História Cretino Irresistivel - Capítulo 21


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Categorias Cretino Irresistível (Beautiful Bastard)
Tags Michaentina, Ronderista, Simbar, Zenerista
Visualizações 80
Palavras 1.909
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!!!

Capítulo 21 - Cap 8 Parte 2


Passei por eles e andei até a escadaria, sentindo raiva e dor como um pedaço de chumbo em meu estômago. A força da minha motivação e ética no trabalho sempre me sustentara durante tempos difíceis: fim de namoros, a morte da minha mãe, problemas com minhas amigas. Mas o meu valor para a RMG estava agora manchado com minha insegurança. Será que o sr. Ronda me enxergava de um jeito diferente porque eu estava transando com ele?

Agora que ele – finalmente – entendera que poderia ser ruim para ele se os outros soubessem o que acontecia entre nós, será que começaria a questionar meus julgamentos de um jeito mais amplo?

Eu era mais inteligente do que isso. Era hora de começar a agir como tal.

Eu me recompus antes de sair para o jardim e retomar meu lugar ao lado de Marcos.

– Está tudo bem? – ele perguntou.

Virei e o observei por um momento. Ele era mesmo bonito: cabelo escuro bem penteado, um rosto amável. Ele era tudo o que eu deveria procurar em um homem. Olhei para outra direção e vi o sr. Ronda voltando para a mesa junto com Estela, então rapidamente desviei o olhar.

– Acho que não estou me sentindo muito bem – eu disse, voltando a encarar o Marcos – Acho que vou terminar a noite por aqui.

– É mesmo? – ele disse, levantando-se para puxar minha cadeira. – Bom, eu te acompanho até seu carro. Eu me despedi de todos, e andei para dentro da casa  sentindo o toque pouco familiar de Marcos em minhas costas. Quando chegamos na garagem, ele sorriu timidamente e tomou minha mão.

– Gostei muito de te conhecer, Valentina. Posso te ligar qualquer dia desses e talvez  marcar aquele almoço?

– Me empresta seu celular – eu disse. Parte de mim se sentia mal por fazer isso, afinal, eu tinha acabado de transar com um cara no andar de cima e agora estava passando meu telefone para outro. Mas era hora de deixar tudo isso para trás, e um almoço com um cara legal parecia um bom começo.

Seu sorriso se alargou quando entreguei o celular de volta, e ele me deu seu cartão. Então tomou minha mão e a levou até seus lábios.

– Ligo para você na segunda. Com sorte, suas flores ainda estão te esperando na  sua mesa.

– A intenção é o que vale – eu disse, sorrindo. – Obrigada.

Ele parecia tão sincero, tão feliz pela simples possibilidade de me encontrar novamente, e me ocorreu que eu deveria estar suspirando ou ficando corada.

Mas o que eu realmente queria fazer era vomitar.

– É melhor eu ir.

Marcos assentiu, abrindo a porta do carro para mim.

– É claro. Espero que se sinta melhor. Dirija com cuidado. Boa noite, Valentina.

– Boa noite, Marcos

Ele fechou a porta e eu dei partida no carro. Com os olhos grudados à frente, dirigi para longe da casa da família do meu chefe.

Na manhã seguinte, na aula de ioga, considerei confessar tudo para a Giovanna. Antes eu me sentia razoavelmente segura de que poderia lidar com tudo isso sozinha, mas, após uma noite inteira encarando o teto e ficando completamente maluca, percebi que precisava conversar com alguém.

Poderia ser com a Malena, e mais do que ninguém ela entenderia a tentação que era meu chefe bonitão. Mas ela também trabalhava com o Kevin e eu não queria colocá-la numa posição constrangedora lhe pedindo para manter um segredo desses. Eu sabia que a Estela ficaria contente em ajudar, mas o fato de ela fazer parte da família Ronda, além das coisas que poderia ter ouvido, me deixava totalmente desconfortável. Era em situações assim que eu realmente desejava que minha mãe estivesse viva. Apenas pensar sobre ela já causava uma dor terrível em meu peito e lágrimas em meus olhos. 

Mudar para esta cidade para passar com ela os últimos anos de sua vida foi a melhor decisão  que já tomei. Viver tão longe de meu pai e de meus amigos às vezes era difícil, mas eu sabia que tudo acontece por uma razão. Eu só queria que essa razão surgisse logo e se revelasse.

Será que eu poderia contar para a Giovanna? Tenho de admitir que estava morrendo de medo do que ela pensaria de mim. Porém, mais do que isso, eu estava morrendo de medo de dizer as palavras em voz alta para alguém.

– Certo, por que você está me encarando assim? – ela perguntou. – Ou você tem alguma coisa para dizer ou eu estou suada de um jeito horrível e embaraçoso.

Tentei dizer que não era nada, que ela estava vendo coisas. Mas não consegui. O peso e a pressão das últimas semanas me esmagaram de tal forma que, antes que eu pudesse me controlar, meu queixo começou a tremer e eu comecei a chorar.

– Foi o que pensei. Vem – ela ofereceu a mão e me ajudou a levantar, pegando nossas coisas e me levando para fora da sala.

Vinte minutos, duas batidas de champanhe e uma crise nervosa depois, eu fiquei observando a expressão chocada da Giovanna em nosso restaurante preferido. Contei tudo: as calcinhas rasgadas, eu gostar das calcinhas rasgadas, os vários lugares, as sessões de beijos-eu-te-odeio, a Estela nos pegando em flagrante, minha culpa por sentir que estava traindo Davide e Virginia, o Marcos,  as declarações trogloditas do sr. Ronda e, finalmente, meu medo de estar no meio da relação mais disfuncional da história do mundo, sem ter qualquer controle sobre isso. Quando levantei a cabeça para encontrar seu olhar, eu estremeci. Ela parecia ter acabado de assistir um acidente de carro.

– Certo, deixa ver se eu entendi.

Assenti e esperei ela continuar.

– Você está dormindo com seu chefe.

Eu me encolhi ligeiramente.

– Bom, tecnicamente...

Ela levantou a mão, me impedindo de continuar.

– Sim, sim. Isso eu entendi. E esse é o mesmo chefe que você chama tão amavelmente de “cretino irresistível”?

Respirei fundo e assenti novamente.

– Mas você odeia ele.

– Exatamente – murmurei, desviando lentamente os olhos dos dela. – Odeio. Odeio muito mesmo.

– Você não quer ficar com ele, mas não consegue se afastar.

– Meu Deus, isso soa ainda pior vindo da boca de outra pessoa – soltei um grunhido enquanto mergulhava o rosto nas mãos. – Eu pareço ridícula.

– Mas e as transas? São boas – ela disse, com um toque de humor na voz.

– Isso não chega nem perto de descrever como é, Gio. Fenomenal, intenso, maluco, orgasmavelmente não chega nem perto de descrever.

– Orgasmavelmente nem é uma palavra.

Esfreguei o rosto e suspirei novamente.

– Cala a boca.

– Bom – ela respondeu, pensativa, e então limpou a garganta –, acho que pau pequeno não é o problema dele, afinal...

Deixei minha cabeça cair nos braços em cima da mesa.

– Não. Definitivamente esse não é o problema dele – olhei levemente para cima ao ouvir sua risada abafada.

 –Giovanna! Isso não é engraçado!

– Eu tenho de discordar. Você precisa admitir o quanto isso é maluco. Quer dizer, de todas as pessoas que conheço, você é a última que eu imaginaria caindo numa situação dessas. Você sempre é tão séria, com cada passo da sua vida cuidadosamente planejado. Vamos lá, você teve só alguns namorados sérios, e com todos eles você passou um tempão antes de finalmente transar. Esse seu chefe deve ser realmente uma coisa de outro mundo.

– Eu sei que não tem nada de errado em ter uma relação puramente sexual com alguém... eu consigo lidar com isso. E sei que às vezes eu sou muito controladora, mas o fato é que eu sinto que preciso controlar a mim mesma quando estou com ele. Quer dizer, eu nem gosto dele, mas mesmo assim... eu continuo caindo em tentação. 

Giovanna tomou um gole da batida e eu pude praticamente ver as engrenagens girando em sua mente enquanto pensava no que eu falei.

– O que é mais importante para você?

Olhei de volta, entendendo onde ela queria chegar.

– Meu emprego. Minha vida depois disso. Meu valor como funcionária. Saber que minha contribuição é importante.

– Você consegue se sentir bem quanto a essas coisas e continuar trepando com ele?

Dei de ombros, sem conseguir organizar meus pensamentos.

– Não sei. Se eu sentisse que as coisas estavam separadas, então talvez sim. Mas nossas únicas interações acontecem no trabalho. Nunca acontece de ser apenas um ou outro, é sempre trabalho e sexo numa coisa só.

– Então você precisa encontrar um jeito de parar de fazer isso. Você precisa manter distância.

– Não é tão simples – respondi, balançando a cabeça e começando a tagarelar: – Eu trabalho para ele. Não é fácil evitar todas as vezes em que ficamos sozinhos. É ridícula a quantidade de vezes que eu jurei que nunca mais transaria com ele, só para depois transar, horas mais tarde. E ainda por cima temos uma conferência daqui a duas semanas. No mesmo hotel, no mesmo espaço, o tempo todo. Com camas para todo lado!

– Valen, o que há de errado com você? – perguntou Giovanna, mostrando surpresa na voz. – Você quer continuar com isso?

– Não! É claro que não!

Ela me olhou desconfiada.

– Quer dizer... acontece que eu sou diferente quando estou perto dele. Tipo, eu quero coisas nas quais nunca pensei antes, e talvez seja bom me permitir querer essas coisas. Mas eu queria que fosse outra pessoa provocando essas coisas em mim, alguém legal, como o Marcos, por exemplo. Não é muito bom ser o meu chefe quem faz isso comigo.

– O que você gosta é a coisa de ser um chefe mandão? Tipo, dar uns tapas e coisas assim? – Giovanna riu, mas, quando eu desviei os olhos, ela quase engasgou. – Oh, meu Deus, ele deu umas palmadas em você?

Meus olhos se arregalaram na direção dela.

– Fale um pouco mais alto, Giovanna. Acho que o cara lá atrás não te escutou – assim que me certifiquei de que ninguém estava olhando, arrumei algumas mechas de cabelo na minha testa e continuei: – Olha, eu sei que preciso parar com isso, mas eu...

Eu parei de falar quando senti um calafrio subir por minha pele. Minha respiração ficou presa na garganta e eu virei lentamente para olhar em direção à porta. Era ele, com um visual desarrumado, vestindo camiseta preta, calça jeans, tênis e o cabelo bagunçado ainda mais sexy do que o normal. Virei novamente de frente para Gio sentindo todo o sangue sumir do meu rosto.

– O que foi, Valen? Parece que viu um fantasma – ela disse, esticando o braço para tocar minha mão. Engoli em seco tentando encontrar minha voz, então olhei para ela.

– Você consegue ver aquele homem perto da porta? Alto e bonitão? – ela levantou a cabeça levemente para olhar e eu dei um chute em sua canela por debaixo da mesa. – Não seja tão óbvia! Esse é o meu chefe. Os olhos dela se arregalaram e seu queixo caiu.

– O quê? – ela engasgou e balançou a cabeça enquanto o olhava de cima a baixo.

– Você não estava brincando, Valentina. Realmente é um cretino irresistível. Eu não expulsaria esse cara da minha cama. Ou carro. Ou provador. Ou elevador, ou...

– Giovanna! Você não está ajudando!

– Quem é a loira? – ela perguntou, acenando para eles. Eu me virei e vi o sr.Ronda sendo conduzido para uma mesa acompanhado de uma loira alta e com um belo corpo. Sua mão estava pousada nas costas dela. Uma pontada de ciúme atingiu meu peito.

– Mas que babaca – eu sussurrei. – Depois do que fez ontem? Ele deve estar de brincadeira – antes que Giovanna pudesse responder, seu celular tocou e ela abriu a bolsa. O “Oi, meu amor!” que ela soltou me disse que era seu noivo, e que a ligação iria demorar.


Notas Finais


Vish!!! Sera que ele ja ta em outra em Gente!?

Q vcs acham?!!!

Comentem!!


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