História Cretino Irresistivel - Capítulo 17


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Categorias Cretino Irresistível (Beautiful Bastard)
Tags Michaentina, Ronderista, Simbar, Zenerista
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Palavras 2.061
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mini Maratona!!

Capítulo 17 - Cap 7 Parte 1


Michael Ronda


Passei a maior parte do sábado correndo perto do lago, tentando tomar um pouco de ar, manter uma distância e clarear meus pensamentos. Mesmo assim, a viagem de uma hora de carro até a casa dos meus pais proporcionou tempo suficiente para o emaranhado de frustração voltar a se instalar na minha mente: a srta. Zenere, o quanto eu a odiava, o quanto eu a desejava, as flores que Marcos enviou. Esticando-me no banco do carro, tentei deixar que o som do motor me acalmasse. 

Não estava funcionando.

Então, o fato era o seguinte: eu me sentia possessivo em relação a ela. Não de um jeito romântico, mas de um jeito troglodita do tipo “golpeie-a na cabeça, arraste-a pelo cabelo até a caverna e transe com ela”. Como se ela fosse meu brinquedo e eu tivesse de manter os outros meninos do parquinho longe dela. Isso  não é doentio? Se a srta. Zenere me ouvisse admitir isso, ela cortaria meu saco e me daria para comer. Agora, a questão era como proceder. Obviamente, Marcos estava interessado. Como poderia não estar? Tudo que ele tinha eram as informações que a minha família passava, e eles obviamente gostavam dela e tenho certeza que mostraram pelo menos uma fotografia. Se eu só tivesse essas  informações, também me interessaria. Mas não havia como ele conversar com ela de verdade sem perceber a megera que ela é. A não ser que ele quisesse apenas trepar com ela...

O som do couro no volante do carro sendo apertado pela minha mão me disse que era melhor não pensar muito nisso.

Ele não teria concordado em encontrá-la na casa dos meus pais se tudo que quisesse fosse sexo, não é? Pensei sobre isso. Talvez ele realmente quisesse apenas conhecê-la melhor. Inferno, até eu tenho de admitir que fiquei um pouco intrigado antes de nos encontrarmos cara a cara. É claro, isso não durou muito, e ela acabou se revelando a pessoa mais irritante que eu já tinha conhecido.

Infelizmente para mim, ela também era a melhor transa que eu já tivera.

Merda, era melhor que ele não fosse tão longe com ela. Eu não saberia como esconder um corpo nessas redondezas.

Ainda lembro da primeira vez em que a vi. Meus pais foram me visitar no Natal quando eu morava no exterior, e um dos meus presentes foi um porta-retratos digital. Enquanto olhava as fotos com minha mãe, parei a sequência em uma foto dos meus pais com uma linda garota de cabelos escuros.

– Quem é essa com você e o papai? – perguntei. Minha mãe contou que seu nome era Valentina Zenere e que trabalhava como assistente do meu pai, e que era maravilhosa e tal. Ela devia ter apenas vinte anos na foto, mas sua beleza natural era arrebatadora.

Com o passar dos anos, seu rosto frequentemente aparecia nas fotos que minha  mãe me enviava; em reuniões na empresa, festas de Natal e até festas na casa dos meus pais. Seu nome ocasionalmente surgia quando minha família relatava os acontecimentos do trabalho e da vida em geral.

Então, quando foi decidida a minha volta para a empresa, meu pai explicou que a srta. Zenere estava cursando a Northwestern e que sua bolsa requeria experiência prática. Disse também que meu cargo seria um objeto de estudos perfeito para o MBA dela. Minha família a amava e confiava nela, e o fato de meu pai e irmão não terem qualquer reserva sobre sua habilidade de lidar com o trabalho ajudou a me convencer. Concordei imediatamente. Fiquei um pouco preocupado que minha apreciação por sua beleza pudesse interferir na habilidade de ser seu chefe, mas rapidamente me tranquilizei, pensando que o mundo está cheio de mulheres bonitas e que eu conseguiria separar as coisas com facilidade.

Como fui idiota.

E agora eu conseguia enxergar todos os erros que cometera nos últimos meses.

Mesmo naquele primeiro dia, tudo estava se encaminhando para isto.

Para piorar as coisas, parecia que ultimamente eu não conseguia transar com mais ninguém sem pensar nela. Eu estremecia só de lembrar da última vez em que tinha tentado.

Aconteceu alguns dias antes do Incidente na Janela – era assim que eu chamava nossa primeira transa. Eu precisava participar de um evento de caridade. 

No escritório, fiquei admirado ao ver a srta. Zenere num vestido azul incrivelmente sexy que eu nunca tinha visto antes. No instante em que a encontrei, desejei jogá-la na mesa e foder sem piedade.

Passei toda aquela noite com uma linda morena ao meu lado, mas estava totalmente distraído. Eu sentia que estava chegando ao meu limite e que eventualmente iria explodir. Mal sabia eu que aquilo não iria demorar. Tentei provar a mim mesmo que a srta. Zenere não estava influenciando minha mente e fui para casa com a Morena. Entrando em seu apartamento, nós nos beijamos e tiramos rapidamente a roupa, mas tudo parecia estranho. Não é  que ela não fosse gostosa e interessante, mas, quando a deitei na cama, o que visualizei foram cabelos loiros esparramados nos travesseiros. Quando beijei seu peito, eu queria sentir seios fartos e reais – e não siliconados como aqueles. E, mesmo quando coloquei a camisinha e me posicionei em cima dela, eu sabia que a morena era apenas um corpo sem rosto que eu estava usando para minhas necessidades egoístas. Tentei manter a srta. Zenere longe dos meus pensamentos, mas fui incapaz de evitar a imagem proibida de como seria tê-la debaixo de mim. Foi apenas por pensar nessa imagem que eu consegui gozar com força, rapidamente saindo de cima da morena, odiando a mim mesmo. Agora, relembrando o incidente, eu estava ainda mais enojado do que no momento em que aconteceu, pois percebia que, naquele momento, eu permitira que ela entrasse na minha mente e permanecesse lá.

Se eu conseguisse passar por esta noite, as coisas poderiam ficar mais fáceis.

Estacionei o carro e comecei a dizer em minha mente: 

Você consegue. Você consegue.

– Mãe? – chamei, olhando em cada cômodo por que passava.

– Estou aqui, Michael – ouvi sua resposta vindo do quintal dos fundos.

Abri as portas francesas e fui recebido com o sorriso da minha mãe enquanto ela colocava os toques finais na mesa que ficava lá fora.

Abaixei para que ela pudesse me dar um beijo.

– Por que vamos comer aqui fora?

– A noite está tão linda, pensei que poderia deixar as pessoas mais confortáveis aqui do que sentadas naquela sala de jantar. Você acha que alguém vai se importar?

– É claro que não – eu disse. – É lindo aqui fora. Não se preocupe.

E estava mesmo lindo. O jardim possuía uma grande pérgola branca cujas vigas estavam cobertas de vegetação. No centro havia uma grande mesa para oito pessoas, coberta por uma delicada toalha de renda branca, sobre a qual estava a louça favorita de minha mãe. Velas e flores azuis descansavam sobre pequenos suportes de prata, e um candelabro de aço brilhava acima de tudo.

– Você sabe que nem mesmo eu consigo evitar que a Sofia rasgue essas coisas da mesa, não é? – coloquei uma uva na boca.

– Ah, ela vai ficar com os pais da Estela hoje. Melhor assim – ela disse. – Se a Sofia viesse hoje, ela acabaria roubando toda a atenção.

Merda. 

Com a Sofia fazendo caretas na minha frente, eu teria algo para me distrair do Marcos.

– Hoje a noite é toda para a Valentina. E estou realmente esperançosa que ela e Marcos gostem um do outro – minha mãe continuou arrumando o jardim, acendendo velas e fazendo ajustes de última hora, completamente alheia à minha angústia.

Eu estava ferrado. Enquanto considerava sair correndo de lá, ouvi Kevim chegar – com pontualidade, desta vez.

– Onde está todo mundo? – ele gritou, com sua voz grave ecoando pela casa vazia. Abri a porta para minha mãe, nós entramos e encontramos meu irmão na cozinha.

– Eeentão, Mike – ele começou, apoiando seu grande corpo no balcão –, está animado para o jantar?

Esperei até nossa mãe sair novamente para o jardim e o encarei com um olhar cético.

– Acho que sim – respondi, todo casual. – Acho que a mãe fez torta de limão. Minha favorita.

– Você é tão metido. Quero só ver quando o Marcos começar a flertar com a Valentina na frente de todo mundo. Isso pode tornar a noite muito interessante, você não acha?

Ele estava arrancando um pedaço de pão de uma das grandes tigelas do balcão da cozinha, quando sua esposa, Mina, entrou e deu um tapa em sua mão.

– Você quer deixar sua mãe maluca estragando seu apetite para o jantar que ela planejou tanto? Comporte-se, Kevin . E nada de provocar ou fazer piadinhas com a Valentima. Você sabe que ela deve estar uma pilha de nervos. Deus sabe que ela já tem de aguentar o bastante com esse aqui – ela disse, apontando para mim.

– Do que você está falando? – eu já estava cansando desse fã clube da Valentina Zenere. – Eu nunca fiz nada para ela.

– Michael – meu pai apareceu na porta, gesticulando para mim. Eu o segui para fora da cozinha e entramos em seu escritório. – Por favor, comporte-se no jantar. Eu sei que você e a Valentina não se dão bem, mas estamos em casa, não no seu trabalho, e eu espero que você a trate com respeito.

Apertei meu queixo com força e concordei balançando a cabeça, pensando em todas as maneiras como eu a desrespeitara nas últimas semanas.

Enquanto eu estava no lavabo, Marcos chegou, trazendo uma garrafa de vinho e algumas variações de seus cumprimentos exagerados: um “Você está linda” para minha mãe, um “Como vai o bebê?” para Estela e uma sólida combinação de aperto-de-mão-e-abraço-másculo para Kevin e o meu pai.

Esperei um tempo no corredor, mentalmente me preparando para o resto da noite. Tínhamos uma boa amizade com Marcos quando éramos crianças e durante a escola. Eu ainda não o tinha encontrado desde que voltara de Paris, mas ele não tinha mudado muito. Marcos era um pouco mais baixo do que eu, com um corpo esguio, cabelo preto e olhos escuros. Acho que algumas mulheres o considerariam bonito.

– Michael! – aperto de mão, abraço másculo. – Cara, há quanto tempo não nos vemos?

– É verdade,Marcos. Acho que desde o colegial – respondi, apertando sua mão com firmeza – Como você está?

– Estou ótimo. As coisas estão indo muito bem. E você? Vi sua foto em várias revistas, então acho que também está indo muito bem, não é? – ele deu tapinhas em minhas costas.

Que babaca.

Assenti ligeiramente e forcei um sorriso. Decidi que precisava de mais um tempo para pensar, então pedi licença e subi as escadas até meu antigo quarto.

Simplesmente entrar pela porta já fez com que eu me sentisse mais calmo. O quarto pouco mudara desde os meus dezoito anos. Mesmo quando eu estava fora do país, meus pais o mantiveram praticamente do mesmo jeito que estava quando entrei na faculdade. Sentado na minha antiga cama, pensei em como me sentiria se a srta. Zenere realmente se envolvesse com o Marcos Ele era sim um cara legal e, apesar de odiar admitir, definitivamente havia uma chance de eles se darem bem. Mas o pensamento de outro homem tocando a pele dela fazia cada músculo em meu corpo se contrair. Lembrei daquele momento no carro quando eu disse a ela que não conseguia parar. Mesmo agora, com toda minha pose de durão, não sei se conseguiria.

Ouvi uma nova rodada de cumprimentos e a voz de Marcos no andar de baixo, então decidi que era hora de descer e encarar a realidade.

Quando pisei no último degrau, eu a vi. Estava de costas para mim... e o ar sumiu dos meus pulmões. Seu vestido era branco.

Por que tinha de ser branco?

Era um vestido de verão bem feminino que descia até um pouco antes dos joelhos e mostrava suas longas pernas. A parte de cima era feita do mesmo material, com pequenos laços sustentando o conjunto em cada ombro. Tudo que eu podia pensar era no quanto eu adoraria puxar aqueles laços e observar o vestido cair ao redor de sua cintura. Ou talvez cair até o chão.

Nossos olhos se encontraram e ela sorriu de uma maneira tão genuína e feliz que,  por um segundo, eu até acreditei.

– Olá, sr. Ronda.

Meus lábios tremeram com a diversão de vê-la fingir que não havia nada de peculiar naquele encontro com minha família.

– Olá, srta. Zenere – respondi com um aceno de cabeça. Nossos olhares não se separaram, mesmo quando minha mãe chamou todos ao jardim para as bebidas antes do jantar


Notas Finais


Esse jantar so ta começando!!!! Hahaha

Mais pode ser que vcs nao gostem do que vem pela frente!! So aguardem!


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