1. Spirit Fanfics >
  2. Crazy Stupid Silly Love >
  3. Photograph

História Crazy Stupid Silly Love - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo ;) Espero que gostem e desculpem os erros <3

Capítulo 10 - Photograph


Fanfic / Fanfiction Crazy Stupid Silly Love - Capítulo 10 - Photograph

POV Krystian

- HeyHey, estamos muito orgulhosos de você – Falo sem esconder o orgulho que eu sentia daquela baixinha coreana e a abraço apertado, logo as meninas se juntam ao abraço e até noto um leve sorriso no rosto de Heyoon. Eu amo minha amiga, mas espero que a dança a torne uma garota mais aberta e extrovertida.

Estava satisfeito com a minha apresentação, recebi tantos parabéns de pessoas que nunca nem falaram comigo que me assustei. Até Shivani parecia se sentir confortável no meio dos populares que tanto pegaram no pé dela por anos.

- Bom, acho que por hoje é isso. Estamos muito satisfeitos com o que vimos nessa aula hoje e...

- Calma, faltou um aluno se apresentar – Lauren interrompe o Kyle e olha diretamente para o Bailey que tentava inutilmente se esconder atrás da Sabina.

- Hã, não... não faltou não – Bailey responde tentando escapar da situação e sorri sem graça.

- Vai lá Baileeey – Sabina fala divertida enquanto empurrava o moreno em direção aos professores.

Shivani sorrir discretamente ao meu lado e mal piscava olhando para o filipino que a essa altura já estava mais vermelho que uma pimenta. Bailey caminha contrariado até a frente da sala e pega o microfone da mão de Lauren, olhando para o instrumento como se nunca tivesse segurado um microfone antes.

- Não tem escapatória, rapaz atrasado – Will fala divertido.

- Qual o seu talento, Bailey? – Lauren pergunta gentilmente e o moreno parece perdido em pensamentos ao ouvir a pergunta da professora.

- A verdade? Eu não sei, acho que sei cantar – Ele fala.

- Acha? – Kyle pergunta com um tom divertido na voz.

- Deixa de mentira, Bailey! Você canta muito bem – Sabina se manifesta novamente e Joalin concorda com a mexicana.

- Cantar no chuveiro não é considerado experiência – o moreno fala enquanto revirava os olhos e arranca gargalhadas de toda a sala, inclusive minha. Bailey estava encrencado e sem escapatória.  

- E qual música você costuma cantar no chuveiro? – Lauren pergunta ainda rindo.

- Hã... Say You Won't Let Go do James Arthur – Bailey responde depois de uns minutos pensando.

- Uma boa música. Então finja que está no banheiro tomando um bom banho e cante ela para gente – Lauren fala e o moreno arregala os olhos levemente. É estranho ver o grande Bailey May com vergonha e sem jeito, estranho e divertido.

- Nossa, muita gente vai me ver pelado – Bailey brinca para descontrair e a turma explode em gargalhadas novamente.

- Aposto que você adoraria ver essa cena – falo baixinho no ouvido de Shivani, ainda rindo.

- Krystian! – ela arregala os olhos e fala como se me repreendesse, dando uma tapa em meu ombro. Noto que as bochechas da indiana estavam muito vermelhas.

Probrezinha da minha Lil Shiv, tão pura e inocente.

A melodia de Say You Won't Let Go começa e a um silencio se instala entre os alunos que assim como eu estavam atentos a apresentação do astro de Futebol Americano da United High School, Bailey May. Confesso que estou ansioso para ouvir a voz do moreno.

Ele começa a cantar timidamente, tentando olhar para todos os lugares que não fosse sua pequena platéia. No segundo verso da música ele ganhou mais confiança e sua voz realmente era muito boa. Surpreendente, Bailey May tinha talento para música e não era só um brutamonte cheio de músculos que brigava no campo por uma bola.

Enquanto cantava, percebo o olhar de Bailey fixo em Shivani, o que não foi uma surpresa. Está claro que o Filipino tem um interesse na minha melhor amiga, acho que só eles não percebem isso, porque pela cara da Joalin até ela já percebeu. Olho para o lado e a indiana parecia completamente alienada ao fato de que o jogador olhava para ela e apenas sorria levemente aproveitando a apresentação, o que me fez revirar os olhos. Tinha que fazer algo para abrir os olhos dessa garota.

- Nossa, parece que você tem sim talento para o canto Bailey – Lauren se manifesta quando o moreno finaliza a ultima nota e então todo mundo bate palmas – E tem uma linda voz.

- Obrigado, professora – Bailey agradece com um sorriso enorme no rosto e escuto Shivani suspirar baixinho ao meu lado.

- Vamos, garota apaixonada – falo baixinho enquanto puxava a indiana comigo para fora da sala de música assim que somos liberados.

Já do lado de fora da escola, as meninas conversavam animadas sobre a aula que tivemos e eu tentava prestar atenção, sentindo meu desanimo daquele dia tomar conta do meu corpo novamente.

- Nunca vi tanto talento em uma sala só, podíamos ser um grande grupo, né? – Hina fala com seu pouco conhecimento de inglês, arrancando algumas risadas nossas – seriamos famosos!

- Não sonha, Hina–San – Falo divertido, abraçando a japonesa pelos ombros.

- Uns me surpreenderam mais que os outros, tipo o Bailey, o Josh e você Sra. Jeong – Shivani fala divertida, cutucando a barriga da coreana que ainda usava o cropped branco e sorria levemente – Por que nunca contou que dançava tão bem?

- Não era algo que eu via como importante, sei lá. Acho que nem eu sabia que conseguia dançar assim – ela fala um pouco corada por receber toda a atenção – Mas gente, Shiv, Sofya e Hina também arrasaram dançando.

- Você foi bem melhor, Heyhey – Sofa fala enquanto abraçava a coreana e todos concordamos com o que a russa falou.

- E a Any e o Krys arrasaram no vocal – Shiv fala.

- Ai, obrigada amiga! – Any fala animada, abraçando a indiana – Gente, essa aula me deixou morrendo de fome.

- QUANDO VOCÊ NÃO ESTÁ COM FOME?  - falamos ao mesmo tempo e caímos na gargalhada.

Nossa conversa é interrompida quando os populares saem da escola, chamando nossa atenção. Meu coração dispara quando vejo Noah sorrir de alguma piada que o Josh contou. Eles pareciam zoar Bailey por alguma coisa e este só fazia gargalhar.

- Galera, vamos sair para comer? Estou faminto – Bailey fala e todos concordam.

- Não vai rolar pra mim, tenho que ir pra casa – Beauchamp fala e os outros fingem uma carinha triste insistindo para ele ir. Vejo Any olhar intrigada para a situação, mas nada fala. Então o canadense vai embora.

As meninas voltam a conversar planejando como seria nosso primeiro sábado todos juntos e eu procuro meu celular para checar as mensagens. Procuro pela minha mochila e não encontro, checo nos bolsos da calça e nada. Onde será que eu deixei?

- Meninas, acho que esqueci meu celular na sala de música. Podem ir indo para casa sem mim, a gente combina por mensagem o que fazer amanhã – Falo rapidamente e beijo a bochecha de cada uma que apenas concordam e acenam quando eu entro apressado na escola.

Abro a porta da sala de música que se encontrava vazia, apenas com alguns instrumentos musicais espalhados. Suspiro aliviado quando vejo meu celular em cima da mesa e pego o aparelho rapidamente, o colocando no bolso da minha calça branca.

Minha atenção logo é tomada pelo grande piano marrom que estava no canto da sala. Aquele costumeiro aperto no peito de saudade volta e eu tento me controlar para não chorar novamente. Quando percebo já estava sentado no banco em frente ao instrumento admirando as teclas pretas e brancas.

A melodia de Photograph do Ed Sheeran vem na minha cabeça e quando eu percebo já estou dedilhando as notas. Sorrio levemente enquanto tocava aquela melodia tranquila. Me acalmava muito e a letra passava na minha cabeça me fazendo pensar em Noah Urrea, meu amor platônico que eu nunca vou ter.

- Então quer dizer que você além de cantar bem, também toca piano perfeitamente? – aquela voz me faz voltar à realidade. Eu sabia de quem era, mas me recusava a acreditar que era ele. Minha cabeça só poderia estar me pregando uma peça.

Após tomar coragem, olho para trás e o encontro encostado na porta me observando, com um leve sorriso em seus lábios. Eu tinha que falar algo, certo?

- Não canto tão bem quanto você – falo. Serio que é só isso que você tem para dizer Krystian?

- Coincidência nos encontrarmos nessa sala de novo – ele volta a falar sem deixar de sorrir e caminha na minha direção – Só que dessa vez o jogo virou.

Não consigo evitar uma gargalhada baixinha. Sabia do que ele estava falando, mas fico surpreso pelo mesmo lembrar disso. Pois, no ano passado eu que o espiei tocando e agora ele quem me observava.

- Acho que estamos destinados a nos encontrar aqui – tomo coragem para falar.

- Tem algum outro talento escondido, Krystian? – ele pergunta e meu coração dispara quando o escuto pronunciar meu nome.

- Não que eu saiba, Noah – respondo sorrindo de leve, sem mostrar os dentes – Na verdade, acho que consigo dançar sem tropeçar nos pés e cair.

Ele solta uma gargalhada com o que falei e para minha surpresa se senta ao meu lado no banco, me fazendo arrepiar com o toque do seu ombro no meu. Noah era um pouco mais baixo que eu, o que eu achava um charme.

- Você toca muito bem mesmo, fez aula? – ele pergunta.

- Não, meu pai me ensinou tudo o que eu sei – respondo – Mas os dedos longos ajudam bastante.

Os dedos longos? Sério Krystian?

- Seu pai deve ser um excelente pianista

- Ele era sim, o melhor – falo sentindo meus olhos encherem de lagrimas, mas eu não choraria na frente do Noah.

Ao escutar o que eu disse ele me olha e vejo compreensão em seu olhar. Ele toca meu ombro, como se tentasse me passar conforto, o que só me fez arrepiar.

- Eu sinto muito, Krystian – ele fala.

- Tudo bem, já faz muito tempo – Digo, tentando mostrar que eu estava bem, mesmo não estando.

Então um silencio se instala entre nós, tornando o momento um pouco constrangedor. Eu não conseguia olhar para ele e não tirava meu olhar das teclas do piano. Fico surpreso quando escuto novamente a melodia de photograph que eu tocava antes dele chegar. Me viro e vejo que Noah tocava perfeitamente as notas graves. Tinha algo que esse garoto não sabia fazer?

O moreno me olha com aqueles olhos verdes que penetravam minha alma e sorrir. Percebo no seu olhar um convite silencioso para que eu tocasse com ele, então me obrigo a desprender o olhar do dele e começo a tocar as notas agudas do refrão. Tocamos as ultimas notas juntos e ele me olha com um largo sorriso no rosto, o que me fez sorrir também.

- Foi muito bom tocar com você, vamos fazer mais vezes – ele fala e eu me surpreendo com o que ele disse. Pois já estava esperando que no dia seguinte ele voltasse a ignorar minha existência.

- Claro, eu adoraria – falo um pouco envergonhado. Então de repente me sinto curioso sobre o motivo dele estar ali – O que faz aqui, Noah?

- Há! Esqueci de pegar minha guitarra, então voltei para buscar e te achei tocando – ele responde tranquilo e com aquele sorriso no rosto. Ele nunca para de sorrir? Agradeço mentalmente por ele ter esquecido a guitarra na sala ou não teria passado esse tempinho com ele, que me fez esquecer  literalmente tudo.

Noah levanta e caminha até sua guitarra a guardando na bolsa própria para o instrumento e pega sua mochila.

- Vai embora agora? – ele pergunta enquanto se abaixa para pegar minha mochila no chão, que eu nem percebi que tinha a jogado ali, e estende para mim.

- Sim, já está ficando tarde – falo e pego minha mochila, levantando do banco e o acompanho para fora da sala, apagando as luzes e fechando a porta.

Quando percebo já estávamos do lado de fora da escola e meu coração se aperta por ter que me despedir dele novamente. Confesso que estava com medo de que amanhã tudo voltasse ao normal e ele voltasse a ser o Noah Urrea popular que não liga para minha existência.

- Vou indo nessa, até mais Noah – falo sem saber como me despedir e aceno com a mão, me virando para descer as escadas.

- Ei, Krystian – ele me chama, fazendo meu coração acelerar novamente. Nunca vou me acostumar com ele chamando meu nome. /Me viro para olhá-lo e apenas espero em silencio ele continuar – Eu to de carro, te deixo em casa.

- Não precisa Noah, eu posso pegar um ônibus – falo, mas no mesmo segundo me repreendo por não ter aceitado.

- Que nada, vamos lá. Não vai ser problema – ele fala divertido e desce as escadas caminhando até o seu carro, que era um Honda antigo, o único carro estacionado no grande estacionamento da escola. Suspiro lentamente e o sigo, ainda sem acreditar que era real.

____Quebra de Tempo ____

O caminho foi até agradável, conversamos sobre tudo e eu descobri que Noah pretendia seguir realmente a carreira musical. Foi super confortável e natural estar ao lado dele. Reconheço minha rua e já começo a me sentir mal por ter que me despedir de novo. Então ele infelizmente para em frente a minha casa.

- Obrigado pela carona, Noah – falo e o olho, me surpreendendo por encontrar seu olhar em mim. Nosso olhar se conectou de uma forma que arrepiou todo o meu corpo e meu coração disparou dentro do peito.

- Nã..não precisa agradecer, Krys. A gente se ver na escola – ele fala, quebrando nosso contato, parecia um pouco nervoso. Eu apenas sorrio de leve quanto percebo que ele me chamou pelo apelido e concordo com um aceno de cabeça. Confesso que por alguns segundos tive um pingo de esperança.

- A gente se ver – falo e saio do carro, fechando a porta e aceno com a mão. Ele acena de volta e acelera o carro, eu o acompanho com o olhar até ele sumir por completo na rua escura.

POV BAILEY

- Amor, não vai ficar nem um pouco? – Joalin pede de forma manhosa, mas estranhamente aquilo não causou mais efeito em mim como costumava causar.

Depois da aula de canto e dança, onde eu descobri que conseguia cantar fora do meu chuveiro, saímos para comer com a galera e vim deixar a Joalin em casa.

- Estou cansando Jo, amanhã nos vemos na festa do Lamar e eu prometo te recompensar, ok? – falo e a loira faz um biquinho como se estivesse contrariada com a minha resposta. Não consigo evitar sorrir com sua atitude infantil e a puxo pela cintura, abraçando seu corpo apertado. Sinto seus braços entrelaçarem meu pescoço e sua mão acariciar minha nuca, me arrepiando por completo. Joalin sabia todos os meus pontos fracos e a nuca era o maior deles.

- Isso é jogo baixo, Jo – falo baixinho em seu ouvido e escuto uma risadinha vindo da mesma que se afasta e me encara com um olhar provocativo. Desço o olhar para os lábios carnudos da loira e sorrio quando ela os morde levemente para me provocar. Sem resistir, tomo seus lábios nos meus em um beijo urgente que é correspondido de imediato. Nossos lábios se conheciam perfeitamente bem e já sabiam como se encaixar, nossas línguas logo começam uma dança lenta e excitante, me fazendo arfar baixinho.

- Tem certeza que não quer ficar? Meus pais não voltam agora – ela fala ofegante quando separamos o beijo e eu me sinto tentado, mas no fundo eu sentia que não era o certo. O que estava me deixando confuso. Já havia transado com Joalin muitas vezes, mas algo estava diferente e eu não sabia dizer o que era.

- Você é muito danada, loira – falo baixinho a fazendo rir e deixo um selinho em seus lábios – Nos vemos amanhã, ok?

Ela suspira derrotada e confirma com a cabeça. Coloco meu capacete e subo na moto, ligando e dando partida.

___ Quebra de tempo ___

Tiro o shampoo dos cabelos em baixo da água morna enquanto cantava perfect do Ed Sheeran bem baixinho. Achei que morreria na minha apresentação hoje, mas estava muito feliz com o resultado, finalmente achei algo que eu sou bom fora o futebol.

Saio do banheiro enxugando o cabelo com uma toalha e coloco uma boxer preta. Deixo a toalha sobre a cadeira e me jogo na cama, suspirando e sentindo meu corpo relaxar. Fecho os olhos na intenção de dormir, mas a cena de uma certa indiana dançando mais cedo preenche minha mente e eu perco completamente o sono.

- Shivani, Shivani.... O que está fazendo comigo? – pergunto baixinho para mim mesmo e sorrio. Ela parecia um anjo dançando, era algo que ela realmente amava, percebi pelo sorriso que não saia do seu rosto enquanto dançava.

Suspiro derrotado e desisto de tentar dormir, pego meu celular e me sento na cama, encostando na cabeceira. Respondo no grupo da galera, confirmando sobre a festa de amanhã e quando percebo já tinha clicado na conversa com Shivani. Fico encarando a conversa do Whatsapp vazia e vejo que eram 22:30 da noite, seria muito tarde para mandar uma mensagem?

Encaro a folha de problemas matemáticos que ela tinha me passado para resolver e sorrio quando uma idéia me vem em mente, volto a destravar o celular e tomo coragem para mandar uma mensagem
Conversa on:

Bailey:

Oi, acordada? Achei seu numero atrás da folha de questões. Bailey aqui kk – Que mensagem horrível Bailey. Reviro meus olhos, me repreendendo mentalmente. E fico nervoso quando vejo que ela estava digitando.

Shivani:

Oi, Bailey! Fico feliz em saber que está resolvendo as questões rsrs algum problema?

Bailey:

Eu prometi que faria tudo que você mandasse professora! Na verdade eu estou com algumas dúvidas – minto, já que eu nem tinha começado a resolver as questões.

Shivani:

Agora está perdoado pelo atraso, alias... você se atrasa sempre, né? Rsrs Sua entrada na aula hoje foi cômica.

Mas voltando as questões, qual sua dúvida?

Bailey:

Há!! Eu tenho alguns problemas com horários rsrsrsrs Que tal a gente se encontrar amanhã pela manhã, naquele parque perto da sua casa? – me recordava que tinha um parque perto de onde ela morava, com arvores e muitos lugares bons para relaxar.

Alguns minutos se passam e fico nervoso com a demora da indiana em responder, será que fiz algo errado?

Shivani:

Claro, te encontro lá às 09h, combinado?

Conversa off

Não consigo evitar um sorriso quando vejo sua resposta e mando uma ultima mensagem confirmando que estaria lá. Suspiro ao notar que eu teria que pelo menos tentar resolver as questões, não poderia chegar lá com tudo em branco.

Então levanto da minha cama confortável e sento em frente à mesa que usava para estudar. Pego a folha e uma caneta, começando a quebrar a cabeça com os números em plena 23h da noite de uma sexta –feira. Hora que eu nunca estudaria se estivesse no meu normal.

POV ANY

Ainda podia sentir a sensação maravilhosa de ter recebido todas aquelas palmas e elogios. Sinto que seria um semestre muito proveitoso e Lauren me ajudaria bastante. Era meu sonho, desde sempre, me tornar uma grande cantora.

Depois de jantar com minha mãe e Belinha, subi para o meu quarto e me joguei na cama. Já eram 22:30h e meu sono não chegava. Encaro o teto do meu quarto, com alguns adesivos de borboletas fluorescentes e suspiro no tédio. Pego meu celular e começo a mexer no instagram, stalkeando alguns famosos. Até que um perfil especifico me chama a atenção. Minha curiosidade foi maior e clico no perfil de Josh.

O perfil era repleto de fotos do loiro sozinho e com os amigos, além de muitos vídeos dele dançando. Como numa fiquei sabendo desse talento do loiro antes? Porque ele jogava futebol americano se dançava divinamente bem?

Tantas perguntas rondavam minha mente a respeito de Josh Beauchamp, na verdade... Tudo o que eu penso nos últimos dias é nesse loiro idiota e no mistério que o ronda. Detesto ser tão curiosa e teimosa. Ainda não esqueci a forma como ele insinuou que eu era uma mimadinha sustentada pela minha mãe.

Tenho certeza que ele negou sair com os amigos hoje porque teria que ir para o restaurante trabalhar, pela hora ele ainda deve estar lá. Olho mais uma vez à hora e estava marcando exatas 23h.

Me levanto da cama rapidamente e coloco uma calça jeans rasgada, junto com uma blusa regata e o meu casaco moletom preto e amarelo. Pego meu celular e meus documentos. Saio do meu quarto e a casa estava escura e silenciosa, provavelmente minha mãe e Belinha estavam dormindo. Melhor que eu não preciso explicar para minha mãe para onde estou indo. Quando ela acordar amanhã, nem vai perceber que eu sai.

Quando percebo já estava no Uber em direção ao Appleebee’s. Confesso que não sei o que estou fazendo, só precisava ver o loiro e conversar com ele ou vou explodir de tanto pensar nisso. Esfrego as mãos uma na outra, na tentativa de esquentá-las e suspiro. Estava nervosa e com frio.

Onde você estava com a cabeça quando saiu de casa, Any?

O motorista para em frente ao restaurante e eu pago o mesmo, saindo do carro. Me arrepio com o vento frio e olho em volta, a rua até que estava movimentada mesmo sendo tão tarde. Los Angeles nunca parava.

Olho pela grande janela do lugar e vejo que ainda tinham dois clientes comendo e conversando. Procuro o loiro com o olhar, mas não o encontro. Suspiro derrotada, será que ele já foi embora?

- O que faz aqui, Brasileira? – uma voz masculina e conhecida me faz pular de susto e eu me viro, dando de cara com Josh Beauchamp. Sua voz tinha um tom de surpresa.

Ele usava seu uniforme de garçom, sem sua fiel bandana na cabeça. Parecia cansado e em uma das mãos segurava um enorme saco de lixo. Estava um pouco em choque encarando o loiro, que me olhava impacientemente. Agora, olhando para ele eu não sabia mais o que dizer.

- Eu... eu – balanço a cabeça levemente como se tentasse organizar meus pensamentos – É Any!

- O que faz aqui Any? – ele volta a perguntar enquanto revirava os olhos e se vira, me deixando sozinha. O vejo caminhar até um grande deposito de lixo que tinha ao lado do restaurante e resolvo segui-lo. Eu precisava dar uma explicação e nada melhor do que sinceridade.

- Eu precisava conversar com você – respondo.

- Comigo? O que poderia ser tão importante para você vir me procurar às 23:30 da noite? – ele volta a perguntar se virando e me encarando novamente. Seu olhar sobre mim me deixava ainda mais nervosa.

- Coisas que você falou que me deixaram incomodada e eu não agüentava mais guardar isso – respondo e ele me olha com curiosidade.

- Do que está falando Any? – antes que eu pudesse responder, a porta do restaurante se abre e os últimos clientes saiam felizes e satisfeitos – Eu tenho que fechar o restaurante, melhor você voltar pra casa, Brasileira. Está tarde.

Reviro os olhos quando o vejo passar por mim e entrar no restaurante. Eu não iria embora sem resolver o mal entendido, não mesmo. 


Notas Finais


Beijinhos ;*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...