História Crepúsculo - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Tags Crepusculo, Souluna
Visualizações 41
Palavras 6.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amorecos tudo bem com vocês? Vamos lá para o capítulo?

Capítulo 2 - 02-livro aberto


O outro dia foi melhor...e pior.

Foi melhor porque não estava chovendo ainda,apesar de as nuvens estarem densas e

opacas. Foi mais fácil porque eu já sabia o que esperar do meu dia. Gastón veio se sentar ao meu

lado em Inglês, e me acompanhou até a minha próxima aula, com Pedro do clube de xadrez

encarando ele o tempo inteiro; era uma reclamação. As pessoas não ficaram me olhando tanto

quanto ontem. Eu sentei com um grande grupo que incluia Pedro, Gastón, Jazmin e muitas outras

daquelas pessoas cujos nomes e rostos eu lembrava agora. Eu comecei a sentir que agora eu

andava na água, ao invés de afundar nela.

Foi pior porque eu estava cansada; eu ainda não conseguia dormir com o vento ecoando ao

redor da casa. Foi pior porque o professor de chamou em Trigonometria quando a minha mão

não estava levantada e eu dei a resposta errada. Foi infeliz porque eu tive que jogar Vôlei, e na

única vez que eu não fugi da bola eu atingí a minha parceira de time na cabeça com ela. E foi pior

porque Matteo Balsano não estava na escola durante a manhã inteira eu estive temendo o almoço,

sentindo seus olhares bizarros. Parte de mim queria confrontá-lo e ordenar que ele disesse qual

era o problema. Enquanto eu estava deitada acordada na cama, eu até imaginei o que eu diria.

Mas eu me conhecia bem demais pra achar que eu teria a coragem de fazer isso. Eu fiz o leão

covarde do Mágico de Oz parecer o Exterminador.

Mas quando eu entrei na cafeteria com Jazmin tentando evitar que os meus olhos

vasculhassem o lugar procurando por ele, e falhando miserávelmente eu ví que seus quatro irmão

estavam sentados juntos na mesma mesa, e ele não estava com eles.

Gastón nos recebeu e nos guiou até a mesa dele. Jazmin parecia alegre pela atenção, e as

amigas dela rapidamente se juntaram á nós. Enquanto eu tentava ouvir a conversa fluente deles,

eu estava terrivelmente desconfortável, esperando nervosamente pelo momento que ele chegaria.

Eu esperava que ele simplesmente me ignorasse quando chegasse, e provasse que as minhas

suspeitas eram falsas.

Ele não veio, e com o passar do tempo eu fiquei mais e mais nervosa.

Eu fui para Biologia mais confiante quando, ao final do almoço, ele ainda não havia

aparecido. Gastón, que estava agindo como um cão de guarda, andou fielmente ao meu lado até a

sala de aula. Eu segurei o fôlego na porta, mae Matteo Balsano também não estava lá. Eu exalei e

fui me sentar. Gastón me seguiu, falando de uma viagem á praia que estava pra acontecer. Ele se

curvou na minha mesa até que o sinal tocou. Aí ele sorriu tristemente pra mim e foi sentar perto

de uma garota de aparelho e com um penteado ruim. Parecia que eu teria que fazer alguma coisa

em relação á Gaston, e não seria fácil. Em uma cidade como essa, em que todo mundo vive em cima

de todo mundo, diplomacia é essencial. Eu nunca tive muito tato; eu nunca tive muita prática em

lidar com garotos amigáveis demais.

Eu estava aliviada que teria a mesa para mim mesma, que Matteo estava ausente. Eu disse

isso para mim mesma repetidamente. Era rudiculo, e egoísta, pensar que eu podia afetar alguém

desse jeito. Era impossível. E ainda assim eu não conseguia parar de pensar que fosse verdade.

Quando o dia na escola finalmente acabou, e as minhas bochechas não estavam mais

coradas por causa do incidente no Vôlei, eu rapidamente coloquei as minhas calças jeans e o meu

suéter azul marinho. Eu saí correndo do vestiário feminino, contente de ver que

momentaneamente eu havia conseguido afastar o meu amigo cão de guarda.

Eu caminhei rapidamente até o estacionamento. Agora estava cheio de alunos. Eu entrei na

minha caminhonete e procurei na minha mochila pra ver se eu tinha tudo que eu precisava.

Noite passada eu descobrí que Miguel não sabia cozinhar nada além de ovos fritos e bacon.

Então eu pedí pra tomar conta dos detalhes da cozinha enquanto durasse a minha estada. Ele

ficou feliz o suficiente pra me passar a chave da sala do banquete. Então eu estava com a minha

lista de compras e o dinheiro do jarro no armário onde havia DINHEIRO DA COMIDA escrito, e

estava á caminho da Thriftway.Eu dei ingnição no motor barulhento, ignorando as cabeças que viraram em minha direção e

dei ré cuidadosamente e entrei na fila de carros que esperava para sair do estacionamento.

Enquanto eu esperava, tentando fingir que o barulho ensurdecedor estava vindo do carro de outra

pessoa, eu ví os dois irmãos Balsano e os dois gêmeos Medina entrando no carro deles. Era um Volvo

novinho em folha. É claro.

Eu nunca havia reparado nas roupas deles antes eu estava hipnotizada demais com os rostos

deles. Agora que eu havia olhado, era óbvio que todos eles se vestiam excepcionalmente bem;

simples, mas com roupas que claramente eram assinadas por estilistas famosos. Com os seus

rostos notáveis e com o estilo com que se comportavam, eles podiam usar trapos e ainda ficarem

bem. Parecia demais pra eles ter tanto beleza quanto dinheiro. Até onde eu podia dizer, era assim

que a vida funcionava na maioria da vezes. No caso deles, isso não parecia ter comprado

aceitação por aqui.

Não, eu não acreditava inteiramente nisso. A isolação deve ser desejo deles; eu não podia

imaginar nenhuma porta que não estivesse aberta á esse grau de beleza.

Eles olharam para a minha caminhonete barulhenta quando eu passei por eles, igual a todo

mundo. Eu mantive os meus olhos virados para a frente e fiquei aliviada quando finalmente estava

livre da escola.

A Thriftway não era longe da escola, só algumas ruas ao sul, fora da estrada. Era bom estar

dentro do supermercado; parecia normal. Eu fazia as compras em casa, e me moldei aos padrões

da tarefa familiar alegremente.

A loja era grande o suficiente pra me fazer não ouvir a chuva no telhado e esquecer de onde

eu estava.

Quando eu cheguei em casa, eu descarregeui as compras e enfiei elas em qualquer espaço

vazio que consegui achar. Eu esperava que Miguel não se incomodasse. Eu embrulhei batatas em

papel alumínio e coloquei no forno pra assar, cobri bifes com molho marinado e equilibrei-os em

cima de uma caixa de ovos, em uma frigideira.

Quando eu terminei de fazer isso, eu subí com a minha mochila. Antes de começar a fazer o

meu dever de casa, eu me troquei colocando uma calça seca e prendendo o meu cabelo em um

rabo de cavalo, e chequei meus e-mails pela primeira vez. Eu tinha três mensagens.

"Luna", minha mãe escreveu...


ME ESCREVA ASSIM QUE CHEGAR. ME DIGA COMO FOI O SEU VÔO. ESTÁ CHOVENDO? JÁ

SINTO A SUA FALTA. JÁ ESTOU QUASE TERMINANDO DE FAZER AS MALAS PARA A FLÓRIDA,

MAS NÃO CONSIGO ACHAR A MINHA BLUSA ROSA.

VOCÊ SABE ONDE EU DEIXEI? RICARDO DIZ OI. MAMÃE.

Eu suspirei e fui para a próxima mensagem. Foi mandada oito horas depois da primeira.

"Luna",ela escreveu...

PORQUÊ VOCÊ AINDA NÃO ME RESPONDEU? O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO?

MAMÃE.

A última foi de hoje de manhã.

LUNA, SE EU NÃO TIVER NOTÍCIAS DE VOCÊ ATÉ 5:30 DE TARDE DE HOJE, EU VOU

LIGAR PARA MIGUEL.

Eu olhei para o rélógio. Eu ainda tinha uma hora, mas minha mãe era bem conhecida por

agir precipitadamente.

MÃE

SE ACALME. EU ESTOU ESCREVENDO AGORA. NÃO FAÇA NADA IMPRUDENTE.

LUNA.

Eu enviei essa e comecei de novo.

MÃE,

TUDO ESTÁ ÓTIMO. É CLARO QUE ESTÁ CHOVENDO. EU ESTAVA ESPERANDO POR ALGO

SOBRE O QUE ESCREVER. A ESCOLA NÃO É RUIM, SÓ UM POUCO REPETITIVA. EU CONHECÍ UM

PESSOAL LEGAL QUE SENTA COMIGO NO ALMOÇO.

SUA BLUSA ESTÁ NA LAVANDERIA- VOCÊ DEVIA TER IDO BUSCAR ELA SEXTA FEIRA.

MIGUEL COMPROU UMA CAMINHONETE, DÁ PRA ACREDITAR? EU ADOREI. É MEIO VELHA,

MAS TEM PORTE, O QUE É BOM, SABE, PRA MIM.

TAMBÉM SINTO SUA FALTA. EU VOU ESCREVER DE NOVO EM BREVE, MAS NÃO VOU FICAR

CHECANDO OS MEUS E-MAILS A CADA CINCO MINUTOS. RELAXE, RESPIRE. EU TE AMO.

LUNA.

Eu decidí ler O MORRO DOS VENTOS UIVANTES-o romance que estamos estudando

atualmente em Inglês- de qualquer forma era só pela diversão, e era isso que eu estava fazendo

quando Miguel chegou em casa. Eu perdí a noção do tempo, e corrí para tirar as batatas do forno

e colocar o bife pra grelhar.

- Luna? , meu pai chamou quando me ouviu descer as escadas.

Quem mais? Eu pensei comigo mesma.

- Oi, pai, bem vindo ao lar.

- Obrigado. - Ele tirou o colete da arma e tirou as botas enquanto eu entrava na cozinha. Até

onde eu sabia, meu pai nunca usou sua arma no trabalho. Mas ele a mantinha pronta. Quando eu

vinha aqui quando criança ele sempre tirava as balas assim que entrava em casa. Acho que agora

me considerava velha o suficiente pra não atirar em mim mesma por acidente, e não deprimida o

suficiente para não atirar em mim mesma de propósito.

- O que tem para o jantar? - ele perguntou cautelosamente. Minha mãe era uma cozinheira

imaginativa e os experimentos dela não eram sempre comestíveis. Eu estava surpresa, e triste,

que ele parecia se lembrar daquela época.

- Bife e batatas - eu disse e ele pareceu aliviado.

Ele pareceu se sentir estranho de pé na cozinha sem fazer nada; ele foi pra a sala de estar

assistir TV enquanto eu trabalhava na cozinha. Ficávamos os dois mais confortáveis desse jeito. Eu

fiz uma salada enquanto os bifes grelhavam, e fiz a mesa.

Eu o chamei quando o jantar estava pronto, ele cheirou apreciadoramente enquanto entrava

na cozinha.

- O cheiro é bom, Lu.

- Obrigada.

Nós comemos em silêncio por alguns minutos. Não era desconfortável. Nenhum de nós

estava incomodado por estar quieto. Em alguns sentidos, nós servíamos para morar juntos.

- Então, você gostou da escola? Você fez amigos? - ele perguntou como que pra passar o

tempo.

- Bem, eu tenho algumas aulas com uma garota chamada Jazmin. Eu sento com as amigas

dela no almoço. E tem esse garoto, Gastón, que é muito amigável. Todos parecem ser muito legais. -

Com uma excessão.

- Esse deve ser Gaston Perida. Bom garoto. Boa família. O pai dele é dono da loja de

suplementos esportivos que fica fora da cidade. Ele faz um bom dinheiro por causa daqueles

mochileiros que vêm á cidade.

- Você conhece a família Balsano? - eu perguntei hesitante.

- A família do Dr. Balsano? Claro. O Dr. Balsano é um ótimo homem.

- Eles... as crianças são um pouco diferentes. Eles não parecem se adequar muito bem na

escola.

Miguel me surpreendeu parecendo um pouco irritado.As pessoas dessa cidade. - ele murmurou. - Dr. Balsano é um cirurgião brilhante que poderia

provavelmente trabalhar em qualquer hospital do mundo, ganhando dez vezes mais do que o

salário dele aqui. - ele continuou, falando mais alto - Temos sorte por tê-lo, sorte que a esposa

dele quis viver numa cidade pequena. Ele é um aditivo á comunidade e todos aqueles garotos são

bem comportados e educados. Eu tive as minhas dúvidas quando eles vieram pra cá, com todos

aqueles adolescentes adotados. Eu pensei que teríamos problemas com eles. Mas eles são todos

muito maduros, eu nunca tive nenhuma espécie de problema com nenhum deles. Isso é mais do

que eu posso dizer de algumas crianças cujas famílias viveram aqui por gerações. E eles ficam

juntos do jeito que uma família deve ficar, acampando ás vezes nos finais de semana... Só porque

eles são novos na cidade as pessoa têm que ficar falando.

Foi o discurso mais longo que eu já ví Miguel fazendo. Ele deve ser fortemente contra o que

quer que as pessoas estão dizendo.

Eu dei pra tras. - Eles pareceram bons o suficiente pra mim. Eu só reparei que eles ficam

muito sozinhos. Eles são todos muito atraentes. - eu adicionei isso tentando parecer

complementar.

- Você devia ver o doutor - Miguel disse rindo - Que bom que ele é feliz no casamento.

Muitas enfermeiras se esforçam em se concentrar em seus trabalhos quando ele está por perto.

Nós continuamos em silêncio até terminarmos de comer. Ele limpou a mesa enquanto eu

comecei a lavar os pratos. Ele voltou para a TV, e depois que eu terminei de lavar os pratos á

mão, nada de lavadora de pratos, eu subí sem vontade pra fazer o meu dever de Matemática.

A noite finalmente estava quieta. Eu caí no sono rapidamente, exausta.

O resto da semana foi sem novidades. Eu me acostumei á rotina das aulas. Na sexta eu já

era capaz de reconhecer, se não nomear, quase todos os alunos da escola. Na ginástica, os

garotos do meu time aprenderam a não me passar a bola e a entrar rapidamente na minha frente

se o outro time tentasse se aproveitar da minha fraqueza. Eu ficava alegremente fora do caminho

deles.

Matteo Balsano não  voltou á escola.

Todos os dias eu observava ansiosamente quando os outros Cullen entravam na cafeteria

sem ele. Então eu podia relaxar e aproveitar a conversa da hora do almoço. Na maioria das vezes

a coversa era sobre uma viagem ao Parque Oceanográfico de La Push dentro de duas semanas

que Gastón estava planejando. Eu fiu convidada e tive que aceitar, mais por educação que por

vontade. Praias têm que ser quentes e secas.

Na sexta eu já me sentia confortável entrando na sala de Biologia, sem me preocupar que

Matteo pudesse estar lá.

Até onde eu sabia, ele havia desistido da escola. Eu tentei não pensar nele, mas eu não

podia suprimir totalmente a preocupação de que eu pudesse ser a responsável por sua ausência,

por mais ridiculo que parecesse.

Meu primeiro fim de semana em Forks passou sem incidentes. Miguel, desacostumado á

ficar na casa normalmente vazia, trabalhou a maior parte do fim de semana. Eu limpei a casa,

adiantei o dever de casa e escreví mais e-mails com bobagens alegres para a minha mãe. Eu dirigí

até a biblioteca pública no sábado, mas o estoque era tão pobre que eu nem me encomodei em

fazer um cartão; eu teria que arranjar uma data pra visitar Olympia ou Seattle em breve e achar

uma boa loja de livros.

Eu pensei á toa quantas milhas a caminhonete faria com um litro de gasolina...e tremí com o

pensamento.

A chuva permaneceu leve durante o fim de semana, quieta, então eu pude dormir bem.

As pessoas me cumprimenteram no estacionamento da escola na segunda de manhã. Eu

não sabia todos os nomes deles, mas eu acenei de volta e sorrí pra todos. Esta manhã estava mais

frio, mas felizmente não chovendo. Em Inglês, Gastón sentou no assento de costume ao meu lado.

Tivemos uma arguição sobre O Morro dos Ventos Uivantes, eu estava adiantada, muito fácil.

Tudo por tudo, eu estava me sentindo muito mais confortável do que eu imaginei que

sentiria a esse ponto. Mais confortável do que eu jamais esperei me sentir aqui. Quando saímos da sala, o ar estava cheio de pedaços brancos rodando.

Eu podia ouvir as pessoas gritando excitadamente umas para as outras. O vento mordeu

minhas bochechas, meu nariz.

- Uau - Gastón disse - Está nevando.

Eu olhei para os pedacinhos de algodão que estavam se alojando na calçada e dançando

errôneamente enquanto passavam pelo meu rosto.

- Eca. - Neve. Lá se vai meu bom dia.

Ele pareceu surpreso. - Você não gosta de neve?

- Não, significa que está frio demais para chover. - Obvio. - Além do mais, eu pensei que

elas deviam descer como flocos sabe, unicos e essa coisa toda. Esses parecem contonetes usados.

- Você nunca viu a neve cair? - ele perguntou sem acreditar.

- Claro que já - eu pausei - na TV.

Gastón riu, e então uma grande, molhada bola de neve derretendo atingiu a parte de trás da

sua cabeça. Eu tinha minhas suspeitas sobre Pedto, que estava andando pra longe, de costas pra

nós na direção errada para a sua próxima aula. Aparentemente, Gastón era da mesma opinião. Ele

se curvou e começou a juntou uma pilha de neve branca.

- Eu te vejo no almoço tá? - Eu continuei caminhando enquanto falava. - Quando as pessoas

começam a atirar coisas molhadas, eu vou pra dentro.

Ele só acenou com a cabeça, seus olhos na figura se distanciando de Pedro.

Durante a manhã, todos falavam excitadamente sobre a neve; aparentemente era a primeira

nevasca do ano. Eu mantive minha boca fechada. Claro, era mais seca do que a chuva, até que

derretia nas suas meias.

Eu caminhei em alerta para a cafeteria com Jazmin. As bolas de neve voavam por todo

lugar. Eu mantive uma pasta na minha mão, pronta para usá-la como escudo se necessário.

Jazmin achou hilário, mas algo na minha expressão não permitiu que ela mesma me atingisse com

uma bola de neve.

Gastón nos alcansou quando passamos pela porta, rindo, com gelo derretendo pelos seus

cabelos arrepiados. Ele e Jazmin converssavam animadamente sobre a guerra de neve quando

entramos na fila para comprar a comida. Eu olhei para a mesa no canto por puro hábito. E

congelei onde eu estava. Haviam cinco pessoas na fila.

Jazmin me puxou pelo braço.

- Alô? Luna? O que você quer?

Eu olhei para baixo; minhas orelhas estavam quentes. Eu não tinha motivos para me sentir

constrangida, eu lembrei a mim mesma. Eu não fiz nada errado.

- Qual o problema com Luna? - gaston perguntou a Jazmin.

- Nada - eu respondí. - Hoje eu só quero um refrigerante. - Eu me aproximei do fim da fila.

- Você não está com fome? - Jazmin perguntou.

- Na verdade, eu estou me sentindo um pouco enjoada. - eu falei, meus olhos ainda no

chão.

Eu esperei que eles pegassem suas comidas, e então segui eles até a mesa, meus olhos nos

meus pés.

Eu bebi o meu refrigerante devagar, meu estômago revirando. Gastón perguntou duas vezes,

com preocupação desnecesséria, como eu estava me sentindo. Eu disse a ele que não era nada,

mas estava imaginando se eu deveria usar isso como desculpa para fugir para a enfermaria e ficar

lá durante a próxima hora.

Ridículo. Eu não devia precisar fugir.

Eu decidí me permitir dar uma olhada para a mesa da família Balsano.

Se ele estivesse me encarando, eu iria faltar Biologia como a covarde que eu era.

Eu mantive minha cabeça abaixada e olhei pra cima por baixo dos meus cílios. Nenhum

deles estava olhando na minha direção. Eu levantei a cabeça um pouco.

Eles estavam rindo. Matteo, Ramiro e Nicolas todos eles estavam inteiramente cobertos com

neve derretendo. Âmbar e Jimena se afastaram enquando Nicolas balançava o cabelo pingando dele na direção delas. Eles estavam aproveitando o dia de neve, igual a todo mundo- só que eles

pareciam mais com a cena de um filme do que o resto de nós.

Mas, sem contar os risos e brincadeira, havia algo diferente, e eu não conseguia apontar

qual era essa diferença. Eu examinei Matteo mais cuidadosamente. A pele dele estava menos

pálida, eu decidí- talvez corada pela guerra de neve- os círculos embaixo dos olhos dele estavam

muito menos visíveis. Mas havia algo mais. Eu refletí, encarando, tentando notar a diferença.

- Luna, pra onde você tá olhando? - Jazmin se intrometeu, acompanhando os meus olhos.

Nesse preciso momento os olhos dele brilharam e se encontraram com os meus.

Eu deixei minha cabeça cair, deixando meus cabelos cairem pra cobrir meu rosto. Eu tinha

certeza, no entanto, no momento que nossos olhos se encontraram, que ele não parecia severo ou

hostil como ele estava da última vez que eu o ví. Ele parecia curioso de novo, insatisfeito de

alguma forma.

- Matteo Balsano está te encarando - Jazmin deu uma risadinha no meu ouvido.

- Ele não parece estar com raiva parece? - eu não pude deixar de perguntar.

- Não - ela respondeu parecendo confusa com a minha pergunta. - Ele deveria estar?

- Eu acho que ele não gosta de mim - eu confidenciei. Eu me sentí enjoada. Eu coloquei

minha cabeça abaixada no meu braço.

- Os Balsano não gostam de ninguém... bem,eles não prestam atenção suficiente em ninguém

pra gostar deles. Mas ele ainda está te encarando.

- Pare de olhar pra ele - eu sussurei.

Ela sorriu mas parou de olhar pra ele. Eu levantei minha cabeça o suficiente pra ter certeza

que ela faria isso, disposta a usar de violência se ela se opusesse.

Gastón nos interrompeu ele estava planejando uma batalha épica do temporal no

estacionamento da escola e queria que nós nos juntássemos. Jazmin concordou alegremente.

O jeito como ela olhava para Gaston não deixou muitas dúvidas de que ela toparia qualquer

coisa que ele propusesse. Eu fiquei em silêncio. Eu teria que me esconder no ginásio até que o

estacionamento estivesse vazio.

Pelo resto do horário do almoço eu mantive meus olhos muito cuidadosamente na minha

própria mesa. Eu estava decidida a honrar o negócio que fiz comigo mesma. Já que ele não

parecia estar com raiva eu podia ir para a aula de Biologia. Meu estômago deu cambalhotas

quando eu pensei em sentar perto dele de novo.

Eu não queria muito ir para a sala de aula com Gastón como sempre- ele parecia ser um alvo

popular para os atiradores de bolas de neve- mas quando nós foi para a porta, todos menos eu

gemeram em coro.

Estava chovendo, lavando todos os traços de neve, levando-a embora em uma tira de gelo

que se estendia pela calçada. Eu levantei meu capuz, secretamente satisfeita. Eu estaria livre para

ir direto pra casa depois da Ginástica.

Gaston continuou uma sequência de reclamações no caminho para o prédio quatro.

Uma vez dentro da sala de aula, eu ví aliviada que a minha mesa continuava vazia. A aula

não começou por alguns minutos e a sala zumbia com a conversa. Eu mantive os meus olhos

longe da porta, batucando á toa na capa do meu caderno.

Eu ouví muito claramente quando a cadeira próxima a mim se moveu, mas os meus olhos se

mantiveram cautelosamente no que eu estava fazendo.

- Olá - disse uma voz calma, musical.

Eu olhei pra cima, abismada porque ele estava falando comigo. Ele estava sentando tão

longe de mim quanto a mesa permitia, mas sua cadeira estava virada pra mim. O cabelo dele

estava pingando de tão molhado, desgrenhado- mesmo assim, parecia que ele havia acabado de

gravar um comercial de gel pra cabelo. Seu rosto estonteante era amigável, aberto, um leve

sorriso nos seus lábios indefectíveis. Mas seus olhos eram cautelosos.

- Meu nome é Matteo Balsano - ele continuou. - Eu não tive a oportunidade de me apresentar

na semana passada. Você deve ser Luna Valente  Swan.

Minha mente estava girando de tão confusa. Eu inventei a coisa toda?Ele era perfeitamnete educado agora. Eu tinha que falar; ele estava esperando. Mas eu não

consegui pensar em nada convencional pra dizer.

- C-como você sabe o meu nome? - eu gaguejei.

Ele sorriu um sorriso leve, encantador.

- Oh, eu acho que todo mundo sabe o seu nome. A cidade inteira esteve esperando você

chegar.

Eu fiz uma careta. Eu sabia que havia sido algo assim.

- Não - eu insistí estupidamente. - Eu quis dizer, porque você me chamou de Luna?

Ele pareceu confuso. - Você prefere Valente?

- Não, eu gosto de Luna - eu disse. Mas Miguel- quer dizer meu pai- deve me chamar de

Valente pelas costas- é assim que todos parecem me conhecer - eu tentei explicar, me sentindo

como a mais burra entre as burras.

- Oh - ele deixou sair. Eu olhei pro outro lado me sentindo estranha.

Por sorte, o professor começou a aula nessa hora. Eu tentei me concentrar na experiência

que faríamos na aula hoje. Os slides na caixa estavam fora de ordem. Trabalhando como parceiros

de laboratório, nós tinhamos que separar os slides em tipos de raizes das espécies de células das

fases da mitose que eles representavam e etiquetálas adequadamente. Nós não podíamos usar os

nosso livros. Em vinte minutos ele voltaria pra ver quem havia acertado.

- Comecem - ele ordenou.

- Primeiro as damas, parceira? - Matteo perguntou. Eu olhei pra cima pra vê-lo sorrindo um

sorriso tão lindo que eu não podia fazer nada além de olhar pra ele como uma idiota.

- Ou eu posso começar, se você quiser. - O sorriso sumiu; ele estava obviamente

imaginando se eu era mentalmente competente.

- Não - eu disse ficando corada. - Eu vou na frente.

Eu estava me mostrando, só um pouquinho. Eu já havia feito essa experiência, e eu sabia o

que eu estava procurando. Só podia ser fácil. Eu coloquei o primeiro slide no lugar embaixo do

microscópio e ajustei a lente para o objetivo de 40 X. Eu estudei o slide brevemente.

Minha avaliação foi confiante. - Prófase.

- Você se importa se eu der uma olhada? - ele perguntou quando eu comecei a remover o

slide. A mão dele segurou a minha, para me parar, quando ele perguntou. Os dedos dele eram

frios como gelo, como se ele tivesse colocado-a no gelo antes de entrar na sala de aula. Mas não

foi por isso que eu puxei minha mão tão rápido. Quando ele tocou minha mão, eu sentí uma

punção como se uma corrente elétrica tivesse passado por nós.

- Me desculpe - ele murmurou tirando sua mão imediatamente. No entanto, ele continuou

tentando alcansar o microscópio. Eu observei ele, ainda vacilante, enquanto ele examinava o

microscópio por um tempo ainda menor do que eu.

- Prófase - ele concordou, escrevendo cuidadosamente no primeiro espaço em branco da

nossa folha de trabalho. Ele rapidamente trocou o primeiro slide pelo segundo, e então olhou

curiosamente para ele.

- Anáfase - ele murmurou, escrevendo no papel enquanto falava.

Eu mantive minha voz indiferente. - Posso?

Ele sorriu maliciosamente e me passou o microscópio.

Eu olhei pela lente ansiosamente, só pra me disapontar. Droga, ele estava certo.

- Slide três? - eu levantei minha mão sem olhar pra ele.

Ele me passou; parecia que ele estava sendo cuidadoso para não tocar minha pele de novo.

Eu dei a olhada mais rápida que eu consegui.

- Intérfase. - Eu passei o microscópio antes que ele pudesse pedir. Ele deu uma olhada

rápida e então escreveu. Eu podia ter escrito enquanto ele olhava sua escrita limpa e elegante me

intimidou. Eu não queria sujar a folha com os meus garranchos desajeitados.

Nós terminamos antes que qualquer outra pessoa estivesse perto. Eu podia ver Gastón e sua

parceira comparando dois slides de novo e de novo, e outro grupo tinha aberto o livro por debaixo

da mesa.Isso não me deixou outra alternativa a não ser tentar não olhar pra ele...sem sucesso. Eu

olhei pra cima, e ele estava olhando pra mim, aquele inxplicável olhar de frustração nos seus

olhos. De repente eu percebí qual era a súbita diferença no rosto dele.

- Você usa lentes de contato? - eu soltei sem pensar.

Ele pareceu confuso pela minha pergunta inesperada. - No.

- Oh - eu murmurei. - Eu achei que havia algo diferente nos seus olhos.

Ele encolheu os ombros e olhou pra longe.

De fato, eu tinha certeza que algo estava diferente. Eu lembrava vividamente aquela cor

negra nos olhos dele na última vez que ele olhou pra mim - a cor era facilmente notável em

contraste com a sua pele pálida e seu cabelo preto. Hoje os olhos dele tinham uma cor

completamente diferente: um ocre estranho, mais escuros que Whisky, mas com a mesma

tonalidade dourada. Eu não entendia como isso podia estar acontecendo, a não ser que por algum

motivo ele estivesse mentindo sobre as lentes de contato. Ou talvez Forks estivesse me deixando

louca no sentido literal da palavra.

Eu olhei pra baixo. As mãos dele estavam apertadas contras os punhos de novo.

O professor veio até a nossa mesa nessa hora, pra ver porque não estavamos trabalhando.

Ele olhou por cima dos nossos ombros para ver a experiência completa, e então olhar ainda mais

atentamente para checar as respostas.

- Então, Matteo, você não achou que Valente podia ter uma chance com o microscópio? - o

perguntou.

- Luna. - Matteo corrigiu automaticamente. - Na verdade, ela identificou três dos cinco.

Professor olhou pra mim agora, sua expressão era cética.

- Você já fez essa experiência antes? - ele perguntou.

Eu sorrí timidamente - Não com raízes de cebola.

- Blastula de peixe branco?

O professor  concordou com a cabeça. - Você estava numa colocação avançada no programa

de Phoenix?

- Sim.

- Bem - ele disse depois de um momento. - Eu acho que é bom que vocês dois serem

parceiros de laboratório. - ele murmurou algo mais enquanto ia embora. Depois que ele foi

embora, eu comecei a batucar no meu caderno de novo.

- É uma pena sobre a neve, não é? - Matteo perguntou. Eu tinha a sensação de que ele

estava se esforçando pra conversar bobagens comigo. A paranóia me atingiu de novo. Era como

se ele tivesse ouvido minha conversa com Jazmin no almoço e estivesse tentando provar que eu

estava errada.

- Não muito - eu respondí honestamente, ao invés de tentar ser normal como todo mundo.

Eu ainda estava tentando desalojar o estúpido sentimento de suspeita e não conseguia me

concentrar.

- Você não gosta do frio. - Não era uma pergunta.

- Ou do molhado.

- Forks deve ser difícil de viver pra você - ele meditou.

- Você não faz idéia - eu murmurei obscuramente.

Ele pareceu fascinado pelo que eu disse, por algum motivo que eu não podia imaginar. O

rosto dele era uma distração tão grande que eu tentei não olhar pra ele mais do que a cortesia

pedia.

- Então, porque você veio pra cá?

Ninguém havia me perguntado isso- não diretamente como ele perguntou, exigente.

- É...complicado.

- Eu acho que consigo acompanhar - ele pressionou.

Eu pausei por um longo momento, e então cometí o erro de encontra o seu olhar. Seus

olhos dourados escuros me confundiram, e eu respondí sem pensar.Minha mãe casou novamente - eu disse.

- Isso não parece tão complicado - ele discordou, mas de repente estava simpático. -

Quando isso aconteceu?

- Setembro passado - minha voz pareceu triste até para mim mesma.

- E você não gosta dele - Matteo presumiuseu tom ainda gentil.

- Não, Ricardo é legal. Talvez novo demais, mas legal o suficiente.

- Porque você não ficou com eles?

Eu não conseguia compreender o seu interesse, mas ele continuou a me olhar com olhos

penetrantes, como se a história chata da minha vida fosse de alguma forma vitalmente

importante.

- Ricardo viaja muito. Ele joga bola pra se sustentar. - Eu dei um meio-sorriso.

- Eu já ouví falar dele? - ele perguntou, sorrindo em resposta.

- Provavelmente não. Ele não joga bem. Só na menor liga. Ele se muda muito.

- E sua mãe te mandou pra cá pra poder viajar com ele. - ele disse novamente como uma

suposição, não uma pergunta.

Meu queixo levantou uma fração – Não, ela não me mandou, eu mandei a mim mesma.

As sobrancelhas dele se encontraram. - Eu não entendo. - ele admitiu e pareceu

excessivamente frustrado com o fato.

Eu suspirei. Porque eu estava explicando isso pra ele?

Ele continuou a me encarar com obvia curiosidade.

- No início ela ficou comigo,mas ela sentia a falta dele. Eu a fiz infeliz, então eu decidí que

estava na hora de passar umas horas de qualidade com Miguel. - Minha voz estava mal-humorada

quando eu terminei.

- Mas agora você está infeliz - ele apontou.

- E? - eu desafiei.

- Isso não me parece justo - ele encolheu os ombros mas seus olhos ainda estavam

intensos.

Eu sorrí sem humor. - Nunca te contaram? A vida não é justa.

- Eu acredito que eu já tinha ouvido isso antes - ele concordou secamente.

- Então isso é tudo - eu insistí, me perguntando porque ele ainda estava me olhando daquele

jeito.

O olhar dele se tornou avaliativo. - Você faz um belo show - ele disse vagarosamente. - Mas

eu seria capaz de apostar que você está sofrendo mais do que deixa os outros verem.

Eu fiz uma careta pra ele, tentando controlar o impulso de mostrar minha língua pra ele

como uma criança de cinco anos e olhei pro outro lado.

- Estou errado?

Eu tentei ignorá-lo.

- Eu acho que não - ele disse.

- Porque isso importa pra você? - eu perguntei irritada. Eu mantive os olhos distantes,

observando o professor andando pela sala.

- Essa é uma pergunta muito boa - ele murmurou, tão baixo que eu imaginei se ele estaria

falando consigo mesmo. Porém, depois de alguns minutos de silêncio, eu percebí que essa era a

única resposta que eu receberia.

Eu suspirei e olhei para o quadro negro carrancuda.

- Eu estou te aborrecendo? - ele me perguntou parecendo divertido

Eu olhei pra ele sem pensar...e disse a verdade de novo. - Não exatamente. Eu estou

aborrecida comigo mesma. Meu rosto é tão fácil de ler- minha mãe sempre me chama de livro

aberto. - eu fiz cara feia.

- Pelo contrário, eu acho você bem difícil de ler. - Apesar de tudo o que eu disse e de tudo

que ele advinhou, ele parecia sincero.

- Você deve ser um bom leitor então - eu repliquei.Geralmente - ele sorriu largamente, mostrando uma série de dentes perfeitos e super

brancos.

O professor pediu ordem na sala, e eu me virei aliviada para ouvir.

Eu não conseguia acreditar que eu havia acabado de explicar minha vida melancólica para

esse bizarro e lindo garoto que pode ou não me desprezar. Ele pareceu absorvido pela nossa

conversa, mas agora eu podia ver pelo canto do meu olho, que ele estava se mantendo longe de

mim de novo, as mãos dele agarrando a borda da mesa, com inegável tensão.

Eu tentei fingir que prestava atenção enquanto o professor explicava com transparências

no projetor, o que eu havia visto antes com dificuldade pelo microscópio. Mas os meus

pensamentos eram indóceis.

Quando o sinal finalmente tocou, Matteo correu tão rapidamente e graciosamente da sala

como na segunda feira passada. Eu o observei maravilhada.

Gastón pulou rapidamente pra o meu lado e pegou os meus livro pra mim. Eu imaginei com um

rabinho balançando.

- Aquilo foi horrível - ele gemeu. - Todos eles pareciam exatamente iguais. Você tem sorte

por ter Balsano como parceiro.

- Eu não tive nenhum problema - eu disse, com raiva pela suposição dele. Eu me arrependí

do esnobismo na hora. - Eu já havia feito essa experiência - eu falei antes que eu pudesse magoar

os sentimentos dele.

- Balsano pareceu amigável o suficiente hoje - ele comentou enquanto vestíamos os casacos

de chuva. Ele não pareceu feliz com isso.

Eu tentei parecer indiferente: Eu me pergunto qual era o problema dele na segunda

passada.

Eu não consegui me concentrar na conversa de Gastón enquanto caminhávamos para a aula

de Eduacação Física, e também não fiz muito pra me manter concentrada. Ele nobremente cobriu

a minha posição e a sua própria, então eu só saia da minha posição quando era a minha vez de

sacar. O meu time se abaixava e saia do caminho sempre que era a minha vez.

A chuva era só uma névoa quando eu caminhei para o estacionamento, mas eu estava mais

contente quando eu entrei na cabine seca. Eu liguei o aquecedor, pela primeira vez sem me

importar com o barulho ensurdecedor do motor. Eu baixei o zíper do meu casaco, baixei o capuz e

afofei meu cabelo para que o aquecedor o secasse no caminho pra casa.

Eu olhei ao redor pra ter certeza de que o caminho estava limpo. Foi aí que eu ví a figura

ereta, branca. Matteo Balsano estava enconstado na porta do seu Volvo á três carros de distância

de mim e olhando atentamente na minha direção.

Eu rapidamente olhei pra longe e dei a ré na caminhonete quase batendo num Toyota

Corolla na minha pressa.

Pra sorte do Corolla, eu pisei no freio a tempo. Esse é exatamente o tipo de carro que o meu

carro deixaria em pedacinhos. Eu respirei fundo, olhando pra fora pelo outro lado do meu carro, e

cautelosamente tirei o carro, com mais sucesso.

Eu olhei direto para a frente quando eu passei pelo Volvo, mas pela minha visão periférica,

eu poderia jurar que ví ele rindo.


Notas Finais


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Beijos,fiquem com deus e ate semana que vem


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