História Crazy In Love - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Chouchou Akimichi, Chouji Akimichi, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Kankuro, Karin, Karui, Konohamaru, Kurenai Yuuhi, Metal Lee, Mirai Sarutobi, Mitsuki, Moegi, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikadai Nara, Shikamaru Nara, Shinki, Temari, TenTen Mitsashi, Yodo
Tags Borusaku, Boruto, Drogas, Hinajin, Hinata, Ino, Inodai, Inojin, Karin, Mitsuki, Naruto, Sakura, Sarada, Sexo, Shikadai, Temari, Traição
Visualizações 247
Palavras 4.716
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo minna '-'
Sei que demorei um pouco mais que o comum, desculpa por isso, é que eu travei em um determinado momento ;-;. Mas, em compensação, trouxe um capítulo bem extenso.
Desculpe caso tenha erros, até revisei, mas como o capítulo é grande posso ter deixado passar algo.
Espero que gostem *-*
Boa leitura a todos!!! [LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR! Tem um aviso importante lá]

Capítulo 36 - XXXV Recaída


Fanfic / Fanfiction Crazy In Love - Capítulo 36 - XXXV Recaída

Quando estou prestes a reclamar olho pra cima e arregalo os olhos azuis ao descobrir quem é. Meu coração na mesma hora começa a bater de forma acelerada.

— Shikadai...

Por Rikudou.

É ele mesmo! Aqui, em minha frente, a poucos centímetros de distância. O calor que transmite é o mesmo do qual me recordo, assim como o cheiro forte do perfume amadeirado.

Mas de resto....

Nossa, de resto é completamente diferente.

Está muito mais alto que da última vez, talvez tenha 1,90 de altura. Não sei dizer ao certo seu porte físico, já que o mesmo veste uma longa capa verde-musgo que deixa somente seus pés amostra e a sandália preta. O cabelo preto já não é mais amarrado no estilo de antes, agora é preso no estilo meio rabo de cavalo e certamente está mais longo. Os traços do rosto ficaram mais másculos, já não se parece um adolescente, até porque não é. Os olhos verdes transparecem frieza, concentração.

Lindo. Ainda mais do que cinco anos atrás.

— Não esperava que fosse você. — Comentou, ainda sem me encarar. — Pensei que enviariam Inojin ou algum outro membro do Clã Yamanaka.

Hã?

Como assim?

— O que quer dizem com isso, hein? — Indaguei, curiosa.

— ... — Permaneceu em silêncio por vários segundos.

É só o que me faltava, estou sendo ignorada agora?

— Ei, responda minha pergunta. — Peço, seria.

— Tsc. — Crispou os lábios, resmungando. — Continua mandona.

Quase perco a pose quando Shikadai sorri de lado. Ah, aquele sorriso tão típico dele. Durante os anos longe, procurei algum resquício daquele gesto no Shikamaru — que ridiculamente me fazia lembrar-se do Dai sempre, óbvio, levando em conta que um é a cópia do outro — e até mesmo na nossa filha, mas nenhum sorriso se comparava ao do moreno que está em minha frente. Droga, é tão deslumbrante.

Sem dizer mais nada, o homem pega no meu antebraço direito carinhosamente e me guia ainda mais para dentro do beco escuro. Admito, só esse gesto simples já fez com que um calor preenchesse-me por completa. Estar perto dele é tão bom.

Ficamos alguns minutos naquele silêncio perturbador, esperando que quem quer esteja me seguido desista. Queria saber o que se passava na cabeça do Nara durante aquele tempo.

Finalmente o moreno me soltou e começou a caminhar para longe, fiquei parada por alguns segundos, esperando que dissesse algo, mas não aconteceu. Me olhou por cima do ombro e fez um sinal com a cabeça, pedindo para acompanha-lo. Apenas obedeci e o segui.

Fazíamos o trajeto numa quietude estranha e eu já estou ficando angustiada com esse fato.

— Você cresceu. — Falo, disposta a puxar algum assunto. — Tem o que... 1,90?

— 1,91, para ser mais exato. — Respondeu, ainda andando um pouco mais a frente.

Porra!

Maior que Asuma-sensei. É, ele se transformou em um homem e tanto mesmo. Impossível não imagina-lo sem aquela roupa, deve estar maravilhoso...

Ino, não!

Auto repreendo-me. Preciso evitar esse tipo de pensamento impuro, antes que cometa alguma loucura.

— Por onde esteve durante esses anos? — Inquiri, meio que por impulso.

— Olha... não... — Parou bruscamente. Respirou fundo e fitou o céu azul. — Pare. Não fique fazendo esse tipo de pergunta, como se realmente importasse saber.

Mas eu me importo!

— Shikad...

— Ei. — Elevou um pouco a voz, que já é grave o suficiente por si só. — Concentre-se na missão, o resto não tem importância. Somos parceiros, mas não precisamos nos comunicar nada além das informações do nosso trabalho.

Dito aquilo ele voltou a caminhar.

Nem ao menos me encarou nos olhos... Está me evitando? Será que tem ódio de mim? Minha presença provavelmente não lhe agrada.

Esperava o que, hein? Depois de tudo que eu disse a ele...

Corro até alcança-lo novamente. Dessa vez andando lado a lado. Notei que vez ou outra Shikadai coçava o lado direito do pescoço, estranhei, mas optei por não comentar nada.

Entramos em um mercadinho.

— Compre algo para comer. — Pediu, autoritário. — Daqui a poucos minutos iremos nos encontrar com alguns conhecidos.

Preocupado comigo?

Não, claro que não. Apenas faz isso por não querer que algo atrapalhe nossa missão, óbvio. Analítico do jeito que é, aposto que percebeu meu cansaço e também deduziu que não me alimento há horas.

Enfim...

— Conhecidos? — Franzi o cenho, curiosa.

— Em breve saberá. — Se limitou em dizer, abaixando o rosto e me fitando nos olhos. — Agora coma algo, sim?

Acenei positivo e sai procurar alguma coisa nutritiva entre as fileiras do estabelecimento. Algumas barrinhas de cereal serão suficiente, por enquanto.

 

S&I

Não sei ao certo quantos minutos fazem que estamos nesse bar, parados em pé, próximo ao balcão. O lugar é repleto de homens, todos me "comendo" com os olhos, pelo simples fato de eu ser a única mulher aqui.

A maioria se encontram em um estado deplorável, bêbados. São nojentos, depravados... só de imaginar algum deles me tocado já me dá repulsa e calafrios. Tenho certeza que só não se aproximaram por causa da presença intimidadora de Shikadai ao meu lado. Oh, o único homem a quem me entregaria com o maior prazer seria para o Nara.

Droga! De novo pensando nessas coisas...

A porta do lugar é aberta e dois homens passam pela mesma. Meus olhos se arregalaram pela segunda vez no mesmo dia. Não esperava que fosse eles.

Boruto Uzumaki e Sasuke Uchiha.

Ambos estão vestidos praticamente iguais. A capa preta cobrindo todo o corpo, deixando somente parte das calças escuras amostra e a sandália de cano alto. O filho de Hinata parece ser da mesma altura que o Uchiha, mas o que mais chama atenção é a grande cicatriz no olho direito.

Pararam a alguns centímetros de distância. Ambos com a postura séria, tal como Dai.

— As informações da nossa investigação. — Sasuke jogou um pergaminho, qual Shikadai pegou. — Em breve entraremos em contato novamente.

— Hm. — Foi tudo que o Nara respondeu.

O silêncio entre nós quatro se instalou.

— Ino. — Uzumaki chamou por mim. — Como estão as coisas em Konoha? Minha mãe, Himawari, Tia Hanabi...

Mesmo que os olhos azuis dele sejam mais frio que antigamente, é possível ver a preocupação trasbordando neles.

— Ótimas. — Garanti, sorrindo. — Vez ou outra elas comentam que sentem saudade de você. Em relação a sua tia não sei dizer, já que não tenho contato algum com ela, mas aposto que sente o mesmo. Saudades. Pretende voltar em breve?

— Talvez. — Foi curto.

— Boruto, vamos. — O Uchiha deu as costa e começou a caminhar para fora.

— Diga que as amo. — Pediu, educado. — E que penso nelas todos os dias.

— Pode deixar.

Se despediu com um aceno e seguiu o mestre dele.

Está diferente, mas no fundo continua o mesmo Boruto de sempre. É estranho reencontra-lo depois de tanto tempo. Parece que todos evoluíram muitos nos últimos anos. Ele, Chouchou, Inojin, Sarada, Shikadai... Atualmente são adultos e cada um segue caminhos diferente.

Lembrando de todos eles crianças, naquela época jamais imaginaria que algo assim pudesse acontecer. Mas a vida realmente é uma caixinha de surpresas.

— Temos que fazer o mesmo. — Dai avisou, tirando-me dos meus pensamentos.

— Sobre o que se trata? — Refiro-me ao pergaminho de quase agora.

— Orochimaru e suas experiências. — Comentou, suspirando pesado. — Nós três cuidamos das ameaças que elas vem sendo para Konoha nós três últimos anos.

Hã?

Como assim?

Ameaças? Sou uma ANBU, mas não sabia disso.

— Eu nunca ouvi delas. — Sou sincera.

— Significa que fazemos nosso trabalho direito. — O sorriso que se formou em seus lábios durou pouco tempo. — Que problemático. Não sei porque estou falando disso com você. Nossa missão é outra.

Que rude!

Mas não me deixarei abater por isso, não mesmo!

Trabalhar com Shikadai tem se mostrado uma tarefa cada vez mais difícil, por Rikudou! Só espero que tire algo bom disso tudo.

 

S&I

O sol desaparecia aos poucos, indicando que a noite estava próxima. Eu e o Nara estamos sentados em um dos galhos de uma das centenas de árvores daqui, olhando fixamente para o galpão "abandonado", o lugar mais afastado dessa Vila.

Vez ou outra acontecia uma pequena movimentação. Todas as pessoas que entravam ali eram Nukenins, segundo Shikadai... se ele está dizendo, apenas acredito.

— Daqui a pouco começará uma reunião ali. Nossa missão é se infiltrar lá dentro, ou melhor, a sua missão. — Explicava, cautelosamente. — Faz cinco dias que venho investigando isso. O Nanadaime desconfia que Katsu Akemi, um shinobi da Organização ANBU, vem vazando informações sobre Konoha para ninjas mercenários, ninjas estes que vendem as informações para outras Vilas. E isso é muito problemático, ainda mais graças as circunstâncias atuais.

Entendo.

Se refere a Aliança Shinobi que aos poucos vai se desfazendo, caso aconteça e os inimigos tenham informações sigilosas sobre Konoha... Seria desastroso para nós.

— Quer que eu entre na mente de alguém e participe da reunião. — Supus, arrancando um sorrisinho de canto do meu parceiro. — Consigo, sem dificuldade alguma.

— Sei disso. — Afirmou, confiante. — Não se preocupe, existe uma lista de convidados especiais. Nela contém fotos deles, ou seja, não será necessário qualquer outro tipo de informação, senha, ou algo do tipo...

Esses caras são tão descuidados, puta que pariu.

— Ótimo.

— Ino... — Pela primeira vez chamou-me pelo meu nome. Soa tão bem na voz dele. — Tome cuidado.

— Pode deixar. — Sorri, feliz ao saber que se preocupa com meu bem-estar.

Talvez esteja me iludindo e ele só não quer colocar a missão em risco, mas dane-se. Aquelas palavras tiveram muito significado pra mim.

— Estarei 20 metros a dentro da Floresta. — Avisou, agora de forma mais séria. — Levarei seu corpo, me encontre lá.

Acenei positivo.

Logo apareceu alguém, fiz a posição de mãos e entrei na mente dele, deixando Shikadai e meu verdade corpo inconsciente para trás.

 

S&I

A reunião durou uns 12 minutos, no máximo! E metade do tempo foi para fazer com que todos ficasse em silêncio. O tal de Katsu Akemi não sabia muita coisa, mas ainda sim era um maldito traidor. Saber que esse tipo de gente trabalha na mesma Organização que eu me desanima bastante, admito.

Ninguém suspeitou de nada, tal como previsto. Esperei 5 minutos se passarem, para só então ir até onde o pai da minha filha está.

Chegando lá encontrei o moreno acariciando distraidamente os fios dourados do meu cabelo. É uma cena fofa de se ver, não esperava isso dele. No entanto, tenho que deixar isso de lado e ir para o que interessa.

— Shikadai. — Na mesma hora parou o que estava fazendo. Ergueu o rosto pra mim, sem demostrar qualquer tipo de emoção. — Missão cumprida.

— Como foi? — Arqueou a sobrancelha direita.

— Akemi é um traidor, de fato. — Notifiquei, relaxando os ombros. — Irei resumir o que ele disse, até porque é o que realmente importa.

— Vá em frente.

— " Konoha tem um esquema de segurança invejável e o que mais preocupa é o Esquadrão de Sarada Uchiha. Não existe brecha, exceto no Festival Anual das Cinco Grandes Nações, época qual estrangeiros podem entrar com mais facilidade e sem trazer qualquer desconfiança para si" — Lembrava cuidadosamente de todas as palavras qual aquele homem de cabelo azul usou. — " Provavelmente os senhores temem Naruto Uzumaki, o Nanadaime Hokage, mas tenho informações importantes sobre isso também. A filha mais nova dele, Himawari, é uma adolescente que me parece ser muito frágil, ou seja, um alvo fácil para sequestro. Aposto que o Herói da Quarta Grande Guerra Ninja faria de tudo para manter a segurança da filhinha amada, até mesmo obedecer quem estiver posse da mesma. Sem contar que existe a esposa também, Hinata Uzumaki, que além do mais é herdeira do maior Clã de Konoha. Pensem no que seriam capaz de fazer com essas duas em mãos... Obterei mais dados, na próxima vez trarei coisas mais bem detalhadas."

O Nara ouviu tudo com atenção, nem piscou os olhos direito.

— Não terá uma próxima. — Falou baixinho. — Ino, você é responsável por passar isso para o Nanadaime. Essa é a prova que precisávamos. Agora temos certeza da traição, Katsu será preso e julgado. Além de que Naruto e meu pai ficarão cientes sobre a possível ameaça que rondará no Festival mês que vem, podendo criar um modo ainda mais eficaz para proteger a Vila. Hinata e Himawari também, obviamente.

— E o que faremos com isso? — Aponto para o corpo do Nukenin que está em minha posse.

— Destrua a mente dele. — Mandou, simplista.

O quê?

— Sério? — Indago, perplexa.

— Eu não brinco em missões, Ino. — Comentou, semicerrando os lindos olhos verdes. — Esse cara se tornou um empecilho, provavelmente se deixarmos sair livre daqui espalhará a noticia e nosso alvo poderá fugir, pois não teremos o quesito surpresa mais. Apenas faça.

— Ele vai ficar débil mental. — Aviso.

— É isso ou eu o mato. — A frieza na voz dele me impressionou. — A escolha é sua.

Merda!

Não tenho escolha, no fim das contas.

— Tudo bem, tudo bem. — Concordo, mesmo contra minha vontade.

 

S&I

Após a missão concluída optamos por passar a noite no único hotel da Vila, já que ambos estamos cansados, mesmo que tenha sido um trabalho fácil. Preciso dormir por algumas horas e só então poderei voltar para Konoha com mais tranquilidade.

Antes paramos na farmácia que ficava do outro lado da rua. Shikadai disse pra eu ir na frente fazer as reservas, mas escolhi ficar ao seu lado. Não quero me afastar, pelo contrário, quero aproveitar o máximo a proximidade entre nós.

Esperei para estar ao seu lado novamente por anos. Tudo que eu queria era abraçar, agarrar, beijar, me entregar completamente pra esse homem.... Contudo, tenho que manter a sanidade, mesmo que não contra minha vontade.

Enquanto o moreno foi atrás do produto qual desejava, fiquei esperando próxima do balcão, com os braços cruzados.

De repente chegou uma garota — qual julgo ter uns 19 anos — perto dele, toda sorridente. É uma das atendentes, pelo jaleco branco. O que estava sendo um atendimento comum tomou proporções nada agradáveis ao meu ver. Aquela loira oxigenada tocou a mão no ombro do moreno e começou a deslizar vagarosamente pelo braço, enquanto sorria maliciosa feito uma vadia que diz "Quero sentir seu pênis. Me foda por horas, seu gostoso!"  Estava dando em cima do meu homem na cara dura e o pior: Ele retribui o gesto! Shikadai, cachorro!

— Por que não vai lá? — Me assusto com a voz atrás de mim.

— Por que iria? — Viro-me e encaro a senhora de idade avançada.

— Ciúmes, talvez. — Gargalhou baixinho. — Sua cara de desagrado lhe denuncia, jovenzinha.

Poxa!

Está tão visível assim? Será que o Nara também percebeu em algum momento?

— Melhor não.

— Vai deixar uma mulher dar em cima do seu namorado desse jeito? — Franziu o cenho e deixou a boca entreaberta, espantada.

O quê?

Namorado?

Será que todas as pessoas nos vêem assim? Antigamente pensavam que ele fosse meu filho... Mas é claro que seria diferente, agora Shikadai é um homem e tanto.

— Não somos um casal. — Neguei, tristemente. Suspirei pesado e relaxe os ombros. — É difícil dizer, infelizmente.

— Gosta dele, não é? — Não soou bem como uma pergunta, foi mais uma afirmação. — Seus olhos deixam isso bem visível. Sabe, acho que o sentimento é reciproco.

Hã?

— Sério? — Fico mais animada. — Por que diz isso?

— Aquele homem te olha de um jeito diferente também. — Acenou positivo duas vezes. — Percebi nas rápidas trocas de olhares entre vocês.

— Somos apenas amigos. — Volto para a realidade, mesmo que ela seja péssima. — Nada além disso.

Antes que mais alguma coisa fosse dita, Shikadai apareceu no balcão com a caixinha que continha pomada dentro. Pagou o produto em silêncio, saindo segundos depois. Apenas me despedi da senhora com um breve aceno e o segui, como vem sendo o dia inteiro.

Quando chegamos no Hotel descobrimos que só havia mais um quarto vago. Sério, nada conspira a meu favor, ao que tudo indica. Estou me segurando ao máximo para não me jogar nos braços desse moreno e acontece isso. Pior, o cafajeste até queria dormir em outro lugar e me deixar sozinha aqui.

Não ficaria surpresa se descobrisse que foi atrás daquela atendente da farmácia. Entretanto, consegui convence-lo de dividir o mesmo quarto comigo. Não daria brecha para ele sair por aí pegando outras, não enquanto estiver ao seu lado, pelo menos.

 

S&I

— Por qual razão comprou a pomada? — Inquiro, jogando-me na gigantesca cama de casal.

Ah! Tão macia.

— Coceira. Pescoço. — Trancou a porta. — Espero que alivie um pouco, ao menos.

Sento na beira e sigo com os olhos os movimentos preguiçosos dele. Primeiro tirou a capa verde, jogando-a em cima da poltrona. Pegou o pergaminho de Sasuke, que estava no bolso da calça preta, e fez o mesmo. Deixou as sandálias encostada na parede, próximo da porta. Puxou a blusa branca vagarosamente para cima, revelando aos poucos o corpo bem trabalhado.

Surpreendo-me quando termina.

Por Rikudou!

Não está só mais alto, mas sim mais forte também. Ombros largos. Abdômen, peito e braços muito bem definidos. Deve ter se exercitado bastante enquanto esteve fora. Tinha uma pequena cicatriz na barriga, pouco abaixo do lado esquerdo do tórax. Seu braço direito enfaixado, começa na mão e vai até três dedos acima do cotovelo.

Como não havia percebido aquilo antes?

Contudo, o que mais me chamou a atenção foi o rasto avermelhado escuro de unhas no lado direito do pescoço. Ali era o lugar onde se coçou várias vezes. A quanto tempo vem fazendo isso? Logo ficaria roxo!

— O que aconteceu? — Fico preocupada. Levanto e vou até o Nara, parando centímetros de distância. — Seu pescoço está ficando roxo de tanto coçar... sem contar que um dos braços está enfaixado mais da metade.

— Tsc. — Praguejou, dando as costa pra mim. Notei que até ela é bem exercitada, assim como vi algo estranho na clavícula dele. Fiquei na ponta dos pés, só para ter certeza. Era uma marca triangular. — Não se intrometa na minha vida.

— Custa me dizer, Shikadai? — Ergui a voz, irritando-me. — Porra, não precisa me tratar feito estranha.

— Por acaso está zombando de mim? — Virou-se novamente. Segurou meu braço com a mão enfaixada, sem muita força. O rosto abaixado, encarando-me fixamente nos olhos. — Pediu para eu nunca mais falar com você e agora me vem com essa de "não precisa me tratar feito estranha". Droga! Quer que trate como, afinal?

Parece furioso, ou angustiado. O toque dele faz com que um calor comece a possuir meu corpo. Faz anos que não sinto isso, mas só de estar próxima do Nara a chama reacendeu. Seus lábios são convidados demais, como queria tê-los novamente colado aos meus.

— Como mulher. — Falo, firme. A confusão no rosto dele é palpável, por isso decido ser mais específica ainda. — Como sua mulher.

Certo, não deveria ter dito essas coisas. Mas.... Droga! Quem disse que eu raciocínio direito próxima a esse homem?

Diferente do que imaginei, ele me empurrou para o colchão. Em um movimento rápido ficou por cima e finalmente fez aquilo que tanto desejei, me beijou. Pediu passagem, qual eu logo dei. Nos beijamos com voracidade, intenso. Nossas línguas exploravam um a boca a do outro apressadamente, deixando rastros de saliva.

Resmunguei quando nos afastamos, depois de vários segundos. Mas não pude reclamar por muito tempo, logo Shikadai desceu e meu pescoço se tornou seu passatempo. Beijou várias vezes, deixou alguns chupões e deu leves mordiscadas. Eu arfava quase sempre, totalmente entregue as caricias. Desabotoou a minha calça no processo, sem qualquer dificuldade.

Quando se levantou da cama, ergui a cintura, ajudando-o a tirar aquela peça com mais facilidade. Nem vi onde jogou, mas não me importa também. Enquanto tirava a própria calça, aproveitei para fazer o mesmo com o terno e camiseta que usava, ficando apenas de calcinha e sutiã.

Não demorou muito para eu sentir aqueles lábios quentes no meu ventre. Arrepie-me inteira com os beijos que ele depositou no lugar onde era a cicatriz — qual Sakura curou completamente —, causada pelo nascimento da nossa filha . Gemi baixinho quando desceu e beijou minha intimidade, por cima do pano fino de cor azul. Massageou com o indicador e do meio. Passou a língua devagar, provocando-me.

— Shikadai. — Agarrei o cabelo dele fortemente, com ambas as mãos. Soltei o elástico e senti os fios se desmancharem entre meus dedos. — Não me provoque.

Apenas me foda de uma vez! 

— Hm. — O jeito monossilábico dele me excita, pois sei que quando faz um sorrisinho sacana surgi em seus lábios.

Ergueu o rosto e me encarou. O desejo ardente nos olhos verdes escuros, eu não devo estar diferente. Começou a puxar a calcinha para baixo, aquela peça deslizou vagarosamente pela minha pele, deixando-me cada vez mais ansiosa.

Depois de feito, sem qualquer aviso prévio, o Nara enfio um dedo dentro da minha vagina. Arfei pesado, jogando a cabeça para trás. Puta que pariu! Que dedo maravilhoso.

— Você está toda molhada já. — Afirmou, gargalhado baixo. — Isso é perfeito.

Deu algumas bombadas, fazendo-me contorcer vez ou outra. Retirou, entretanto não demorou muito para a língua quente e úmida dele me invadir. Agarrei com ainda mais força seus fios escuros, ao mesmo tempo que fechei os olhos e deixei a boca entreaberta. Shikadai andou treinando muito, pois está mil vezes melhor que antes. Os movimentos rápidos do moreno me levam a loucura, ainda mais quando toca meu clitóris. Não demorou muito para eu ter um orgasmo, gemendo alto.

Ele subiu pra cima e me beijou, fazendo com que sinta meu próprio gosto. Tirei o sutiã quando nos afastamos. O sorrisinho sacana que havia mencionado antes surgiu em seus lábios. Dai os massageou com as mãos grandes, ao mesmo tempo que voltava a me beijar. Deixei alguns chiados escaparem durante o processo.

— É injusto só eu estar pelada. — Reclamei manhosa, fazendo bico. Deixei o cabelo dele de lado e passei a mão esquerda por cima da cueca, sentindo a ereção no lugar. — Tire-o pra fora , agora. Já não aguento mais esperar.

É, não aguento!

Foram tantos anos. Preciso tê-lo dentro de mim novamente. Relembrar todas as sensação únicas qual Shikadai Nara me proporciona.

Em um movimento rápido e com uma maestria impressionante, o moreno tirou a peça de roupa. Ainda estava por cima de mim. Segurei seu pênis com a mão esquerda. Oh, céus! Quando comecei a masturba-lo conclui que está muito maior que antes, mais grosso... Vai ser delicioso senti-lo.

O shinobi fechou os olhos e deixou-se aproveitar o momento. Tentou conter os gemidos, mas aumentei a velocidade, fazendo-o falhar miseravelmente. Passado em breve período ele liberou o pré-gozo, deixando alguns dos meus dedos com resquício daquele líquido viscoso e um pouco grudento. É bom saber que ainda lhe dou prazer, me anima incondicionalmente.

— Acho que nós dois estamos prontos. — Mordo o lábio inferior. — Me possua, Nara. 

— Droga! — Xingou. — Fique de quatro.

Sabia que iria pedir isso. Sempre foi a posição preferida dele. Sem perder muito tempo faço o que foi pedido. Shikadai segurou minha cintura firmemente. Que pegada! 

— Eu não resisto a você, Ino. — Confessou, sensualmente. — Está mais linda do que antes. Seu beijo, cheiro, corpo... tudo.

— Digo o mesmo, Dai. — Sorri, feliz da vida ao ouvir suas palavras.

Sem dizer mais nada ele finalmente me penetrou, rápido, sem frescura alguma. Foi impossível evitar de gemer. Doeu de leve, deve ser porque estou desacostumada, contudo, a dorzinha deu lugar ao prazer. As estocadas de Shikadai são violentas, aceleras e profundas, causando-me sensações divinas. Diria que é um misto de raiva e saudade.

Esse homem me leve para o céu e não sabe disso. Faz eu perder o pouco da sanidade que tinha, ficar completamente em êxtase. Começo a delirar, soltando palavras sem nexo, enquanto ele me fode com uma ferocidade fora do normal. Meus gemidos saem descontroladamente. Gemer feito uma vadia... Só Shikadai torna isso realidade.

— Dai... Porra... Ohhh... Mmnn... — Reviro os olhos. Uma de suas mãos sobe e massageia meu seio direito. — Eu... Vou gozar...

Não demorou muito e cheguei a mais um orgasmos, dessa vez foi mais intenso que o primeiro. Ainda sim o Nara continuo metendo mim, até deixar minhas pernas bambas. Culpa da falta de prática, talvez... Não, Shikadai que se transformou em um animal na cama mesmo e eu ainda não me acostumei a essa novidade.

Ele ainda não havia gozado e seria um crime terminarmos antes dele ter se saciado por inteiro, além de que, quero ser preenchida por aquele líquido.

Mudamos de posição. Fiquei por cima e o pai de Shikarin por baixo. Montei no pênis ereto dele e dei inicio a cavalgada. Firmei ambas as mãos no tórax definido do filho de Shikamaru. As mãos grandes de Shikadai acariciavam minhas nádegas desesperadamente, dando tapas fortes vez ou outra, fazendo o barulho se misturar com nossos gemidos e os corpos entrando em contato um com o outro. Arde e tenho certeza que vai ficar vermelho, mas será uma consequência maravilhosa.

Esse moreno é um deus sexual, o MEU deus! Cavalgava com tanto entusiasmo que algumas vezes o pênis do Dai sai de dentro de mim, obrigando-me a perder segundos para coloca-lo novamente no lugar.  Nossas respirações pesavam.

— Ino... Estou chegando. — Avisou, com dificuldade. — Vai, Ino, rebola esse cintura.

— Oh, claro. — Rebolei devagar, tal como me pediu.

Logo senti o membro dele pulsar ainda mais e finalmente se derramou dentro de mim, gemendo melodiosamente. Ahhh! Tão quente, tão gostoso.

Deixei meu corpo desmoronar e encostei a cabeça em seu tórax, ainda com o pênis dele dentro. Ouvi o coração do Nara batendo de forma descompensada, tal como o meu.

— Podemos tomar banho juntos mais tarde, Dai? — Ainda que receosa perguntei, fechando os olhos.

— Claro, Ino. — A mão direito brincava com meu cabelo, enquanto a esquerda subia e descia pelas minhas costa, carinhosamente.

— Obrigada. — Agradeço, erguendo o rosto e mordendo de leve o queixo do Nara, arrancando-lhe uma gargalhada.

Queria que esse momento fosse eterno...

Pena que não é e logo vai acabar.

 

S&I

Acordei primeiro que Shikadai. Foi impossível conter o sorriso gigantesco que se formou em meu rosto ao lembrar da noite passada, até porque transamos mais uma vez enquanto tomávamos banho.

Mas logo ele se desmanchou e eu voltei para a realidade. Não deveria ter acontecido, foi uma recaída! Mas que recaída gostosa, por Rikudou!  Mordo o lábio inferior, antes de me levantar da cama com cuidado, para não acorda-lo.

Peguei as peças de roupas jogadas pelo chão, vestindo-as apressadamente. Fiquei olhando ele por algum tempo, deslumbrada com tamanha beleza. Alguns longos fios de cabelo caiam sobre seu rosto, dando-lhe uma aparência ainda mais linda que o comum. Parecia um anjinho dormindo.

Mesmo que tenha mudado muito nos últimos anos, continua preguiçoso, no fim das contas.

Fui até a beira da cama novamente, carinhosamente tirei os fios escuros do rosto dele e toquei meus lábios nos seus, demorado. É arriscado, mas a vontade falou mais alto.

Pra minha sorte, não acordou.

Dei as costa, rumando até a porta. Antes de sair encarei por mais alguns segundos aquele homem grande deitado na cama.

Oh, como queria falar a verdade toda. Que pensei nele todos os dias, que não amava Sai e, principalmente, sobre Shikarin, nossa filha. Mas não posso, droga, não posso mesmo.

— Eu te amo. — Sussurrei, antes de trancar a porta e deixa-lo sozinho.

É tão complicado se afastar do moreno novamente, no entanto, é necessário.

 

S&I

Entre as diversas prateleiras do estabelecimento procurei, por alguns minutos, aquilo que precisava. Sorri aliviada ao encontrar. Seria perigoso se não comprasse, por isso decidi não arriscar.

Fui até o balcão de atendimento e, para minha sorte, era a mesma velinha de ontem. Um sorriso travesso surgiu nos lábios dela, quando mostrei o motivo que me trouxe até aqui.

— Pensei que fossem apenas amigos. — Zombou, divertindo-se com a situação. — Parece que eu estava certa sobre os dois, não?

— É di-difícil explicar. — Gaguejei sem intenção. — Eu o amo e nós temos algo que nos liga para sempre... Mas não podemos ficar juntos.

A senhora de cabelos grisalhos me ofereceu a garrafa de água que estava ao seu lado. Aceitei com um aceno e sorrindo forçado. Abri o comprimido e levei a pílula até a boca, bebendo o líquido em seguida.

Preciso evitar que outra gravidez repentina aconteça. Aprendi com o passado e não deixarei que volte a se repetir.

Me despedi da atendente e peguei o caminho para Konoha. Chegarei no fim da tarde, segundos meus cálculos. A saudade de Shikarin já é grande, ainda mais depois de ter reencontrado o pai dela. Confesso que somente estando ao seu lado essa dor no peito vai passar.

Droga, Dai!

Será que nos veremos de novo algum dia?


Notas Finais


E então, o que acharam do capítulo?
Gostaram da interação entre Ino e Dai?
E da breve aparição do Boruto e Sasuke?
A missão não foi o que alguns esperavam, imagino.... MAS! Em breve teremos ação, aguarde u.u
AEOOOOOOOOOO! O HENTAI VOLTOU!!!!!!!! O que acharam dele? Foi aí a parte que eu fiquei travado por um tempo, porque né... Não sei as sensações que uma mulher sente durante o ato sexual, enfim...
Avisinho importante: Teremos capítulo em CIL lá pela segunda. Porque eu, realmente, tenho outras fanfics para atualizar [coisa que já deveria ter feito a MUITO tempo] e ainda irei tirar um tempo para ler as qual acompanho [já faz um tempo que não leio nada ;-;]. Espero que entendam *-*
É isso.
Nos vemos no próximo e nos comentários ;-;
....
PLUS ULTRAAAA [Eu adoro esse frase, mesmo que não esteja relacionado ao Universo Naruto vou usa-la no fim dos capítulos ;-;]


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