História Creature Heritage - Capítulo 31


Escrita por: e With_Wolf

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Abraxas Malfoy, Alice Longbottom, Alvo Dumbledore, Andromeda Tonks, Angelina Johnson, Antonin Dolohov, Argo Filch, Ariana Dumbledore, Arthur Weasley, Augusta Longbottom, Avery (Riddle-era), Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Cassandra Trelawney, Cedrico Diggory, Cho Chang, Colin Creevey, Córmaco Mclaggen, Cornélio Fudge, Cuthbert Binns, Daphne Greengrass, Dênis Creevey, Dino Thomas, Dobby, Dolores Umbridge, Dorcas Meadowes, Draco Malfoy, Duda Dursley, Emmeline Vance, Ernesto Macmillan, Euphemia Potter, Fabian Prewett, Fenrir Greyback, Fílio Flitwick, Fleamont Potter, Fleur Delacour, Franco Longbottom, Fred Weasley, Gabrielle Delacour, Gellert Grindelwald, Gideon Prewett, Gilderoy Lockhart, Gina Weasley, Godric Gryffindor, Gregory Goyle, Gui Weasley, Harry Potter, Helena Ravenclaw, Helga Hufflepuff, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Katie Bell, Kingsley Shacklebolt, Lilá Brown, Lílian Evans, Lino Jordan, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Marcus Flint, Marlene Mckinnon, Merlin, Merope Gaunt, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Mundungo Fletcher, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Newton "Newt" Ártemis Fido Scamander, Nick Quase Sem-Cabeça, Nymphadora Tonks, Olívio Wood, Órion Black, Padma Patil, Pandora Lovegood, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Pedro Pettigrew, Penélope Clearwater, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Quirinus Quirrell, Rabastan Lestrange, Regulus Black, Remo Lupin, Rita Skeeter, Rodolfo Lestrange, Rolf Scamander, Ronald Weasley, Rowena Ravenclaw, Rúbeo Hagrid, Salazar Slytherin, Scorpius Malfoy, Severo Snape, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Sirius Black, Theodore Nott, Tiago Potter, Tom Riddle Jr., Valter Dursley, Viktor Krum, Vincent Crabbe, Walburga Black, Yaxley, Zacharias Smith
Tags Jeverus, Snames
Visualizações 330
Palavras 1.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - 29


PDV Harry




Termino de organizar as poucas coisas ainda pendentes na casa grande e saio pra fora, admirando o pôr-do-sol iluminar o céu com sua luz avermelhada, vendo tudo ficar mais escuro a cada momento e me sentindo mais vivo do que em anos. Meus pais estavam de mãos dadas, sentados na grama perto da cachoeira, com enormes sorrisos no rosto e trocando pequenos beijos. A pura imagem da perfeição, eu diria.

Aos poucos, as máscaras e barreiras presentes em cada um dos integrantes do meu bando iam caindo, revelando a aparência real de Criatura que cada um tinha. Eu mesmo já tinha deixado a minha aparência antiga cair por terra, percebendo que eu estava mais forte - tanto em relação à força física quanto a minha magia. Esses são os efeitos de ser o Alfa do bando, acho.

— Harry! — uma voz rouca exclamou. Não precisava olhar fixamente para a pessoa para saber que quem me chamava era meu avô, Fleamont, mas o fiz da mesma forma, observando seus passos calmos e seguros até mim.

Fleamont era um Alfa Lúpus que, sem dúvida, causava inveja. Eu mesmo me sentia um pouco incomodado ao seu lado, nessas poucas horas já havia visto sua inteligência em ação e estava incrivelmente surpreso. Seus olhos avelã, iguais aos do meu pai, analisavam tudo de maneira lógica e prática. Nós três - eu, meu pai e meu avô - éramos terrivelmente iguais, segundo minha avó, Euphemia. Eu discordava, aliás. Eu nunca teria a inteligência do meu avô, ou a criatividade do meu pai.

Eles lutaram na Guerra. Eram heróis por si próprios, sua fama era merecida. E eu? Bom, apenas tinha um título por uma coisa que não fiz.

— Sim, vovô? — perguntei. Ele sorriu pra mim, um sorriso de lado e brincalhão, jovial, me fazia querer sorrir também.

— Vamos caminhar um pouco. — me chamou. Assenti e segui seus passos pra dentro da floresta, ficando facilmente ao seu lado enquanto nos mantínhamos em silêncio naquele belo fim de tarde.

— As pessoas estavam eufóricas dizendo o quão parecido com James você é. — riu ele, me fazendo sorrir de lado, não realmente por sorrir, mas no automático. — Elas estão erradas.

— O quê?!? — perguntei completamente atônito. Eu, de verdade, não esperava algo assim.

— Vocês são diferentes. — paramos de andar e ele se virou pra mim, olhando profundamente em meus olhos, como se pudesse enxergar minha alma. Por incrível que pareça, não me senti incomodado, afinal, aquele era meu avô, eu sei que nunca iria mentir pra mim ou me enganar, eu via a verdade em seu olhar.

— Diferentes como? — sussurrei baixo.

— Diferentes. Eu vejo Severus quando olho pra você. Podem não ter a mesma aparência, mas eu olho muito além disso. Ele nos contou seu passado, por isso não consigo ver quase nada da personalidade de James em ti. Certo, você é corajoso, leal aos seus amigos e tudo mais, mas essas qualidades estão presentes em Severus também. A coragem dele se iguala a sua, vocês dois lutam com unhas e dentes contra a injustiça e defendem seus interesses de modo assustador. É por isso que vejo ele em você, Harry. E estou feliz em dizer que aprovo isso, tanto em você quanto em seu pai.

Em nenhum momento ele desviou o olhar, a verdade estava clara em seus olhos, tão cristalina quanto a água daquela cachoeira do acampamento. O sentimento de felicidade no meu peito era gritante, e meu avô com certeza sentiu isso, porque me abraçou e acariciou meus cabelos como se eu fosse uma criança, o que me fez fechar os olhos e aproveitar a sensação de proteção. A criança carente em mim, aquela que cresceu sem amor nem carinho, não Harry Potter, simplesmente o Harry, se aconchegou mais no abraço familiar e se permitiu ficar calmo e sentir a sensação de ser amado.

Não sei exatamente quanto tempo ficamos naquele abraço demorado, mas deve ter sido muito, visto que minha avó teve de nos procurar porque, aparentemente, o Acampamento estava uma bagunça. Logicamente aquilo era estranho, por isso voltamos o mais rápido possível, mas o que eu vi me fez sorrir como um idiota.

Meu pai Severus tentava explicar a meu pai James, da melhor maneira possível, que Lucius (que estava em pé no meio do acampamento, olhando fixamente para meu progenitor Alfa) era meu Ômega, mas meu pai Ômega, pelo visto, estava tendo problemas com isso.

— Qual o problema? — perguntei chegando perto deles. Luc me olhou e sorriu com aquelas covinhas fofas em suas bochechas, me fazendo sorrir também.

— O que Lucius Malfoy faz aqui, Harry? — me perguntou meu pai Alfa.

— Simples. Lucius é meu companheiro.

— ...

Um silêncio desconfortável caiu sobre todos. Ninguém ousava se mexer, apenas observando-nos, as respirações presas enquanto eu e meu pai nos encarava-mos fixamente nos olhos.

— Seu... Ômega? — perguntou meu pai fracamente. Assenti sem desviar o olhar, me sentindo cada vez mais sufocado a cada momento.

Meu pai James respirou fundo, esfregando seus olhos com uma das mãos em um gesto cansado. Imediatamente fiquei à frente do meu Ômega, de costas para ele, o sentindo agarrar meu braço, também nervoso.

— Desde quando? — sua voz calma me fez relaxar um pouco, por isso segurei a mão do meu Ômega e dei um passo para mais perto dele.

— Exatamente uma semana após meu aniversário.

Suspiro. O Ômega de cabelos negros olhou para seu companheiro com um olhar firme, provavelmente tentando ler sua mente, sem sucesso, acho. Meu pai Severus beijou sua bochecha suavemente e deitou a cabeça em seu ombro.

— É a felicidade do nosso filhote, Jamie. — o ouvi sussurrar graças à minha audição de Vampiro.

— Eu sei. — respondeu o Alfa. — É só... Eu não sei. Algo não está certo.

Lentamente me aproximei dos meus pais, deixando meu Ômega perto de Draco (que se aproximara com Fred e George em algum momento). Encarei os olhos avelã e, com toda minha determinação, deixei tudo o que sentia por Lucius tomar conta de mim.

— Eu sei que você o ama, Harry. — me interrompeu ele antes que eu dissesse algo. Arregalei os olhos diante de sua sinceridade, mas meu pai não havia terminado. — Realmente, não tenho problemas com seu relacionamento com ele, até apóio. Mas...

— Eu sei. — assenti. — Eu também sinto.

Nos encaramos por um tempo, apenas reconhecendo minha ligação com meu Ômega. Meu pai James sorriu então, se aproximando, segurando meu rosto entre suas mãos e beijando minha testa. Seu olhar foi para Lucius, me fazendo olhar para ele também.

— Se aproxime, Malfoy.

Tão devagar quanto podia, Luc se aproximou. Segurei sua mão para dar-lhe mais confiança, ganhando um sorrisinho tímido do meu Veela bonito.

— Bom... — ouvi meu pai dizer. — ... Já que estão juntos... Acho que posso dar-lhes meu presente de aceitação.

Me senti meio tonto do nada, mas confiava no meu pai sem limites, então me deixei afundar feliz num sono merecido.



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