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História Crazy about you - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Quase la


Fanfic / Fanfiction Crazy about you - Capítulo 8 - Quase la

Eu não esperava que Johanna fosse contar meus problemas para o Peeta, ainda mais sem me falar nada sobre. Pra mim, isso foi uma bela traição. Ela e meu pai são os únicos que sabem sobre eles. Johanna diz que não é nada de mais, que todo mundo sofre com essas coisas, porém eu tenho vergonha, por mais que realmente não seja nada de mais, eu não gosto de me sentir diferente do que a maioria das pessoas, muito menos me sentir mais vulnerável e frágil.

Já estou no final da última aula, vi Johanna mais cedo com o Finnick e seus amiguinhos. Eu e ela trocamos olhares e foi isso. Nada mais. Mas não vou mentir para mim mesma, sei que uma hora teremos que conversar, mas eu preciso de um bom tempo pra mim.

Agora eu vou pra casa sozinha, não vou dizer que gosto disso, faz muito tempo que não me sinto tão sozinha. Neste momento estou pegando meus livros no armário e tentando encarar o fato que nos próximos dias estarei completamente sozinha, de novo. Acho que as pessoas não tem ideia do que a solidão em excesso pode fazer com a gente. Na última viagem longa do meu pai, fiquei cinco meses sem sair de casa, sem ir a escola, sem falar com ninguém, e isso me gerou problemas. Todos os tipos de problemas.

— Te procurei o dia todo, estava começando a achar que você foi um delírio da ilha — Escutei a voz do Peeta interromper meus pensamentos logo atras de mim.

— E surpreendentemente, você lembrou da minha existência. — Disse me encostando no meu armário e o encarando. Ele está com o cabelo um pouco mais arrumado do que estava na ilha, calça jeans, tênis e uma camisa preta.

— Você realmente acha que eu sou babaca só porque sou famoso?

— Acho sim. — Disse me virando pra trancar o armário. — Mas talvez você não seja tão ruim assim. — Disse e sorri.

— Tá, para. Não quero perder a amizade. Foi muito legal lá na ilha. Odeio admitir, mas eu realmente não me esqueci.

— Você está sabendo que a sua namorada me ameaçou? Não vai ser legal ficar perto de você.

— Que namorada? — Perguntou rindo— Eu não tenho namorada. — Afirmou de forma extremamente natural, o que é estranho pra um cara que tem namorada.

— Glimmer. — Disse e ele se deu um tapa na testa e apertou os olhos.

— Isso! Sim! Glimmer... É minha namorada.

— Não acredito que você esqueceu que ela é sua namorada. — Dei risada.

— A nossa situação é complicada. — Comentou arrumando a mochila nas costas.

— É, eu imagino. Ela é super insegura, até me considerou uma ameaça.

Considerando que ela estava claramente drogada.

— Você é realmente uma ameaça para diversos relacionamentos. Você é bonita, atrai muitos olhares.

— Mesmo que eu realmente seja bonita, não quero ser considerada uma ameaça pro relacionamento de ninguém.

Ele ficou quieto por uns longos instantes me olhando, pensei em perguntar se estava tudo bem mas ele se adiantou.

— Quer sair comigo? — Disparou como se não fosse nada, absolutamente do nada. — Não é um encontro, só vamos passar um tempo juntos, como na ilha. Hoje é o último dia de "folga" que eu tenho, e eu não tenho absolutamente nada pra fazer.

— Nesse momento você pode fazer tudo o que quiser, com quem quiser, todo mundo te ama. Você só não quer mesmo. Porque o interesse de ficar perto de mim.

Ele sorriu, mas não foi um sorriso qualquer, foi um sorriso malicioso. Ele encarou o chão por uns segundos antes de me responder — Vou ser sincero, gosto de ficar perto de você porque quando estou com você sou só o Peeta, não o Peeta o SURFISTA. Então, seja o que você for fazer essa tarde, eu te acompanho.

— Eu vou assistir TV e comer muita coisa gordurosa e doce, não acho que esse seja seu tipo de programa favorito,

— E se eu te falar que esse é meu programa favorito?

— Eu diria que é mentira, pois obviamente seu programa favorito é surfar. Mas, se quiser encher o seu corpo de gordura e açúcar, eu te convido pra passar a tarde na minha casa. — Pelo menos assim eu não fico sozinha, preciso de um tempo pra me acostumar a ser super solitária de novo.

Mas não vou mentir, me sinto meio estranha com a situação. Nunca pensei que levaria Peeta Mellark para minha casa, ainda mais pra passar um tempo comigo. Porém, eu sei que ele é um cara muito legal e que provavelmente vou me divertir com ele hoje.

— Tem carona? Posso te levar em casa. — Disse começando a andar.

Nossa! Eu sei que não estamos respeitando a namorada dele, sinto que deveria me incomodar com isso, mas eu não consigo. Talvez seja porque eu sei sobre Glimmer e Trash.

Ainda assim, não me orgulho disso.

— Fico impressionada com a sua capacidade de fingir que não tem namorada. — Acompanhei os passos dele.

— Minha situação com Glimmer é muito muito complicada, os chifres na minha cabeça pesam de mais as vezes. Então, acabo fazendo coisas que não devo— Disse ele, com a maior naturalidade do mundo. Agora eu realmente acredito que tem algo muito errado com eles dois, e eu realmente não devia ficar no meio deles.

— Então porque não termina com ela? Já que sabe das infelicidades.

— Por que é mais complicado que isso— Disse abrindo a porta para irmos em direção ao estacionamento interno.

Eu pensei duas vezes antes de entrar, pensei no que significaria aceitar uma carona do Peeta, mas não consegui achar um problema no meio dessa questão. Talvez hoje não tenha problema nenhum, mas amanhã...

— Você está armando um plano de vingança maluco? Olha, eu não quero fazer parte dessa lista de garotas que você vai usar pra trair ela.

— Não, não. Não vou revidar nada, pode ficar tranquila, mas eu também não posso ter dizer o porquê de não terminarmos. — Disse ele parando de frente para uma moto. A moto dele é idêntica a do meu pai.

Fiquei quieta em relação ao seu comentário sobre seu relacionamento super complicado. Não tenho culpa de ficar curiosa, qualquer pessoa ficaria. Ainda mais que, eu tenho a sensação que Peeta me da muitos sinais verdes.

— Eu não ando de moto — Disse o olhando, e então ele sorriu.

— Existe alguma coisa da qual você não tem medo? Como é possível que você tenha medo de tudo que é legal?

— Eu não tenho medo de museus, nem bibliotecas e nem de parque de diversões — Respondi e ele não pareceu ouvir uma vírgula do que eu disse, ele estava ocupado de mais regulando o tamanho do seu único capacete para em seguida colocar na minha cabeça.

— Eu vou devagar, até porque estou sem capacete. Poder ficar tranquila. — Disse em quanto subia na moto.

— Olha, eu não ando de moto nem com o meu pai, o que te faz achar que vou subir nesse troço com você?

Ele não me respondeu nada, apenas ficou me encarando e encarando, com aqueles olhos azuis. Eu tentei não olhar em seus olhos, mas quando eu olhei ele sorriu e me convenceu. Revirei os olhos e subi na moto.

— Seu pai vai ficar com ciúmes — Disse ele e em seguida ligou a moto — pode segurar em mim se preferir, vai ficar mais equilibrada. — Depois de suas instruções, passei meus braços por sua cintura.

A situação é completamente estranha pra mim, estou na garupa de um cara, estou testando uma intimidade estranha com ele. E, estranhamente me sinto super confortável com isso tudo.

Por Deus, Katniss. O que está acontecendo com você.

Ele me perguntou onde é minha casa, e eu só disse a rua e ele já sabia onde é. Juro que chegamos em casa em menos de cinco minutos.

Ele estacionou a moto bem na minha porta e desceu primeiro e depois me ajudou a descer.

— Porque não comprou um carro? — Disse em quanto tirava seu capacete e devolvia.

— Moto dificulta o trabalho com os paparazzi— Explicou colocando o capacete em cima da moto.

— Faz sentido — Disse em quanto abria a porta — Pode ficar despreocupado, eu moro praticamente sozinha, meu pai nunca está em casa.

— E a sua mãe? — Perguntou chegando mais perto de mim.

— Não tenho mãe. — Respondi em quanto entrava em casa e em seguida ele me acompanhava.

Agora que finalmente chegamos em casa, percebi o quão estranha é a situação. Então, meu plano é não deixar ele sair da sala. Então, liguei a tv e dei o controle na mão dele.

— Vou pegar alguma coisa pra gente comer — Disse e ele só concordou e se sentou no sofá da sala. Talvez agora ele também esteja achando a situação meio constrangedora.

— Não estou com fome, ainda. — Disse se esticando um pouco no sofá.

Também não estou com fome. Sendo bem sincera comigo mesma, estou com o estômago embrulhada de ansiedade Porque tão ansiosa?ansiosa por ele estar aqui? Ansiosa por ser uma situação longe da minha área de conforto? Ou só com vontade de sentar ao lado dele?

Tirei meu casaco e joguei em cima do móvel da sala, em seguida me sentei ao lado dele, porém longe o suficiente para não o tocar ou sentir seu perfume. Ele me olhou e depois sorriu.

— Eu posso ir embora, se quiser. Eu sei que é estranho.

— Não, ta tudo bem. Eu, eu não quero ficar sozinha. A Johanna te contou, não é? Então, você sabe. — Disse olhando pra tv, evitando o máximo trocar olhares com ele. Assunto delicado de mais.

— Esquece que eu sei disso! Ta legal? Não precisa tocar no assunto. Johanna disse que é super difícil pra você.

— Então, você poderia me fazer o favor de fingir que não sabe de nada? — Disse ainda evitando o olhar

— Assunto proibido? — Perguntou em quanto seus olhos pousavam e mim.

— Assunto proibido. — Disse assistindo nascer um sorriso em seus lábios.

Ele pegou o controle e desligou a tv e em seguida se ajeitou no sofá para me encarar.

— Johanna, ela também me disse outras coisas. Coisas além desse assunto.

É. Ele pegou em um assunto que me interessa. Um assunto do qual eu fugir, eu que perco. Logo agora, que, eu descobri que eles conversaram sobre mais coisas além dos meus... Problemas.

— Tipo? — Perguntei me arrastando para mais perto dele.

— Ela me disse que você não fica muito tempo fora de casa, que foi difícil ela te convencer a ir pra ilha, e que você foi na aquela festa que a gente se aproximou, porque estava devendo um favor.

Ele fez uma pausa, como se estivesse esperando uma confirmação minha.

— Sim, é tudo verdade.

— Ela também me disse que vocês são muito próximas, que são muito apegadas, também que passaram por muitas coisas juntas.

— Sim. Ela é muito importante pra mim.

— Quando ela me falou essas coisas, ela estava meio bêbada. Então, depois desses detalhes e alguns xingamentos, ela me agradeceu. Me agradeceu por te deixar feliz.

Eu realmente estava feliz lá, eu esqueci meus remédios, esqueci meus problemas, esqueci meu pai. Peeta alcançou um lado meu que eu não encontrava faz muito tempo. Na aquele dia, na cachoeira, eu juro que senti vida na pele.

Porém, analisando de uma forma realista, foi só um passa tempo, foi um momento. Momentos bons não se repetem com frequência. Peeta foi um acaso, Peeta está sendo um acaso. Eu sinto que em pouco tempo ele terá de ir. E esse é um de motivos por qual eu não posso me acostumar, e o outro motivo é que eu não sei o porquê dele estar aqui. Ele está aqui porque quer estar aqui? Está aqui por pena? Estar aqui por carência?

— Não quero sua pena, Peeta. — Disse a ele, diretamente.

— Não tenho pena de você, não mesmo. Eu sei como você é forte, eu enxergo seus mecanismos de defesa. Eu só... Fiquei lisonjeado, talvez um pouco impressionado.

— Não estou entendendo aonde você quer chegar.

— Eu quero continuar sendo seu amigo, quero continuar a te proporcionar momentos bons. Talvez seja isso que o destino preparou para nós.

— Você quer se aproximar de mim porque acredita que o destino quer assim? — Perguntei dando risada.

— Eu quero me aproximar de você por três motivos. O primeiro deles, você é intimidadora, e eu tenho vontade de te conhecer ainda mais. O segundo, você me trata como um qualquer, e nos últimos meses isso vem sendo muito raro. E por último, e eu diria o mais importante, eu me sinto vivo perto de você.

É a segunda vez no dia que ele me diz que gosta de ficar comigo pois de sente um garoto normal. Talvez a vida dele não seja tão fácil como eu imaginava.


Notas Finais


Desculpa a demora, eu estava sem celular :(
Espero que gostem! Beijos!


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