História Cretino Abusado! (Vondy Adaptada) - Capítulo 24


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Categorias Rebelde
Personagens Christopher Uckermann, Dulce Maria
Tags Amor, Christopher Uckermann, Diego Bustamante, Dulce Maria, Dyc, Dyr, Fanfic, Rbd, Rebelde, Roberta Pardo, Romance, Vondy
Visualizações 49
Palavras 2.685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Vinte e Quatro


Por Christopher

 

Anahi estava sentada no sofá com as pernas cruzadas.

— Vai voltar hoje à noite?

Assenti.

— Não tenho tempo a perder. A cada segundo que estou aqui, ele ganha mais espaço. Só voltei para pegar a moto. — Franzi a testa. — Ela quer que eu a leve para dar uma volta.

— Isso é ótimo e tudo o mais. Só espero que ela não esteja dando uma volta em você.

— Isso é exatamente o que quero, maninha.

— Você sabe o que eu quero dizer! Te enrolando. O fato de ela ter um namorado que parece ser um cara legal torna as coisas complicadas. Ela não vai querer machucá-lo.

— Sei que isso não é ideal. Mas aqui está a chave para o que eu precisava saber. — Coloquei a mão no bolso de trás e peguei a chave da casa da Dulce. — Bem aqui.

— Isso é literalmente uma chave.

— Exatamente. — Pisquei. — Ele não tem uma. E ela deu esta aqui para mim. Tudo bem, era para que eu pudesse usar o banheiro enquanto estivesse cuidando do jardim. Mas o que o fato de ele não ter uma quer dizer?

— Que ele não está cortando a grama. — Ela riu. — Eu quero acreditar que você vai ganhar a garota no fim, mas fico nervosa quando penso no contrário. É só isso.

— Se isso acontecer, seu querido irmão de coração partido vai acampar no seu sofá, ficar o dia todo de pijama e se empanturrar de chocolate.

Ela jogou uma almofada em mim.

— É isso que me assusta.

— Você está preocupada comigo. — Joguei a almofada de volta. — Isso é fofo, mas desnecessário.

— Eu realmente espero que você esteja certo.

 

***

 

De volta a Temecula e trazendo a moto, eu estava ansioso para vê-la. Era sexta-feira à tarde, então ela ainda estava no trabalho. Incapaz de conter meu entusiasmo, mandei uma mensagem.

Eu: Com vontade de me abraçar?

Dulce: Como é?

Eu: Pare de pensar bobagens, safadinha. Fui buscar a Harley em Hermosa Beach. Está pronta para realizar sua fantasia de motoqueira comigo?

Dulce: Você quer me levar para dar uma volta?

Eu: Entre outras coisas, sim.

Dulce: Quando?

Eu: Esse fim de semana, se estiver livre. Poderíamos fazer uma pequena viagem.

Dulce: Na última vez que viajei com você, fiquei em apuros.

Eu: Vamos, princesa. Vou deixar você me chamar de Charlie Hummer, a máquina de guerra.

Dulce: Hunnam. LOL. Charlie Hunnam!

Eu: Gosto mais do Hummer Potente.

Dulce: Tenho certeza de que você gosta, seu pervertido.

Eu: Quem é o pervertido? Eu estava falando sobre o carro. Sobre o que você estava falando? Melhor ainda… pode demonstrar?

Dulce: Você é inacreditável.

Eu: Você está sorrindo?

Dulce: Talvez.

Eu: Bom. E aí, o que me diz?

Dulce: Amanhã não posso. O que acha de domingo?

Não queria esperar um dia inteiro para passar um tempo com ela, então me senti um pouco desapontado.

Eu: Estou disponível no domingo.

Dulce: Preciso levar alguma coisa?

Eu: Tenho tudo sob controle.

Dulce: Isso me assusta.

Eu: LOL. Deveria.

Dulce: Vejo você no domingo então.

Eu: A que horas devo buscá-la?

Dulce: Meio-dia?

Eu: Ótimo.

Ela não respondeu. Não pude deixar de enviar uma última mensagem.

Eu: Mal posso esperar.

Passei o resto da sexta-feira preparando tudo para a nossa viagem de domingo. Primeira tarefa: comprar um capacete para Dulce. Na loja, quase morri de rir quando vi um que parecia uma casca de melancia com um triângulo que fazia parecer como se um pedaço tivesse sido cortado. Imaginei que ela me mataria se eu a fizesse usar aquilo. Escolhi um que era perfeito para ela.

Como não costumava andar com ninguém, ajustei a suspensão traseira da moto para levá-la em segurança.

De volta ao hotel, pesquisei na internet uma rota que poderíamos seguir e um bom lugar onde poderíamos fazer uma parada. Encontrei uma cidade chamada Julian que ficava a uns cento e vinte quilômetros de distância. Isso significaria umas duas horas de viagem. Era uma área montanhosa a cerca de uma hora ao leste de San Diego e, aparentemente, conhecida por suas tortas de maçã. Torta de maçã para a minha garota deliciosa.

Julian foi a minha escolha.

Fiquei fantasiando sobre encontrar um hotelzinho no qual poderíamos passar a noite, mas sabia que ela não aceitaria. Por isso, o nosso destino tinha que ser próximo o suficiente para que pudéssemos ir e voltar em um horário decente.

 

***

 

Finalmente o domingo chegou. Certifiquei-me de realizar todas as fantasias de motoqueira de Dulce.

Usando uma jaqueta de couro marrom, jeans e meu capacete preto, eu estava pronto para reivindicar a única mulher que sempre quis na minha garupa. Era melhor que Charlie Hummer tomasse cuidado.

Em vez de ir até a porta, acelerei a moto bem na frente da casa de Dulce, fazendo com que ela saísse. O bairro todo agora estava ciente da minha chegada.

Dulce apareceu, e meu coração se aqueceu ao vê-la sorrindo. Ela estava usando uma jaqueta curta e justa de couro preto que abraçava seus seios. Porra. Seu cabelo estava solto, e ela usava botas de couro preto sobre o jeans.

Enquanto eu segurava seu capacete, abri um sorriso enorme.

— Caramba, você está muito gata.

Ela cobriu a boca e riu quando olhou para o capacete rosa que eu tinha escolhido. Na lateral estava escrito Princesa Motoqueira.

— Princesa Motoqueira? Você fez isso?

— Não. Tinha na loja de motos. Viu que perfeição? Era destino.

— Seria realmente perfeito se no seu estivesse escrito Cretino Abusado.

— Ela piscou. Adorei perceber que a Dulce mordaz estava ali. Meu membro adorou ainda mais.

— Pronta, princesa?

— Sinceramente, estou com um pouco de medo. Nunca andei em uma dessas na vida.

— Sabe a sensação que se tem quando está andando de conversível?

— Sim.

— Bem, multiplique por dez. É assim que vai ser. Incrível demais, Dulce.

Ela ainda parecia nervosa.

— Você está nervosa, linda?

— Não posso evitar.

— Não tenha medo. Só não me solte. Lembre-se principalmente disso.

Por favor, nunca me solte.

— Acredite em mim. Não vou te soltar — disse ela.

— Isso é uma promessa?

Ela corou, sabendo o que eu estava querendo começar, e ignorou a pergunta.

— Esta é a minha primeira vez também, sabia? — falei.

— Como assim? Você já andou de moto muitas vezes.

— Sim, mas você é a primeira mulher que anda comigo.

— Sério?

— Sim. — Coloquei o capacete em sua cabeça. — Aqui, deixe-me ajudá-la. — Ajustando a alça, olhei em seus lindos olhos e falei: — Agora vou te ensinar algumas coisas antes de irmos. Li algumas coisas sobre segurança.

— Tudo bem. — Ela estava adorável com aquele capacete rosa enorme na cabeça.

Sentei-me na moto.

— Sente atrás de mim.

Ela fez o que eu disse.

— Passe os braços ao redor da minha cintura.

Acalmei-me por um momento com a sensação que seu abraço firme havia provocado.

— Vê o que está fazendo agora? Continue fazendo isso. Segure em mim o mais forte que puder.

— Ok.

Olhei para trás.

— Agora, isto é muito importante. Quando eu fizer uma curva, relaxe o corpo. Não se incline na direção oposta. Esse vai ser o seu impulso, mas não faça isso. Ok?

— Ok.

— Outra coisa. Vai ser difícil que a gente se ouça, a menos que gritemos. Então, se você não quiser gritar e por qualquer motivo precisar que eu pare, basta me tocar no ombro. Mas essa é a única vez que você pode me soltar.

Minhas regras eram um pouco exageradas, mas eu ia aproveitar a experiência de ficar perto dela com tudo o que tinha direito.

— Hora de ir. Pronta?

Ela encolheu os ombros.

— Tão pronta quanto possível.

Liguei o motor e pegamos algumas ruas calmas antes de entrar na rodovia. Dulce não me soltou.

Nem uma vez sequer.

Nunca tinha imaginado como seria bom ter alguém atrás de mim. Bem, acho que era porque ela estava atrás de mim. Eu tinha esquecido o quanto sentia falta andar de moto, aquela sensação de passar através das engrenagens, o vento batendo em meu rosto e a sobrecarga sensorial.

Era a melhor coisa depois de sexo – um sentimento de poder absoluto.

Ter que me concentrar na estrada e em tudo ao meu redor trazia uma estranha sensação de calma.

Apesar de estar me divertindo, eu estava consciente do quanto precisava ser cuidadoso por estar com a vida de Dulce em minhas mãos. Estar em uma moto lhe deixa consciente demais de sua própria mortalidade, especialmente na autoestrada. Nosso percurso alternava entre a rodovia e estradas arborizadas que eram cercadas por montanhas. Mesmo que a paisagem fosse de tirar o fôlego, senti falta do seu rosto bonito. Mal podia esperar para vê-la corada e com os cabelos bagunçados pelo vento.

Uma das partes mais divertidas foi tentar conversar com Dulce. Ela não conseguia ouvir o que eu estava dizendo. Então eu gritava as coisas que queria poder dizer a ela.

Estávamos quase chegando ao nosso destino quando gritei:

— Mal posso esperar até você se sentar na minha cara.

— O quê?

— Eu disse que mal posso esperar para ver a sua cara.

Outra vez foi:

— Acho que deveríamos nos casar de verdade.

— O quê?

— Acho que estamos chegando à cidade.

Quando chegamos a Julian, Dulce estava exatamente como eu esperava. Seu rosto estava vermelho e o cabelo bagunçado pelo vento. Exigiu-me toda a força de vontade do mundo para não colar os lábios nos dela.

Sacudindo os cabelos, ela perguntou:

— O que vamos fazer primeiro?

Eu estava tão vidrado nela que não tinha registrado a pergunta imediatamente.

— Hã?

Ela repetiu:

— Para onde vamos?

— Vi que este lugar é famoso pela torta de maçã. Por que não vamos atrás de uma?

Dulce riu.

— Viajamos quase duas horas de moto por causa de uma torta de maçã?

— Isso mesmo.

— Só você faria isso. Essa é uma das coisas que mais gosto em você. De alguma forma, tudo pode parecer uma aventura. Mesmo que seja comer uma torta de maçã.

— Isso é um elogio?

— É. — Ela me deu o mais doce dos sorrisos. — E eu adoraria dividir uma torta de maçã com você.

Algo definitivamente a suavizara. Talvez tenha sido o passeio. Essa experiência toda era muito íntima, especialmente para o passageiro, uma vez que ele coloca sua vida nas mãos de outra pessoa.

Acho que a impressionei.

Uckermann, um ponto.

Dick… Zero.

Fomos até o Julian Café, que se vangloriava de servir a melhor torta de maçã da cidade. Nos sentamos em uma mesa de canto aconchegante. Nos serviram generosas fatias de torta de maçã, assadas com canela em uma massa amanteigada com bolas de sorvete de baunilha em cima. Eles não estavam brincando: era a melhor torta que eu já tinha provado. Pelo menos este dia incluiria algo orgástico.

Nossa conversa começou bastante fácil. Conversamos sobre o abrigo, os planos de Dulce para transformar o quarto de hóspedes em um escritório, um novo tipo de ioga que ela estava praticando.

Eu tinha fé em Deus que conseguiria colher os frutos disso um dia. Contei a ela sobre minha viagem a Hermosa Beach e meus planos de erguer um pequeno galpão em sua casa para guardar meu equipamento de jardinagem. Então eu meio que arruinei a conversa.

— Onde Dick… uh… Richard acha que você está hoje?

— Com um amigo.

Soltei uma risada sarcástica.

— Ok. Esticando um pouco a verdade.

— Por que isso é tão engraçado? Não estamos tentando ser amigos? Foi ideia sua.

— Eu uso o termo amigo muito livremente. Mais ou menos como, hã, não sei, namorada.

— Eu não sou sua namorada.

— Não, você é minha maldita esposa.

— Christopher…

— Relaxa. Estou brincando. — Não era verdade. — Olha, o que quero dizer é que você pode se convencer de que isso é inocente por enquanto, mas duvido que Dick iria gostar de te ver com um amigo que tem como objetivo te roubar dele. Esse amigo também tem uma chave da sua casa que ele não tem. Não pense que não notei isso. Não se engane, Dulce. Caso eu não tenha deixado isso claro, quero te roubar dele. Sou seu amigo por enquanto, mas isso não é suficiente para mim. Nunca será. Quero você na minha cama todas as noites e na minha frente todas as manhãs na mesa do café. Porra, quero você de café da manhã. E não ficarei satisfeito até que eu te tenha por completo. — Aborrecido comigo mesmo por ter perdido a compostura no que deveria ser uma viagem tranquila para comer torta de maçã, puxei os cabelos e olhei para o prato vazio. Baixei o tom de voz. — Sinto muito. Eu simplesmente não consigo fingir.

Desconcertada, ela ficou quieta, mas acenou com a cabeça em compreensão.

— Tudo bem.

Depois da minha constrangedora explosão de raiva, precisávamos sair dali. Levantei-me da cadeira.

— Quer dar uma volta para conhecer o lugar antes de pegarmos a estrada de novo?

— Eu adoraria.

Fomos dar um passeio e acabamos parando em uma pequena livraria que também vendia bugigangas. Dulce estava olhando uma pulseira que tinha um símbolo de paz budista. Quando ela se distraiu com um livro de Deepak Chopra, comprei a pulseira. Assim que saímos, entreguei a ela.

— Queria te dar algo para que você se lembrasse da sua primeira viagem de moto. Espero que não seja a última.

— Como se eu pudesse me esquecer deste dia — disse ela. — Mas foi muito gentil da sua parte. Obrigada. Adorei.

— Eu sei. Vi você dando uma olhada na pulseira. Eu estava te olhando, porque não consigo tirar os olhos de você. Então… — Coloquei minhas mãos nos bolsos e olhei ao redor enquanto minhas palavras morriam.

Ela a colocou no pulso.

— Talvez isso ajude a trazer paz à minha vida.

Enquanto estávamos na calçada, me toquei que aquela situação era igualmente difícil para ela.

Passei tanto tempo imerso em meus próprios medos que acabei me esquecendo do que tudo isso poderia significar para Dulce. Eu praticamente voltei dos mortos quando ela estava arrumando a vida e virei seu mundo de cabeça para baixo.

Muito tentado a segurar sua mão, apertei os dentes e me refreei. Em vez disso, falei:

— As pessoas gostam de fazer trilha por aqui. Se tivéssemos mais tempo, poderíamos ficar em uma das cabanas e passar o fim de semana na cidade. Mas sei que você tem que voltar.

— Talvez outra hora. — Ela sorriu.

— Sim.

Cerca de uma hora depois, estávamos de volta à estrada. Algo no tom da viagem de volta era diferente. Enquanto o sol se punha no horizonte, seu abraço relaxou um pouco. Nós dois estávamos quietos e, na metade do caminho, Dulce descansou o queixo nas minhas costas. Foi um pequeno gesto, mas enviou algo que parecia eletricidade através de mim.

Significava tudo. Era fácil nos imaginar viajando todos os fins de semana. Não havia nada como a sensação de ter sua mulher na garupa da moto. Ela era minha mulher. Se eu era ou não seu homem era a questão que permanecia sem resposta.

Ao chegarmos à casa de Dulce, o som de grilos substituiu o motor rugindo da moto quando a desliguei. Ficamos sentados em silêncio. Ela não desceu da moto nem soltou minha cintura, então eu não me mexi.

Finalmente, ela falou. Sua voz estava baixa.

— Não vou te deixar esperando para sempre, Christopher. Eu juro. Não é justo. Tenho que resolver isso.

Levantei suas mãos, que ainda estavam enroladas na minha cintura, e as apertei contra meu peito com firmeza.

— Não vou a lugar algum tão cedo, princesa.

Ela soltou um profundo suspiro e desceu da moto. Eu podia ver Pixy na janela nos observando.

Cabrito cego uma ova.

Puxei a frente de sua jaqueta de couro.

— Quando vou te ver outra vez?

— Não sei.

— Pensa um pouco.

— Obrigada por hoje. Nunca vou me esquecer.

Seu último comentário não caiu bem.

Nunca vou me esquecer.

— Você foi ótima, princesa. Mal posso esperar para fazer isso de novo.

Na volta para casa naquela noite, tomei uma decisão difícil. Eu ia me afastar um pouco. Ia dar espaço a ela. Dizem que, se você deixar algo livre e aquilo não voltar para você, nunca foi seu de verdade. Mas, levando em consideração o fato de que eu já tinha ido embora uma vez, não havia como apostar nisso.

 


Notas Finais


Gente, perdão a demora pra postar, mas restam apenas cinco capítulos pra chegarmos ao fim e to com dó de acabar hahahahaha continuem comigooooo!!

E ah, se quiserem que eu adapte mais histórias, me avisem e dêem dicas ou sugestões! Beijos ♥


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