História Crazy In Love - Dramione - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oooiiiii, tutu pom?? Vamos de capítulo novo? Hoje veremos as coisas sob a perspectiva da nossa amada Hermione. Espero que vocês estejam gostando 😚
Boa leitura ❤

Capítulo 2 - O Almoço


Fanfic / Fanfiction Crazy In Love - Dramione - Capítulo 2 - O Almoço

Hermione Granger


2 anos atrás.


A vida nunca foi muito fácil pra mim e pra minha mãe. Desde sempre fomos apenas eu e ela. Ela havia engravidado com apenas 17 anos, e meu pai havia ido embora quando descobriu a gravidez, mas isso nunca a impediu de trabalhar duro dia após dia pra colocar comida na mesa e me dar uma educação digna. Durante todo o meu ensino médio eu trabalhei meio período como babá das crianças da vizinhança, pois todo dinheiro que eu conseguisse ia pra meu fundo de investimento para faculdade. Eu queria muito fazer administração e quem sabe um dia, abrir minha própria empresa.

Mamãe trabalhava como gerente de um pequeno bar ali perto de casa que abria aos fins de semana, e durante a semana, como cozinheira numa escolinha do bairro. O dinheiro não era muito, mas dava pra nos manter até o fim do mês e pagar o aluguel, e quando terminei o ensino médio, comecei a trabalhar no mesmo lugar só que como atendente, ele pertencia ao pai do meu melhor amigo então foi fácil conseguir a vaga.

Tudo ia bem, eu tinha dois empregos, consegui a bolsa pra estudar o que eu queria, o dinheiro estava entrando e finalmente conseguimos comprar uma pequena casa num bairro tranquilo. Mas tudo começou a desmoronar quando em uma bela tarde de sexta feira, mamãe se perdeu no caminho de volta pra casa.

Ela tinha saído pra comprar leite e ainda não tinha retonardo. Já era quase 10 noite e eu estava ficando preocupada. Enquanto atendia as mesas da Lótus, minha atenção estava a todo instante no celular, caso ela me ligasse.

- Tudo bem, Mione? Parece tensa.

Ronald perguntou ao meu lado, ele era um dos meus melhores amigos e sempre sabia quando algo não estava certo, por mais que eu não tenha dito uma palavra. Olhei pra ele e sorri.

- Tudo. Mamãe disse que ia ligar quando estivesse em casa, mas ainda não ligou.

Ele apertou meu ombro gentilmente.

- Talvez ela só esqueceu.

- É, talvez.

Continuei meu trabalho ainda com a atenção no celular.

Depois de algumas horas, o bar já estava fechando, fui até a porta dos fundos colocar o lixo pra fora e quando retornei havia dois policiais no bar.

- Senhorita Granger?

- Sou eu. - Falei me aproximando. - Algum problema?

- Você é filha de Ellis Granger?

- Sim, o que houve? Ela está bem? 

Perguntei já nervosa, Ronald veio pro meu lado e me abraçou pelos ombros.

- Sim, ela está no hospital, mas está bem. Ela estava arrumando briga com uma moradora, então ligaram pra nós. Quando chegamos, ela estava atordoada e muito agressiva. Levamos para o hospital e o médico que estava de plantão a reconheceu. Precisamos que nos acompanhe.

- Aí meu Deus.

Nessa hora meu rosto já estava banhado em lágrimas, mas eu apenas concordei com a cabeça.

- Tudo bem, eu fecho o caixa para você. - Ronald disse ao meu ouvido. - Vou avisar ao Harry e ao James também, ok?

Apenas acenei e sai com os policiais.

Ao entrar no hospital logo encontrei mamãe, ela estava deitada em uma cama e seus olhos estavam assustados. Quando cheguei até ela, meu coração apertou.

- Querida, por que está aqui? Você deveria estar na escola.

Olhei para ela e apenas acariciei seus cabelos. Logo um médico veio até nós e eu o reconheci, já havia sido babá de uma das filhas dele por um tempo.

- É um prazer revê-la Hermione, que pena que seja em circunstâncias tão ruins.

- O que mamãe tem? Por que ela está assim?

Ele me olhou e sorriu tristemente.

- Sua mãe foi diagnosticada com Alzheimer precoce. Você nunca percebeu que ela vinha esquecendo as coisas? Ou confundido as datas?

Balancei a cabeça negativamente mas era mentira. Ultimamente mamãe estava estranha, as vezes íamos passear e ela não lembrava como voltar pra casa. Outras, ela me chamava de abelinha, que era um apelido que eu tinha quando era criança, devido a minha meia calça de listras pretas e amarelas.

- Mas ela só tem 40 anos, não é possível. Ela é tão jovem ainda.

Olhei para ela e ela sorria para mim docemente.

- Você se parece muito com a minha filha, sabia? Ela até tem esse mesmo cabelo cacheado. Você iria adorar ela.

Dizendo isso ela fechou os olhos.

- Vou mantê-la aqui hoje em observação, pode ficar se quiser. Amanhã de manhã ela será liberada.

- Ok.

Sentei em uma cadeira e fiquei ali, apenas a observando e algumas lágrimas teimaram em escorrer pelo meu rosto.

Então a partir daquele dia, minha vida nunca mais foi a mesma. Tive que me virar para cuidar de mamãe, trabalhar e ainda arrumar tempo para faculdade. Todo o dinheiro que eu havia guardado foi gasto com medicamentos e para pagar alguém que me ajudasse a cuidar dela quando eu estivesse trabalhando. Foram muitas idas ao médico, muitos tratamentos intensivos e muitas noites sem dormir por que tinha que acalma-la pelo simples fato dela não reconhecer o lugar onde morava. Havia os dias bons, onde ela acordava e estava completamente lúcida, mas na maior parte do tempo, ela achava que eu tinha 5 ou 10 anos, e sempre brigava dizendo que eu precisava ir pra escola, eu apenas sorria e concordava dizendo que era fim de semana, então ela me dizia para ligar a TV que seu programa preferido estava passando.

E assim a gente ia levando, dia após dia, crise após crise, e com todo o apoio que eu recebia dos meus melhores amigos, Harry e Ronald.


xx


Hoje em dia


Atualmente, além da Lótus, eu estava trabalhando como babá das gêmeas do senhor Saltzman, Lis e Josie, mas como era sábado, eu ficava só até meio dia. Ele era professor da faculdade em que eu estudava, e também era viúvo, sua mulher havia morrido devido à complicações no parto e desde então ele morava apenas com as meninas, elas tinham 6 anos e eram incrivelmente inteligentes. Fazia quase 1 ano que eu trabalhava pra ele e eu gostava muito daquelas meninas, fora que o salário que ele me pagava dava pra comprar todos os medicamentos que minha mãe precisava.

Quando Malfoy ligou, eu estava no parquinho com elas, depois as deixei em casa e fui embora, passando antes no supermercado para comprar umas coisas. Ao dobrar na rua da minha casa, notei que o Malfoy ainda estava descendo os degraus da varanda, me aproximei e o cumprimentei, e num gesto educado, porém impensado, o convidei para almoçar comigo. Eu não sabia por que havia feito aquilo, eu só sabia que queria mais tempo na companhia dele, alguma coisa nele despertou meu interesse e não foi o carro incrivelmente caro dele, que eu suspeitava que dava pra comprar minha casa com tudo dentro e ainda sobrava dinheiro.

Minha casa não era grande, apenas uma cozinha americana com um balcão de mármore preto dividindo a sala, dois quartos e um banheiro no fim do corredor.

- Você mora só?

Ele perguntou parando na soleira da porta.

- Não, mamãe deve estar dormindo.

Falei pegando as sacolas e as colocando na pia.

- Você sempre convida estranhos pra sua casa?

Olhei pra ele e sorri.

- Não somos estranhos, lembra? A gente se apresentou ontem.

Ele sorriu e entrou, colocando o casaco sobre o sofá.

- Você entendeu.

Arquiei uma sobrancelha pra ele.

- Você deixou eu ficar com as chaves do seu Audi, então você não pode falar sobre confiança em desconhecidos.

- Você praticamente tomou as chaves da minha mão e me jogou dentro do táxi, suspeito que se eu dissesse não, você chutaria minha canela.

Dei uma risada e comecei a cortar os legumes.

- Tem razão, eu chutaria mesmo.

- Quer ajuda?

- Pra falar a verdade, quero. - Ele veio até meu lado - Pegue o queijo na geladeira e comece a ralar. O ralador está na segunda gaveta do armário.

Ele fez o que eu pedi e depois se aproximou.

- O que vamos comer?

- Macarrão com molho de carne.

Despejei os legumes na panela e comecei a mexer.

Logo o molho estava pronto e o macarrão cozido. Nos sentamos no balcão e começamos a comer.

- Nossa, isso está incrível.

Ele disse após duas garfadas, e eu sorri orgulhosa dos meus dotes culinários.

- Obrigada, eu sei que arraso.

- Richard? É você, querido?

Olhei pra trás e vi mamãe saindo do quarto dela e nos olhando com a expressão supresa, levantei do banco e fui até ela.

- Mamãe, este é o Draco. Ele é cliente lá da Lótus.

Ela olhou para mim e olhou para ele. Depois caminhou lentamente, parou na frente de Draco e acariciou seu rosto. Ele estava surpreso com o gesto, mas não recuou, apenas sorriu com o carinho.

- Ah, Richard. Você está tão elegante, querido.

Ele pegou uma das mãos de mamãe e colocou entre as suas.

- Obrigada, você também está linda hoje.

Olhei para aquela cena e meu coração perdeu uma batida. Pisquei rapidamente para afastar as lágrimas bobas que teimavam em querer sair, fui até mamãe e segurei seus ombros.

- Mamãe, que tal se a gente visse um pouco de TV, sim? Seu programa favorito está passando.

- Ah, claro abelinha. - Ela olhou para Draco e sorriu de novo. - Antes de voltar para a fábrica, me avise querido, farei um lanche pra você levar.

Ele corou um pouco com aquilo, mas apenas sorriu e confirmou com a cabeça. Levei mamãe de volta para seu quarto e liguei a TV.

Achei que quando voltasse pra cozinha, Draco teria ido embora para o mais longe possível daquela loucura, mas ao invés disso, ele ainda estava ali, sentado no banco com as mãos sobre o balcão.

- Desculpe por isso.

Murmurei ao sentar na sua frente, e ele apenas sorriu.

- Tudo bem. À quanto tempo ela foi diagnosticada?

- Tem dois anos. Como você sabia?

- Minha avó também tinha Alzheimer, as vezes eu ia visita-la e ela achava que eu era papai, era engraçado até. Um dia, eu fui vê-la e ela estava bem, me reconheceu, conheceu papai e até disse que eu havia crescido rápido. Algumas horas depois, recebi uma ligação dizendo que ela havia morrido.

Era estranho estar conversando esse tipo de coisa com alguém que eu havia acabado de conhecer, mas de certa forma, eu queria conversar mais com ele, queria conhecer mais sobre ele.

- Sinto muito.

Murmurei depois de algum tempo, ele olhou para mim e sorriu.

- Por que me convidou para entrar?

Mordi o lábio pensando seriamente naquela pergunta, mas apenas dei de ombros e suspirei.

- Só achei que seria educado, e ontem foi legal. Então...

Ele deu um mínimo sorriso.

- Eu poderia ser um serial Killer. Você não vê os noticiários?

Eu dei uma gargalhada e revirei os olhos.

- Um serial Killer não tem um carro de meio milhão de dólares e nem usa ternos caros.

Ele deu uma risada e me fitou, e por alguns segundos em me perdi naquela imensidão cinza que eram os seus olhos.

- Aí que você se engana, senhorita.

Ele levantou a mão que estava sobre o balcão e como se fosse em câmera lenta, veio até meu rosto e tirou uma mecha do meu cabelo de lá e colocou atrás da minha orelha. Aquele mínimo toque fez meu corpo esquentar e meu coração parecia sambar no meu peito. Mordi o lábio e olhei para sua boca, imaginando que gosto teriam seus lábios e se eram tão macios como pareciam, e qual a sensação de estar em seus braços, aqueles braços fortes e definidos. Ele se levantou do banco, ainda me olhando, contornou o balcão e ficou na minha frente, em um ato súbito de coragem, fiquei na ponta dos pés e o beijei.

Suas mãos foram pra minha cintura, apertando levemente, e meus braços para seu pescoço. O beijo era lento e sem pressa, seus lábios se moviam nos meus devagar, sua língua travava uma disputa com a minha, e então minhas pernas se transformaram em gelatina, se não fosse suas mãos me segurando, certeza que eu cairia. O cheiro dele deixava tudo ainda melhor, enquanto seus braços estavam na minha cintura todo aquele aroma veio a mim como uma oferenda, aquele perfume amadeirado, tinha cheiro de homem. Homem que sabia exatamente o que estava fazendo, e minha mente já me imaginava nua sobre aquele balcão.

Infelizmente o celular dele começou a tocar, e aquele som estridente fez com que nos afastássemos cedo demais. Ele pegou o celular do bolso e eu me afastei. Ele respirou fundo e atendeu.

- Sim?... Tá bom ... Já estou indo. - Ele colocou o aparelho de volta no bolso e olhou pra mim. - Eu tenho que ir.

Seus lábios estavam vermelhos e o cabelo, que eu desconfiava sempre estava arrumado, agora se encontrava uma completa bagunça.

- Tudo bem.

Falei e sorri. Ele estava parado no meio da cozinha, o clima tinha ficado estranho, e eu olhava pra todos os lados pra não ter que encara-lo.

- Okay. - Ele deu uma risada anasalada e então pegou o casaco e eu o acompanhei até a porta. - A gente se vê, então.

- Aparece lá na Lótus.

Ele acariciou minha bochecha e beijou minha testa, novamente meu corpo reagiu ao seu toque, esquentando em lugares estratégicos.

- Com certeza eu vou.

Dizendo isso, ele entrou no carro e saiu. Fechei a porta e fui para meu quarto, deitei na cama sorrindo igual uma idiota ao lembrar do nosso beijo e torcendo secretamente para que aquele não tenha sido o único.


Notas Finais


Eitaaa, rolou um beijinho ein? O que será que vem pela frente? Hahah
Me contem tudo que vocês estão achando, dicas, sugestões, críticas, tudo tudo 😍
Beijinhos, até a próxima 🧚🏻‍♀️❤


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