História Cracked - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags 13 Reasons Why, 2seok, Jikook, Jinkook, Jinmin, Namjin, Taejin, Yoonjin, Yoonkook
Visualizações 157
Palavras 3.934
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aí, quem sentiu falta?
Eu realmente estou motivada para continuar essa fnfic, só de saber que tem gente que gosta eu fico feliz.

Eu espero que vocês tenham paciência para ler esse capítulo, ficou maior do que eu imaginava kkkkkk
Leiam devagar gente, eu queria que nenhum detalhe passasse despercebido, pelo menos isso evita qualquer discussão.

Combinado? Ótimo, aproveitem e leiam as notas finais.

Capítulo 3 - Carta 02: Para aquele que fez minha intimidade ser pública


Fanfic / Fanfiction Cracked - Capítulo 3 - Carta 02: Para aquele que fez minha intimidade ser pública

Dei um pulo, derrubando boa parte das cartas no chão. Virei rapidamente para o lado apenas para encontrar Dawon me olhando desconfiada ao mesmo tempo com os olhos arregalados com o meu pulo. Suspirei aliviado por não ser realmente o Jin que estava ali. Se com apenas uma carta eu já me assustava, imagina com as outras cincos.

—Desculpe. — Murmurou Dawon.

Seus olhos acastanhados olharam para as cartas caídas no chão e uma sobrancelha foi arqueada. Eu mal tive tempo de dizer alguma coisa antes dela perguntar.

— O que é isso? — Apontou com o rosto para as cartas.

Minha mente pareceu ter ficado em branco nesse exato momento em que eu procurava uma desculpa, a única ideia sã que eu havia conseguido já fora usada por mim várias vezes, mas eu sabia criar minhas mentiras — não que eu fosse de mentir para meus pais e minha irmã o tempo todo, só em situações raras como aquela.

— Trabalho de escola. — Respondi bem rápido, soltando um sorriso para tentar convencê-la. Não sei como, mas só sei que tentei. — A gente tem que escrever cartas, uma forma de reviver o passado, é para a aula de história. Meus colegas de trabalho escreveram essas cartas e eu tenho que revisá-las.

Mais uma para minha lista de melhores mentiras que eu já inventei.

Dawon assentiu, talvez não tão interessada com o meu “trabalho”. La ficou em silêncio, me encarando e esperando que eu tivesse mais alguma coisa para falar, mas eu só estava esperando que ela saísse.

— Certo. Quer ajuda? — Perguntou, eu respondi com a cabeça imediatamente. — Ok. Eu vou sair com a mamãe daqui a pouco. Boa sorte com o seu trabalho.

Dawon se virou e se retirou de meu quarto, fechando a porta e me deixando sozinho ali de novo. Eu me senti um pouco culpado por ter mentido, mas era o único jeito. Senão o que eu diria?

Ah, é que meu ex-namorado cometeu suicídio há uma semana e agora eu tenho que ler suas cartas suicidas, e advinha? Eu sou um pouco responsável por sua morte.

Ouvi barulhos de alguém subindo as escadas e foi só aí que eu pude me aliviar um pouco da tensão de agora há pouco. Eu realmente precisava ir para outro lugar que não fosse minha casa, pelo mesmo para evitar encontros como esse.

[...]

Depois de ter gritado da sala para minha irmã que eu ia dormir na casa de um amigo, eu peguei minha bicicleta e comecei a andar pela rua em busca de algum lugar para passar a noite, embora as minhas opções não estiverem dando sinal de vida nos primeiros cinco minutos que eu saí de casa.

Embora no fim eu não fosse necessariamente passar a noite lendo aquelas cartas, mesmo que eu precisasse reler tudo de novo para ver se não tinha deixado alguma informação de fora. Eu só precisava de um lugar para processar tudo aquilo depois e pensar no que faria com aquelas cartas. Minha casa com minha família por perto jamais seria a primeira opção.

Quase me esbarrei com uma picape vermelha ao pedalar muito rápido com a bicicleta. Eu tive que me desviar ao me deparar com o carro. Caí na calçada com a bicicleta do meu lado, colocando minhas mãos na grama verde para evitar que minha cabeça se chocasse contra o chão duro.

Machuquei minhas mãos e ralei o calcanhar durante a queda, mas acabei por não me machucar tão gravemente. A bicicleta ainda estava viva, felizmente, assim como o envelope ainda estava na cesta.

A porta do carro se abriu, revelando um moreno que veio rapidamente me ajudar. A mão vestida por uma luva que não cobria os dedos se estendeu em minha direção. Eu peguei a mão e fiz um pouco de impulso para poder ficar de pé.

— Me desculpe. — A voz masculina se pronunciou.

Olhei para Changkyun que estava a minha frente com uma certa expressão de preocupação no rosto. Fazia um bom tempo que eu não trocava uma palavra com ele.

— Tudo bem, eu estava um pouco rápido demais. — Murmurei enquanto batia as mãos para tirar a terra e a grama que estava nelas.

— Devia estar bem apressado. — Comentou, abrindo um sorriso com seus lábios fechados.

Ficamos em silêncio por poucos segundos, enquanto eu procurava com um arranhão em meu corpo. Nesse meio tempo em que eu estive distraído foi o suficiente para Changkyun ver o que tinha na cesta de minha bicicleta que estava caída ao meu lado.

— Para que você tá levando esse envelope? — Perguntou.

Arregalei os olhos e olhei de relance entre ele e o envelope. Minha circulação passou a acelerar e meu corpo congelou nesse mesmo instante só com a apreensão. Eu fiquei sem falar nada por alguns segundos enquanto o encarava. Só foi sair uma resposta depois de um bom tempo e nem consegui falar direito.

— N-Nada! Só uma c-correspondência que m-minha mãe mandou eu entregar no c-correio! P-Por falar nisso eu tenho que ir, t-tchau!

Peguei a bicicleta do chão e me apressei em sair pedalando para longe de Changkhyun, cujo rosto eu não fiz questão de encarar enquanto eu ia.

— Até amanhã! — Ouvi-o gritar no momento em que eu virei a esquina.

Eu demorei mais de uma hora exata para poder achar algum lugar para ficar, só me restou como opção a casa na árvore que eu costumava ir com meus amigos na quarta série, que eu não ia há uns quatro anos.

Eu não era muito de ter amigos, os únicos que eu cheguei a chamar de amigos foram os típicos nerds clichés que todos os dias eu acompanhava na escola e geralmente marcávamos uma reunião nessa casa. Não fazíamos muitas coisas ali sem ser jogar Warcraft no computador que Hyungwon e Changkyun e teve algumas vezes que cheguei a passar a noite ali com os meninos.

A escada estava um pouco quebrada na parte de cima, mas ainda me sustentava, tive que puxar uma portinha em que eu entrava e não parecia ter se desgastado tanto com o tempo, embora a dificuldade de entrar naquele buraco um pouco apertado demais para mim fora imensa.

Olhei o ambiente de dentro. Estava tudo empoeirado, alguns buracos no teto, fora isso, tudo estava normal, até a caixa de brinquedos e alguns dos pôsteres do Super Junior — nossa banda favorita da época, não implique comigo porque eu gostava— ainda estavam ali e parecia que ninguém ia ali por um bom tempo. Andei até o canto da casa, com um pouco de medo a cada instante que eu pisava contra a madeira da casa, eu temia que o chão podia se quebrar a cada momento.

Me sentei no chão, passando a mão na poeira para tirar um pouco dela dali e evitar que eu me sujasse. Apoiei minhas costas na parede e reabri o envelope jogando todas as cartas de uma vez no meu colo. Procurei em todas as cartas a que tinha um dois escrito. Embaixo do número dizia: Para aquele que fez minha intimidade ser pública. Era como se essas descrições fosse uma dica que entregasse a pessoa da carta, mas minha mente era bem fraca para eu ter ideia de quem era.

Abri o envelope e tirei a carta de lá e comecei minha leitura.

Eu tinha uma professora na sexta série que me assustava. Eu tenho certeza que uma certa pessoa dessa carta vai se lembrar de quem era.

Essa pessoa com certeza não era eu.

Não era porque ela implicava comigo ou coisa do tipo, pelo contrário, eu nunca fui doido de causar um incômodo para ela. O que me deixava assustado era a sua filosofia que eu e boa parte da turma achava absurdamente bizarra. Ela sempre dizia exatamente isso: uma pequena ação é capaz de causar terríveis acontecimentos.

Só Deus sabe o quanto eu fiquei doido só com aquilo. Eu tinha medo de fazer qualquer besteira que fosse. Tive medo de deixar meus carrinhos rua e por acidente alguém pisar neles, escorregar no meio de uma rua, ser atropelado e fazer dois carros se baterem. É, eu quase pirei tentando imaginar o que aconteceria depois toda vez que eu fazia coisas como brincar com o isqueiro ou deixar a televisão ligada antes de dormir e boa parte levava em queimar minha casa e ficar órfão.

É eu tive uma situação parecida, a diferença é que eu tinha medo de fazer besteira durante o ano e não ganhar presente do Papai Noel, sendo que eu só fui saber que eram meus pais que compravam meus presentes aos 13 anos.

Foi só no ano seguinte que eu esqueci daquilo, justamente quando ela havia ido embora e me convenci que aquele papo todo era bobagem. Bem, até pouco tempo atrás.

Posso imaginar o porquê.

Namjoon, você sabe muito bem que eu não te dei aquele título à toa, certo? Como a própria filosofia da Sra Choi diz, pequenas ações levam a grandes tragédia, se bem que se for para considerar o seu caso eu poderia alterar um pouco.

Pequenas coisas levam á outras. Gostou?

Eu falarei mais sobre isso mais tarde, mas já pensou que o que você fez, Namjoon, levou a tudo que aconteceu nessa carta? É doido, eu sei, mas é a verdade.

Namjoon com certeza levou uma bela pedrada com essas cartas. Eu ficaria mal se Jin me definisse como “o que causou sua destruição”, a não ser que eu fosse um sem coração, o que eu não sei se é o caso de Namjoon.

Ouça bem o que aconteceu depois disso.

Após os boatos de Namjoon terem se espalhado mais do que gripe por toda a escola, as pessoas não fizeram questão de deixá-los de lado nem depois das férias de verão. Nos primeiros dias as pessoas me olhavam de forma estranha, até os novatos já sabiam dos boatos.

Era horrível para mim ter que receber olhares maliciosos de garotos, senão algumas garotas até, a cada momento em que eu passava pelo corredor. Eu já comentei isso na outra carta mas faço questão de lembrar uma certa pessoa que nem preciso falar o nome.

As palavras de Ji chegam a me assustar nessas cartas. Era como se ele quisesse que Namjoon se sentisse culpado. Não existia mais nenhuma emoção nele a essa altura, eu imagino.

Na primeira semana eu não conversava com mais ninguém, as únicas pessoas que eu cheguei a conversar soltavam frases de duplo sentido para mim, eu era obrigado a apenas ignorar aquilo. Nem meus “amigos” que eu fiz antes dos boatos se iniciarem queriam falar comigo.

Eu comia todos os dias sentado próximo de uma árvore perto da quadra. Ninguém ia lá, era bom, porque eu não gostava de ver ninguém naquela hora. Aquele era o único lugar que eu me sentia bem em ir, o único desde o começo até o fim.

Um dia qualquer veio uma garota ali, não era novata, eu sempre a via sozinha boa parte do tempo desde meu primeiro dia na escola. Ela sentou perto de mim naquele dia, mas não trocou nenhuma palavra comigo. Um dia depois ela fez mesma coisa, sentou perto de mim e não falou nada. O dia seguinte também.

Eu só tive coragem de falar com ela depois de três dias seguidos. Eu não sabia quem ela era e nunca a vi conversando com ninguém, com algumas perguntas eu consegui ter um simples diálogo com ela. No dia seguinte eu fiz a mesma coisa, dessa vez eu consegui descobrir um pouco mais dela, do que ela gostava e tal. No outro dia eu fiz questão de saudá-la e foi nesse mesmo dia que eu descobri o seu nome: Kim Jisoo.

Jisoo! A Jisoo! Como assim!? Por que ela está aqui? Eles namoraram?

Jisoo ficou minha amiga em pouco tempo. Por quê? Porque ela era dócil, fofa, meio estranha, mas divertida e o principal: Ela me via desde o começo e foi a única pessoa daquele colégio que não dava a mínima importância para os boatos.

Eu também não acreditei Jin. Eu nunca te comentei, mas nunca acreditei naqueles boatos.

Naquela árvore a gente se encontrava todos os dias, era ali o nosso lugar preferido e a partir daí eu consegui recuperar aos poucos a minha alegria que eu perdera totalmente após não ter mais amigos. Eu finalmente consegui um amigo de verdade.

Eu queria que Jin estivesse vivo para perguntar para ele se ele não me via como amigo. Mas a resposta seria óbvia. Eu ficava tanto tempo ocupado o olhando e o admirando de longe com receio de fazer alguma besteira que mal cheguei a me aproximar, quando eu tinha a chance eu amarelava.

Aliás, a ideia de escrever cartas veio dela. Ela sempre dizia para mim que gostava da época que as pessoas escrevia tudo que acontecia em sua vido e se abria para outra pessoa em vários parágrafos, coisa que não acontecia hoje em dia.

Eu sei o que vocês estão pensando. Não, não fomos algo além de amigos. Eu não me sentia atraído por garotas também, isso era uma razão de eu conseguir manter apenas amizade com Jisoo. Essa carta não é para ela.

Eu me tornei tão próximo de Jisoo que chamava ela para dormir em casa. Se meus pais estranhavam? Meu pai sim, mas minha mãe sabia da minha sexualidade e levava na boa. Ela não deixava eu ir para a sua casa, ficava estranha como se lá tivesse algo que eu não podia ver por nada. Eu não insistia muito, até um dia em eu estive desconfiado. Admito que fiz drama, dizendo que ela não confiava em mim o bastante e por isso não deixava, eu me arrependo de ter insistido tanto e ter deixado ela desconfortável. Mas em vez de se irritar comigo como qualquer pessoa normal, a doçura de Jisoo a fez se deixar por convencida e me deixar ir para sua casa.

Eu fui e foi nesse dia que eu descobri que Jisoo tinha um irmão.

Caro Kim Taehyung,

Já estava esperando eu dizer o seu nome, certo? Imagino que adivinhou que era você quando mencionei o nome de sua irmã?

Suspiro aliviado. Eu realmente não imaginava Jisoo fazendo algo capaz de coloca-la nessas cartas.

Me encantei com ele? Sim. Eu era fraco nessa época por garotos, me apaixonava fácil como vocês podem ver. Eu podia ser mais duro de engolir, eu devia ser mais difícil para os garotos bonitos que eu conhecia. Mas eu não era.

Bastou eu botar os olhos em Taehyung eu me derreti por ele. Era um rapaz bonito aos meus olhos, foi generoso comigo enquanto eu estive lá aquela noite. Eu até admito aqui, se você ouve a voz grossa de Taehyung pela primeira vez se molha todo. Algum de vocês se incomoda com o que eu estou dizendo?

Sim. Eu não sei porque, mas eu me irrito quando Jin diz isso. Ele pode não estar mais aqui, mas eu sempre me incomodarei com esses ex namorados, principalmente por saber que eles fizeram algo para estarem aqui.

Eu não sei o que deu em mim, mas eu passei a ir sempre na casa de Jisoo para vê-lo, já que ele era de outra turma e raramente eu o via na escola, sempre queria falar com ele quando estava lá. Eu estava tendo uma queda por ele. E quando fui escrever essa carta eu pensei mais, e agora eu percebi o quanto eu estava usando Jisoo.

De repente, minha atenção tinha virado para seu irmão e eu não cheguei mais a me importar tanto com ela a partir daquele momento. Como vocês veem, eu também tenho culpa, não pense que desconto tudo isso em vocês, até porque a escolha de se matar foi minha.

Eu devia ter sido um amigo melhor para Jisoo.

O tempo que eu levei para namorar Taehyung foi até mais curto que o do próprio Namjoon. Três semanas. Eu mal pude perceber que durante esse tempo que eu estive namorando Taehyung que eu estava do mesmo jeito durante a época que eu namorava Namjoon. Mesmo o que Namjoon fez não abriu meus olhos para eu ser mais cuidadoso com quem estava próximo de mim.

Mas eu tinha ficado tão cego novamente que mal pensei nessas coisas, talvez eu tenha feito até mais besteira do que com Namjoon. Eu cheguei a mentir com minha mãe e a faltar muitas aulas para ficar com ele. Eu era estúpido, senão pior.

Não se culpe Jin, muita gente deixa de ser inocente apenas depois que o amor pisoteia essa pessoa sem piedade alguma.

Mas quando eu fui perceber algo errado?

Quando eu percebi que Jisoo estava estranha. Eu havia me afastado dela nesse tempo, mas toda vez que eu a encontrava na casa dela, ela nunca parecia estar feliz com o nosso namoro. Eu queria ter tido a chance de me desculpar por sempre fazer “coisas” com Taehyung quando ela estava em casa.

Mas o que era mais estranho nisso? Jisoo não parecia se incomodar comigo, o problema era seu irmão. Ela olhava de uma forma estranha com ele, como se o temesse, era assustador ver aquilo para mim. Eu não sabia o que Jisoo tinha contra o próprio irmão. Não fazia a mínima ideia da razão por trás daquele medo que ela demonstrava quando nos via juntos.

Eu tinha que saber o que era, eu ainda me preocupava com ela.

Eu praticamente a obriguei a contar. Era pior para ela ficar calada, eu sabia disso, por isso não tive pena em praticamente a forçar a dizer para mim, até hoje não me arrependo. Só que eu não esperava ouvir algo tão assustador.

Com lágrimas nos olhos, ela praticamente berrou. “Ele me agride! Ele me enche de hematomas toda vez que eu faço algo que ele não gosta! ” Eu arregalei os olhos quando escutei e você passou a soluçar mais e mais. “ Eu não queria que você ouvisse isso, mas ele quase me abusou, Jin, ele quase me forçou a fazer coisas que irmãos não fazem, só que nunca conseguiu! ” Eu coloquei a mão na boca ao ouvir as palavras de desespero de Jisoo, as lágrimas a molhavam cada vez mais. “Ele me ameaçou! Disse que espancaria até o momento que ele não tivesse mais fôlego e ainda faria coisa pior, tudo isso se eu contasse para você o que você fazia. ”

Arregalei os olhos e arei de ler a carta naquele mesmo instante. Que tipo de monstro faz isso com a própria irmã e não sente um pingo de culpa? Que tipo de monstro faz uma ameaça como essa para uma pessoa? Que tipo de monstro faz tudo isso e inda se finge de bondoso perto de outras pessoas?

O que você é Kim Taehyung?!

Eu não conseguia imaginar alguém sendo capaz daquilo? O que mais me tocava era ter que limpar as lágrimas de Jisoo e dizer que tudo ira ficar bem sendo que eu não sabia o que fazer. Mais eu tinha a obrigação de fazer alguma coisa pelo menos depois de ter ficado longe dela por tanto tempo.

Eu fui até Taehyung no mesmo dia, o enfrentei, além de ter dado um tapa na cara dele, sendo que ele merecia mais que aquilo, muito mais. Eu fiz questão de dizer que se ele fizesse alguma coisa com Jisoo ele ia se ver comigo.

E foi aí que terminou meu namoro de dois meses com Kim Taehyung. Mas esse não é o fim da carta.

O que mais esse desgraçado fez!?

Voltando nos dias em eu namorava Taehyung, eu tenho que admitir algo. Ele me pedia fotos um pouco íntimas demais, qualquer pessoa sã negava aquilo se medisse as consequências, mas além de eu não saber o quanto horrível Taehyung era, eu era um bobo apaixonado, eu aceitava. Toda vez que ele pedia eu enviava, porque não sabia o que aquelas fotos poderiam me causar.

Não. Por favor, não é das mesmas fotos que eu estou pensando. Diz que não Jin.

Sim, são essas fotos que vocês estão imaginando. As fotos que vazaram nas redes sociais no dia seguinte em que eu terminei com Taehyung, são as mesmas fotos. Todo mundo viu as fotos, eu faltei na escola no dia por ainda estar processando tudo aquilo, mas dia seguinte que eu fui à escola, todo mundo já tinha visto.

Eu não queria me lembrar daquilo. As fotos que Jin estava sem roupa alguma, mostrando suas partes íntimas e em posições provocantes demais me davam nojo. Não era Jin que me enojava, mas sim o fato de estarem expondo-o. Aquilo não era certo.

Quando eu cheguei no colégio todos me olhavam, assim como os boatos de Namjoon, só que pior. Alguns eram maliciosos, outros era com nojo de mim. Os professores também viram, por pouco meus pais viram, mas eu fiz de tudo para que nenhum dos dois vissem aquilo. Graças à diretora, todas as fotos sumiram em uma semana, mas tinha gente que guardava cópias daquilo no computador. Era horrível.

As fotos batiam com os boatos que todos estavam quase se esquecendo, mas bastou as fotos para se lembrarem, para falar a verdade as fotos pioraram tudo. Agora todos tinham “provas” para fazer aqueles boatos serem tratados como verdadeiros. Embora não fossem.

Nesse mesmo dia, Taehyung me enviou uma mensagem. Eu ainda tenho ela no celular, vou escrever aqui para que vocês tenham questão de ver.

“ Eu não tenho medo de você, sua puta. ”

“ Tente contar para alguém que eu faço tudo o que eu prometi para a Jisoo. ”

“ Fique bem longe dela, senão ela também vai sofrer. ”

Foi por causa disso que eu parei de andar com a Jisoo. Por mais que eu tivesse uma grande vontade de proteger ela, essa era a única coisa que eu podia fazer para que Taehyung não pudesse machucá-la. Eu perdi minha melhor amiga. Eu a deixei sozinha, agora literalmente.

Como se você se importasse Taehyung. Você só se preocupa agora porque todos sabem o que você faz. E eu faço questão dizer, acho bom que eles saibam. Eu não vou ligar se te denunciarem, é isso que eu quero na verdade.

Claro, a escolha é de vocês, vocês podem deixar isso de lado e deixar uma garota sofrer como fizeram comigo. Por isso é bom você se cuidar Taehyung, a partir de agora você não vai estar seguro. Qualquer um pode te ferrar agora, e eu não tenho peno, até porque eu não estou mais aqui para ter.

Você realmente achou que com minha morte seu segredo estaria enterrado junto comigo?

Acredite, ele não está.

Últimas palavras da carta. Solto-a. Meu rosto está vermelho, minha respiração aumenta, estou com raiva.

— Filho da mãe! —Grito o mais alto que eu posso, socando a madeira o mais forte possível, pouco me lixando se ela vai quebrar ou não. Eu só queria que essa madeira fosse Taehyung.

Eu queria ir agora na delegacia e denunciá-lo, mas eu não sabia se Jisoo iria afirmar tudo o que eu disse, e também não fazia ideia se já tinham feito isso por mim. Eu ainda precisava ler aquelas malditas cartas. Se na segunda eu lia uma coisa dessas, eu imaginava o que teria nas outras. O que teria na minha carta.

Eu tinha raiva das fotos.

Eu tinha raiva de Taehyung.

Eu tinha raiva das pessoas que usavam as fotos para assediar Jin.

Eu sentia raiva de mim mesmo por não ter ido atrás de Jin para tentar reconforta-lo. Por ter sido covarde na hora que eu menos precisava.


Notas Finais


Antes de qualquer coisa, o Jin realmente mudou depois que se convenceu que ia se matar. Como o Hoseok disse, ele havia passado de uma pessoa meiga e apaixonada para alguém frio. Se vocês lerem os próximos capítulos, verá que tudo que ele teve que passar acabou mudando cada traço de sua personalidade, ele acabou perdendo todo tipo de pena, bondade e alegria que ele tinha com as pessoas àquela altura, por isso vai ser comum nas cartas ele adicionar comentários impiedosos para algumas pessoas que estão nessas cartas. Espero não ser criticada por estar o fazendo assim, espero mesmo.

Eu fiquei até que com dificuldade de fazer o motivo do Taehyung, acho que ficou pesado demais, espero que isso não prejudique nada gente.

E sobre o Hoseok, acho que vocês estão vendo aos poucos que ele não chega perto de ser o tipo de protagonista perfeito.

Até o proximo capítulo.


Minhas outras fics
LMOW: https://spiritfanfics.com/historia/love-me-our-way-8408647
Obsessão: https://spiritfanfics.com/historia/obsessao-jinkook-7626374


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