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História Crazy in love ( Jikook ) - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Romântico


 Estava me trocando, quando Jungkook apareceu enrolado na toalha, sorrindo.

- Ei, não precisa vestir a mesma roupa. – ele abriu uma das portas do guarda-roupas. Estava cheio de shorts, calças e camisetas, todas do meu tamanho.

- Desde quando você tem isso? – fiquei intrigado.

- Não importa. Aqui, veste isso! – respondeu, jogando um conjunto de roupas no meu colo.

Isso me matava... Jungkook parecia saber muito sobre mim, mas eu não sabia quase nada sobre ele. Toda vez que perguntava ele se esquivava ou acabávamos brigando. Tomei uma decisão, há muito tempo, de tentar descobrir por conta própria.

Coloquei uma bermuda e uma camiseta branca. Ele devia gostar bastante dessa cor.

Olhei pela janela do quarto e vi que logo escureceria. Precisava ir para casa.

- Kookie, está tarde. Meu pai vai ficar preocupado se não me ver lá.

- Tudo bem, só deixa eu te mostrar uma coisa antes.

Esperei ele se trocar e então o segui, direto para a sacada.

O sol sumia no horizonte, deixando um rastro alaranjado no céu azul, cada vez mais escuro. Era uma cor incrível e uma cena, embora, simples, gostosa de se ver.

- É lindo! – suspirei, maravilhado.

- Sim. Mas não acha que falta alguma coisa? – Jungkook parecia ter algo em mente.

- Tipo o quê?

Ele entrou, pegou um radinho marrom e o ligou com um enorme barulho de estática. Depois de um tempo mexendo nos botões, só consegui achar uma estação que pegava direito. Tocava uma música esquisita.

- Mas... que droga! Não era isso que tinha em mente.

- Tudo bem, só o pôr do sol já está perfeito! – lhe dei um selinho.

- Eu sei. Só... queria que fosse mais romântico. É que eu não tenho nenhuma música no celular.

- Não me importo com isso. – confortei-o. – Mas uma pessoa que não tem música no celular, realmente é preocupante.

- Ei! – Fingiu estar ofendido.

- Bobo.

Demos as mãos e assistimos os últimos raios de luz desaparecer. O locutor fez uma propaganda e então tocou outra coisa.

- Essa eu conheço. – sorri.

Jungkook se alegrou.

- Conhece?!

- Sim. É Genius.

Ele fechou os olhos para escutá-la direito.

- É muito bonita! Poderia ser a nossa música! Todo casal tem uma.

Observei seus olhos brilharem de entusiasmo. Parecia até uma criança.

- Ok. – ri

Jungkook colocou o rádio, que ainda tocava, no chão e me pegou no colo com facilidade. Passei meus braços ao redor do seu pescoço.

- Eu te amo, meu pequenino. – me beijou.

- Eu também te amo. – sorri. – E nem todos tem dois metros de altura, sabia?

Ele gargalhou e colou sua boca na minha mais uma vez.

- Odeio interromper o momento, mas... tenho que ir para a faculdade.  Você me espera aqui?

- Não posso.  Meu pai, lembra?

- Liga para ele.  – Jungkook me entregou seu celular. – Avisa que vai passar a noite na casa de um amigo. Aposto que não se importará.

Não custava tentar. Ele raramente se importava com algo...

Desci do seu colo, disquei o número e o nome Namjoon apareceu.

Por que Jungkook o tinha nos contatos?!

Seja qual fosse o motivo, sabia que não me diria. Era sempre assim...

- Alô?

- Pai! Sou eu! – falei, assim que ouvi a sua voz sempre mole.

- Jimin?! Por que não atende o seu celular?! Te liguei várias vezes.

- A-Acabou a bateria.

Ele suspira.

- Hum... Onde você está?

Olhei para Jungkook, que me observava no telefone.

- Na casa de um amigo. Acho que vou dormir aqui.

- Você nem levou roupa.

- Não tem problema, ele me emprestou as dele.

Silêncio.

- Pai?

- Filho, você realmente quer ficar aí?

- Quero!

Silêncio novamente.

- Pai?

- Ok... – resmungou.

- Então... até amanhã! – pisquei para Jungkook, contente.

- Até. E Jimin...

- O quê?

- Fala para o seu amigo me ligar depois.

E desligou. Olhei seu nome sumir junto com a chamada.

- Deu certo? – Jungkook perguntou.

- Parece que sim – respondi. – Mas ele pediu para o ‘’meu amigo’’ ligar de volta. E agora?

- Depois peço para alguém da faculdade fazer isso por mim; tem uns caras que conseguem se passar por quase qualquer[k1]  um. Agora vem, preciso me arrumar. – voltamos para o quarto.

Sentei-me na cama enquanto ele se trocava.

- Tem problema você ter faltado esses dias?

-  Não muito. Ainda mais quando tinha coisas mais importantes para fazer.

- Brincar comigo era uma delas? – ri.

- Claro! -  sorriu. – Pena que acabei brincando sozinho.

Corei, lembrando do que fizemos. Meu coração acelerava só de lembrar da sensação de ter aquilo na boca.

- Quem sabe na próxima? – o provoquei.

- Jimin, se ainda estiver disposto me avisa, porque seria uma perda de tempo me vestir.

- Não, pode ir. – disse, já voltando a corar.

Ele terminou de se arrumar, rindo.

-  Vai ficar bem sem mim? – falou, assim que terminou, enquanto pegava sua mochila e o laptop.

- Sim. Que horas você volta?

- Ás onze. – Jungkook me deu um beijo de despedida. – Se sentir fome, tem comida na geladeira e no armário da cozinha. Pode pegar o que quiser.

- Ok.

- Te amo, Jimin. – acariciou meu cabelo.

- Também te amo. – o abracei e então deixei ir.

Ouvi Jungkook descer as escadas e trancar a porta. Depois ligou o carro e saiu.

Quando tive certeza de que estava longe, dei início a minha ‘’pesquisa’’. Se Jungkook não me revelava nada sobre ele, teria de procurar sozinho. E não havia lugar melhor que a sua casa.

No quarto não encontrei nada de suspeito. Nem na sala, nos corredores, nos banheiros ou na cozinha. Era uma casa grande e bem organizada, sem muita coisa para bisbilhotar.

Estava quase desistindo, quando lembrei de dois lugares que não tinha visitado. Dois quartos, no andar de cima, com as portas, que mais tarde descobri trancadas.

Se fosse Jungkook, pensei, onde colocaria a chave? Teria que ser um lugar seguro, onde pudesse sempre estar por perto para vigiar. No bolso não, eu poderia acabar pegando ou caindo. Mas... e quanto a mochila?  Ele vivia com ela. Se fosse, minhas chances de entrar eram nulas. A não ser que...

Corri para a cozinha e peguei uma faca de ponta na gaveta. Voltei para uma das portas e removi os parafusos. Tirei o molde de ferro da maçaneta e... Foi só. Não sabia o que fazer depois e nem tinha o meu celular comigo para poder pesquisar algo que me ajudasse.

A única coisa que me ocorria é que ela era feita de madeira, o que significava que eu poderia tentar ‘’descasca-la’’ até chegar no trinco. No entanto, meio que acabaria danificando-a no processo. Será que minha curiosidade valia a tentativa? E se não tivesse nada lá dentro? O que Jungkook faria quando descobrisse o que fizera?

Cansado de ter tantas perguntas em minha cabeça, decidi enfiar a ponta da faca no batente e seguir com o plano. Demora um pouco, e eu quase me cortei, mas no final consegui. Avistei o pequeno trinco e o puxei, abrindo a porta.

Entrei em um quarto normal, igual ao outro. Só que nesse, a cama estava cheia de porta-retratos, cheio de fotos de Jungkook criança, com o que deveria ser os pais dele. Fotos bem normais, aparentemente então, por que esconderia aquilo ali? Será que não queria que eu soubesse nada do seu passado ou tinha vergonha dos pais?

Vasculhei tudo, á procura de algo mais, porém nada. Apenas fotos e mais fotos, sendo a maioria dele pequeno com o pai e um monte de caminhões. Saí e tentei entrar no outro quarto.

Foi um pouco mais difícil. Alguns minutos depois, e um pequeno furo no dedo, e pronto. Consegui outra vez!

Mas, desta vez, minha felicidade fora consumida por puro terror.

Olhei aquele cômodo, de cima a baixo, incrédulo com o que encontrara.

Não pode ser verdade!

Com os olhos molhados, e o coração acelerado, entrei. Estava prestes a descobrir o segredo de Jungkook...

 



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