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História Crescidinho - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


RESUMO DA HISTÓRIA ABAIXO:

clichê + gemidos + dedo no cool e gritaria.

só.

conteúdo com qualidade baixa e não betado. estou no desespero por atenção? talvez.
se gostar, deixa um comentário, por favor. obrigado, de nada.
boa leitura.♡

Capítulo 1 - Sobre Audácia e Promessas Quebradas


O ranger da cama era tão sexual quanto o barulho dos corpos se chocando. O sexo em contato com o outro, a fricção constante de intimidades e o contraste entre os gemidos abafados e os meio afinados de um e outro deixavam o quarto com gosto de prazer e cheiro de sexo. 

Não haviam cigarros apagados e bebidas jogadas de lado porque eles não bebiam, e não fumavam. Não estavam bêbados ou atiçados com algum efeito alucinógeno; longe disso. 

Eles estavam fodendo só porque queriam. 

Há muito que não faziam; não um com o outro. 

Há muito não se viam, mantinham contato, ou até mesmo tomavam um café naquele lugar que tanto frequentaram outra vez.

Agora eles não são mais o mesmo Jongin e Zhang Yixing que eram há cinco anos atrás.

Eles não são aqueles meninos recém enfiados de qualquer jeito em uma vida adulta forçada, que mal sabiam onde estavam e o que queriam ser no futuro. 

Agora são dois homens formados que viram noites enfurnados em escritórios, afogando­se em canecas cheias de café. Agora são homens com despesas a pagar e dores de cabeça para tomarem conta. 

São homens que conduzem reuniões, ditam ordens, dão palestras. Homens que dirigem carros caros que jamais imaginariam, em seus dezesseis anos e rodas gastas de skate, poderem dirigir um dia.

Há tempos Yixing não sabe mais o que é ler um gibi, a que tanto apreciava quando era mais novo. 

Jongin, que tanto jogou futebol, agora está ocupado demais gerenciando uma empresa um tanto nada a ver com o que sonhou para o seu futuro. 

Zhang Yixing, agora com os seus vinte e sete, usa gravatas apertadas no pescoço e carrega nas costas o peso de ser o editor chefe do maior jornal do país; há pouco aprendeu a saborear o gosto de um bom vinho e apreciar da sacada a Seul que tanto ama. 

Jongin, por outro lado, abandonou a aparência padronizada de cabelos naturais e roupas largas pelos fios loiros e os ternos de risca de giz. 

Abandonou o sonho de ser jogador de futebol e ganhar o mundo para sentar atrás de uma mesa e ler relatórios e mais relatórios sobre assuntos que, há alguns anos, diria com todas as palavras serem chatos demais para ele. As orelhas, antes repletas de brincos, agora nada mais passam de suportes para palavras pesadas de homens de negócios.

Zhang Yixing e Kim Jongin conheciam-­se como se conhecesse a palma da própria mão. 

Viveram como ninguém jamais poderia viver, experimentaram coisas que lhe arrancariam risadas e lágrimão se estas voltassem às suas lembranças. Foram, um do outro, o primeiro toque de lábios, o primeiro beijo apaixonado e a primeira companhia na cama. 

Tinham dezesseis e uma vida inteira quando prometeram que nunca iriam se separar. Tiveram juntos os melhores três anos de suas vidas.

Mas eles são homens crescidos, e homens crescidos quebram promessas. 

E eles quebraram a deles.

E aquele namoro acabou como uma flor dente-­de-­leão ao ser assoprada para se partir em vários pedaços. 

Tinham vinte e cinco e uma graduação nas costas, uma passagem para o exterior e vários arrependimentos no coração, todos guardados em uma mala pesada quando transaram pela última vez e foram embora sem se despedir.

Prometeram que nunca mais voltariam a ter contato, e que seriam homens diferentes com visões diferentes e focariam em algo novo em suas vidas que em nada combinava com eles juntos. 

Entretanto, dois anos depois eles se encontraram.

Em um bar noturno de Pequim, Yixing só de passagem e Jongin só por vontade, se esbarraram e deixaram que suas promessas caíssem no chão assim como o copo cheio de uísque e as roupas pesadas de inverno. 

Trocaram um beijo desesperado e olhares que gritavam um com o outro dentro do carro esporte de Jongin, e foderam com pressa em um motel de esquina, o primeiro que viram, o qual cobrou por uma noite muito menos que ambos ganham por hora de trabalho. E quando, enfim, transaram sobre os lençóis daquela cama onde sabem­-se lá mais quantos deitaram, Yixing percebeu que o mais novo já estava crescidinho demais, e o medo de se dar conta da gravidade da situação era, para si, mais real que nunca.

Ao fim da noite, haviam mais marcas desenhadas no corpo de Yixing do que em todas as folhas rabiscadas de seus cadernos. 

Jongin tremia como quando assistia aos filmes de terror, e seus braços envolviam Yixing como se este fosse sumir caso não o fizesse. 

Tinham tantas coisas para dizer e outras tantas para perguntar que tudo o que coube aos dois fora o silêncio de dois lábios e os pesares de duas consciências. E Jongin viu Yixing sair da cama assim como saiu de sua vida, e eles sabiam que ali haviam quebrado mais promessas que corações iludidos de meninas inocentes no colegial.

''Até logo, Jongin. E... foi bom te ver.''

Foram todas as palavras ditas por Yixing antes dele vestir a última peça de roupa, calçar os sapatos na porta e ir embora sem olhar para trás. 

Jongin quis gritar e impedir de todas as formas que o outro fosse embora; quis pedir­lhe o endereço, o número de telefone ou simplesmente um endereço de e­mail para que pudesse manter contato, mas ele não pediu. Ele não pediu porque sabia que Yixing não queria manter contado. Ele não pediu porque doeria mais nele que no outro saber que eles não tinham mais nada, e que nunca poderiam tê­lo outra vez. Doeria mais nele saber que Yixing poderia estar em outra, com outro, talvez se sentindo enojado por ter feito o que fez quando alguém poderia estar o esperando em algum lugar.

Então Jongin se permitiu apenas observar como o outro havia amadurecido e o quão lindo ele ficava com os cabelos repicados de uma forma engraçada, e o quão quente era o seu toque mesmo que Pequim congelasse embaixo de ­10o. Jongin se permitiu chorar, baixinho e discreto, como um homem crescido.

E outra vez, lá estavam eles: os corpos sedentos, as mãos afoitas, os corações acelerados e os cabelos emaranhados, empurrando­se um contra o outro por entre os corredores do prédio onde Yixing vive, ignorando completamente o fato de que poderiam estar sendo observados. 

Entre o corredor e a porta, as chaves escapulindo das mãos pequenas do mais velho, tirando­o do sério uma vez ou outra antes de finalmente deixar que ambos adentrassem ao apartamento luxuoso e grande demais para um homem sozinho e tão pequenino. 

E outra vez eles quebraram a própria promessa, deixando que seus desejos respondessem por si próprios, ouvindo a voz de nada mais que o próprio tesão.

E com força, Yixing deixou­se ser jogado no sofá em formato de L que tanto estudou antes de adquirir. 

Jongin enfiou as mãos por entre a camisa fina e convidativa que o outro usava. Ignorou o fato de que tal peça não era chamativa só para ele, como para vários outros admiradores naquela boate lotada do centro caótico de uma noite em Seul.

Os gemidos contidos e baixos do jornalista logo se desinibiram quando o mais novo tocou­-lhe em um ponto que só ele sabia ser sensível. E isso era, definitivamente, um dos motivos pela qual o mais velho se odiava mais a cada segundo que passava ao lado daquele devasso filho da puta. 

Jongin sempre saberia onde tocar­lhe, e desarmava com facilidade o escudo que ele construíra por tanto tempo.

E aqueles lábios marcados por uma pequena cicatriz logo se aventuravam pelo pescoço alvo do mais velho, deixando-­o completamente entregue e desafiado de uma maneira insuportável ao desarmar-­lhe completamente, arrancando a máscara de insensibilidade que usava toda vez que via o mais novo. 

Yixing se contia, mordia os lábios, rangia os dentes, apertava o estofado do sofá, mas não permitia de maneira alguma que Jongin ouvisse os sons mais desejosos que ele poderia deixar escapar.

Porém, era tudo inútil. 

Jongin tocava­lhe atrás das orelhas, nas clavículas, mordia­lhe o lóbulo da orelha, mordiscava seu lábio, beijava­lhe a pele sensível das costelas. 

Jongin era tão infeliz de uma forma irritante que sussurrava palavras nada inocentes enquanto as mãos ágeis logo achavam um caminho entre as coxas fartas de Yixing, tocando em seu ponto fraco.

E ele se odiava tanto.

Odiava o fato de que, há poucas horas, estaria repetindo para si mesmo que aquele drink era amigável, que nada mais aconteceria entre eles, que eram apenas amigos; que seguiram em frente.

Diria que as mãos suadas e o coração palpitante eram efeitos da transa que nunca deveriam ter tido há alguns poucos meses, em Pequim. E então, repetiria em seu pensamento que aquela carona nada mais era que algo amigável e sem segundas intenções, e que apreciava profundamente o carinho e preocupação que Jongin tinha consigo. E, claro, aquele beijo trocado de forma rápida e desajeitada na porta do seu prédio nada mais era que um último beijo antes de estar tudo terminado de uma vez.

Mas ele sabia que não era.

E então ele se odiava mais ainda por se deixar levar por um Jongin que nunca iria parar, mesmo sabendo que ele próprio também nunca pararia. E preferia morrer a ter que encarar Jongin uma outra vez depois de ter seu escudo e máscara arrancados sem piedade por mãos nada inocentes e lábios que pronunciam um dialeto engraçado carregado de um sotaque de Busan.

Yixing esquecia tudo quando Jongin apertava-­lhe as coxas, puxando­o para se encaixar na cintura fina, assim como fazia naquele momento. As costas arqueadas em nada se incomodavam com o espaço pequeno e limitado do sofá acolchoado daquela sala grande; os lábios entreabertos, tão convidativos; os olhos semi­cerrados e as mãos amarradas para cima da cabeça, com a gravata de marca que Jongin uma hora envolvia ao redor do próprio pescoço. 

Todos os pensamentos iam embora quando sentia os lábios descerem por entre o peito e irem em direção à barriga recém formada com alguns músculos protuberantes adquiridos com muito esforço. 

As mãos do mais novo trilhando um caminho das coxas até a virilha, massageando­o somente para provocá-­lo de uma forma tentadora que o obrigava a abandonar qualquer orgulho idiota e gemer em alto e bom som que queria ser fodido de uma vez por todas.

A risada engraçada que Jongin deixava escapar era o pior. Todavia, nada era pior do que ter aquela língua dançando ao redor do umbigo, descendo por seu baixo ventre e chegando ao seu pênis com tanta calma que nada mais poderia fazer senão implorar que ele não fizesse aquilo. 

Mas ele sempre fazia. 

O envolvia com calma, a língua rodeando a cabeça rosada do pênis, atiçando-­o, guiando-­o sem precisar tocá-­lo, tudo feito apenas com os lábios habilidosos e a língua sacana.

Yixing estaria à beira da loucura quando as mãos de dedos finos o estimulavam, tocavam­-no, ao mesmo tempo que sentia a quentura daquele músculo tocando­o tão intimamente.

Antes que pudesse perceber, lá estava Jongin puxando-­o com uma força nada romântica, o pênis só lubrificado com saliva e uma punheta rápida, antes de lamber os próprios dedos para introduzir-los pacientemente ­ com uma paciência que ele fazia muito esforço para mantê-­la ­em Yixing, só para vê-­lo contorcer e implorar do jeito que ele, Jongin, queria que fosse. 

Lá estavam as mãos do mais novo marcadas na cintura do mais velho, da mesma forma que os corpos suados sentiam um ao outro. Jongin penetrando devagar, para sair rápido e voltar mais devagar ainda; Yixing afundando mais ainda no sofá, as mãos procurando um apoio desnecessário no acolchoado. Então, como se Jongin estivesse esperando, o Zhang implora uma última vez para que ele não faça o que faz. E, é claro, Jongin abandona a imagem mal feita de homem controlado e nada afetado por tudo aquilo que sofreu nas mãos do mais velho.

Estoca­-o com rapidez, puxando-­lhe para si enquanto empurra­ seu membro para dentro do outro, vendo ­e ouvindo ­ ele gemer tão alto que poderia acordar os vizinhos. Os corpos indo e vindo em um mesmo ritmo, ao mesmo tempo em que ambos já não sabem mais o que fazer senão deixar que tudo ocorra naturalmente e foda­-se as promessas. Yixing, com as mãos finas, empurra o mais novo para o braço do sofá, sentando sobre o pênis ereto e cavalgando do jeito que leva-o a perder a noção do tempo.

Ouvir Jongin gemer é uma das ­- se não a - melhores coisas que Yixing pode apreciar na vida. 

É sensual, gostoso e engraçado ao mesmo tempo. 

Ainda mais a forma que o tal lhe toca e aperta, marcando­-o na cintura e nos cabelos ao puxá-­los com força, fazendo com que as costas curvem ao ponto dos rostos quase se tocarem.

Ao atingirem o ápice, é Yixing quem cai sobre o peito de Jongin, ouvindo a respiração ofegante, sentindo as mãos do outro acariciarem seus cabelos mesmo depois de palavras nada românticas acariciarem seus ouvidos. Tudo volta ao silêncio, o relógio parece voltar a funcionar, os corpos parecem recuperar as forças; o sangue, que em algum momento parecia não correr pelas veias, agora parece correr feito louco; e eles se dão conta ­ mais uma vez ­ do que fizeram. Só que, diferente das outras vezes, eles não tem um copo de uísque e uma garrafa de vinho para pôr a culpa de seus atos. 

Não há circunstância, motivos. 

Eles fizeram. 

Só.

O mais velho então, ciente do que fez, martiriza­se mais uma vez antes de se dirigir à cozinha a procura de alguma bebida ­ ou somente uma desculpa para não precisar ficar naquele sofá observando suas promessas virarem ruínas ­ forte para tirar­lhe dos sentidos e o ajudar a ter desculpas na manhã seguinte.

E é no balcão da cozinha, encarando a parede, com um copo de uísque nas mãos e as mil desculpas na outra, que Yixing se dá conta de que na verdade está, sim, apaixonado novamente por Jongin.

Que na verdade nunca o esqueceu, que tudo o que criou para si mesmo foram motivos e mais motivos inúteis que de nada serviram quando tudo o que fazia era pensar mais em mais em quando o veria, ou se o veria novamente. 

Durante os anos em que ficou longe de Jongin, encarava o celular esperançoso de que uma mensagem chegaria mesmo que soubesse que o outro não tinha o seu número, o seu endereço e nem mesmo o seu e­mail. E tomando daquela bebida que corta­lhe a garganta, ele decide que foda­se, cansou de lutar contra algo que já foi decidido.

Entretanto, é o barulho das chaves na fechadura e dos passos abafados que o desperta, e ele volta correndo até a sala, encontrando nada mais que travesseiros atirados ao chão, a porta da sala entreaberta, o sofá totalmente bagunçado e nenhum sinal do homem que há poucos minutos dividia-o com ele. 

As lágrimas tímidas escorrem pelo rosto de Yixing na mesma velocidade em que ele se dirige até a porta, correndo até o lado de fora em uma esperança vaga de encontrar Jongin no corredor, esperando­-o. 

Quis gritar e correr atrás do outro, dizer que está arrependido, contar-­lhe a verdade e dar-­lhe ao menos o seu número para contatos, porque o que ele não quer mesmo é perdê-lo uma outra vez. Porém, ele não se permite; tudo o que faz é deixar que as lágrimas só escorram livres, porque ele quer mesmo é chorar tudo o que não chorou.

E ele só quer ficar ali, naquele sofá, relembrando o toque e o cheiro gostoso de Jongin.

Yixing percebe que tem frio no mesmo instante em que percebe na mesinha de centro um papel que não estava lá, e as mãozinhas pequenas o agarram como agarraram a camisa de Jongin ainda lá no térreo. Os olhos pequenos passeiam por aquele papel meio amassado, meio empurrado de qualquer jeito sobre a mesa, e a caligrafia inconfundível, meio rabiscada e um tanto bonita, de alguma forma, despertam a curiosidade de Yixing.


''XXXX­8699. Você deveria me ligar. Foi muito bom te ver, Yixing.'' 


Os lábios pequenos se curvam em um sorriso satisfeito, as lágrimas molhando o papel, deixando desesperado um mais velho que teme perder os números neste anotado. Os braços rodeiam os joelhos dobrados sobre o sofá, e ele abraça as próprias pernas, tão feliz que sente que pode ter um infarto à qualquer momento. E naquela sala, Yixing só tem certeza de duas coisas:

Primeiro; com certeza salvaria aquele número em todos os lugares que pudesse.

Segundo; Jongin é um tremendo e formado filho da puta.


Notas Finais


capa: @shuyeh (fiz no picsart, na pressa, por isso a baixa qualidade).♡
betagem: @deus.♡
obrigado por ler!


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