História CRESCENDO (jikook) vol 2. - Capítulo 12


Escrita por: e Emilly_3112

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan Boys (BTS), Exo, Jikook
Visualizações 24
Palavras 3.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


B
O
A

L
E
I
T
U
R
A
❤️❤️

Capítulo 12 - "Você beijou o kim".


Uma hora depois, eu tinha comido um lanche de creme de queijo gelado com biscoitos, arrumei a cozinha, e assisti um pouco de televisão. Em um canto obscuro da minha mente, eu não conseguia esquecer a mensagem de texto avisando-me para ficar em casa essa noite. Era mais fácil encarar como uma injúria ou brincadeira, enquanto eu estava sã e salvo dentro do carro do V, mas agora que estava sozinho, eu não estava me sentindo tão confiante. Eu considerei tocar um pouco de Chopin para quebrar o silêncio, mas eu não queria prejudicar a minha audição. A última coisa que eu precisava era alguém se esgueirando atrás de mim...Lutaremos juntos! Ordenei a mim mesmo. Ninguém vai se acovardar para cima de você.

Depois de um tempo, quando nada de bom estava passando na TV, eu subi até meu quarto. Meu quarto estava, para todos os efeitos, limpo, então eu fui arrumar meu armário por cores, tentando me manter ocupado, por isso não cairia no sono.

Nada me tornaria mais vulnerável quanto dormindo, eu queria adiá-la o maior tempo possível. Tirei a parte superior da minha cômoda, em seguida, organizei meus livros em ordem alfabética. Convenci-me de que nada de ruim estava para acontecer.

Provavelmente, iria acordar amanhã e perceber o quanto foi ridícula essa paranóia.

Então novamente, talvez a mensagem era de alguém que queria cortar a minha garganta enquanto eu dormia. Em uma noite assustadora como essa, nada muito forçado para acreditar.

Algum tempo depois, acordei no escuro. As cortinas ondulavam quando o ventilador oscilava na direção delas. A temperatura do ar estava muito quente, e meus trajes sumários agarrou-se à minha pele, mas eu estava prestando atenção nesse cenário limite, sequer pensando em abrir a janela. Olhando para todos os lados, eu piscava para os números do meu relógio. Apenas tímidas três horas da manhã.

Uma raiva ecoou do lado direito do meu crânio, meu olho estava inchado e fechado. Liguei todas as luzes da casa, desci descalço, abri o congelador e coloquei uns cubos de gelo dentro de um saco plástico. Dei uma olhada no espelho do banheiro e gemi. A contusão violenta estava roxa e vermelha da minha sobrancelha até a minha bochecha.

—Como pude deixar isso acontecer?— Eu perguntei em silêncio.

—Como você pode deixar kim bater em você?

Sacudi as duas últimas cápsulas de Tylenol gel do frasco, que estava dentro do armário espelhado, engoli, e voltei para a cama. O gelo picado em volta do machucado deu um arrepio em mim. Enquanto eu esperava o Tylenol fazer efeito, eu lutava com a imagem na minha mente de kim subindo dentro do jipe do jungkook. A imagem reproduzida, rebobinava e reproduzia novamente.

Eu virava na cama, dobrei o travesseiro na minha cabeça para ver se a imagem desaparecia, mas estava fora do meu alcance, ela continuava a me chatear.

O que deve ter sido uma hora mais tarde, meu cérebro desgastou-se pensando em todas as formas criativas que eu gostaria de matar os dois, kim e jungkook, e eu peguei no sono.

Eu acordei ao som de uma fechadura sendo aberta.

Abri os olhos, mas encontrei a minha visão embaçada em preto e branco, da mesma forma de quando tinha sonhado com a Inglaterra, há centenas de anos.

Tentei piscar para minha visão voltar ao normal, mas meu mundo ficou da cor de fumaça e gelo.

Lá embaixo, a porta da frente foi aberta facilmente rangendo baixo.

Eu não estava esperando minha mãe em casa até a manhã de sábado, o que significava que era um estranho.

Eu dei uma olhada ao redor a procura de algo que pudesse usar como arma.

Alguns porta-retratos arrumados na cabeceira, junto com o abajour.

Passo a passo caminhava suavemente pelo piso de madeira do corredor.

Segundos depois ele estava nas escadas. O intruso não parava para ouvir os sinais de que tinha sido ouvido. Ele sabia exatamente onde estava indo. Rolei silenciosamente para fora da cama, e peguei a minha camisa que estava jogada no chão. Apertei-a entre as minhas mãos e encostei minhas costas contra a parede atrás da porta do meu quarto, um suor pegajoso impregnou a minha pele. Estava tão quieto que podia ouvir minha própria respiração.

Ele entrou pela porta, e eu joguei minha camisa em volta do pescoço dele, puxando para trás com toda minha força. Lutamos um pouco antes de ser jogado para a frente, ficando cara a cara com jungkook.

Ele olhou para a camisa que ele tinha confiscado de mim. — Quer explicar?

—O que você está fazendo aqui?—, Perguntei, minha respiração elevada.

Eu juntei as coisas. 

—Era sua mensagem anterior? Pedindo-me para ficar em casa hoje à noite? Desde quando seu número é privado?

—Eu tive que arrumar outra linha. Algo mais seguro.

Eu não quero saber. Que tipo de pessoa precisava de tantos segredos? De quem o jungkook tinha medo que escutasse as ligações? Os arcanjos?

—Alguma vez lhe ocorreu bater?— Eu disse, meu pulso ainda martelando.

—Eu pensei que você fosse outra pessoa.

—Esperava mais alguém?

—Devido aos fatos, sim!— Um psicopata anônimo me enviou uma mensagem dizendo para eu me tornar acessível.

—É depois das três,— jungkook disse.

—Quem você está esperando não parece ser tão excitante, afinal você caiu no sono.— Ele sorriu. —Você ainda está dormindo—, ele disse parecendo satisfeito.Talvez até aliviado, como se algo que estivesse o intrigando, finalmente, soltou para fora.

Pisquei. Ainda estou dormindo? Do que ele estava falando? Espere. É claro.

Isso explicava porque estava vendo tudo sem cores, e ainda estava em preto e branco.

Jungkook não estava no meu quarto, ele estava no meu sonho.

Mas eu estava sonhando com ele, ou ele realmente sabia que estava aqui?

Estávamos compartilhando o mesmo sonho?

—Para sua informação, eu dormi esperando sehun.— Não fazia ideia do porque eu disse isso, minha boca ficou no caminho do meu cérebro.

—Sehun—, repetiu ele.

—Não comece. Eu vi o kim subir dentro do seu jipe.

—Ele precisa de uma carona.

Eu fiz aquela pose de mãos-nos-quadris.

—Que tipo de carona?

—Não esse tipo de carona—, ele disse lentamente.

—Ah, com certeza! De que cor era a cueca box dele?— Era um teste, e eu realmente esperava que ele falhasse.

Ele não respondeu, mas uma olhada em seus olhos me disse que ele não teria falhado.

Eu marchei para minha cama, peguei um travesseiro e arremessei contra ele.

Ele desviou, e o travesseiro bateu na parede. —Você mentiu para mim—, disse.

—você me disse que não havia acontecendo nada entre vocês dois, mas quando duas pessoas não têm nada entre eles não trocam de roupas e não entram no carro dos outros á noite vestindo com o que poderia se passar com isso!— de repente eu estava consciente de minhas próprias roupas, ou a falta delas. Fiquei a metros de distância de Jungkook com nada mais do que uma calça moletom. Bem, não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso agora.

—Trocas de roupas?

—Ele estava usando seu boné!

—Ele estava tendo um dia ruim com o cabelo.

Meu queixo caiu.

—É isso que ele te disse? E você caiu na dele?

—Ele não é tão ruim quanto você o faz parecer—, ele se limitou a dizer.

Apontei o dedo para o meu olho. —Não é tão ruim assim? Vê isso? Ele me fez isso! O que você está fazendo aqui?— perguntei novamente, com a minha raiva em ebulição.

Jungkook encostou-se à mesa e cruzou os braços.

—Eu vim para ver o que você estava fazendo.

—Mais uma vez, eu tenho um olho roxo, obrigado por perguntar,— eu respondi.

—Precisa de gelo?

—Eu preciso que você saia do meu sonho!— eu peguei uma segunda almofada e joguei violentamente para ele. Desta vez, ele pegou.

—O olho preto do Devil's handbag. Marcou território.

Ele empurrou o travesseiro de volta para mim, como para enfatizar a sua opinião.

—Você está defendendo o kim?

Ele balançou a cabeça.

—Eu não preciso. Ele sabe se cuidar sozinho. Você, por outro lado...

Apontei para a porta.

—Fora!!

Quando vi que ele não se mexia, eu marchei com o travesseiro contra ele.

—Eu disse para você sair do meu sonho, você está mentindo, traidores.

Ele lutou para tirar o travesseiro do meu alcance e me empurrou para trás até que eu fui de encontro a parede, suas botas encostaram-se aos meus dedos. Eu estava recuperando o fôlego para terminar de xingá-lo do pior nome que eu pudesse pensar, quando jungkook agarrou o cós da minha calça e puxou-me para mais perto dele. Seus olhos estavam num líquido escuro, sua respiração lenta e profunda. Eu fiquei assim, suspenso entre ele e a parede, meus batimentos aceleraram quando tomei consciência do seu corpo e do perfume masculino de couro e menta que emanava da sua pele. Eu senti minha resistência começar a degringolar. De repente, sem obedecer nada além do meu desejo, eu curvei meus dedos em sua camisa puxando-lhe o resto do caminho contra mim. Foi tão bom tê-lo novamente. Eu tinha sentido muita falta dele, mas eu não tinha percebido o quanto até esse momento.

—Não faça eu me arrepender disso—, disse, sem fôlego.

—Você não se arrependeu uma única vez— ele me beijou, e eu respondi tão avidamente que pensei que meus lábios iriam machucar. Eu empurrei meus dedos pelos cabelos dele, apertando-lhe mais para perto. Minha boca era toda dele, caótico, selvagem e faminto. Todas as emoções desorganizadas e complicadas que estava sentindo desde o nosso rompimento foram embora e eu afoguei na necessidade louca e compulsiva de estar com ele.

Suas mãos estavam na minha cintura, habilmente deslizando pelas minhas costas para me segurar contra ele. Eu estava preso entre a parede e seu corpo, mexendo nos botões de sua camisa, meus dedos acariciavam seus músculos enrijecidos por baixo.

Eu puxei sua camisa para baixo de seus ombros, com um aviso martelando no meu cérebro de que estava cometendo um erro enorme, mas eu não quis prestar atenção, não queria me aprofundar nesses pensamentos, com medo do que eu poderia encontrar. Eu sabia que estava que estava me preparando para mais dor, mas eu não podia resistir a ele. Tudo o que eu conseguia pensar era que, se jungkook estava realmente no meu sonho, esta noite poderia ser nosso segredo. Os arcanjos não poderiam nos ver.

Aqui, todas as suas regras viraram fumaça. Poderíamos fazer o que queríamos, eles nunca iriam descobrir. Ninguém poderia.

Jungkook terminou de se despir, puxando os braços livres a partir das mangas e jogando a camisa para o lado. Eu deslizei minhas mãos ao longo dos seus músculos esculpidos perfeitamente que enviou uma onda de paixão através de mim. Eu sabia que ele não conseguia sentir nada disso fisicamente, mas eu disse a mim mesmo que era o amor que o tinha levado até ali. Seu amor por mim. Não me permiti a pensar sobre sua incapacidade de sentir meu toque, ou o quanto aquele encontro realmente significava para ele. Eu simplesmente o queria. Agora. Ele me levantou, eu envolvi minhas pernas em volta de sua cintura. Eu vi seu olhar cortar para a cômoda, para a cama, e o meu coração saltou dentro do peito de desejo. O pensamento racional havia me abandonado. Tudo o que eu sabia é que faria qualquer coisa para deixar de lado toda essa confusão. Tudo estava acontecendo muito rápido, mas toda essa segurança que estávamos sentindo era um bálsamo para todo o frio, iria ferver e derreter tudo que passamos na última semana.

Esse foi meu último pensamento que tive antes de tocar com os meus dedos o lugar onde ficam suas asas.

Antes que pudesse fazer qualquer coisa, eu fui sugado para dentro de sua memória num estalo.

O cheiro de couro liso, sensação das minhas coxas estarem escorregando, percebi que estava no interior do Jeep de jungkook, meus olhos haviam se adaptado totalmente à escuridão. Eu estava no banco traseiro, com jungkook ao volante e kim no passageiro. Ele usava a mesma roupa que eu tinha visto nele a menos de três horas atrás.

Hoje à noite então. A memória de jungkook tinha me levado a apenas algumas horas antes.

—Ele arruinou minha roupa—, disse kim mexendo no tecido grudado nas suas coxas.

—Agora estou congelando. E cheirando a coca- cola de cereja.

—Você quer meu casaco?— jungkook perguntou, com os olhos na estrada.

—Onde ele está?

—No banco traseiro.

Kim soltou o cinto de segurança, colocou um joelho no console e agarrou a jaqueta de couro do jungkook no assento ao meu lado. Quando ele voltou para frente, puxou sua camisa pela cabeça e o jogou no carro. Exceto pela calça ele estaria completamente nu.

Eu sufoquei um grito na garganta. Ele enfiou os braços na jaqueta dele e fechou o zíper.

—Pegue a próxima à esquerda—, ele instruiu.

—Eu sei o caminho da sua casa—, jungkook disse, virando à direita.

—Eu não quero ir para casa. Após dois quarteirões vire à esquerda.

Mais dois quarteirões, e jungkook continuou em linha reta.

—Bem, você não é divertido—, disse kim com desanimo.

— você não Está nem um pouquinho curioso para saber aonde eu ia nos levar?

—Está tarde.

—Você está me dispensando?— Ele perguntou timidamente.

—Estou levando você para casa, então depois eu volto para a minha.

—Por que não posso ir?

—Talvez um dia—, disse Jeon.

Oh, sério? Eu queria explodir a casa dele. Isso é muito mais do que eu consegui!

—Isso não é muito específico—, sorriu kim, balançando suas pernas para cima.

Jungkook não disse nada.

—Amanhã à noite então—, disse kim. Fez uma pausa e depois continuou com uma voz aveludada,

—Você não tem outro lugar para ir. Eu sei que jimin terminou com você.

Jungkook apertou as mãos no volante.

—Eu ouvi que ele está com oh-se-hun agora. Você sabe, cara nova. Ele é bonito, mas te trocou por menos.

—Eu realmente não quero falar sobre o jimin.

—Que bom, porque eu quero falar sobre nós.

—Eu pensei que você tivesse um namorado.

—A palavra chave nesta frase é tivesse.

Jungkook virou à direita, subindo o jipe na garagem de kim. Ele não desligou o motor. —Boa noite kim.

Ele ficou em seu lugar por um momento e depois riu.

—Você não vai me acompanhar até a porta?

—Você é um garoto forte e capaz.

—Se alguém estiver assistindo essa pessoa não iria gostar—, disse ele, segurando o colarinho de jungkook para ajeitá-lo, sua mão permanecendo lá mais do que o necessário.

—ninguém está vendo.

—Como você sabe?

—Confie em mim.

Kim baixou ainda mais o tom da sua voz, suave e sensual.

— Sabe, eu realmente admiro a sua força de vontade. Você me mantém interessado e eu gosto disso. Mas deixe eu ser bem claro. Não estou procurando um relacionamento. Eu não gosto de complicar as coisas, da bagunça. Eu não quero ferir meus sentimentos, sinais confusos, ciúme, eu só quero me divertir. Estou querendo bons momentos. Pense sobre isso.

Pela primeira vez, jungkook virou seu rosto em direção dele.

—Vou manter isso em mente— disse ele finalmente.

De perfil, vi kim sorrir. Ele inclinou-se sobre o console e deu um lento e ardente beijo em jungkook. Ele começou a se afastar, depois parou. Em qualquer momento ele poderia ter cortado o beijo, mas ele não fez.

—Amanhã à noite—, kim murmurou, afastando-se finalmente. —Na sua casa.

—Sua roupa—, ele disse a kim, para o pedaço de pano úmido no chão.

—Lave e me devolva amanhã à noite.

— Saiu do jipe e correu para a porta da frente, e entrou em sua casa.

Meus braços se soltaram em volta do pescoço dele. Eu me senti golpeado com o que eu tinha visto. Era como se ele tivesse jogado uma balde de água gelada em mim. Meus lábios estavam inchados por causa dos seus beijos, meu coração inflamado.

Jungkook estava no meu sonho. Estávamos compartilhando-o. De alguma forma era real.

A idéia era assustadoramente surreal, no limite do impossível, mas tinha que ter sido verdadeiro. Se ele não estivesse aqui, se ele não estivesse entrado em silêncio e em segredo em meu sonho, eu não poderia ter tocado nas suas cicatrizes e sido arremessado em suas memórias.

Mas eu tinha. A memória estava viva, verdadeira e real demais. Jungkook pode sentir com a minha reação, que tudo que eu vi não foi bom. Seus braços estavam em volta dos meus ombros, e ele ergueu a cabeça para trás para encarar o teto.

—O que você viu?—. Ele perguntou silenciosamente.

O som do meu coração batia forte entre nós.

—Você beijou kim,— eu disse, mordendo meus lábios com força para bloquear as lágrimas que estavam brotando.

Ele passou as mãos pelo rosto, em seguida, apertou a ponte de seu nariz.

Diga que é um jogo mental. Diga-me que é um truque. Diga- me que ele tem algum tipo de poder sobre você, que você não tem escolha quando se trata de ficar com ele ou não.

—É complicado.

—Não—, eu disse com uma agitação feroz na minha mente. — Não me diga que é complicado. Nada é mais complicado do que já passamos. O que você ainda quer, um relacionamento com ele?

Seus olhos encontraram os meus.

—Não é amor.

Um certo vazio me corroeu por dentro. Tudo veio de uma vez só, e eu de repente entendi. Estar com kim era uma conquista fácil. Uma auto-satisfação. Ele realmente nos via como conquistas. Ele era um jogador. Cada pessoa era um novo desafio, um link para ampliar novos horizontes. Ele encontrou o sucesso na arte da sedução. Ele não se preocupava com o meio ou o final da história, ele queria apenas o começo. E, assim como todas as outras pessoas, eu cometi o grande erro de me apaixonar por ele. No momento que ele soube, ele caiu fora. Bem, ele nunca teria que se preocupar em kim confessar o seu amor. A única pessoa que ele amava era ele mesmo.

Jungkook estava agachado, com os cotovelos sobre os joelhos, e o rosto enterrado entre as mãos.

—Eu não vim aqui para te machucar.

—Por que você veio? Para brincar nas costas dos Arcanjos? Para me magoar mais do que você já tem feito?— eu não iria esperar uma resposta. Passei minhas mãos pela garganta, arranquei a corrente de prata que ele tinha me dado dias atrás. Ele prendeu na parte de trás do meu pescoço e tive que puxá-lo com força, mas não provou tanta dor quanto a que eu já estava sentindo. Eu deveria ter devolvido a corrente no dia em que terminamos, mas percebi um pouco tarde, que até este momento eu não havia desistido. Eu ainda acreditava em nós. Eu tinha crença de que ainda haveria um meio de fazer um acordo com as estrelas para trazer jungkook de volta para mim. Uma total perda de tempo.

Joguei a corrente para ele.

—E eu quero o meu anel de volta.

Seus olhos me fitaram por mais um minuto, então ele se inclinou e pegou sua camisa. —Não.

—Como assim não? Eu o quero de volta!

—Você deu pra mim—, disse ele calmamente e gentil.

—Bem, eu mudei de idéia!— Meu rosto estava vermelho, todo o meu corpo quente, com raiva. Ele estava guardando o anel, porque ele sabia o quanto significava para mim. Ele estava o mantendo, porque apesar de ter se tornado anjo da guarda, sua alma continuava tão negra quanto o dia em que o conheci. E meu maior erro foi querer acreditar no contrário. —Eu te dei quando eu era estúpido o suficiente para pensar que te amava!

— estendi a minha mão. —Me devolva, agora.— Eu não podia suportar a ideia de perder o anel do meu pai para jungkook. Ele não merecia isso. Ele não merece ter uma lembrança real do meu amor verdadeiro.

Ignorando meu pedido, jungkook saiu.

Abri os olhos.

Eu ascendi a lâmpada, a minha visão estava novamente colorida. Sentei-me, um flash quente de adrenalina percorreu pelo meu corpo. Coloquei a minha mão no pescoço para sentir a corrente de prata que jungkook havia me dado, mas ela não estava lá.

Passei as mãos pelo lençol enrugado, pensando que houvesse caído enquanto eu dormia. Mas ela não estava mais comigo.

O sonho foi real. Jungkook tinha descoberto uma maneira de estar comigo enquanto eu dormia.


Notas Finais


Meu coração está batendo forteeee!!!!!

Eai oq acharam??

Eu acho que daqui a pouco eu posto outro, ou quem sabe só amanhã.

Beijos amo vocês ❤️


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