1. Spirit Fanfics >
  2. Cravo e canela >
  3. O passado de Sesshoumaru

História Cravo e canela - Capítulo 19


Escrita por:


Notas do Autor


Esse capítulo traz revelações especiais!
Espero que gostem! Ignorem os errinhos que passam despercebidos, mil perdões hasuhaus
Boa leitura.

Capítulo 19 - O passado de Sesshoumaru


- Vai me chicotear com isso?

Perguntou a menina o olhando travessa, o youkai sorriu de canto num sorriso sádico.

- Venha

Estendeu a mão para ela que a segurou, o prateado a conduziu até uma pequena mesa que havia no seu quarto, com o braço empurrou os poucos objetos que haviam em cima dela, deitou Rin de bruços por sobre a mesa fazendo com que suas nádegas ficassem viradas para ele, começou a passar a parte dos fios soltos do chicote por sobre as costas e bunda de Rin.

- O que vai fazer?

Perguntou travessa o encarando pelo canto dos olhos, fingindo inocência. Com uma das mãos Sesshoumaru segurou os cabelos de Rin e lhe desferiu uma chicotada leve em suas nádegas, fazendo-a soltar um gritinho e retrair o corpo.

- Isso.

Respondeu. Rin o encarou boquiaberta em meio a um sorriso.

- Cretino...

Brincou soltando um risinho.

- Você ainda não viu nada... minha humana deliciosa

Falou Sesshoumaru essa última frase ao pé do ouvido de Rin, que suspirou e sentiu todos os poucos pelos de seu corpo se arrepiarem por completo e sua intimidade pegar fogo.

- Sesshoumaru, mete em mim...por favor...

Suplicou.

- Ainda não.

Respondeu maldoso, desferindo mais chicotadas nas nádegas de Rin, mais fortes e intensas, a cada estalada a garota soltava grito e gemidos de prazer, não havia espaço para dor ali, ela gostava daquilo, nunca imaginou que gostasse de apanhar entre quatro paredes, pela primeira vez experimentava aquele tipo de prática e estava se deliciando da sensação, Sesshoumaru estava despertando nela um lado que nem a própria Rin conhecia.

- Me bate mais forte.

Pediu entre os gemidos, mantendo seus olhos fechados, o prateado a observou por uns segundos, ele não queria exagerar mais na força que já estava sendo aplicada.

- Tem certeza? Não gostaria de machucar essa bunda maravilhosa

Respondeu malicioso.

- Tenho.

Sesshoumaru então, com mais força desferiu mais uma chicotada nas nádegas de Rin, como ela havia pedido, a garota soltou um grito e inclinou-se um pouco para frente, dessa vez, a dor se fez mais presente.

- Ai...

Gemeu ao sentir suas nádegas queimarem, vendo aquilo Sesshoumaru ergueu a garota da mesa e a abraçou calmamente.

- Desculpe.

Pediu desferindo um beijo no ombro e pescoço dela.

- Tudo bem, eu pedi por isso, foi... bom.

Respondeu ela ao entrelaçar seus braços em volta do pescoço do youkai e dando-lhe um beijo no rosto. O prateado a olhou nos olhos, enquanto massageava as nádegas da morena com carinho.

- Deixe-me recompensa-la então.

O inuyoukai a pegou nos braços novamente e a colocou sentada na mesa, abriu as pernas da humana sem cerimônias e abocanhou o sexo dela, ficando de joelhos perante Rin, que com uma das mãos fazia carinho na cabeça de Sesshoumaru, entrelaçando seus dedos aos fios prateados.

- Aaah – Ela gemeu com sua voz aveludada – Sua língua é tão quente Sesshy...

Sesshoumaru esboçou um sorriso maldoso enquanto se deliciava da intimidade de Rin, ouvir aquelas palavras ecoando de seus lábios o deixava ainda mais excitado e repleto de tesão por ela, seu pau pulsava só de sentir o cheiro da humana, não demorou muito para que Rin atingisse o orgasmo e se derramasse por inteiro, o youkai lambeu até a última gota do seu líquido despejado. Se levantou e agarrou pela cintura, enquanto a garota ainda tinha espasmos.

- Vem cá.

Disse rouco a pegando nos braços e jogando-a na cama novamente, e antes que Rin pudesse dizer qualquer coisa Sesshoumaru a penetrou rapidamente, fazendo-a gemer ao sentir o impacto da estocada forte que recebera.

- Ai, haha – Gemeu entre um risinho. – Calma Sesshy, você é muito grande para mim, vai mais devagar.

Avisou brincalhona enquanto acariciava o rosto dele com uma de suas mãos, o prateado a olhava com desejo e luxúria, deitou-se por cima da morena deixando seu rosto próximo ao ouvido dela.

- Eu perco o controle quando estou perto de você...

Admitiu sussurrando ao ouvido de Rin, que sentiu o coração acelerar e bater descompassado, as bochechas ficaram violentamente coradas.

- Perde...o controle?

Perguntou desconcertada, entre o tesão e a emoção que sentia, Sesshoumaru movimentava-se lentamente perto dela enquanto sussurrava aquelas palavras ao pé do ouvido, fazendo a humana perder os sentidos.

- Uhum... – Respondeu – Você não faz ideia do quanto me deixa louco.

Rin suspirou, sentiu seu coração se aquecer com aquelas palavras, a luz do luar tocava os corpos dos dois através das vidraças do quarto, o suor colava sua franja à sua testa, ela tocou o rosto dele com a palma da mão, para que ele a olhasse, e assim o fez, seus olhos foram de encontro, ficaram se encarando por segundos silenciosos sem dizer nada um ao outro, aquela troca de olhares já dizia muita coisa.

- Eu também perco o controle perto de você Sesshy, eu não consigo se quer ficar longe de você por tantos dias... – Fez uma pausa ao ver um sorriso de canto esboçar no rosto dele, aquele maldito sorriso encantador. – Desculpa, acho que estou falando demais...

Disse soltando um risinho sem jeito.

- Não precisa ficar receosa comigo, sabe que pode falar o que pensa quando quiser...

Rin o encarou novamente, encarando aquele par de olhos dourados, Sesshoumaru aproximou seu rosto do dela.

- Apenas me deixe faze-la minha, a noite toda se for preciso.

- Aaah

Ela gemeu ao sentir o youkai dar uma estocada mais intensa dentro dela, e intensificar os movimentos de vai e vem, Rin cravou as unhas nas largas costas do empresário.

- Hummm... – Ele gemeu rouco ao ouvido dela.

Em seguida, a colocou de quatro na cama e penetrou-a com força, agarrou os quadris da garota e apertava suas nádegas ainda vermelhas pelas chicotadas, mais algumas estocadas e ambos gozaram juntos, sentindo o gosto quente um do outro, ao terminarem Rin jogou-se na cama ofegante e Sesshoumaru fez o mesmo, a puxou para perto de si e beijou sua testa, ambos suados e com a respiração acelerada, aos poucos os batimentos cardíacos foram se acalmando, decidiram então tomar banho juntos, trocando beijos e carícias durante o banho, como um verdadeiro casal apaixonado.

- Me empresta uma camiseta sua?

Pediu Rin ainda enrolada na toalha.

- Prefiro você nua, mas eu empresto.

Respondeu pegando uma camiseta qualquer em seu closet e entregando para ela, que riu boba ao ouvir aquilo, era uma camiseta preta confortável, ficou como um vestido no corpo de Rin.

- Obrigada.

Agradeceu a menina prendendo os cabelos num coque frouxo, o youkai por sua vez vestiu apenas uma calça moletom também preta. Como estavam com fome e ao mesmo tempo com preguiça de cozinhar, Sesshoumaru pediu pizza para entrega, e quando as mesmas chegaram, ele fora até a porta atender.

- Que horas devem ser? Já está tarde, aposto.

Disse a menina para si mesma ao encontrar sua bolsa e pegar seu celular.

- Uma da manhã, mas já?

Exclamou surpresa.

- Algum problema?

Perguntou Sesshoumaru ao chegar no quarto novamente.

- Não, imagina, eu só fui ver a hora e nossa, já está tarde, eu tinha que ter ido mais cedo...

- Ido mais cedo para onde?

- Para casa.

Respondeu Rin abaixando o olhar, Sesshoumaru se aproximou dela levando uma mecha do cabelo de Rin para detrás de sua orelha.

- Não quer dormir comigo?

Perguntou rouco, usando a lábia magnifica que possuía, Rin o encarou com as bochechas coradas.

- Eu...eu quero, mas é que...não quero ser invasiva...

- Não seja tola, eu quero que fique aqui, não tem nada de invasivo, dormir não é nada comparado ao que já fizemos nesse quarto.

Comentou acariciando o rosto dela em tom malicioso enquanto a encarava fixamente com aqueles olhos dourados, Rin sentiu o corpo se arrepiar novamente, como ele conseguia causar todas aquelas sensações nela? Era inacreditável o poder que Sesshoumaru possuía de deixa-la tão vulnerável daquele jeito com uma simples frase, um olhar, um sorriso ou simples toque, ele era estritamente sedutor, parecia ter sido esculpido pelos deuses.

- Tudo bem, eu durmo aqui.

Responde ela o encarando com um sorriso.

- Ótimo, agora vamos comer, comprei pizza.

- Vamos! Estou mesmo com fome!

Concordou ela mais animada, saindo do quarto saltitando, arrancando um risinho de Sesshoumaru se divertia com espontaneidade dela, Rin também estava exercendo um poder sobre o poderoso youkai, sentia uma sensação estranha invadir seu peito sempre que ela estava por perto, durante os dias que passou fora de Tóquio, realmente sentiu falta dela, do cheiro, da voz, de sentir as mãos dela fazendo cafuné em seus cabelos, ficava vislumbrado com cada centímetro de seu esbelto corpo, os nervos acalmavam só de vê-la sorrir para ele.

“ O que este Sesshoumaru está fazendo afinal? Deixando a humana dominar sua mente desse jeito... o que você fez comigo, Rin? “

 

Pensava consigo, enquanto observava Rin abrir a caixa das pizzas e se deliciar com o aroma das mesmas, ela sorriu como uma criança feliz em poder desfrutar de seu doce favorito, Sesshoumaru ficava encantando com aquilo, até meia hora atrás ela estava como um furacão em sua cama, agindo como uma verdadeira devassa entre quatro paredes, e agora, parecia uma criança, uma menina inocente sem nenhuma maldade ou malícia, apenas concentrada em saciar sua fome.

- Essa pizza foi feita no forno à lenha.

Exclamou ela após beliscar o pedaço de uma das fatias.

- Exatamente.

- Reconheci pelo gosto, muitas pizzarias de Tóquio costumam vender pizzas de supermercados, dá para perceber até pelo aspecto que elas carregam.

Comentou Rin com toda a experiência na cozinha que ela possuía.

- Sim, e o gosto dessas pizzas industrializadas são péssimas.

Sesshoumaru acrescentou.

- É verdade!

Concordou Rin, os dois então se serviram e comiam na mesa conversando calmamente.

 

♥ ♥ ♥

 

Rin terminava de lavar a louça que haviam sujado e Sesshoumaru jogou a embalagem das pizzas no lixeiro, quando terminaram, foram assistir no sofá da sala enquanto assistiam a um filme qualquer na televisão, mas mal prestavam atenção no filme, pois ficaram conversando.

- Sesshy...

Rin o chamou pelo apelido que lhe dera. Ele a encarou esperando que ela se pronunciasse.

- Sem querer ser invasiva, mas o que você fez no sábado durante o resto do dia? Disse que chegou pela manhã... o que fez depois?

Após aquela pergunta Sesshoumaru soltou um longo suspiro, seu olhar pareceu distante por alguns segundos, Rin o observava atenta e preocupada.

- Sesshy? Algum problema? Eu disse algo de errado?

Perguntou apreensiva.

- Não. – Ele fez uma pausa. – Mas respondendo sua pergunta, você muito provavelmente deve saber que eu tive uma filha.

Comentou.

- Oh...sim, eu soube... Ela se chamava Chie, não é? Eu soube pelas mídias sociais, mas não tem muita informação sobre ela.

Respondeu a menina olhando para o chão.

- Não se tem muita informação porque eu ordenei que a mídia abafasse o caso. – Nesse momento o youkai olhou um ponto fixo qualquer. – Nesse sábado fez onze anos que Chie se foi.

Respondeu o youkai, Rin levou suas duas mãos aos lábios, se arrependendo de ter tocado, mesmo sem querer, em um assunto tão delicado para Sesshoumaru, como a morte de sua filha.

- Sesshy eu...sinto muito... eu não queria...

- Está tudo bem, Rin. – Ele fez uma pausa novamente. – Ontem eu fui até o cemitério.

Explicou o youkai, enquanto a jovem humana ouvia tudo atentamente.

 

*FLASHBACK*

 

Depois de assinar os papéis, Sesshoumaru Taishou e Abi Saotome estavam oficialmente casados, um casamento de negócios, uma vez que Abi era filha de um dos homens mais ricos do Japão e Sesshoumaru tinha envolvimento políticos e empresários mais famosos do país, além de também ser um empresário milionário e chef de cozinha conhecido no mundo todo.

- Não precisamos fazer isso.

Disse o youkai para a mulher à sua frente, estava sentada na cama o olhando desconfiada.

- Está tudo bem, Sesshoumaru. Vamos apenas dar continuidade a sua linhagem, precisa de um herdeiro.

Disse ao encarar o youkai, Sesshoumaru apenas concordou balançando a cabeça, e ambos um pouco a contragosto fizeram sexo ali mesmo, naquele hotel.

Meses depois, com a convivência um pouco melhor entre o casal, Abi deu origem à uma linda menina, seu nome seria Chie, Chie Taishou Saotome, o novo amor da vida de Sesshoumaru.

A chegada de Chie na família Taishou causou um impacto extremamente positivo, desde sempre se mostrou muito apegada à Sesshoumaru, bem mais do que a própria Abi, que era sua mãe, Chie crescia e se desenvolvia de forma saudável.

Seu relacionamento com seu pai era um mar de rosas, mesmo quando levava uma bronca do prepotente youkai por ter aprontado, logo ficavam de bem, o amor superava qualquer coisa entre os dois, Abi admirava ao longe, ela e Sesshoumaru nunca se amaram de verdade, mas com a chegada da pequena, ambos foram ficando mais próximos e se davam muito bem.

Certo dia, Sesshoumaru e Abi assistiam a algum programa de culinária na televisão, Chie apareceu ali engatinhando, seus lindos cabelos lisos eram curtos e prateados, possuía olhos âmbar expressivos, a mesma meia luta na testa e marquinhas no rosto como seu pai.

- Pa...

A garotinha tentava pronunciar alguma coisa.

- O que foi amor?

Perguntou Abi para sua pequenina, que tinha por volta de 1 aninho de idade, Chie então se levantou e se apoiou nas pernas de Sesshoumaru.

- Pa...pa... papa... papai.

Abi ficou boquiaberta e levou as mãos à boca.

- Papai...ela disse papai, Sesshoumaru, ELA DISSE A PRIMEIRA PALAVRA!

Abi exclamou sacudindo o esposo.

- Eu já entendi, Abi!

Resmungou Sesshoumaru em meio a um riso, orgulho pegou Chie em seus braços que sorriu para ele.

- Papai!

Exclamou olhando para seu progenitor, que sorriu para ele.

- É querida, eu sou seu papai.

Respondeu ele com um sorriso fazendo carinho nos cabelos, dava-se para notar a felicidade no fundo dos olhos do prateado.

E assim se seguiu a vida da família Taishou, Chie crescia e se desenvolvia lindamente, Sesshoumaru a ensinou o alfabeto, a como fazer contas de subtração, soma, divisão e multiplicação e a ajudava nos deveres escolares, ensinou também a andar de bicicleta, media sua altura a cada seis meses, até cozinhavam juntos, tudo indicava que Chie seria uma excelente chef de cozinha, enchendo seu pai de orgulho, tudo corria bem... até que, aos dez anos de idade Chie desmaiou no meio da sala de aula sem motivo aparente, causando susto em todos.

Não demorou muito tempo para que a garotinha fosse diagnosticada com câncer no cérebro, uma notícia triste para a família, e principalmente para a garotinha.

- Eu vou morrer, papai?

Perguntou com os olhos marejados, enquanto estava deitada em sua cama, pronta para dormir.

- Não diga tais tolices, eu jamais permitiria isso.

Assegurou o prateado, confiante de que podia ajudar sua filha a se curar daquele câncer, a garotinha sorriu e o abraçou.

- Não quero ficar longe do senhor, nunca!

Disse entre lágrimas afundando o rosto no peito do inuyoukai, que a abraçou forte, amava demais a sua pequena e não suportaria perde-la para aquela doença.

Chie era cuidada com muito zelo pelos médicos e seus pais, ainda assim, teve de ser internada, pois o câncer só piorava, ela tinha convulsões, fortes dores de cabeça, náuseas e vômitos, a visão ficava turva e embaçada, além da perda de equilíbrio, sono excessivo e outros sintomas.

O tumor era violento, e só piorava, junto com isso, a relação de Abi e Sesshoumaru só piorava, um colocava no outro a culpa por Chie estar naquela situação, além do casamento fracassado, não demorou muito para que se divorciassem, ainda assim mantinham o cuidado dobrado e atenção para com Chie, aos poucos a garota foi perdendo sua capacidade cognitiva, já não conseguia mais ler e escrever, se quer movimentar seus braços normalmente, ainda assim, quando apresentava alguma melhora, era comemorada por todos os amigos e familiares, incluindo os coleguinhas da escola, e claro, o próprio Sesshoumaru, que mesmo mantendo seu jeito frio, ficava esperançoso ao ver Chie melhor.

Sesshoumaru a visitava todos os dias no hospital, até que um certo dia, numa tarde nublada prestes a chover o youkai trouxe para ela um jarro com sua flor preferida e colocou no criado mudo ao lado da cama.

- Como se sente?

Perguntou para sua pequena.

- Estou bem...papai.

Respondeu ela com dificuldades, entubada pelos aparelhos do hospital.

- Obrigada pelas margaridas, são minhas flores favoritas.

Sesshoumaru sorriu de canto.

- Que bom que gostou, sempre me disse que adorava estas flores por serem amarelas e amarelo é sua cor favorita.

- É verdade, eu amo amarelo... amarelo e dourado, porque é a cor dos seus olhos, e eles me olham com amor, e nada é mais lindo do que o nosso amor, pai.

Chie então tocou a mão de seu progenitor, entrelaçando seus dedos aos deles.

- Eu te amo papai, eu te amo muito.

Sesshoumaru a olhou com ternura.

- Eu também te amo pequena.

O prateado então a abraçou e depositou um beijo em sua testa, ao se separar de Chie, ela continuava segurando sua mãe e sorria para ele.

- Obrigada por tudo, por cuidar de mim até aqui, eu amo o senhor e a mamãe, e vou sempre estar com vocês...

Nesse momento uma lágrima escorreu dos olhos de Chie, que continuava sorrido, segundos depois ela fechou seus olhos, tendo como sua última visão, seu amado pai, ao sentir o cheiro da garota mudar Sesshoumaru arregalou os olhos levemente.

- Não... Chie, Chie acorde!

Tentou sacudi-la, mas era inútil, Sesshoumaru já sabia, mesmo que chamasse os enfermeiros para tentar reanimar a pequena youkai seria em vão, ela já havia morrido. O youkai então abraçou o corpo da pequena. A franja que cobria seus olhos escondia a tamanha tristeza, mágoa e até culpa que ele sentia naquele momento, sua amada filha, a única que lhe despertou o amor verdadeiro, se foi.

E a notícia precisava ser dada a família.

 

 

Abi quase enlouqueceu quando soube, chorou de forma desenfreada, uma cena dolorosa de se assistir, Sesshoumaru a abraçou tentando consola-la, mas a mulher não queria aceitar a morte de sua primeira e única filha, os enfermeiros e médicos tentaram reanima-la, mas foi em vão, o velório e enterro acontecerem no cemitério de Tóquio, numa tarde fria, chuvosa e sem cor, sem vida, era como se Chie tivesse levado toda a alegria e otimismo que carregava com ela, os tons quentes de amarelo, vermelho e laranja deram lugar apenas a um cinza opaco e sem vida, desde então os dias de Sesshoumaru nunca mais foram os mesmos, ordenou que a mídia abafasse o caso, e como muitos temiam a prepotência do youkai, por ser muito poderoso, obedeceram, Abi entrou em depressão e após uma tentativa de suicídio, sua família interviu e a levou consigo para se cuidar, Sesshoumaru mudou de casa, não suportaria morar no mesmo lugar em que Chie estava, pois assim se lembraria todos os dias de quando prometeu à garota que ela viveria, e isto não aconteceu, se culpou internamente, toda a dor que Sesshoumaru sentia, ele guardou para si mesmo. Se quer conseguiu cuidar de Abi que estava totalmente fragilizada, mesmo que não fosse mais sua esposa, era a mãe de sua falecida filha, mas o melhor para ambos foi ficaram longe um do outro.

 

 

E naquele sábado, depois de passar o resto da semana fora de Tóquio, Sesshoumaru colocou seu sobretudo preto, apanhou algumas margaridas e fora até o cemitério, ao estacionar o carro e adentrar o ambiente, caminhou até onde Chie foi enterrada, o nome Chie Taishou estava gravado em sua pedra, ele depositou as margaridas sobre o local,  com o guarda-chuva aberto, pois estava chovendo naquela tarde, ficou ali observando o túmulo de sua filha, sozinho e em silêncio.

- Ainda sinto sua falta...

Disse para si mesmo, enquanto a chuva caía por sobre toda Tóquio.

 

*FIM DO FLASHBACK*

 

 

Ao terminar de contar tudo de forma resumida para Rin, soltou um longo suspiro.

- Eu...eu sinto muito...

Disse a menina já chorando e soluçando, imaginando a dor que Sesshoumaru e toda família sentira ao perder a pequena Chie.

- Não sinta, está tudo bem.

Disse seco.

- Não, não está, eu não devia ter tocado no assunto, me desculpa Sesshoumaru.

Rin começou a soluçar, não imaginava que o passado do youkai fosse tão triste, e antes que ele pudesse fazer qualquer coisa Rin o abraçou forte.

- Eu sinto muito por tudo que você tem passado, Sesshoumaru. Se eu puder fazer qualquer coisa por você...é só me dizer, eu farei.

Respondeu ela, claramente comovida com aquela situação, como se tivesse acontecido com ela.

- Você já tem problemas demais pequenas, fique calma, eu posso lidar com isso. Não se cobre.

Disse o youkai acariciando os cabelos dela, Rin o encarou enxugando as lágrimas.

- Olha, eu sei que nada pode substituir um amor de um pai pela sua filha, mas saiba que onde quer que Chie esteja, ela está bem, olhando por você...e ninguém morre quando permanece vivo no coração de alguém, ela estará com você...para sempre. – Rin fez uma pausa suspirando. – E se precisar de uma amiga, eu estou aqui, também gosto muito de margaridas e amarelo está entre minhas cores favoritas, e por mais que você não goste de se abrir muito, estarei aqui para ouvi-lo quando quiser, eu...me importo com você também.

Explicou ela em meio a um sorriso singelo, Sesshoumaru sorriu de canto, tocou seu rosto e a beijou, um beijo diferente dos outros, não era um beijo como quando estavam tendo relações, mas parecia...um beijo apaixonado, finalizaram com um selinho e o prateado a olhou no fundo dos olhos.

- Rin

- S-sim?

- Obrigado.

Rin abriu um sorriso e o abraçou forte, Sesshoumaru retribuiu seu abraço, trazendo-a para seu colo, o youkai realmente sentiu uma imensa gratidão por ela.

- Não precisar agradecer.

Respondeu a garota se aconchegando ao abraço dele, por um momento Sesshoumaru sentiu uma sensação boa invadir e aquecer seu peito, Rin caiu de paraquedas em sua vida e em pouquíssimo tempo pôde trazer cor aos seus dias sombrios e cinzentos, assim como o youkai também trouxe para ela mais alegria para seus dias de ansiedade, conflitos internos e solidão, seria o destino pregando uma peça nos dois? Como se estivessem predestinados a se encontrarem em algum momento da vida.


Notas Finais


E aí? será que nossos pombinhos estão amando?
E esse passado do Sesshoumaru?
Comentem o que acharam, haha
Beijos


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...