História Crescente - Capítulo 9


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Palavras 1.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Científica, Sobrenatural
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, bombons? Vocês tão bem? Eu mais ou menos. Gostaria de saber sinceramente se estão gostando da história, pq pelas baixas visualizações acho que não, por isso se não estiverem irei retirar a história. Então por favor, comente sim ou não

Capítulo 9 - 8- Enfermaria


Fanfic / Fanfiction Crescente - Capítulo 9 - 8- Enfermaria

História da Licantropia.
             Leio escrito no quadro-negro, ouvindo sobre os primeiros licantropos.
             Olho para o lado notando o olhar dele novamente.
              Fecho a cara, jogando o cabelo para trás dos ombros, fingindo prestar atenção no professor, desvio o olhar para o caderno aberto começando a desenhar.
____ Alguém sabe me dizer como a licantropia pode ser transmitida? - O professor pergunta, pelo canto do olho vejo Leah erguer a mão.
____ O mais comum é pela mordida. Alem é claro, da licantropia hereditária - Sorrio ao terminar de desenhar um lobo de tutu, escrevendo o nome Leah ao lado.
          O professor encerra a aula, coloco meus pertences dentro da mochila, caminhando em direção a saída, me deparando novamente com o garoto da mesa ao lado.
           Paramos em frente á porta, nos encaramos por uma fração de segundo, até Leah parar entre nós.
____ Oi, Marcel - diz Leah, ignorando minha presença, passo por ela esbarrando em seu ombro.
           Encontro Cassie do lado de fora que, me guia para até a próxima aula.
           Demoramos alguns minutos para encontrar a próxima aula.
____ Tem certeza que estamos no lugar certo? - pergunto ao entrarmos numa clareira.
           Observo os mesmos alunos da aula passada treinando em pequenos grupos separadamente, enquanto uma instrutora instruía de grupo em grupo.
____ Aqui está dizendo aula de combate - diz Cassie, lendo o pedaço de papel em sua mão amassado.
____ Vamos lá. Se aproximem - diz a instrutora, aos poucos os alunos se aproximam, inclusive Leah que pula de uma árvore com sua "turma" - Formem grupos. Novatos contra veteranos - A instrutora possuía traços indígenas e corpo atlético, tendo com certeza como marca registrada seu cabelo quase raspado.
         Por alguma razão naquele momento senti que estava em apuros, quando vi um certo desdém no sorriso de Leah e alguns de seus amigos.
         Meus olhos vagam até encontrar o garoto da mesa ao lado, Marcel, que mantinha seu semblante sério ao lado da instrutora.
          Aos poucos um de cada grupo começam o que parece ser uma luta, o placar se torna 1 para os veteranos e 0 para os novatos.
         Cassie é liberada do combate após conversar com a instrutora.
         A instrutora me chama assim que, um veterano ganha de um novato.
          Entro no círculo formado por alunos, revirando os olhos ao ver Leah cochichar algo no ouvido da minha adversária.
           de brincadeira, penso, ao encará-la.
            Ela é rápida nos movimentos, acertando um chute no ar que desvio por reflexo.
            Coloco a base bem no instante em que iria acertar um murro no meu rosto. Ela logo se desvia, acertando minhas costelas.
            Gemo baixo me curvando sobre o abdômen, recebendo um golpe no rosto que me derruba.
            Minha visão se torna turva, escuto com clareza algumas vozes chocadas e surpresas;  Tento levantar em vão, ela chuta meu abdômen. Meu corpo voa até um tronco de uma árvore, batendo no chão como um saco de batata.
            Franzo o cenho de dor ao vê-la se aproximar.
            Marcel passa de repente na frente.
____ Chega, Rebeka! - diz ele, com sua voz ecoando pela clareira.
          Ela pára olhando para mim, a instrutora se aproxima se agachando ao meu lado.
____ Tudo bem? - pergunta avaliando minha situação - Consegue se mexer?
____...Meu corpo está doendo - murmurro.
____ Marcel - Ela chama, ele se coloca ao lado dela ao mesmo tempo - Poderia levá-la para a enfermaria?
____ O.k, Meredith - diz Marcel num suspiro.
____ Ah! - Controlo um grito, quando ele passa os braços em baixo das minhas pernas e do meu tronco.
         Para falar a verdade, Marcel não foi nem um pouco gentil ao me pegar, pressionando meu corpo contra seu peito, me forçando a escutar as batidas ritmadas de seu coração.
           Me sinto á beira da inconsciência por causa da dor, olhando para ele pelas pálpebras semicerradas.
            Fecho os olhos seduzida pela escuridão, pedindo apenas que naquele lugar houvesse morfina.

Renée

          Renée tenta movimentar as mãos  algemadas em vão, enquanto é conduzida por um corredor.
          Além das algemas há correntes em seus pés que, impedem qualquer outro movimento.
           Seis guardas a acompanhavam altamente armados.
           Ela suspira, quando abrem a porta do interrogatório e a forçam a entrar, encontrando John a sua espera.
____ Olá, querida - diz ele com desdém.
           Renée se senta em sua frente, olhando para os guardas que permaceram na sala.
           John nota seu incômodo, porém ignora.
____ Se não irá me deixar ir embora. O que quer de mim? - Renée pergunta séria.
____ Estava pensando que talvez pudesse nos ajudar á encontrar Ellie.
          Ela balança a cabeça de um lado para o outro, mostrando-se impaciente.
____ Já disse que não sei onde minha filha está.
           John abre uma pasta marrom sobre a mesa, tirando de lá uma fotografia tirada por uma câmera de segurança.
           Renée logo reconheceu: era Ellie e Cassie.
____ É de uma camera de segurança de um posto de gasolina - Ele ergue o olhar para Renée - Pode me dizer quem é essa garota que está com a sua filha?
          Ela engole seco, se recostando na cadeira.
____ Não sei. Ellie tem muitos amigos.
         John se inclina para frente, avaliando-a cautelosamente.
____ Acredito que agora sabe que, mais cedo ou mais tarde encontraremos Ellie. Que apenas é questão de tempo.
           Renée semicerra ás pálpebras.
____ O que tanto vocês querem com á Ellie?
____ Não se faça de inocente, Renée. Sabe muito bem do que estou falando, daquele maldito gene de lobissomen que Mark possuía.
____ Ellie não é como ele - Ela vira o rosto para a parede, pressionando os lábios.
____ Para o bem dela é melhor que não seja. Caso contrário, terá o mesmo fim que todos os demais - John pega a pasta levantando.
____ Faria isso mesmo com ela!? - Renée não consegue disfarçar sua repulsa.
          John para em frente a porta.
____ Seria pelo bem maior - Com isso a porta é aberta e ele sai.

Ellie

        Minhas pálpebras tremem ao tentar abri-las.
____ Era para os ferimentos já estarem cicatrizando - Ouço uma mulher dizer em algum lugar do cômodo.
____ Talvez precise de mais tempo - diz Marcel.
           Tento mexer minhas pernas, gemendo em frustração. Obtendo como resposta o latejar de várias áreas do meu corpo.
            Eles ficam em silêncio, com certeza ao notar minha tentativa.
____ Consegue me ouvir? - Semicerra os olhos, encontrando ao meu lado uma mulher de meia idade de cabelos brancos num coque, vestida em um avental.
____...consigo - digo com a boca seca.
____ Como se chama, querida?
____ Ellie - Ela franze o cenho por alguns instantes, me observando com atenção, antes de abrir um largo sorriso.
____ Deve estar com sede - Ela pega um pouco de água num jarro, me ajudando a sentar - Me chamo Abby.
        É quando noto a presença se Marcel num canto, sua expressão era de reprovação, como se me achasse a criatura mais fraca daquela reserva.
        Desvio o olhar para o copo oferecido por Abby, tomando voraz a água.
____ Sinto lhe informar que, terá que passar esta noite aqui na enfermaria - diz Abby, me entregando outro copo de água - Seus ferimentos não estão curados por completo.
         Olho para meus braços, sendo um deles na tipói, aonde há uma espécie de ungüento.
          Abby sorri desconcertada.
____ Seu braço havia deslocado e tivemos que colocá-lo no lugar.
           Tivemos?, penso, olhando para Marcel.
____ Sua fraqueza quase a mata - diz Marcel, sinto minhas bochechas corarem.
____ Se isso te incomodou, por quê me ajudou? - digo rebatendo no mesmo tom.
            Abby nota o clima, colocando-se em minha frente sorrindo.
____ Você precisa descansar - diz pegando o copo da minha mão e me ajudando a deitar - E você, não é hora dos assuntos da matilha - Ela olha para Marcel que sai da cômodo em seguida.
            Respiro fundo olhando para o teto, tendo naquele momento mais um ranço para se preocupar.



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