempre foi uma criança medrosa, tinha medo de escuro, baratas, ratos, fantasmas e outras coisas, mas o que mais a assustava era algo que toda a humanidade temia, os titãs.

 

    Nunca tinha visto um, mas as histórias que contavam sobre eles já eram o suficiente para intimidar ela. Também via os rostos dos soldados da tropa de exploração, eram sempre rostos tristes, com medo ou frios.

 

    A pior expressão que viu foi a do capitão Levi, o soldado mais forte da humanidade. Era tão fria quanto gelo. Enquanto todos choravam ele ficava apenas quieto e indiferente, como se não tivesse medo de nada e pudesse enfrentar tudo.

 

    Era o sonho de Eleonor ser daquele jeito, ser corajosa. Mas toda a sua vontade de ser corajosa acabou naquele dia. O dia em que a humanidade se lembrou do motivo para temerem os titãs.

 

    Era moradora da muralha Maria no distrito de Shinganshina. Estava voltando para casa após comprar pão quando avistou o titã colossal. Imediatamente a cesta de pães caiu de suas mãos e ela começou a correr em direção à sua casa.

 

    Chegou lá mas a porta estava trancada. Bateu, gritou e implorou, mas nenhum de seus pais abriu. De repente um titã de três metros estava próximo, por sorte ele não havia visto Eleonor que se escondeu atrás de outra casa.

 

    O titã passou ao lado de sua casa e olhou pela janela vendo os pais de Eleonor encolhidos embaixo da mesa.

 

O titã quebrou o vidro da janela e pegou ambos, o homem e a mulher. Eleonor assistiu horrorizada seus pais olharem para ela e pedirem ajuda enquanto estava escondida e tremendo.

 

    O titã devorou os dois cruelmente. Dava para escutar o som da carne e ossos sendo mastigados e os gritos de desespero implorando pela vida. Quando terminou de comer foi embora.

 

    Finalmente Eleonor pode respirar. Sentiu seu estômago embrulhar e vomitou. As pernas estavam bambas, o suor era frio e a visão ficou turva. Finalmente desmaiou no chão, acordou com um soldado dando-lhe tapas no rosto. Ele falou que era para ela evacuar com ele imediatamente até um dos barcos que levavam a Trost na muralha Shina.

 

    Confusa, ela apenas seguiu o soldado e entrou em um dos barcos.

 

    Enquanto estava no barco observava as pessoas. Elas estavam apavoradas, algumas delas chorando, outras apenas com caras assustadas e outras com expressões frias. Não sabia o que pensar, seus pais praticamente a traíram, mas isso foi bom já que não foi devorada. Se sentiu péssima por pensar assim, mas antes eles do que ela.

 

    Iria sentir muita falta de seus pais apesar de tudo. Agora estava sozinha, sem família e sem amigos. Não teria alguém que fosse a defender ou que fosse espantar todos os perigos e os medos.

 

    Depois desse dia Eleonor tomou uma decisão: iria treinar para ser um soldado e poder se defender sozinha mesmo sendo covarde.

 

                               ~

 

- Eu já disse que não é desse jeito que faz! - jogou o esfregão no chão

 

- M-mas eu fiz tudo do jeito que o capitão mandou!

 

- O caramba que fez. Limpa isso aí de novo, senão todos nós vamos levar bronca!

 

    Eren estava irritado com Eleonor. Ela nunca fazia nada direito.

 

    Eleonor se apoiou na parede e suspirou.

 

- Não fica assim, você sabe como o temperamento do Eren é horrível.

 

    Sasha apoiou o corpo no de Eleonor.

 

- Mas ele não é assim com vocês, além do Jean é claro. Eu não sei se eu fiz alguma coisa pra ele não gostar de mim.

 

    Sasha deu um tapa na cabeça da outra.

 

- Olha as coisas que você fala. Lógico que você não fez nada pra ele. Você não faz mal nem para uma barata.

 

    Eleonor suspirou e pegou o esfregão que Eren jogou no chão e começou a esfregar e logo em seguida Sasha saiu da cozinha.

 

    Não conseguia ir contra Eren. Não confessava mas tinha muito medo dele, não só pela sua forma titã mas ele naturalmente era intimidante.

 

    Estava esfregando distraída até que esfregou botas familiares.

 

"Puta que pariu…"

 

- O que pensa que está fazendo com os meus sapatos, Maurer?

 

    Levi olhou para ela de um jeito que sabia que ela ficava intimidada.

 

- Capitão! Eu sinto muito, eu estava distraída e nem vi que chegou - se curvou. Não é a primeira vez que isso acontece.

 

    Pegou a gola da camisa dela e a abaixou até ficar a sua altura.

 

- Pegue a graxa e trate de deixar meus sapatos brilhando, diferente desse chão imundo.

 

    Empurrou ela a fazendo cair.

 

    Eleonor ficou triste. Sempre tentava impressionar seu capitão, mas seus esforços sempre eram inúteis. O chão que acabava de limpar era imundo, a louça que lavava parecia não ter nem visto cara de sabão, era sempre isso que ouvia

 

    Se levantou e foi até o andar de cima buscar a graxa e um pano úmido

 

    Quando voltou, o capitão estava sentado no sofá com os pés no banquinho de madeira.

 

- Com licença.

 

    Se ajoelhou e pegou o pano. Esfregou o pequeno sapato com cuidado. Não era a primeira vez que fazia esse tipo de serviço

 

    Quando terminou com a graxa começou a passar a escova, depois pegou o outro pano e deu brilho.

 

    Repetiu o mesmo processo no outro sapato. Depois de terminar, Levi analisou os sapatos.

 

- Chama isso de engraxar? Dá pra ver o porquê o chão é tão sujo.

 

    Se levantou e foi até a prateleira pegar a chaleira para preparar o chá.

 

    Eleonor nada disse, levantou e guardou as coisas que usou para engraxar. Depois que voltou pegou uma caneca grande e a encheu de água na pretensão de fazer o arroz. Pegaria a chaleira mas já estava sendo usada.

 

    Pegou uma vasilha e foi até o armazém pegar mais arroz. Estava muito nervosa pois o capitão observava cada movimento. Foi sair da cozinha e tropeçou nos próprios pés.

 

"Tsc", Levi estalou a língua.

 

"Que vergonha!"

 

    Saiu correndo antes que ficasse mais constrangedor. Estava voltando com a vasilha cheia de arroz.

 

"Agora eu tenho que ter muita, mas muita concentração."

 

    Se derrubasse aquele arroz no chão seria sua sentença de morte. Felizmente chegou até a mesa com todos os grãos de arroz que havia pegado. Olhou para o capitão que bebia seu chá preto daquele jeito meio estranho.

 

    Sempre quis provar o chá do capitão, o aroma era tão bom.

 

- O que foi? Se olhar mais para mim vou ficar com furos - colocou a xícara na mesa.

 

"Você estava fazendo a mesma coisa." Pensou.

 

- Não é nada. Se me permite dizer, eu queria provar seu chá, ele parece ser gostoso. Tem um bom aroma.

 

    Viu Levi arregalar um pouco os olhos mas logo voltou para a expressão usual.

 

- Da próxima vez eu farei uma xícara pra você.

 

    Eleonor ficou empolgada e sorriu de orelha a orelha. O capitão foi gentil, algo muito raro.

 

- Obrigada.

 

    Se curvou e voltou ao fogão de lenha para fazer o almoço.

 

    Estava temperando o arroz quando a água ferveu. Foi pegar a caneca de água mas sem querer bateu nela e derramou um pouco de água quente na mão.

 

- Aí.

 

    Soprou a mão. Levi olhou para ela e suspirou.

 

- Não consegue ser menos desastrada? Uma criança de cinco anos é mais cuidadosa.

 

- Desculpe!

 

    Ela pegou a caneca e despejou a água na panela. Depois procurou por uma faca e pegou alguns tomates e cenouras numa cesta em cima da bancada. Lavou muito bem e foi cortar os alimentos. Apesar de ser desastrada, era acostumada a mexer com facas, então tinha habilidade. Lhe rendeu alguns cortes na mão, mas nada tão preocupante.

 

    Depois de cortados colocou tudo no arroz.

 

"Acho que vou fazer algumas batatas cozidas, a Sasha gosta." riu lembrando do dia em que conheceu Sasha.

 

    Saiu da cozinha e voltou com algumas batatas. Pegou uma faca pequena na gaveta e descascou as batatas e logo em seguida as cortou e colocou para cozinhar.

 

    Conforme o tempo ia passando vários membros da tropa de exploração entravam na cozinha e perguntavam o que serviria de almoço.

 

    Levi notou que Eleonor era bastante popular e que a maioria das pessoas gostavam dela.

 

- Eleonor!!

 

"Oh, não…"

 

    Estava temperando o alface quando uma Hange toda animada a abraça bem forte nem notando a presença de Levi.

 

- Que saudade eu estava de você, minha cozinheira favorita!

 

    Hange tinha ficado fora numa missão por alguns dias. A quatro olhos amava a comida que Eleonor preparava, sendo sua favorita.

 

- Hange-san, está me apertando!

 

    Deu batidinhas nas costas dela.

 

- Me desculpe. Se afastou.

 

- Olá baixinho - olhou para Levi sorrindo. Ele somente revirou os olhos.

 

- Olá quatro olhos - respondeu indiferente.

 

- O que você está cozinhando Eleonor? - perguntava tentando olhar para as panelas recebendo um tapa na mão pela castanha.

 

- Nada de espiar Hange-san, estava fazendo um arroz com legumes e coloquei algumas batatas para cozinhar, a Sasha gosta - sorriu se lembrando da amiga.

 

- Deve estar delicioso, até porque tudo que vem de você é delicioso - se mexia para os lados.

 

- Tá com formiga nas roupas Hange? - Levi perguntou impaciente.

 

- Eu só estou animada nanico, fazia tempos que eu não via a minha amiga.

 

- Tsc, vocês são irritantes - bebeu um gole de chá olhando para as mesmas com a cara de sempre.

 

                                ~

 

    O almoço estava um tanto conturbado, Eren e Jean brigando, Sasha mordendo a panturrilha de Connie e os outros soldados rindo da situação.

 

- Ei, Eleonor! - Mike falou enquanto soltava seu bafo de cerveja.

 

- Sim, senhor Mike? - ficava preocupada quando ele bebia.

 

- Venha aqui garota - bateu no banco ao seu lado, que por acaso era onde o capitão Levi estava.

 

    Ela não respondeu e apenas obedeceu.

 

- Sabia que cê tá bonita hoje? - se aproximou do ouvido dela e sussurrou não tão baixo, o suficiente para Levi escutar.

 

- O-obrigada.

 

    Estava estampado na cara dela o desconforto, e ficou ainda mais nítido quando ele encostou uma mão em sua coxa.

 

- Maurer, preciso de você. Hoje vai me ajudar a limpar o porão. 

 

    O capitão falou largando a comida e puxando ela pela mão.

 

- Qual é Levi, a gente tava se divertindo! - o bêbado protestou.

 

- Cala a boca - foi puxando ela.

 

    Eleonor não conseguiu ter reação. Levi estava a salvando?

 

    As borboletas em seu estômago começaram a ficar agitadas. Quando percebeu estavam no porão.

 

- Muito obri-

 

- Cale a boca sua puta! - estapeou a cara dela.

 

    Nem conseguiu formular uma frase e nem um pensamento. Ele tinha a livrado de um bêbado assediador e agora estava fazendo isso...

 

- Deveria parar de ser fraca e ficar andando com essas roupas curtas, por isso ele fica te molestando.

 

    Eleonor estava usando um vestido amarelo um pouco acima do joelho. Tirou o uniforme antes de almoçar porque tinha derrubado um pouco de molho da salada e foi lavar, e era a única roupa que tinha.

 

- M-me desculpe.

 

    Começou a tremer e chorar.

 

- Porra, não é pra pedir desculpa, seja uma mulher de verdade e imponha a sua vontade! - deu outro tapa.

 

    Ela ficou tão intimidada e tão triste que isso começou a virar raiva. Estava tão cansada dos outros ficarem gritando e ela ter que pedir desculpas. Sentia vontade de vomitar toda a vez que isso acontecia.

 

- Por que? É sempre assim, todo mundo grita comigo, eu sempre estou errada, eu sempre faço besteira, é tudo a mesma merda, que droga! 

 

    Levi iria responder com outro tapa mas a reação dela depois dos gritos o paralisou. Ela bateu a cabeça no pilar de pedra repetidas vezes.

 

- Droga, droga, droga! Eu deveria morrer logo por ser a porra de uma covarde!

 

    O sangue manchava a pedra e o chão. Iria bater a cabeça mais uma vez quando Levi a puxou para perto.

 

- Para com isso!

 

    A voz forte do capitão não surtiu efeito e ela começou a gritar e espernear.

 

- Me solta, eu quero morrer. Por que me critica até nisso?!

 

    Ela começou a respirar mais pesado do que já estava até que em um momento parecia que uma pedra estava tampando sua respiração. Seu rosto ficou vermelho.

 

- Maurer!

 

    Levi deitou ela no chão e começou a massagear as têmporas dela mas não estava surtindo efeito e ela estava prestes a perder a consciência.

 

- Merda!

 

    Ele não sabia o que fazer então tampou o nariz dela e fez uma respiração boca-a-boca. No mesmo instante ela parou de se mexer e pareceu voltar a si.

 

    Era um problema que tinha desde criança, ficava tão ansiosa que sua respiração ficava pesada ou sua garganta fechava. Sempre se amaldiçoou por ter esse problema, mas naquela hora ele pareceu ser o gênio da lâmpada por ter realizado o seu maior desejo.

 

    A boca de Levi era fria, seus lábios eram finos e rachados. 

 

    O capitão estava tão dedicado a ajudá-la a respirar que nem reparou que ela tinha se acalmado. Apenas notou uma mudança quando ela segurou na sua cintura e fez ambos os corpos grudarem. Começou a mexer os lábios de forma ávida.

 

    Ele se assustou e empurrou ela e se afastou.

 

- O que foi isso?!

 

    Gritou mas pareceu não surtir efeito nela que se aproximou engatinhando e parou a centímetros dele.

 

- Não vê capitão?- se ajoelhou - Eu desejo você. Sorriu.

 

- Não é diferente das mulheres que imploram para eu ter uma noite com elas.

 

    Levantou e a olhou de cima. A expressão dele era de nojo.

 

    Sempre queriam ir para cama com ele, mas nunca o amavam, nunca o entendiam, nunca se importavam.

 

- Limpe este sangue imundo e nunca mais dirija a palavra a mim.

 

    Saiu e deixou Maurer lá, sem entender nada e com uma vontade enorme de morrer. Algumas palavras ditas erradas causam muita confusão.

 

~ 

    Alguns dias se passaram e o meu relacionamento com Levi não melhorou muito, pelo contrário só piorou cada vez mais, ele começou a me evitar ao decorrer dos dias e isso me machucava bastante.

 

    Estávamos com uma nova missão: a da retomada da muralha Maria, não posso negar que estava com medo. Tudo poderia dar errado nessa missão.

 

    Tínhamos conseguido tapar o buraco de um dos lados da muralha mas quando estávamos voltando para tampar o outro foi quando o titã colossal e o um outro titã surgiram. Iria começar uma nova batalha, nos preparamos para o que imaginei ser a última, o medo que sentia antes agora só aumentava.

 

    Senti alguém se aproximando e logo notei ser Levi.

 

- Vê se toma cuidado, piralha – o capitão falou logo saindo para perto do comandante.

 

    Nos posicionamos para ouvir o que o comandante Erwin tinha para falar, estava com uma sensação ruim e isso me deixava desesperada

 

    Após o discurso do comandante nos posicionamos e no grito do mesmo a tropa avançou, não vou negar que estava com medo de morrer mas faria tudo que fosse preciso para libertar a humanidade dos titãs. 

 

    As pedras foram arremessadas e começaram a voar na nossa direção mas eu já não tinha controle sobre a minha mente, tudo o que passava eram as falas do comandante.

 

    Um a um os soldados foram atingidos, temia a hora que eu fosse atingida também. Essa era uma missão suicida, então eu provavelmente não iria escapar.

 

    Os gritos de dor eram insuportáveis, o sangue jorrando era insuportável, tudo naquele cenário era insuportável.

 

    Senti um baque intenso junto com uma dor inesperada. Eu havia sido atingida. O baque foi forte o bastante para me fazer cair no chão. Gemi de dor, aquela dor era insuportável. Tentei me mexer mas foi em vão, resolvi então ficar quieta para não morrer tão rapidamente, acreditei que não tivesse milagre que fizesse eu me salvar.

 

~

 

- Mas que droga! - apertou a lâmina em sua mão.

 

    O titã quadrúpede havia levado o portador do titã bestial. Respirou fundo e olhou para longe. Um verdadeiro cenário de guerra. Corpos e membros para todo o lado, sangue e fluidos cerebrais estragando a bela grama.

 

"Qual é a chance de alguém ter sobrevivido?"

 

    Se virou e foi indo embora correndo quando escutou um grito.

 

- Capitão!

 

    Parecia ser uma mulher dando o último grito. Ele parou e viu Eleonor se rastejando de uma forma patética. Não acreditava em nada do que ela dissesse e não teria piedade dela.

 

- Por favor, eu-

 

    Começou a tossir muito sangue.

 

    Uma parte do cérebro de Levi dizia que deveria abandonar ela lá, mas a outra dizia que os sentimentos eram verdadeiros e que ele deveria se despedir.

 

"Ela está morrendo, não teria nenhum motivo para mentir ou desejar uma noite."

 

    Ele virou e correu até ela. Ela estava com um olho sangrando, sem um braço e uma das pernas.

 

- Capitão, você veio.

 

    Uma lágrima saiu pelo olho que restou.

 

- Eu vim. - falou frio.

 

- Antes de morrer eu quero… que acredite em mim, nos meus sentimentos. - fazia um esforço sobrehumano para falar.

 

- Você é idiota? Está morrendo e ainda insiste-

 

- Eu insisto porque te amo. Você foi o motivo para eu virar soldado, para eu tentar ser mais corajosa e dar o melhor de mim. 

 

    Tossiu sangue.

 

- Você me fez ter a coragem de sacrificar minha vida pela humanidade. Pela primeira vez eu tive coragem de verdade e não fui covarde, isso era uma das coisas que eu mais desejava. Tive essa força por sua causa e se ainda não acredita, olhe no meu olho e confirme a verdade!

 

    Eleonor reparou que sempre que falava sobre sentimentos Levi não olhava diretamente para ela.

 

- Não preciso disso, você tá com o pé na cova, provavelmente não está inventando uma história triste pra me convencer a transar com você.

 

- Tente ser romântico! - ela protestou.

 

- Sim, eu acredito em você, Eleonor.

 

    Ouvir seu nome ser dito pelo capitão foi o melhor presente que poderia ganhar em seus últimos segundos, mas como estava à beira da morte isso dava o direito de ser egoísta e pedir mais.

 

    Colocou a mão ensanguentada no peito dele.

 

- Antes de eu ir quero que me dê um beijo, vou me gabar para os outros soldados lá no céu de que eu consegui encostar na fera.

 

    Tentou rir.

 

- Olha que vou retirar o que eu disse. - brincou.

 

- Capitão, já escutou que quando o coração quer ser tocado o corpo também quer? Como eu sei que não me ama eu quero pelo menos me iludir com isso, que quando toca meu corpo toca no meu coração.

 

    Ele sorriu e olhou para o outro lado, tentando esconder a lágrima e o rubor em seu rosto.

 

- Já pensou em ser poeta?

 

- Poderia se não estivesse batendo as botas. Agora cala a boca e ouça o pedido da pobre moribunda!

 

    Levi se aproximou da maior dando um leve selar nos lábios da mesma, o beijo não durou muito e eles logo se afastaram ainda mantendo contato visual.

 

- Você tocou meu coração, Eleonor. Se gabe para os soldados que não só conseguiu tocar na fera como dominou ela por completo - limpou a lágrima da bochecha dela.

 

- Obrigada por tudo, Rivaille – deu um sorriso mínimo.

 

    Eleonor fechou os olhos logo sentindo toda a dor ir embora.


Notas Finais


Bom gente, cá está +1 one, esperamos muito que gostem!

Lembrem que favoritos ajudam muito e comentários sempre serão bem-vindos!

Ficwriter's: @_Hinatinha_Chan  & @JujuChan00
Capista: @makemywish
Beta: @Srt_Winchester_

Beijos da ADM responsável pelas postagens - @Srt_Winchester_ 🤸🏽‍♀️


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