História Crazy Like Me - Capítulo 19


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Dove Cameron, Família, Incesto, Jason Mccann, Justin Bieber
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Palavras 6.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - "Falando sobre incesto."


Fanfic / Fanfiction Crazy Like Me - Capítulo 19 - "Falando sobre incesto."

Point Of View Brooke Mccann.

Jason parou o carro no estacionamento da escola e descemos. Assim que subimos as escadas e entramos no pátio pude ouvir risadinhas dos alunos enquanto mexiam em seus celulares. Meu irmão me chamou ao meu lado e eu o encarei, confusa. Ele estendeu o celular e mostrou a foto de Laura nua e a conversa com Carlos que Pablo tinha acabado de compartilhar para todos os contatos da garota.

– Você não recebeu? – Jason perguntou confuso.

– Meu celular descarregou, vou carregar na aula. – Dei de ombros. – Espera... Me dá isso! – Peguei o celular de sua mão. – Você sabia disso? – Perguntei me referindo aos prints da conversa de ambos.

– Não, só das fotos. – Ele deu de ombros.

– Que ótimo, vou virar chacota.

– Por quê? As fotos não são suas.

– Porque ela era minha amiga. E ele meu namorado. Todos sabem sobre Beatrice...

– Ele só parece um desesperado pegando suas amigas porque não te superou. Algum tipo de vingancinha idiota, relaxa.

– E fácil falar. – Suspirei, seguindo pelo corredor até o final dele, onde ficavam os armários. Guardei minha mochila e peguei alguns livros, fechando o mesmo.

– Você viu isso? – Deborah apareceu ao meu lado, me mostrando seu celular.

– Vi. – Bufei, revirando os olhos.

– Por que está tão calma? Não vai surtar ou coisa parecida?

– Brooke, eu posso explicar! – Laura apareceu em nossa frente, desesperada. – Essas fotos, eu...

– Eu não estou nem aí, Laura.

– O que? – Perguntou confusa.

– Se você gostava dele, era só ter me dito. Amigas não fazem as coisas pelas costas. Nem espalham fofocas! Era por isso que inventou que eu e Jason estávamos juntos? Patético. Ele é meu irmão e você sabe disso. – Falei em voz alta e pude notar alguns alunos pararem para ouvir nossa conversa.

– Eu não inventei nada, Pablo disse que...

– Pablo estava tão drogado aquele dia, que achou que fosse eu. – Encarei Deborah e ela concordou. Ela sabia que ele era um viciado de merda.

– Brooke, tem aquela fo...

– Aquela... O que? – Ri sarcástica. Ela era tão burra, que se entregava. – Que foto? Aquela que você editou e mandou pra esse idiota? – Apontei para Carlos ao vê-lo passar por nós. O garoto parou no mesmo instante, me encarando. – Você é tão burro. – Falei em deboche enquanto encarava Carlos, depois desviei o olhar em direção de Laura. – E você uma traíra. Sejam felizes juntos! – Esbarrei em ambos propositalmente e saí desfilando pelo corredor com Deborah que ria ao meu lado.

– Eu não acredito que ela inventou tudo isso!

– Acredite.

– Aquela foto era montagem? Meu Deus! Me desculpe, Broo. Achei que fosse real.

– Ficou maluca? Jason é meu irmão.

– Mas... Aquele dia você disse para não contarmos nada!

– Foi um teste, que Laura reprovou, por sinal.

– Você é mais esperta do que pensei.

– Eu sei. – Concordei convencida.

Eu sou mesmo, consegui inventar tudo isso na hora!

– E eu não tenho palavras pra dizer o quanto sinto muito. – Edwin entrou em nossa frente, me assustando. De onde aquele garoto tinha surgido?

– Estava escutando nossa conversa? – Perguntei incrédula.

– Não pude deixar de ouvir você e Laura no corredor, precisava falar com você.

– Então me seguiu? – Arqueei as sobrancelhas.

– Brooke, precisamos conversar.  – Arfou.

– Fala. – Respondi indiferente. – Ele olhou Deborah meio sem jeito, como se pedisse para nos deixar sozinhos. Deborah entendeu e tentou se afastar, mas segurei seu braço, a impedindo. – Você fica! O que tiver que dizer, pode ser na frente dela.

– Tá... – Bufou depois de um breve momento em silêncio, parecendo hesitante. – Me desculpe.

– Você já disse isso. E aquele dia que me acusou de sair com meu irmão e quase saíram no soco. Ah, você me ofendeu também.

– Eu sei... – Abaixou o olhar, envergonhado. – Eu não devia ter dito aquilo. Me desculpe mesmo, por tudo.

– Só está dizendo isso porque o próprio George desmentiu aquilo. Não acreditou em mim.

– Como eu poderia acreditar?

– Como? – Ri incrédula. – Você nunca viu aquele garoto! E me conhece desde o jardim de infância. Bastou ele inventar uma historia qualquer pra você cair e me ofender.

– Eu entendo... Estou errado, eu sei. Mereço isso.

– Tanto faz, Edwin. – Dei de ombros, passando as mãos nos cabelos que era uma mania incontrolável que eu tinha. – Estou cansada das pessoas desse lugar. Você, Carlos, Beatrice, Laura. São todos iguais!

– Não, Brooke. Eu não sou nada parecido com eles. Eu gosto de você, de verdade.

– Gosta de mim? – Debochei, olhando Deborah que também riu com aquela afirmação. – Não, Edwin. Você gosta do fato dos seus amigos gostarem de mim. Gosta que eu seja popular e minha família tenha dinheiro como a sua. Acha que eu sou a garota perfeita para apresentar aos seus pais. – Afirmei, sem gaguejar. – Você não gosta de mim, gosta de quem acha que eu sou. Gosta do que pode ganhar em me ter ao seu lado. A Brooke que namorava Carlos gostaria de você, mas ela não existe mais. Eu não sou mais aquela virgenzinha idiota e fútil, nisso você tem total razão. Mas sejamos honestos, não temos nada a ver. E se quer saber, você é entediante demais pra mim.

Ele ficou boquiaberto enquanto me olhava, parecendo processar tudo o que eu tinha acabado de dizer. Forcei um sorriso falso e passei por ele, mandando um beijo no ar antes de seguir para minha sala, pois aquele falatório todo tinha feito eu me atrasar.

Deborah riu também incrédula, negando.

– Você acabou com ele!

– Falei a verdade. – Dei de ombros.

– O que te fez mudar tanto assim?

– Não sei. – Menti.

Talvez tenha algo a ver com o meu irmão, talvez. 

 

Point Of View Jason Mccann.

Desci para o intervalo e dei de cara com Beatrice conversando algo com George, ele parecia bem empolgado ao lado da garota. Aproximei-me deles no banco ao lado de fora do pátio, próximo ao campo e me sentei ao lado de Beatrice, deixando a garota no meio de nós.

– E aí. – Cumprimentei-os, mordendo meu croissant.

– Olha quem decidiu aparecer! Por que sumiu? – George perguntou e ambos me encararam.

– Porque meus pais voltaram e agora estamos todos morando juntos. – Falei indiferente, tomando o Frappuccino que tinha comprado no Starbucks da escola.

– Brooke também é filha do Bieber? – Quando Beatrice perguntou, pude notar a feição confusa de George.

– Sim. Somos irmãos de sangue, como eu disse! – Afirmei e George manteve o olhar.

– É, eu sei. – Ela deu de ombros. – Todo mundo tá comentando daquela discussão dela com Laura. A amiguinha da Barbie, quer dizer, sua irmã... Editou umas fotos de vocês se beijando. E eu achava que era a vagabunda traidora.  – Riu debochada.

– Como assim irmã? Eu jurava que você me pediu pra fazer aquilo por ciúmes.

– Meu papel é irritar, Brooke. Não devia estar surpreso. – Tentei soar o mais natural e indiferente possível.

Algumas garotas chamaram Beatrice e ela se levantou, indo até elas.

– Por que não falou logo que eram irmãos quando insinuei que você tava afim dela? – George perguntou uma vez que a garota estava longe, se aproximando de mim.

– Achei engraçado, quis me divertir com a situação. Vocês acham coisas demais.

– Você é um idiota. – Ele riu, me empurrando.

– Como foi o teste pra entrar para o time? – Perguntei, desviando daquele assunto.

– Até que foi fácil, me sairia melhor se fosse futebol normal, não sei por que diabos jogamos futebol americano se estamos na merda da Inglaterra... – Falou irritado.

Eu nunca questionei isso, mas pelo que me lembrava, a escola foi fundada por americanos, minha mãe tinha comentado algo do tipo quando nos mudamos para cá e matriculou Brooke. E apesar de jogarmos futebol americano no colégio militar, nosso foco era o futebol normal. No qual nasceu aqui, mesmo que tenha sido aperfeiçoado no Brasil.

 – E consegui a vaga, agora não corro mais o risco de ser enviado para aquele colégio de merda de novo.

– Menos mal, cara. E parabéns, é bom ter alguém naquele time que não seja um completo idiota, além de mim, é claro.

– Falando nisso, você que tem que tomar cuidado, vai acabar sendo expulso do time com esse tanto de faltas. Parece um turista, mano.

– Minha vida tá uma confusão desde que meu pai apareceu... Muita coisa aconteceu.

– Eu entendo... A escola tem atrapalhado sua agenda ocupada. – Ironizou com deboche, rindo. O acompanhei na risada, mostrando o dedo do meio.

– Babaca. Só quero terminar essa merda logo. – Falei de boca cheia, terminando o lanche.

– Se não reprovar com esse tanto de faltas.

– Dá pra parar de pegar no meu pé, pai? – Ironizei e ele riu, assentindo.

– Só estou falando. Não vai ser bom pra você repetir o último ano.

– Eu não vou! – Eu espero que não...

– Ah... Agora que me lembrei. O que vai fazer no seu aniversário?

– Não faço ideia.

Beatrice se aproximou novamente, agora com suas amigas, formando uma roda em nossa volta.

– Seu aniversário está chegando? – Perguntou ao ouvir aquela parte da conversa, parecendo interessada.

– É sexta.

– E o que vai fazer?

– Não sei. – Respondi novamente.

– Deveria dar uma festa no seu apartamento. – Uma das garotas falou.

Como ela sabia que eu morava num apartamento se não comentei pra ninguém? Brooke... É claro. Aliás, ela parecia uma cópia da minha irmã, loira, porém sem os olhos claros. Mas era muito bonita, também, porém parecia mais nova.

Todas as garotas daquela escola pareciam imitar Brooke de alguma forma. Senão nas roupas, era no jeito de falar, andar e agir. Era engraçado. Ensino médio era uma merda, cheio de adolescentes perdidos e sem personalidade.

– Porque é um apartamento. Não sei se meus pais vão gostar da ideia... De qualquer forma, não curto muito essas coisas.

– Festas grandes são a cara da Brooke mesmo. – Beatrice respondeu com desdém.

– O que tem eu? – Ela surgiu do nada, entrando na roda.

– Nada. Só disse que você adora chamar atenção. – Trixxie provocou.

– Não sou eu que estou vestida como uma prostituta ás 10h da manhã. – Brooke alfinetou de volta.

Beatrice gargalhou alto, chamando a atenção de Laura que andava com outras garotas pelo pátio.

– Ei, você! – Ela gritou, chamando Laura. – É isso o que te aguarda. Está prepara pra fúria da Brooke por ter dormido com o namoradinho dela? Na verdade, o ex que ela não superou.

Brooke a fuzilou, depois riu, revirando os olhos.

– Você é ridícula. Não liga pra ela, você continua sendo meu alvo favorito.

Beatrice arqueou as sobrancelhas, rindo sarcástica.

– Eu te incomodo tanto assim? – Provocou. – Bom saber. Significa que me vê como ameaça.

– E isso fez o seu dia, não é? – Brooke colocou as mãos na cintura. – Laura quer ser como eu e você melhor do que eu. Sabe o que é mais engraçado? Que as duas são incrivelmente patéticas e não chegam nem aos meus pés. – Agora sai da minha frente que esse vestidinho ridículo tá me dando dor de cabeça. Nem sei como te deixaram entrar usando isso. – Ela empurrou Beatrice da sua frente, se sentando ao meu lado, entre mim e George.

George ria da discussão das garotas e não fez nem questão de disfarçar. Brooke encarou o garoto e olhou para Beatrice novamente, sorrindo.

– Esse é o seu alvo agora? – Provocou. – Se você quer uma foda fácil, nem precisa procurar muito. Ela é a escolha perfeita. O problema é que gruda igual carrapato. Jason já comeu, então ele pode te orientar.

– Brooke! – A repreendi e Beatrice a fuzilou, parecendo irada.

– Não falei nenhuma mentira, maninho. – Forçou uma voz inocente, passando o braço por meus ombros. – Você deveria tomar banho com desinfetante pra se limpar.

– Cala a boca, Brooke. – Revirei os olhos, tamanha infantilidade dela ás vezes.

– Nem sei porque ainda perco meu tempo com você. – Beatrice falou enjoada, saindo com algumas garotas ao seu lado.

– Ei, meninas! – Brooke chamou e elas a olharam. – Vocês estão convidadas para a festa do meu irmão. Menos você, Beatrice. Nada pessoal, mas não quero vagabundas rondando. – A garota provocou debochada, falando mais alto em seguida. – Você está convidada, Laura. Precisamos de uma fotógrafa mesmo. Quer tirar mais fotos e fazer outras montagens? Podemos posar pra você agora mesmo, né Jason?

Laura ficou em silêncio e passou reto, sem responder àquela provocação de Brooke. As outras garotas ao lado de Beatrice riam, parecendo se divertir com aquilo. Ou apenas queriam agradar minha irmã. Até mesmo Beatrice riu com desdém ao encarar Laura. Pelo que me lembrava, Laura também não era nada legal com a garota, o que dava carta branca para Trixxie se vingar.

Me levantei e bufei, olhando Brooke que me seguiu para dentro do ginásio.

– Pra onde está indo?

– Ficou maluca?

– Por quê?

Atravessei o ginásio e encostei-me a parede embaixo da arquibancada, onde ninguém podia nos ver ou ouvir, apesar de estarmos sozinhos ali, todo cuidado era pouco. E Brooke parou em minha frente, confusa.

– Sabe que Laura não está mentindo!

– Mas os outros não, então... Posso usar isso a nosso favor e acabar com essa fofoca. Ou você quer que isso continue?

– Não, claro que não. – Bufei. – Mas não acho certo o que está fazendo.

– E foi certo o que elas fizeram comigo?

– Supera essa merda, Brooke! – Falei irritado.

– Eu superei Carlos, Jason! O que não consigo é esquecer que elas me traíram! Elas eram minhas amigas e me apunhalaram pelas costas.

Bufei, virando a cara. Brooke era cabeça dura demais, era inútil conversar.

– Por que está tão bravo? Por acaso gosta da Beatrice?

– O que? – Franzi o cenho, incrédulo. – Claro que não!

– Então o que? Desde quando você é bonzinho assim? É o maior encrenqueiro que conheço.

– É diferente!

– Diferente por quê? Por que não é com você?

– Porque você briga com as pessoas por causa dele!

– Por causa dele? – Ela riu incrédula, segurando minha camisa do uniforme pela gola. – Você é retardado?

– Você é retardada, pelo visto. – Tirei bruscamente sua mão, empurrando-a para longe de mim.

– Não acredito que está com ciúmes! – Provocou debochada.

– Ciúmes? – Ri também em deboche. – Agora eu tenho certeza que você é retardada.

– Não acredito. – Ela gargalhou. – Eu vivi pra ver Jason Mccann com ciúmes... E de mim!

Revirei os olhos, bufando entediado.

– Não sei porque ainda perco meu tempo com você. – Desencostei da parede, caminhando para sair do ginásio. Brooke me puxou pelo braço, me impedindo de sair. – Me solta, Brooke.

– Admita que tá com ciúmes!

– Não estou!

– Fala olhando pra mim, nos meus olhos. – Desafiou.

Soltei um riso nasalado, segurando a garota pelo queixo ao empurrá-la contra a parede enquanto a encarava fixamente nos olhos, como havia pedido.

– Não tenho um pingo de ciúmes de você, Brooke!

Ela riu e assentiu, me empurrando.

– Nesse caso, seu amigo George é um gatinho. Já que não se importa, poderia...

– Nem ouse completar essa frase.

– Por quê? Está com ciúmes dele? Achei que somente Carl tivesse interesse em garotos... – Provocou debochada e eu a fuzilei.

– Engraçadinha.

– Ué, você se importa ou não?

– Não. – Fechei a cara. – Fique à vontade. Já que quer meu amigo, não se importa se eu chamar Deborah pra sair, não é?

– Fica longe dela!

– Tá com ciúmes? – Provoquei em um tom divertido.

– Nunca na vida! – Praticamente gritou, me fazendo rir ainda mais.

– Por que o desespero então? – Arqueei as sobrancelhas, descrente.

– Tá legal... Se quer tanto assim sair com Deborah, vamos num encontro nós quatro. Pode ser divertido.

– Vai se foder, Brooke.

– Ué, você não quer sair com ela? Então... Faça o que quiser. E eu posso dar uns beijos no George. 

– Vai lá... Será que eu consigo mais que alguns beijos da Deborah? – Falei malicioso e Brooke me fuzilou com o olhar.

– Viado!

– Puta!

– De um homem só.

– E quem seria esse homem? – Arqueei as sobrancelhas, voltando a me aproximar da garota.

– Não sei, será que George...

– Cala a boca! – Falei ríspido e ela gargalhou. Brooke sabia como me tirar do sério. – Puta de quem, Brooke? – Repeti a pergunta, encurralando-a contra a parede.

– Você me mandou calar a boca. – Se fez de desentendida.

– Então você me obedece? – Provoquei. – Responde a pergunta.

– Eu tentei...

– Não, você não tentou. Tudo o que tentou é me provocar desesperadamente pra ver se tenho ciúmes de você.

– E consegui. – Arqueou as sobrancelhas, me fazendo rir.

– É nisso que quer acreditar?

– É o que mostrou. Você não é um bom ator, não sei se te disseram isso antes, mas... – Ignorei o que Brooke dizia e desabotoei sua calça. – O que tá fazendo? Ficou maluco? – Ela tentou afastar minha mão sem sucesso, mas adentrei a mesma, indo até sua calcinha.

Colei meu corpo ao seu, deixando-a totalmente contra a parede. Senti suas mãos no meu peito, enquanto ela fingia me empurrar, mas sem usar força alguma.

Esfreguei sua boceta por cima da calcinha, depois puxei a peça para o lado, dedilhando seu clitóris em movimentos circulares.

– P-para com isso! – Gaguejou ao tentar parecer firme, depois encostou a cabeça contra a parede, fechando os olhos assim que intensifiquei os movimentos. Brooke comprimiu os lábios ao arfar, mostrando que estava gostando daquilo tanto quanto eu.

– Tem certeza? – Perguntei próximo ao seu ouvido, aumentando o ritmo em que masturbava seu grelo, notando o peito de Brooke subir e descer agora com mais rapidez. Ela parecia ofegante.

– Tenho... – Suspirou, mordendo o lábio inferior, ainda sem abrir os olhos. Penetrei o dedo indicador dentro da garota, arrancando um gemido involuntário de Brooke. – Ai... Para. – Gemeu em tom de reclamação, porém manhosa.

– Te machuquei? – Perguntei preocupado, tirando o dedo de dentro dela. A garota negou, parecendo morder o lábio inferior com mais força e eu ri, voltando a meter o dedo dentro daquela bocetinha rosada e socando nela. – Então responde o que eu perguntei...

– O-o que? – Grunhiu, levando a mão esquerda até minhas costas, adentrando os dedos por dentro da minha camisa.

Brooke fincou as unhas no final das minhas costas e eu contraí o quadril para frente, encostando o pau na sua coxa.

– Você é puta de quem? – Perguntei e ela riu, negando. – Não vai responder? – Ela negou novamente. – Tudo bem. – Concordei, tirando o dedo melado de dentro dela, esfregando novamente seu grelinho com mais facilidade devido a umidade da boceta da garota. – Cê tá meladinha, Broo... Aposto que meu pau entraria aqui tão fácil. – Abri o zíper da calça com a mão esquerda, notando o olhar de Brooke descer naquela direção.

– Oh, Jason... – Ela gemeu enquanto eu continuava com os movimentos no seu grelo, aumentando ainda mais o ritmo conforme escutava sua respiração ficar mais ofegante.

– Você é puta de quem, Broo? – Insisti.

– Sua! – Selou nossos lábios, me beijando. – Sua puta. Só sua... – Ri com sua fala, acompanhando Brooke no beijo enquanto brincava com sua língua. Em seguida, quebrei o beijo, me afastando. Ela franziu o cenho e me encarou confusa. – Aonde vai?

– Pra aula. – Subi o zíper da calça, tentando disfarçar minha ereção. – Não ouviu o sinal? – Me fiz de desentendido.

– Tá brincando, né? – Falou incrédula.

– Não... – Respondi debochado. – Não posso perder mais aulas, sabe como é... – Dei de ombros.

– Filho da puta! Só queria que eu...

– Admitisse. – Completei sua fala.

– Só falei por que... Sabe como é, calor do momento a gente fala coisas que...

– Aham. – Ironizei, ainda rindo.

– Viado do caralho! – Falou irritada.

– Puta. Porém minha, só minha. – Respondi em deboche, roubando um selinho de Brooke.

Ela me empurrou e tentou me bater, mas corri em direção da porta de saída do ginásio, gargalhando.

{...}

Point Of View Brooke Mccann.

Entrei na aula de espanhol passando diretamente pela senhorita Hernandez – que era a professora mais insuportável da escola – e me sentei no final da sala. Coloquei o celular pra carregar na tomada vazia atrás da cadeira que eu estava e encostei as costas no banco, tentando prestar atenção em alguma coisa que ela dizia.

Peguei no sono por um breve momento, bom, não tão breve, porque quando acordei, a sala de aula estava vazia. Juntei meu material e peguei a bolsa ao lado da cadeira, saindo da sala à procura de todos.

Saí pelo corredor, encontrando-o completamente deserto, exceto pelas vozes que vinham da sala de projeção. Abri aquela porta e encontrei Jason sentado em cima da mesa com as pernas abertas, enquanto George estava entre elas, acariciando os cabelos do meu irmão que tinha um sorriso diferente no rosto. O mesmo sorriso que ele tinha quando estávamos brincando ou conversando sem brigar e/ou se provocar... O que estava acontecendo ali?

Eles pareceram não notar minha presença, então George agarrou os cabelos de Jason pela nuca e o beijou enquanto acariciava aquela região com as pontas dos dedos. Ao contrário do que pensei, Jason não o empurrou, mas retribuiu aquele beijo, puxando o garoto pela gravata enquanto tentava desatar aquele nó.

As mãos de George saíram da nuca de Jason e caminharam pelo abdômen do meu irmão, abrindo os botões de sua camisa com rapidez. Eles pareciam sentir muito desejo um pelo outro. Eu estava chocada, meus pés paralisaram. Por que eu não conseguia sair dali?

George se afastou de Jason ao me ver, arregalando os olhos.

– Brooke? O que faz aqui?

– O que vocês estão fazendo? – Perguntei chocada e Jason saiu de cima da mesa, vindo em minha direção.

– Está me vigiando? – Falou aparentemente irritado.

– Não... Foi sem querer, eu ouvi vozes e...

– E ficou aí parada?

– O que você queria que eu fizesse? – Perguntei na defensiva. – Eu não achei que...

– Que o que? Que eu gostasse de garotos também? – Ele riu. – Isso te excita?

– Jason... – Virei o rosto, mas ele me puxou para dentro daquela sala de vez, fechando a porta atrás de mim e me empurrando contra ela.

– Ei George, vem aqui. – Ele chamou em um tom malicioso e o garoto riu, vindo em nossa direção. – Minha irmã quer brincar.

– Não, Jason! O que você tá...

– O que, Broo? Você que veio aqui. – Falou como se fosse algo comum, me beijando.

O empurrei, tentando afastá-lo.

– Para, você estava beijando ele até agora.

– E dai? Não podemos nos divertir nós três? – George perguntou maliciou, se abaixando na frente de Jason.

Ele abriu a calça do meu irmão e começou a chupá-lo na minha frente, enquanto Jason gemia olhando pra mim.

– Brooke... – Ele gemeu, mordendo o lábio inferior de forma maliciosa, sem desviar o olhar do meu. Jason forçava a cabeça de George em seu pau enquanto o fazia e eu podia ouvir o garoto engasgar e continuar com aquilo, com tamanha vontade. – Oh, Brooke... Vem aqui.

– Não! Não acredito que está fazendo isso na minha frente.

– Vem, Brooke.

– Não, Jason! Não vou.

– Vem, Brooke. Vem. – Falou manhoso, voltando a gemer. Fiz um sinal negativo, fechando os olhos. – Brooke!

– Não! – Gritei, tapando os ouvidos.

– Brooke! – A senhorita Hernandez gritou, jogando um livro pesado em minha mesa, me assustando.

Acordei daquele pesadelo e me sentei tentando me ajeitar na cadeira e endireitar a postura, encarando a senhora em minha frente.

– Dormindo durante minha aula? – Falou irritada. – Já que te deixo tão entediada, pode voltar quando ela acabar.

– Não, eu não...

– Não estava dormindo? – Ironizou.

– Desculpe. – Sibilei envergonhada.

– É melhor que isso não se repita ou serei obrigada a expulsá-la da classe.

Assenti em concordância e ela deu as costas, voltando a falar sobre qualquer coisa que eu não consegui prestar atenção.

– Pesadelo? – Deborah sibilou do outro lado da sala ao me olhar e eu assenti, esfregando o rosto.

O sinal para a troca de aula soou e fomos em direção da sala de slide, que era a maior das salas. O professor de história teve a brilhante ideia de juntar duas turmas devido à falta de uma das professoras e eu e Deborah fomos às cadeiras ao lado da janela. Sentei-me na terceira cadeira da fileira e a garota logo atrás.

A sala encheu rapidamente e para a minha surpresa, Jason era da turma do último ano (senior) na qual o professor decidiu juntar com a nossa. Ele entrou reto e sentou na última cadeira, cobrindo a cabeça com o capuz do moletom que vestia por cima do uniforme, ignorando completamente que aquilo era proibido.  É óbvio que ignorou, estou falando do Jason...

George entrou logo atrás, sentando na cadeira ao lado dele. A imaginem do sonho me veio à cabeça e eu apertei os olhos, querendo esquecer aquilo. Jason provavelmente me xingaria se eu contasse do sonho, seria engraçado.

Ele encostou-se à parede, depois abaixou a cabeça na mesa, fechando os olhos como se fosse dormir ali mesmo. Tá explicado porque eu dormi na aula, raramente fazia isso, definitivamente estava passando muito tempo com Jason, inclusive adquiri alguns hábitos. 

O professor entrou e fechou a porta depois que todos os alunos entraram, indo até a frente do quadro.

– Pensei em juntar vocês porque a senhorita Garcia faltou, então achei interessante ensinar história para duas turmas de anos diferentes. Espero que gostem da aula, será um pouco diferente. Aceito opiniões, do que querem falar? – Ele perguntou esperando sugestões.

– Fala sobre reis importantes ou famosos na história que praticavam incesto. – Laura sugeriu, me afrontando.

Eu havia esquecido completamente que aquela piranha tinha aulas em comum com Jason.

– Tema interessante, Laura. De onde veio a ideia? Não está pensando em sair com alguém da família, está? – Ele brincou e todos da turma riram.

– Não, eu não. – Ela sorriu em deboche, desviando o olhar em minha direção.

– Então quem? – O professor franziu o cenho.

– Apenas curiosidade. Acho interessante esse assunto e como eles agiam na época. Acha que isso pode existir hoje em dia?

– Ah, é claro. Apesar de incesto ser um tabu, existem casos, raros, mas existem. Mas não falamos sobre isso abertamente. Nossa sociedade é contra relações entre parentes. – Ele respondeu, explicando.

– É grotesco e nojento.

A fuzilei com o olhar.

– Não diria grotesco e nojento, é diferente. Para a nossa cultura, é algo repugnante, mas basta mudar de povo para se tornar comum.

– Então o senhor apoia esse tipo de relação?

– Não estou dizendo isso, Laura. O que estou dizendo é que não devemos julgar algo só porque é imposto religiosamente ou no convívio social. Mas falando sobre casos famosos, como disse, temos o também britânico Darwin, famoso por propor a teoria da evolução, que a professora de biologia já falou inúmeras vezes com vocês. Não a envergonhem! – Ele comentou divertido, fazendo os alunos rirem. – Darwin foi casado com Emma Wedgwood Darwin, sua prima de primeiro grau. O casal teve dez filhos, dos quais três faleceram ainda pequenos e outros três eram estéreis.

– Filhos de incesto têm problemas ou deformações? – Outro aluno perguntou interessado.

Ao virar para o lado, pude ver que Jason não dormia, mas prestava atenção na aula, porém ao notar meu olhar, ele me encarou, surpreso. Ele não tinha me visto antes?

– Não sou biólogo, médico ou cientista, mas com base nos meus estudos, isso não é de lei, mas aumentam as chances, sim.

– Então podem nascer normais?

– Mas é claro que sim! Várias pessoas acreditam piamente que os bebês nascerão com doenças e malformações. A preocupação se os filhos nascerão com algum tipo de anomalia ou problema genético é tanta que a maioria dos países, inclusive o nosso, tornou as uniões entre parentes ilegais. O risco de fato existe, mas as chances de se ter um filho com alguma deficiência ou malformação não é certa e depende de vários fatores. Em estudo recente, descobriu-se que o risco não é tão alto quanto se imaginava. Um casal sem parentesco tem a chance de 3% de gerar um filho com uma doença recessiva, enquanto que para casais que têm consanguinidade, o risco sobe para quase 6%. Ou seja, o risco dobra, e isto ocorre porque as pessoas que possuem parentesco podem portar alguns dos mesmos genes causadores de doenças, herdados de ancestrais comuns.

– Então por que os filhos de Darwin nasceram doentes ou estéreis? – Outro aluno perguntou.

– Porque ele e sua esposa descobriram que muitos integrantes de ambos os lados se casaram entre si e, como o próprio naturalista desconfiava, os problemas de saúde de seus filhos eram resultado de sua linhagem genética.

– Então só nasceram doentes porque além deles, haviam outros parentes incestuosos? – Laura perguntou com desdém.

– Exatamente. – O professor respondeu, ignorando a feição enjoada daquela biscate.

Eu queria socar a cara dela!

– Tem como saber se alguém é filho de um casal incestuoso? – O mesmo aluno de antes perguntou.

– Existem exames que fazem em crianças com defeitos congênitos ou atrasos de desenvolvimento, que permitem que médicos vasculhem o genoma de uma criança para localizar cópias de genes faltantes ou extras que possam explicar sua deficiência. Mas eles também podem assinalar pedaços grandes de DNA idênticos que uma criança pode ter herdado de dois parentes próximos, como um pai e uma filha, ou irmãos. – Explicou. – Mas podemos falar sobre a minha matéria? Não sou especialista em genética, gente. – Ele riu. – Bom, voltando ao assunto inicial, vamos falar de famílias importantes da história, como a princesa Nahienaenam, por exemplo.

– Quem foi ela? – Perguntei.

– Nahienaena foi uma princesa havaiana que subiu ao poder no século 19, durante um turbulento período de transição da história do Havaí. Nahienaena foi criada pela mãe na fé cristã. O problema é que, embora Nahienaena fosse seguidora do cristianismo, os monarcas havaianos encorajavam a união entre os membros da mesma família, e ela acabou se casando com o próprio irmão. O casório enfureceu os cristãos e súditos convertidos do arquipélago, e a pobre princesa foi rejeitada pelo seu povo. Acontece que Nahienaena amava seu irmão, mas, dividida pela situação, pediu perdão aos missionários e se casou novamente, desta vez com alguém fora da família, com o filho do Rei Kalanimoku, um rapaz chamado Leileiohoku. No entanto, a princesa logo descobriu que estava grávida, e seu irmão anunciou aos quatro ventos que o filho era dele — o que levou o povo a rejeitar Nahienaena novamente.

– Nossa... – Sibilei, desviando o olhar para Jason, que riu discretamente ao ver minha reação. Por que aquele idiota estava rindo?

– Temos também Barbara Daly Baekeland, socialite norte-americana que se tornou famosa na década de 30. Além de aparecer nas páginas de revistas como a Harper’s Bazaar e a Vogue, ela e seu marido, Brooks Baekeland, eram conhecidos por seu estilo de vida decadente, repleto de festas extravagantes, muita bebida e traições. O que acontece, é que Barbara teve um filho que se assumiu homossexual. Ela não aceitava aquela condição do filho, então contratou diversas garotas de programa para obrigá-lo a transar com mulheres, quando viu que não teve resultado, resolveu o “problema” ela mesma, se deitando com o próprio filho. O caso terminou como vocês podem imaginar, de maneira trágica, com o rapaz matando a mãe com uma faca de cozinha. A história ganhou um filme, chamado “Pecados Inocentes”, estrelado pela talentosíssima Julianne Moore, caso tenham interesse em assistir.

Enquanto o professor explicava, todo mundo parecia prestar o máximo de atenção possível. Por que era tão interessante para todos falar sobre incesto? Óbvio que a maioria – senão todos – abominava o ato. Eu gostaria de abominar também, mas não conseguia. Nunca vi Carl dessa forma, mas com Jason... As coisas mudaram tão rápido, de um ódio absurdo, passei a desejá-lo e querê-lo por perto todo o tempo. Aquela sensação era desesperadora. Eu não queria me sentir assim em relação a ninguém, tampouco com meu próprio irmão. E se eu me apaixonasse, o que faríamos? O que eu faria? Provavelmente não seria correspondida, se tratando de Jason, isso é óbvio. Tenho certeza que ele dorme com outras garotas além de mim, nunca tinha parado pra questionar ou pensar naquilo, talvez por não querer saber a resposta. Não devia e nem podia ter ciúmes dele, seria ridículo da minha parte. E completamente insano.

Guardei meu material rapidamente assim que o sinal bateu e me levantei depressa, saindo acelerada pela porta.

{...}

Sexta-feira. Jason’s Birthday.

Point Of View Jason Mccann.

Acordei com o despertador tocando e tateei o criado-mudo, desligando-o. Peguei o celular, vendo as diversas mensagens que recebi de amigos e algumas garotas do colégio anterior que já havia saído, desejando parabéns.

Levantei-me da cama depois de agradecê-los e fui para o banho, escovando os dentes enquanto tomava uma ducha. Saí do banheiro já vestido com o uniforme, encontrando Brooke sentada em minha cama com um sorriso estampado nos lábios e as mãos atrás do corpo.

– Bom dia. – Ele disse, se levantando.

– Bom dia. – Respondi ao ver a garota vir até mim.

– Feliz aniversário, maninho. – Me abraçou e eu retribuí, envolvendo os braços em sua cintura.

Sorri e Brooke se afastou, revelando uma caixinha de presentes que escondia atrás de seu corpo. Franzi o cenho em curiosidade e a peguei, abrindo o embrulho.

Dentro da caixinha, tinha um relógio Rolex prateado e o fundo verde, com detalhes em ouro e diamante.

– Nossa... – A encarei surpreso depois de abrir a caixinha.

– Você gostou?

– É lindo! Obrigado...

– Achei sua cara.

– Então me acha lindo? – Provoquei e ela riu.

– Acho você caro.

– Espero que isso seja um elogio. – Ela riu com minha fala, assentindo.

– Experimenta!

Concordei, colocando o relógio no pulso. Tinha mesmo ficado muito bom e a pulseira coube perfeitamente. Brooke tinha acertado em cheio. Apesar dos detalhes em ouro e diamante, não era muito chamativo.

– Ficou lindo. – Ela sorriu. Eu concordei, fixando o olhar ao dela.

Dei um passo à frente, quebrando a pouca distância que havia entre nós, selando meus lábios aos de Brooke. Apesar de querer beija-la de verdade, não podíamos correr mais riscos em casa, então apenas dei um selinho, contornando seu lábio inferior com o polegar.

– Atrapalho? – Carl abriu a porta e entrou, pigarreando.

Por sorte ele não viu nada, parecia que eu estava adivinhando... Ele ainda estava em casa por causa do meu aniversário, voltaria para a faculdade somente na próxima semana. Não que isso fosse prejudica-lo, Carl era um nerd do inferno.

Ri e neguei, lançando um olhar divertido para Brooke que também riu.

– Belo relógio. – Comentou, semicerrando os olhos ao direcionar o olhar para Brooke. – Você nunca me deu algo assim, sua vadia. – Disse brincalhão.

– Não seja ingrato, só te dou presentes maravilhosos. – Brooke fingiu estar ofendida.

– Eu sei, pirralha. – Ele riu, bagunçando os cabelos da menor que o empurrou, irritada por aquele ato. – Feliz aniversário, viado. – Se aproximou de mim, me puxando para um abraço. Retribuí, rindo. – Você viu o meu presente?

– Não... Aonde?

– Euzinho.  – Ele abriu os braços ao falar, convencido.

– Ah, que puta presente. – Satirizei, ignorando o quão viado Carl era.

– Ingrato da porra. – Riu ao falar, me empurrando. – Seu presente vai chegar antes da festa.

– Que festa? – Perguntei confuso e Brooke bateu no ombro do garoto.

– Fofoqueiro! – Ela reclamou.

– Foi mal... Achei que ele soubesse.

– Não acredito que fizeram isso! – Falei incrédulo. – Eu falei que não queria festa nenhuma.

– Você me viu falando com as meninas na escola.

– Achei que fosse provocação. Não que fosse mesmo dar uma festa. Ainda mais aqui.

– O que tem que é aqui? O apartamento do pai é enorme. Ainda tem a sacada, a piscina. Espaço é o que não falta. – Carl justificou.

– Gregory vem?

– Infelizmente não, ele está enrolado com o trabalho. – Falou cabisbaixo. – Mas tudo bem, vou me divertir mesmo assim.

Saímos do quarto em direção da cozinha para tomar café da manhã antes de irmos para a escola e minha mãe veio em minha direção, me abraçando apertado.

– Feliz aniversário, meu amor. – Falou carinhosa, me apertando. Ri com seu excesso de carinho, retribuindo ao abraço. Meu pai também me abraçou, desejando os parabéns.

Dorothy não ficou muito atrás. Me sentei na cadeira em frente à mesa e ela apareceu com uma bandeja com panquecas e cobertura de frutas vermelhas, colocando em minha frente.

– Fiz seu prato preferido, querido. – Ela disse, e eu beijei sua testa.

– Você é um anjo, Dorothy.

– Vocês mimam demais esse garoto. – Carl disse rindo e meu pai concordou, assentindo.

– Cala a boca, Carl. Deixa de ser invejoso. – Resmunguei, bebendo o suco.

– Bonito relógio, Jason. – Justin comentou, tomando seu café.

– Bonito mesmo, querido. Quem deu?

– Brooke. – Apontei com a cabeça em direção da garota sentada do outro lado da mesa, notando o sorriso tímido que ela abriu assim que nossos olhares se cruzaram.

Carl riu maldoso, mas tentou disfarçar. Claro que não adiantou nada, porque nossa mãe o encarou, confusa.

– Qual a graça, Carl? – Justin questionou.

– Nenhuma. – Ele deu de ombros, bebendo seu suco.

Desgraçado do caralho, é óbvio que eles notaram algo estranho. Nossos pais se entreolharam em silêncio, depois voltaram a comer. Aquilo sem dúvidas tinha sido muito esquisito, será que eles desconfiaram de algo?



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